Centro Latino-Americano de Estudos em Cultura - CLAEC
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    Diversidade Cultural e Tecnologias Sociais: estudos para incentivar a autogestão de comunidades do Brasil e Argentina

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    Em tempos atuais, para combater as constantes crises que assolam as nações em todos os continentes, os padrões pré-estabelecidos não mais atendem as questões vivenciadas pela humanidade. Há uma busca constante por novos modelos de gestão, em todas as áreas e setores que demandam o desenvolvimento. Nesse estudo, apresentam-se dois estudos em comunidades na América Latina (Brasil e Argentina) que constroem experiências participativas para incentivo a autogestão. Acredita-se que as tecnologias sociais, oriundas de ações governamentais e não-governamentais, quase sempre apoiadas em políticas públicas, podem gerar possibilidades empreendedoras sociais, reafirmando suas especificidades identitárias. Pelo método da analise bibliográfica realiza-se uma busca de temáticas que possibilitem uma abrangência de conteúdos e exemplos que atendam aos objetivos da pesquisa. O evento “Encontro dos Povos do Grande Sertão Veredas” é realizado em Chapada Gaúcha, em Minas Gerais/Brasil. evento reúne pessoas de outros municípios, estados e países. Em meio aos festejos, realizam-se a comercialização de produtos locais por meio da moeda social - Veredas. Na Argentina, na periferia da cidade de Buenos Aires, a plataforma “Caminhos da Favela” busca soluções para problemas estruturais das comunidades, que participam da identificação desses problemas e promovem a integração entre os membros. Percebe-se que as tecnologias sociais além de solucionarem problemas pontuais reafirmam a cultura e a identidade das comunidades gestoras. São caminhos percorridos que se transformam em fatores diferenciais para possibilidades de desenvolvimento econômico. Os exemplos da diversidade cultural e modelos de tecnologias sociais em comunidades no Brasil e na Argentina apontam resultados efetivos. O diferencial dos exemplos se constitui no esforço para assegurar a identidade das comunidades e na abordagem da qualidade de vida em geração de renda

    Reflexões sobre a diversidade cultural no espaço escolar a partir dos Estudos Culturais

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    Este trabalho propõe uma reflexão, à luz dos Estudos Culturais, sobre a diversidade cultural existente no espaço escolar e sobre a forma como esta diversidade tem sido vivenciada neste espaço. A motivação para o desenvolvimento deste trabalho surgiu após a conclusão de uma pesquisa de mestrado que investigou o desenvolvimento de atividades culturais em escolas da rede municipal localizadas nas periferias da cidade de Curitiba. Por meio de análise documental e entrevistas realizadas com pedagogas, gestoras e agentes culturais observou-se que, em geral, não houve uma análise do universo cultural das crianças – suas práticas culturais, as características da sua comunidade etc. – para a proposição das atividades, sendo pouco frequentes as menções à importância da cultura da comunidade de origem das crianças. Por outro lado, houve indícios de supervalorização de práticas culturais legitimadas – tais como visitas a museus e concertos de música erudita – que, em geral, não fazem parte do universo cultural das comunidades mais carentes e que podem, a depender do contexto, servirem para reforçar condições de exclusão e desigualdade

    A NATUREZA COMO SUJEITO DE DIREITO: UM ESTUDO CONSTITUCIONAL E CULTURAL A PARTIR DOS CASOS DO YASUNÍ NO EQUADOR E DO RENCA NO BRASIL

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    O presente trabalho tem como proposta analisar a cultura da população do Equador a partir de sua Constituição Federal que trata a natureza como sujeito de direito, de maneira a realizar uma comparação com os direitos brasileiros e diante das realidades dos dois países, visando reduzir os impactos ambientais sofrido nas áreas amazônicas. O objetivo geral é investigar a garantia da natureza como sujeito de direito, averiguando se esta constitui medida eficaz para resolver os impactos ambientais, através do estudo comparado entre as culturas e os direitos equatoriano e brasileiro, partindo da análise do caso de Yasuní e do decreto nº 9.147/2017 mais conhecido como RENCA. Para isto, serão empregados diversos conceitos de vários autores, dentre os quais se encontram, Germana Belchior, Nader, Lovelock, entre outros

