Centro Latino-Americano de Estudos em Cultura - CLAEC
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    POLÍTICAS COMPENSATÓRIAS E A RELEVÂNCIA DA HISTÓRIA: UMA REFLEXÃO COM DADOS EMPÍRICOS DE JOVENS BRASILEIROS, MEXICANOS E ARGENTINOS

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    O texto a seguir tem como principais objetivos perceber o posicionamento de jovens, entre 15 e 18 anos, mexicanos, brasileiros e argentinos acerca de políticas compensatório acerca dos povos indígenas de seus respectivos países e discutir a influência do conhecimento sobre o passado nesse posicionamento. Utilizamos dados quantitativos, estatística descritiva, para fazer a discussão e foi possível perceber que há relação entre posicionamento político e saberes históricos. Também foi possível identificar que os respondentes que mais demonstraram apoio às políticas compensatórias são também aqueles que demonstraram maior interesse pelo pensamento histórico científico

    Educação e Diversidade Cultural: Políticas de Inclusão no Currículo Escolar

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    A escola é um espaço diverso e compreender essa dinâmica é uma tarefa necessária para que todos sejam incluídos no processo educativo. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, foi alterada pela Lei  10.639/03 que estabelece o ensino da cultura africana e afro-brasileira, e a Lei 11.645/08 que estabelece o ensino da cultura indígena, ambas nos estabelecimentos de ensino de todo território nacional. Em pleno século XXI a temática africana, afro-brasileira e indígena é uma lacuna nos estabelecimentos de ensino do país. Diante desses fatores o presente trabalho destaca a importância das referidas temáticas na Educação Básica, e suas contribuições para o desenvolvimento dos estudantes, a necessária formação continuada de professores e obrigatoriedade da Políticas Públicas de Inclusão no espaço escolar. Palavras-Chave: Africana; Afro-brasileira; Indígena; Inclusão; Políticas Públicas.  

    A importância da feira da Kantuta para os imigrantes bolivianos

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    Com o intuito de tentar minimamente apresentar a importância da feira da Kantuta, realizada na cidade de São Paulo todos os domingos, para a vida dos bolivianos que migram ao Brasil com o intenção de terem uma vida melhor, para assim marcar as memórias de suas vidas na Bolívia e pensar no papel da feira para que eles possam conviver com seus iguais, que tem as mesmas dificuldades em uma cidade brasileira tão grande e cheia de dificuldade e oportunidades que acabam aparecendo, entendendo como e de que forma a feira se aparece neste cotidiano da maior comunidade boliviana fora de seu país

    A província íntima das minhas/nossas escrevivências intercorporais: Silviano Santiago para além do corpus

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    Este trabalho tem por objetivo propor um debate corpo-sensível para além dos limites objetificantes atribuídos aos corpus epistemológicos, teóricos e literários na academia e, por extensão, na produção do conhecimento dito científico. Essa teorização se dará, sobremaneira, à luz da relação intercorporal e eletiva dos autores com o escritor e ensaísta mineiro Silviano Santiago. Para tal, nos respaldaremos na crítica biográfica fronteiriça no intuito de descortinar um horizonte epistêmico outro alocado na contracorrente das metodologias binárias que replicam e reiteram os dualismos sujeito/objeto trabalhados à exaustão pelas perspectivas analíticas modernas condenadas a versar sempre sobre objetos amorfos e afastados dos seus devidos corpos empíricos, sensíveis e biográficos. Pelo reverso, voltamo-nos à província da intimidade a partir da qual as minhas/nossas escrevivências emergem no processo de criação dos saberes. Em específico, erigimos nossas reflexões com base nas condições terceiro-mundista, fronteiriças e homo-biográficas que nos aproximam, ressalvadas as diferenças, do nosso aliado hospitaleiro Silviano. Desse ponto de vista, nos assentaremos nas formulações, dentre outros, de Juliano Garcia Pessanha, Boaventura de Sousa Santos e Walter Mignolo para fomentar as articulações corporais, biográficas, íntimas e sensíveis desejadas. Em termos conclusivos, possibilitamos a obliteração da figura plastificada do sujeito pensante/intelectual destituída de corpo e apenas regulada pelos corpus textuais que o atravessam, escondendo-o atrás das demasiadas teorias manipuladas, pensadas e erigidas sem passar pela gênese do seu íntimo

