Centro Latino-Americano de Estudos em Cultura - CLAEC
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    GASTRONOMIA E TURISMO REFLEXÕES SOBRE A PRESERVAÇÃO DA CULINÁRIA TRADICIONAL NA CIDADE DE CALDAS NOVAS (GO)

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    A cidade de Caldas Novas, polo turístico encravado no interior do estado de Goiás e com importância econômica crescente, não só regional como nacional, é o ponto de partida para o objetivo de refletir sobre a importância da história e da cultura regionais para uma renovada percepção do turismo em todas as suas vertentes. Apesar de faltarem dados científicos sobre tal afirmação, sabe-se que os locais onde há recuperação e preservação histórica são os mais visitados em escala internacional, não só em termos de patrimônios visíveis ou materiais (arquitetura, arte, vestuário etc.), mas também outras características inerentes à cultura, como as festas, a dança e a gastronomia, que constituem, em sua composição, o patrimônio intangível de uma sociedade ou destino turístico. Neste sentido, incita-se a preservação do patrimônio cultural em um local de atração turística como um fator de contribuição para o desenvolvimento local em uma perspectiva sustentável. Para que isto ocorra, é necessário que a população local se envolva com este patrimônio histórico, consolidando o valor e o sentido histórico e até mesmo emocional deste para esta população. Há no turismo, e no desenvolvimento do mesmo, uma necessidade cada vez mais premente de se estudar e caracterizar não só os impactos econômicos envolvidos, mas também os impactos ambientais, sociais, psicológicos, geográficos, antropológicos e históricos, apesar do enfoque financeiro ainda ser em grande parte o norteador dos demais estudos. Nesta perspectiva, desenvolveu-se este artigo buscando refletir sobre a possibilidade de reencontrar a identidade histórico-cultural a partir das receitas que caracterizam este polo turístico nacional que é Caldas Novas, tendo como objetivos não apenas compreender a importância da preservação do patrimônio cultural imaterial para o desenvolvimento do turismo, mas também deste como mediador da recuperação e preservação do patrimônio cultural de uma localidade

    IDENTIDADE QUILOMBOLA: TRAJETÓRIA DE UM CONCEITO

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    Neste artigo fazemos a contextualização da formação histórica e social dos quilombos no Brasil. Apresentamos ainda, as trajetórias dos negros escravizados e a construção da cultura e identidade dos quilombos em Goiás, bem como, as características de comunidades tradicionais. Aspectos como a expressão cultural e as particularidades da religiosidade quilombola são analisados de forma qualitativa como fenômenos sociais que contribuem para formação identitária desses povos. Historicamente, após recorrentes tentativas de exploração dos indígenas para obtenção de mão de obra, os colonizadores portugueses optaram por escravizar os africanos trazendo-os para o Brasil com o objetivo de utilizar a força braçal dos negros na aquisição de riquezas. Esses escravos não eram escolhidos aleatoriamente, mas sim por terem habilidades que interessavam aos colonizadores. Contudo, apesar de disporem de uma estrutura social bem organizada, eles eram levados como cativos mesmo possuindo habilidades políticas e organizacionais. Uma significativa quantidade de negros viveram no Estado de Goiás durante o sistema escravista, estima-se que em 1750 havia cerca de 20 mil escravos em Goiás que, mesmo sendo submetidos à exploração e castigos diversos, trabalhavam principalmente nas minas contribuindo com a economia daquele período. Em algumas ocasiões até mesmo a acomodação era uma maneira de resistir e muitos escravos viviam de maneira “amigável” com seus senhores, podendo trabalhar, juntar riquezas, comprar alforrias, e até mesmo adquirir escravos

    Zumbi vive ainda, pois a luta não acabou

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    O trabalho tem como objetivo apresentar a trajetória histórica de luta por parte do movimento negro para a criação e implementação da lei 10.639 de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para a inclusão e obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira. Nesse movimento ficou evidente a preocupação com  a reconstrução da memória coletiva da população negra na qual a ancestralidade tem um papel preponderante para a construção da identidade racial e reafirmação cultural da população negra no contexto brasileiro recente. Outro ponto significativo para ressaltar é valorização pelo Movimento Negro para a educação de bases nas escolas, evidenciando que aí pode ser um importante espaço de reconstrução do conhecimento coletivo mediado por estudantes e professores. Apresentar a trajetória histórica de luta do movimento negro no País é também desconstruir o discurso da democracia racial e chamar a existência do racismo estrutural e institucional e compreender como o racismo opera em nossa sociedade