    HAITI EM CUIABÁ: DIÁLOGOS E ENTRELUGARES

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    Cuiabá acolheu os Haitianos vindos do Norte brasileiro e, assim como em outros estados, não houve um grupo organizado e preparado para o acolhimento dos refugiados, exceto no que refere à regularização de documentos oficiais, além da recepção realizada por igrejas. As crianças e alunos adultos foram encaminhados para a escola pública – os adultos para o EJA, embora, no começo, não tivessem tradutores para melhor adaptação. Para esta pesquisa, a hipótese levantada foi se haveria uma dimensão de vida na qual os haitianos estariam mantendo uma zona de conforto que os potencializasse a ficar no Brasil ou aguentar um período de espera para retornar ao Haiti, uma vez que, em vários lugares da capital, como shoppings, bares, praças e escolas, muitos permaneciam sem emprego e dependendo de ajuda humanitária de instituições, embora, entre eles, tenham profissionais com diploma superior e aptidão para uma série de ocupações laborais. A pesquisa de campo e qualitativa teve o objetivo de investigar a produção simbólica, a significação e ressignificação dos fenômenos criativos de múltiplas linguagens, surgidas no entrelugar do diálogo e da cultura por meio das festas e rituais desenvolvidos em Cuiabá. As festas religiosas católicas ou evangélicas, os locais de conversas e/ou diversão, assim como o local de trabalho e estudo parecem configurar o entrelugar dos haitianos em Cuiabá. São momentos em que as identidades de projeto se projetam e possibilitam uma vivência possível no lugar onde são refugiados

    Territorialidades indígenas: Paiacú e Caboré na Ribeira do Apodi

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    Nos sertões da América portuguesa, diversos eram os grupos indígenas que circulavam antes e após o contato com grupos europeus. Estes índios tinham sua própria maneira de se relacionar com o ambiente no qual estavam e, após o contato, foram forçados a ressignificar suas relações entre si e com o território devido o advento colonial. Pretende-se apresentar, neste trabalho, os grupos étnicos que habitavam a ribeira do rio Apodi, região na qual se encontrava tanto a Missão de Apodi, fundada na primeira metade do século XVIII, oriunda da tentativa de “aquietação dos povos” após intensos conflitos entre conquistadores e indígenas, que foram denominados de Guerra do Açu, quanto a Serra do Regente, local estabelecido para abrigar a vila de Portalegre, em 1761, na qual o convívio de índios e não índios era estimulado por um dispositivo legal chamado Diretório Pombalino. Trabalhando com o conceito de territórios sociais, do autor Paul Little, torna-se importante compreender como estes grupos estabeleceram suas territorialidades na ribeira do rio Apodi, como ela surgiu e em que contextos foi defendida ou reafirmada

    A presença de haitianos no oeste catarinense: o encontro com a branquitude

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    Esse artigo tem como objetivo problematizar os significados atribuídos por estudantes universitários haitianos de uma universidade brasileira às suas experiências no oeste catarinense, seja como moradores da cidade de Chapecó e/ou região, seja como estudantes da UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul). Trata-se dos resultados de uma pesquisa sobre a integração haitiana no oeste catarinense em andamento, financiada pela FAPESC (Chamada pública 07/2015), que tem como objetivo problematizar a presença negra, por meio da imigração haitiana, em uma região do país que constrói a sua identidade a partir da afirmação da branquitude, construída no marco de uma origem europeia sempre reivindicada em oposição aos povos racializados: indígenas e caboclos. Nessa comunicação, exploremos como os estudantes haitianos, a partir de suas experiências, têm significado, percebido e reagido a esse encontro com a branquitude. Os estudantes haitianos em suas narrativas sobre as relações que estabelecem com a cidade e com a universidade percebem e evidenciam relações de poder construídas por meio do sistema de representação racial? A tendência desses estudantes seria enfatizar ou minimizar o impacto do elemento racial como estruturante de suas experiências na cidade de Chapecó e região?  Existe a percepção por esses estudantes de que ocupam o lugar de outsiders na região oeste catarinense? No enfrentamento desse conjunto de questões foram realizadas quinze entrevistas semi-estruturadas com estudantes universitários haitianos. Para a análise dos dados coletados, temos utilizado os estudos sobre branquitude, as contribuições de Stuart Hall, Frantz Fanon e Norbert Elias & Scotson, autores que nos possibilitam pensar a relação entre identidades e as estruturas de poder constituídas no marco da experiência colonial e da escravidão.  