    Diversidades de Corpos Biogeográficos e Cênicos: Dentro e Fora da Escola

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    O Ensino das Artes Cênicas no Brasil sempre foi precário, quase inexistente. Recordando o breve histórico educacional artístico brasileiro “europeizado”, revivemos em nossa memória nossas primeiras atuações, onde reproduzíamos os famosos “teatrinhos”, contando histórias de príncipes e princesas, brancxs e magrxs. De lá para cá, no decorrer do ensino básico (educação infantil à ensino médio), quase nada muda quando nos referimos ao ensino de Arte; infelizmente piora a cada ano. Com tal inquietude, o presente artigo objetiva (re)verificar o Ensino das Artes Cênicas no Brasil, procurando dar vez e voz aos diversos corpos-biogeográficos presentes na escola e fora dela: corpos esses, reféns de discursos padronizados e que foram calados e imobilizados antes mesmo de 1500, calados, pois nunca tiveram a oportunidade de contarem suas próprias histórias, e imobilizados uma vez que foram barrados de se expressarem corporalmente. Percebe-se então, que o ensino escolar sempre foi desumanizado, se pautando em uma educação maçante, onde xs alunxs foram vistxs/tratadxs como corpos-máquina, sendo moldados a ficarem sentados enfileirados, ouvintes de uma aprendizagem – se assim podemos chamar – que não condiziam com suas realidades. Contudo, se vê a importância do Ensino das Artes nas escolas, e o porquê esse não é visto como área do conhecimento, pois requer que x alunx saia da inércia para que com o corpo chegue ao conhecimento, relacionando teoria e prática. Infelizmente, o ofício de atuação sempre foi desvalorizado por/em uma sociedade que reconhece como artistas, apenas os das telenovelas. Entretanto, professores-artistas-pesquisadores têm um papel de suma importância na formação educacional e social dxs alunxs, mostrando à elxs que todos os diversos corpos-biogeográficos presentes na sala de aula podem/devem atuar nos palcos e na vida, e que são sim produtorxs de Arte, Cultura e Conhecimento. Para a discussão usamos autores das Artes e o Pensamento Descolonial esperando, assim, propor uma reflexão outra a respeito da temática

    Louceiras do Maruanum (Amapá): cultura e ritual na tessitura da louça

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    Este artigo apresenta a cultura ritualística na tessitura da louça de barro de mulheres quilombolas da Amazônia conhecidas como as Louceiras do Maruanum. Elas habitam as comunidades do Distrito do Maruanum que faz parte do município de Macapá localizado no estado do Amapá (Brasil) que possui um rol de patrimônio cultural vivo como o Marabaixo, o artesanato de cestaria e o ofício do barro. Toda a tradição ceramista é repassada de geração para geração e as etapas desta cultura envolve rituais desde a retirada da argila no barreiro passando pela tessitura da louça e queima. A partir do método etnográfico foi possível descrever por meio de depoimentos, entrevistas, fotografias e anotações de campo como essas ceramistas transformam o barro e outras matérias-primas em louças utilitárias. A pesquisa apontou questões específicas ritualísticas engendradas pelo cumprimento da tradição para que o barro se transforme em artesanato cerâmico utilitário impregnado de valor intergeracional. Palavras-Chave: Maruanum; Tradição Ceramista; Cultura; Patrimônio

    Kukràdjà: os modos de ser, estar e agir Mebêngôkre (Kayapó)

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    O presente trabalho é uma pesquisa etnográfica desenvolvida junto ao grupo indígena Kayapó Mebêngôkre Metyktire, Terra Indígena Capoto/Jarina, Norte do Estado de Mato Grosso, apresentada, em parte, na tese de doutoramento desta pesquisadora. Possui por objetivos descrever e analisar o termo vernáculo Kukràdjà que, etimologicamente, significa algo que leva muito tempo para aprender, traduzido por “cultura”, e que se desdobra em uma série de processos que envolvem a visão de mundo indígena, a territorialização sob os enfoques físicos e simbólicos, bem como as estratégias utilizadas nos processos de demanda, a agência, modos de ver e viver resultantes da relação indissociável entre corpo, pessoa e lugar. Os resultados apresentam o Kukràdjà como um todo cultural que não se esgota e não se enrijece em processos identitários, visto que é do próprio “modo de ser” apropriar-se de elementos Outros para utilizar em seus próprios termos