    Políticas Afirmativas: LGBT+Movimento

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    Esse resumo refere-se ao relato da experiência de criação de uma página em rede social para o projeto LGBT+Movimento. O projeto trabalha pela incidência, sensibilização e articulação de redes de afeto que facilitem a integração, acolhimento e expressão da pessoa LGBT+ deslocada, migrante e refugiada por motivações ligadas à sua condição enquanto tal, sensibilizando a comunidade, produzindo conhecimento, denunciando o cenário permanentemente violador e incidindo na criação e efetivação de políticas voltadas a atender as necessidades particulares dessa população. A cada 26 horas uma pessoa LGBT+ é morta no Brasil A expectativa de vida de pessoas transsexuais e travestis no Brasil é de 35 anos. Nas escolas, 70% des estudantes LGBT+ brasileires já sofreram discriminação nas escolas. Do período de 2011 a 2016, 980 pessoas transexuais foram mortas no Brasil. A página na rede social do Facebook (https://www.facebook.com/pg/lgbtmaismovimento ) foi ao ar no dia 22 de novembro de 2017 e teve o objetivo de popularizar e organizar informações acerca dos recortes do projeto, isto envolveu a pesquisas jurídicas, formulação de agendas de eventos locais, a disponibilização de um mapa de afetos, um mapa colaborativo de georeferenciamento contendo instituições e eventos de lazer ligados as questões LGBT+ e as questões acerca de deslocamento, migração e refúgio. Essa iniciativa conta com o apoio da TODXS, a primeira startup social brasileira sem fins lucrativos que promove a inclusão LGBT+, da PARES Cáritas RJ, programa de atendimento a refugiados e solicitantes de refúgio, do CEDPIR (Centro de Estudos em Direito e Política de Imigração e Refúgio) e da ACNUR (. Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados). A página também servirá de subsídio para a construção de pesquisa e monografia de mestrado sobre a criação de desigualdades atualmenteno Brasil.

    A Teoria Da Coculpabilidade Como Atenuante Penal Em Face Aos Crimes Cometidos Em Razão Da Desigualdade Social Existente No País

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    O ordenamento jurídico brasileiro prevê em sua Constituição Federal direitos e garantias fundamentais tais como a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, dentre outros, afirmando, que todos são iguais perante a lei. Em que pese à promessa constitucional formal, pode-se constatar que ela não está sendo observada pelo Poder Público, uma vez que vivemos em um país com condições extremamente precárias, pautado pela desigualdade social e econômica. Sob essa ótica, como consequência, há um significativo aumento do número de crimes, que vem se alastrando a cada dia, sendo que, em                                                                                                                                                                                                                                                                                                                sua maioria, estes crimes são cometidos por pessoas de baixa renda econômica e que muitas vezes vivem em situação de miserabilidade. Desse modo, questiona-se a possibilidade de uma corresponsabilidade do Estado no Direito Penal como forma de dividir a culpa, entendendo que ela não é apenas do indivíduo que cometeu o ilícito.  Essa corresponsabilidade é buscada também, na perspectiva do alcance das garantias constitucionalmente asseguradas ao cidadão, pois se o Estado não cumpre com seus deveres não teria ele o direito de punir, uma vez que concorre ao cometimento desses delitos. O que se busca alcançar, basicamente, seria a divisão da culpa, através de uma atenuante penal no momento da dosimetria da pena. Essa atenuante que é conhecida pela doutrina como Teoria da Coculpabilidade busca, em síntese, uma pena mais justa e proporcional ao acusado, na perspectiva de que o Estado cumpra com sua função e consequentemente acabe com a desigualdade social. No ordenamento jurídico, essa atenuante encontra-se implícita no Código Penal, mais precisamente no artigo 66, como atenuante inominada da pena

    A Marca Como Elemento Cultural – A Moda Ecológica de Flavia Aranha

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    Vive-se um momento em que as marcas podem ser reconhecidas como um elemento cultural de novo gênero uma vez que promovem sua imagem através de um universo estético. Assim, há um processo de criação que envolve desde o design de sua identidade visual até a produção da embalagem. Dentro desse contexto, as instituições saem em defesa de grandes causas como racismo, ética, proteção ambiental, entre outras, com o intuito de construírem uma ideia que possa contribuir com sentido e valores gerando engajamento por parte dos cidadãos. Afinal, a hipercultura revela consumidores que almejam adquirir não apenas produtos, mas, principalmente, um suplemento que possa ajudá-los na construção de suas identidades, que vêm sido construídas através de princípios estéticos. Por isso, o artigo propõe uma análise desse contexto a partir da marca latino-americana “Flavia Aranha” como estudo de caso a fim de levantar as novas relações entre marca e cultura, tendo em vista a valorização de uma arte que leve em consideração diversos saberes, incluindo aqueles advindos de artesãos, contrariando uma noção hegemônica de cultura

    Irunditia: as narrativas de viagem do toánucê Murillo de Campos nas expedições da comissão de Rondon