    A diversidade cultural pelo olhar de cultura marginalizadas

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    Resumo: Mediante a complexidade nas relações sociais, sente-se a necessidade pela promoção da diversidade cultural e entendemos que a Escola de Educação Básica é um dos espaços para desenvolver um olhar sensível e reflexivo sobre esta realidade. A diversidade cultural no Brasil foi negada por séculos, grupos culturais distintos foram aculturados por um mesmo discurso hegemônico, o da supremacia branca que formou em todos uma única visão de mundo, enfraquecendo e marginalizando as diferentes culturas com suas visões de mundo próprias. Isto ocorreu mediante a um processo educacional orientado por teorias pedagógicas autoritárias, que enfraqueceram as culturas indígenas fazendo-as olhar o mundo e a si pelo olhar da cultura europeia. A partir da redemocratização da sociedade brasileira com a Constituição Federal de 1988, a LDB 9394/96 e os Plano Nacional de Educação - PNE houve a possibilidade do reconhecimento e promoção da diversidade cultural no interior da sociedade. Assim esta pesquisa tem por objetivo, verificar em que medida a diversidade étnica está sendo reconhecida e promovida na Escola de Educação Básica na reserva indígena Xapecó no município de Ipuaçu SC? Adotou-se como metodologia a pesquisa de campo qualitativa participante de base Dialética, em que foram utilizadas categorias de análise. O resultado obtido demonstrou uma postura de resistência frente as etnias brancas e afro-brasileira.   Palavras chaves: Cultura. Diversidade étnica. Visão de Mundo.     LA DIVERSID CULTURAL POR LA MIRAD DE CULTURAS MARGINADAS   Resumen: Mediante la complejidad en las relaciones sociales, se siente la necesidad por la promoción de la diversidad cultural y entendemos que la Escuela de Educación Básica es uno de los espacios para desarrollar una mirada sensible y reflexiva sobre esta realidad. La diversidad cultural en el Brasil fue negada por siglos, grupos culturales distintos fueron aculturados por un mismo discurso hegemónico, el de la supremacía blanca que formó en todos una única visión de mundo, debilitando y marginando a las diferentes culturas con sus visiones de mundo propias. Esto ocurrió mediante un proceso educativo orientado por teorías pedagógicas autoritarias, que debilitaran las culturas indígenas haciéndolas mirar el mundo y a si mismos por la mirada de la cultura europea. A partir de la redemocratización de la sociedad brasileña con la Constitución Federal de 1988, la LDB (Ley de Directrizes Y Bases de la Educación) 9394/96 y los Planes Nacionales de Educación - PNE hubo la posibilidad del reconocimiento y promoción de la diversidad cultural dentro de la sociedad. Así esta investigación tiene por objetivo, verificar en qué medida la diversidad étnica está siendo reconocida y promovida en la Escuela de Educación Básica en la reserva indígena Xapecó en el municipio de Ipuaçu SC. Se adoptó como metodología la investigación de campo cualitativa participante de base dialéctica, en el que se utilizarán categorías de análisis. Los datos serán recogidos en tres de las escuelas de la reserva Xapecó. El resultado obtenido demostró una postura de resistencia  frente a las etnias blanca y los  Afro-Brasileño.   Palabras claves: Cultura. Diversidad étnica. Visión de Mundo

    Clarice Lispector e o direito de punir no livro A maçã no escuro: uma leitura crítico-biográfica fronteiriça

