Centro Latino-Americano de Estudos em Cultura - CLAEC
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    Afetividades africanas na memória brasileira: bonecas Abayomi

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    Este trabalho tem como objetivo analisar a influência cultural africana no contexto contemporâneo, com ênfase nas suas afetividades em relação à construção de objetos biográficos. Neste caso, em especial, analisando a relação de afrodescendentes com as bonecas Abayomi. A pesquisa utiliza dos estudos qualitativos em revisão bibliográfica e estudo de caso da Comunidade Quilombola Cachoeira dos Forros. Cuidar de bonecas era uma brincadeira comum entre meninas brancas e negras. Contudo, as pequenas meninas escravas faziam suas bonecas, com retalhos e roupas velhas. Na atualidade, as bonecas Abayomi se apresentam como elemento de resgate das tradições dos quilombos. Estas bonecas são sempre negras de panos, em produção caseira, simples e rudimentar, onde todo o corpo é uma estrutura de tecidos. Elas não apresentam definições como olhos, nariz, boca, etc. Na comunidade Quilombola Cachoeira dos Forros busca-se preservar as tradições e a força da cultura negra, por meio da dedicação na produção das Bonecas Abayomi. O fazer dessas bonecas se constitui em um tipo de artefato que está contido no universo simbólico, incidindo sobre a identidade e a subjetividade dos sujeitos em questão. Palavras-Chave: Afetividade;  cultura africana; memória brasileira; objetos biográficos; bonecas Abayomi.

    Infâncias Migrantes e Vivências Interculturais em uma Escola Pública de Montevideo

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    Apresenta-se neste relato uma breve análise dos resultados obtidos durante a realização de projeto de pesquisa e extensão do Instituto de Fundamentos e Métodos da Faculdade de Psicologia da Universidade da República do Uruguai.  O objetivo foi produzir conhecimentos sobre os processos de inclusão educativa das crianças migrantes e suas infâncias em uma escola pública da cidade de Montevidéu. A partir da utilização de metodologia qualitativa, desenvolveram-se duas etapas de investigação e intervenção: entrevistas com referentes familiares, educativos e sociais sobre a temática da migração e da educação inclusiva e a aplicação do Modelo Quinta Dimensão, com a finalidade de favorecer vivências interculturais em sala de aula. Entre os principais resultados, se destaca a preocupação dos atores educativos em relação à chegada de meninas e meninos migrantes. Também as tensões e contradições que geram brechas entre as políticas públicas, a normativa do sistema educativo e as práticas escolares na continuidade do trabalho com as infâncias migrantes. Conclui-se com a necessidade de aprofundar os estudos e as intervenções em novo contexto social.   Palavras-chave: Infância migrante; interculturalidade; migração; inclusão educativa

    A pluralidade em encontro acadêmico

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    O movimento de internacionalização tem deixado os alunos do curso de Licenciatura em Informática da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Francisco Beltrão (UTFPR-FB) bastante curiosos em torno do assunto. Por esta razão, na disciplina de Comunicação Linguística a tarefa de apresentar algo para a turma, de modo a praticar a oralidade, tornou-se um desafio coletivo e teve como resultado a organização de um encontro sobre o tema em que professores, técnicos administrativos, acadêmicos egressos da UTFPR-FB, além de estudantes da Unioeste/México e um acadêmico colombiano auxiliaram no compartilhamento de experiências em relação à discussão sobre a internacionalização. O objetivo desse artigo é apontar o encontro como forma coletiva de apresentar a internacionalização na universidade. Como metodologia utilizamos pesquisa bibliográfica e documental, além das discussões teóricas sobre globalização em Bauman (1999), internacionalização em Morosini (2006) e Nez e Morosini (2020), além das questões sobre a integração da América Latina articuladas por Perrota (2018) e a aplicação do conceito de soft power utilizado por Nye (2017). Para os resultados e discussões encontramos em ações como essa, uma oportunidade de incorporar os países como o Catar, México e Colômbia como possibilidade de local de produção de conhecimento, ou seja, de internacionalização acadêmica no discurso de internacionalização da academia, que diferentemente de Portugal, França e Reino Unido já fazem parte da prática secular de intercâmbio. Ademais, a noção de soft power fortalece ações como esse encontro de modo que se crie um movimento de inclusão para a internacionalização entre países considerados à margem dos tradicionais centros da produção do saber