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    Este texto pretende investigar e analisar, a atuação do médico e higienista do exército brasileiro Murillo de Souza Campos, como produtor e um dos divulgadores do conhecimento científico da área da saúde desta instituição, entre os anos de 1910 a 1950. A participação de Murillo de Campos no cenário nacional foi materializada em diversas publicações como jornais, periódicos, entre outros. Para este trabalho daremos ênfase na obra “Interior do Brasil: Notas médicas e etnográficas”, publicado em 1936. Neste livro Murillo de Campos descreve as viagens que realizou ao interior do Brasil no período das expedições científicas da comitiva do Candido Mariano da Silva Rondon, mais conhecido como Marechal Rondon. Nesta obra Murillo de Campos descreve suas atividades na região Nordeste de Mato Grosso, partindo do Rio de Janeiro a Cuiabá, através de Goias. Divido por regiões forjadas por este médico militar, o livro apresenta uma discussão de antropologia física e etnografia. O que nos chama atenção nesta obra e que vou explorar ao longo deste texto são as notas de tradução deste médico. Ao fim de cada capítulo Murillo de Campos apresentou um dicionário sobre os principais termos usados pelos indígenas que encontrou em sua expedição. Desta forma nossa preocupação é contextualizar este médico no campo intelectual do período e utilizando do conceito de tradução, aqui compreendo este conceito tanto no sentido da tradução como parte do processo de compreensão, por parte do receptor, da mensagem emitida por um emissor, quanto no que diz respeito às traduções de uma língua para outra. Assim sendo meu objetivo é perceber Murillo de Campos como sendo um “tradutor do mundo” que vivenciou enquanto passava pelas regiões do Brasil enquanto médico militar no início do século XX

    MEMÓRIAS SUBMERSAS: análise sobre as memórias coletivas na formação do reservatório de Itaipu

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    Este artigo compõe uma investigação inicial para identificar como a memória coletiva sobre a formação do Reservatório de Itaipu foi enquadrada do lado brasileiro. Trata-se de uma pesquisa composta por revisão bibliográfica, a qual também utilizou como fonte de dados mídias digitais e visitas aos atrativos turísticos da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Conclui-se que o enquadramento da memória sobre o processo de formação do Reservatório Itaipu não inclui as memórias das comunidades. Embaixo d’água não ficaram apenas as ruínas, mas inúmeras memórias que a história oficial deixou de contar. No entanto, a memória precisa aflorar entre as disputas de memória, para cumprir seu papel de libertação do ser humano. Esta pesquisa pode contribuir para o despertar de trabalhos futuros, pois as memórias das comunidades que viveram o processo encontram-se submersas

    A produção de produtos orgânicos e agroecológicos no Sudoeste do Paraná

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    Esse trabalho procura refletir a produção de produtos orgânicos e agroecológicos na região Sudoeste do Paraná, mas especificamente no município de Verê. Local onde fica localizada a Cooperativa dos Produtores Orgânicos e Agroecológicos do Sudoeste do Paraná – Coopervereda. A atenção dada a essa região e a esse município se deve por estar relacionada ao assunto abordado em meu projeto de Doutorado em História, o qual procura questionar a estrutura agrária e fundiária da região Sudoeste do Paraná. Assim, nos primeiros levantamentos constatou-se a significativa atuação, tanto, de cooperativas agrícolas e de crédito, que incentivam a produção de monoculturas, quanto, de centros de apoio e promoção da produção orgânica e agroecológica, como a Coopervereda. Deste modo, utilizando-se da metodologia oral, este trabalho expõe para debate as formas de atuação desta Cooperativa no município de Verê, com atenção especial para seu trabalho junto aos agricultores da região. Para tanto, será utilizada uma entrevista realizada com o agricultor Décio Cagnine, que produz em sua propriedade alimentos orgânicos, além de prestar assessoria a outros agricultores da região. A partir deste contexto, se sobrepõe para discussão as políticas públicas, que não só dão sustentação a tais agricultores, como também regram a inserção de práticas orgânicas e agroecológicas entre os pequenos proprietários desta região

    TRAMAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORAS MIGRANTES: Significados, Trânsitos e Teias em Histórias de Vida

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    Neste trabalho, analiso tramas nas histórias de formação docente, vividas por Raimunda Wilma Corrêa Vilar Brasil, Maria Dilma Corrêa, Rosiete Corrêa Siqueira, Jurema do Socorro Pacheco Viegas e Maria de Fátima Rodrigues Alves, mulheres migrantes que se fizeram professoras em Melgaço, município do arquipélago de Marajó, no Pará, entre as décadas de 1980 a 2010. Baseada no campo teoricometodológico da História de Vida, discuto trajetórias da formação docente à luz da legislação, da historiografia da educação e, especialmente, das narrativas das professoras migrantes. Por esse enredo, a questão que procuro responder ao longo da pesquisa é com que formação acadêmica essas professoras iniciaram a profissão docente em Melgaço e de que modo trilharam os caminhos da formação continuada? Para isso, o texto está dividido em três partes. Na primeira, “Escolha pela docência e significados da profissão”, enfoco os desejos profissionais e os sonhos vividos ou abandonados no exercício do Magistério pelas professoras migrantes. Em seguida, em “Nos trânsitos da Formação”, mapeio cursos e percursos vivenciados na prática da qualificação profissional e, por último, em “Múltiplas Teias na Vida das Professoras”, aponto limites e avanços no processo metodológico e relacional entre professor-aluno e demais agentes sociais que conformavam a realidade melgacense nas duas últimas décadas do século XX e primeira década do século XXI. Por fim, o estudo demonstra que investigar histórias de vida permite mergulhos em percursos pessoais, profissionais e práticas vividas em coletividade, mas apreendidos a partir da ótica e subjetividades das próprias professoras migrantes

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