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    A proposta do presente trabalho é estudar a relação entre Clarice Lispector e o Direito construindo uma aproximação metafórica entre as duas personas, adotando como base as considerações feitas pela autora no texto “Observações sobre o direito de punir” (2005) e o livro A maçã no escuro (1999), além de elementos biográficos (constantes em entrevistas e na biografia da autora). A pesquisa se fundamenta na crítica biográfica fronteiriça, termo cunhado por Edgar Cézar Nolasco, possibilitando a criação de uma fronteira epistemológica na qual a escritora e a estudante se aproximam considerando estarem à margem uma vez que os ofícios (escritora e estudante de direito) eram exercidos predominantemente por homens, brancos e abastados. A metodologia utilizada é a comparativa (SOUZA, 2011, p. 20) permitindo a leitura e aproximação teórica entre épocas e produções distintas da vida de Lispector. A sustentação crítica será embasada por meio de teóricos e biógrafos como: Edgar Cézar Nolasco, Eneida Maria de Souza, Silviano Santiago e Nádia Gotlib. Algumas das obras utilizadas, dentre outras mais que dialogam com a nossa epistemologia, são: CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS, Janelas indiscretas: ensaios de crítica biográfica (2001), Crítica cult (2007), Clarice: uma vida que se conta (1995), Com Clarice (2013) e Outros escritos (2005)

    Das Fronteiras Culturais e de Territórios Geográficos: Crianças Indígenas Kaingang da Aldeia à Cidade

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    Ao compor esta escrita sobre e com as crianças indígenas Kaingang, a partir dos referenciais metodológicos da etnografia, é basilar partir da compreensão do protagonismo infantil na produção deste trabalho, enquanto recorte de uma tese de doutorado em Educação, em andamento. O eixo principal está em problematizar as fronteiras culturais e os territórios geográficos que constituem as crianças indígenas Kaingang, considerando o percurso das crianças que acompanham os adultos da aldeia, na comercialização do artesanato na cidade. Inicialmente, interrogou-se: como as crianças indígenas se inscrevem em outros territórios geográficos e culturais e qual o sentido destes na constituição de seus modos de ser, viver e pensar? Que fronteiras culturais estão imbricadas nas relações entre as crianças indígenas e a cidade, o que dizem as crianças? O que se propõe neste texto é a desconstrução do próprio pensamento que pensa a infância e as crianças indígenas, a partir de saberes e conhecimentos colonizadores de sujeitos infantis, considerando os saberes locais e descoloniais

    Poesía-habitat: la noción de frontera en la obra multimedia Imperio, de Rocío Cerón

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    El trabajo creativo de la poeta mexicana Rocío Cerón se edifica sobre una profunda reflexión sobre las relaciones que se entretejen entre identidad personal, espacio y lenguaje. Esa preocupación se manifiesta en su obra por medio de una experimentación con diferentes lenguajes artísticos por cuyo intermedio se busca crear una experiencia corporal con el poema en la que este deviene lugar habitable. Un ejemplo notable de esta apuesta poética lo constituye el trabajo (colectivo y multimedia) Imperio, el cual explora ficcionalmente tres locaciones Buan (Corea del Sur); las grutas de Rosh Hanikra (en la frontera entre Líbano e Israel); y Jabalia (campo de refugiados localizado al norte de la Franja de Gaza, en el límite entre el territorio palestino y el Estado de Israel). En la construcción del entramado poético-epistémico que sostiene este espacio ficcional, ese entorno-atmósfera que es Imperio, tiene un papel central la noción de frontera. Este trabajo interroga por la comprensión de esta noción en la obra de Cerón con base en los planteamientos sobre la espacialidad en la literatura desarrollados por teóricos que trabajan en el campo interdisciplinar denominado geopoética. La hipótesis a defender será que la noción de frontera que se construye en esta obra es una en la que esta es comprendida como trazo cultural, histórico y político que, paralelamente, demarca pertenencia y desafía los nexos convencionalmente establecidos entre pertenencia, territorio y lenguaje.

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