    O Segundo Tempo Da Exclusão: o caso de famílias trabalhadoras de uma moradia popular na região central do Rio de Janeiro e a epidemia do Covid-19

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    Neste texto, apresentamos algumas reflexões que denunciam a situação de vulnerabilidade extrema de famílias trabalhadoras de uma moradia popular na região central do Rio de Janeiro, agravada pela epidemia do Covid-19. Valendo-nos de conversas por telefones e whats app e de informações coligidas nas redes sociais, chamamos atenção para os processos de produção da exclusão pelo estado-nação e a imposição de uma experiência de vida pautada no isolamento dentro do isolamento, pela ausência de políticas sociais regulares e de cobertura suficiente que transformam os sujeitos beneficiários em “pacientes do estado” em oposição a cidadãos ativos

    CORPOS/MÁSCARAS: RE-EXISTÊNCIA EPISTÊMICA FRONTEIRIÇA DE VIDA

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    Este trabalho, com base em uma epistemologia da critica biográfica fronteiriça (NOLASCO, 2015), busca discutir teoricamente a relevância de reflexões a partir do corpo epistêmico fronteiriço, assentado na diferença colonial sendo, “corpo” da inexistência e assim compreendido pelo pensamento colonial/moderno nos espaços da cultura, na política e na produção de conhecimento. A ideia é contrapor a razão moderna inserida no cogito cartesiano se não penso, logo meu corpo não existe. Além disso, pensando em “corpos” presentes/ausentes no momento de pandemia – COVID 19 os corpos vulneráveis encobrem-se de corpos/máscaras. Nesta direção, no caso do Brasil 2020 a política tem deliberado posições, igualmente histórico que reporta a idéia de exclusão dos corpos para vigente atualidade no país, a diferença colonial em manifestação de poder racializado. Logo, nossa discussão se dará a partir da opção descolonial para pensar em corpos outros não disciplinares, e também corpos como conceitos de uma episteme cultural. Por isso, buscamos alternativas que promovam aos corpos da exterioridade a re-existência aos projetos estabelecidos colonial/moderno a partir das práticas epistêmicas como opção descolonial que prezem pelas vidas, cujos valores culturais, sociais, políticos e do conhecimento fazem parte do seu biolócus geoistórico e possam de fato ser respeitados. A metodologia utilizada é de cunho bibliográfico e alguns teóricos que dialogam com a epistemologia adotada são: Walter Mignolo (2017), Edgar Nolasco (2018), Bessa-Oliveira (2020), Ramon Grosfoguel (2009), Anibal Quijano (2009)

    HAITIANOS EM CUIABÁ: A VOZ DE UM POVO NAS HISTÓRIAS DE VIDA

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    O presente trabalho reflete as inquietações provocadas pelo movimento migratório de haitianos para Cuiabá, Mato Grosso, após o terremoto em 2010, no que refere à reconfiguração identitária, presente nas situações vivenciadas noutro contexto sociocultural. Trata-se de análise do relato de três sujeitos, através de histórias de vida, colhidas via entrevista semiestruturada. Indivíduos com patrimônio cultural consolidado dentro de um processo histórico modificam-se pela incorporação de outros elementos da nova realidade, tornando os processos reais de solidariedade, um lugar para refazer a subjetividade humana e suas expressões identitárias situacionais. É na reemergência do sujeito que observamos o surgimento de novas identidades, uma multiplicação de identidades locais com o colapso da identidade de origem. Com o objetivo de dar voz aos sujeitos, esta perspectiva implica num novo olhar e outros aportes teóricos para a captação da realidade do sujeito-objeto. A narrativa como ferramenta para pesquisa contribui para a construção histórica da realidade a partir do relato de fatos passados, numa perspectiva para o futuro. Assim o sujeito relata sua experiência, atribuindo-lhe outro significado, e possibilita ao entrevistador a escuta e transformação de si por impregnar-se desses conteúdos, proporcionando diversas possibilidades de interpretação. Os resultados indicam, de maneira geral, preocupação com inserção no mercado de trabalho, procura por espaços de preservação da cultura haitiana, e pela aprendizagem da cultura e idioma locais.   Palavras-chave: Cuiabá; Identidade; Haitianos; Narrativa.

    Sobre la Patrimonialización de Pelusín del Monte y la imposibilidad de una identidad: ¿Quién necesita un "Títere Nacional" en el siglo XXI cubano?

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    En este texto cuestiones relativas a identidad cultural, identidad nacional y patrimonialización son abordadas con base en  análisis de textos y contextos que apuntan el personaje del teatro de títeres cubano Pelusín del Monte como un símbolo nacional y que conducen a su patrimonialización. Para presentar otra perspectiva que contradiga el status quo de este personaje como representante de una identidad nacional, instituida principalmente a través de la investigación del Dr. Freddy Artiles (1946-2009), esta investigación proporciona otro punto de vista, explicando los análisis de datos cuantitativos y cualitativos que cuestionan no solo la tesis de ARTILES (2002), sino todo un enfoque socio histórico. ¿Qué propósitos persigue este gesto patrimonializador? ¿Quiénes son los marginados por este declaratorio? ¿Qué presupuestos constituyen los discursos de la identidad nacional? Stuart Hall, Walter Mignolo, Nelson Maldonado, Reginaldo Gonçalves, Fernando Ortiz, Antonio Benitez Rojo y Rafael Rojas, son los principales autores consultados como punto de partida para la construcción de otros enfoques pluriversales para la lectura y producción del teatro de formas animadas en la isla grand

    A voz dos Esquecidos: Um olhar decolonial sobre o Discurso da Memória de Andreas Huyssen (2000)

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    O presente artigo visa elucidar o lugar de fala da América Latina em sua luta política, econômica, cultural e social. Através do ponto de vista de algumas epistemologias, a América Latina acaba sempre em segundo plano no cenário internacional. Vimos por meio das demais de correntes teóricas acadêmicas, que a cultura eurocêntrica é o ponto central e também é vista como detentora do conhecimento e do saber.  Desta forma, este artigo aborda a temática do alemão Andreas Huyssen no qual teoriza a respeito da memória da sociedade como forma de representatividade das lutas políticas. Para ele existe um entrelaço de passado, presente e futuro, onde tudo está interligado (o presente é apenas a personificação das memórias passadas). A América Latina desde a sua base histórica, é vista como uma terra “descoberta” e colônia dos europeus. Partindo disso, as violências amarradas a nossa história são inúmeras e o seu eixo principal é a classificação racial.   Palavras-chave: América Latina; decolonial; Memória; Violência

    Uma parte do mosaico cultural do Sul: as mulheres cristãs de confessionalidade luterana no Brasil

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    O presente trabalho tem como objetivo discutir o aparecimento feminino em instâncias de poder e tomada de decisões a partir da instituição Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECBL), processos de organização dos imigrante alemães e descendentes no Sul do Brasil e o alinhamento à cultura feminista

    Cartografias do feminicídio: desigualdade e subalternidade de gênero na terra sem males

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    A violência extrema contra mulheres mostra-se tão antiga quanto à própria humanidade, ou seja, as mulheres sempre foram tratadas como objeto, ao qual o homem podia usar, gozar e dispor. A expressão feminicídio foi inserida, no entanto, somente na última década no vocabulário jurídico e acadêmico brasileiro. Empregada na legislação de vários países no Continente Latino Americano, identifica um novo tipo penal, aquilo que está registrado na lei como um qualificador de homicídios. O entendimento sobre as causas desse fenômeno torna-se, assim, central na segurança pública, nas redes de saúde, nos processos de escolarização e no cotidiano da vida familiar. Nesse sentido, a partir de uma pesquisa desenvolvida em nível de pós-doutoramento na Área do Direito, entre os anos de 2019 e 2020 esse tema foi abordado numa perspectiva metodológica qualitativa (exploratória, multirreferencial e propositiva): documental e bibliográfica, considerando: a) os principais marcos legais existentes; b) as manifestações ocultas nas brutais cenas de violência; c) as interfaces de variação no mapa da violência contra mulheres; e, d) algumas dimensões da problemática, entendendo ser o combate ao extermínio de mulheres uma urgência Histórica no Brasil e, em especial, no interior do Rio Grande do Sul/Brasil

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