    Do Empoderamento Feminino para a Docência

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    O presente trabalho tem como objetivo trazer a experiência de vida da acadêmica-autora como empoderamento feminino e a sua trajetória até chegar a uma universidade, quebrando paradigmas de um corpo que é visto de fora dos padrões de uma sociedade estudantil, como também quer discutir esse corpo referenciando à artista Helena Meirelles no que tange ao rompimento nas Artes das fronteiras das desigualdades de gênero em relação à mulher. Com isso quero mostrar que mesmo com dificuldades financeiras e fora da “idade certa” para estudar não podemos desistir, pois venho percebendo que a cada ano que passa menos mulheres com meu perfil estão buscando uma universidade. Espero mostrar com meu trabalho que se consegui entrar e me manter até aqui, muitas forças, até superiores, estão sendo necessárias para concluir minha graduação. Pretendo, na pesquisa maior que este trabalho está vinculado, entrevistar algumas mulheres na graduação, do período de 2017 até 2020, àquelas que entraram e as que desistiram e construir um gráfico para mostrar que, por exemplo, no curso de Artes Cênicas-UEMS, no ano de 2020, encontrei até aqui apenas uma mulher dentro das minhas características. Por suas experiências essas mulheres podem contribuir muito: tanto para elas quanto para uma sociedade acadêmica. Como suporte teórico utilizarei os seguintes estudos: “O corpo tem suas razões: antiginástica e consciência de si” de Thérèse Bertherat (2010); “BIOgeografias Descoloniais Fronteiriça: perspectiva teórica em Artes no século XXI”, Marcos Antônio Bessa-Oliveira (2017); “O Sol se põe na fronteira: discursus, gentes e terras” de Vânia Maria Lescano Guerra e Edgar Cézar Nolasco (2013); “A (des)ordem epistemológica do discurso fronteiriço” de Edgar Cézar Nolasco (2017)

    Pelo direito à vida: lutas de trabalhadores rurais contra a pecuária e a pesca comercial no Amazonas.

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    Esta pesquisa busca compreender as relações sociais que se constituíram no Amazonas entre os anos de 1970-2000. O trabalho problematiza como os sujeitos sociais engendraram este território através das suas experiências e memórias. Para tanto, dialogamos com trabalhadores rurais que moram no entorno dos rios e lagos da Floresta. A utilização da metodologia da História Oral foi imprescindível, pois permitiu compreender seus modos de vida, lutas, demandas e resistências frente às transformações como a expansão da pecuária, pesca comercial e o corte predatório de madeiras. O modo de vida destes trabalhadores está marcado pelo trabalho coletivo (puxirum), a formação de comunidades rurais, roça da macaxeira, produção da farinha, caça, pesca, Festas de Santos e numa relação intensa com a floresta, os animais e as águas de rios, lagos e paranás. Buscamos compreender a correlação de forças entre trabalhadores rurais, pecuarista e o governo. As evidências históricas (narrativas orais e imprensa) permitem perscrutar os avanços e limites da ocupação tradicional de terras na Amazônia

    Cultura e arte como direito básico: a experiência de muralismo na ocupação Bubas

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    Entendendo a arte como uma forma de expressão e construção criativa da vida, dos sujeitos e do território o projeto foi concebido para reconhecer e dar visibilidade a memória individual e coletiva dos moradores da ocupação Bubas através do grafite. A linguagem do grafite foi escolhida por ser historicamente uma forma de expressão de existências invisibilizadas pelo sistema opressor que divide desigualmente as cidades e centraliza os espaços de acessos aos bens culturais conforme a classe, gênero e raça. Nesse sentido, tomamos a arte do grafite como uma forma de democratizar este acesso, de voltar o olhar para as periferias e a partir delas reconhecer, valorizar e manifestar artisticamente a memória popular. O projeto realizado no ano de 2019, contou com um coletivo de artistas e produtores culturais da Universidade Federal da Integração latino-americana (UNILA) que junto aos moradores da ocupação Bubas, o maior assentamento urbano do oeste do paraná, localizado na região do Porto Meira, em Foz do Iguaçu, pintou mais de 30 paredes e muros das casas. A proposta surgiu para colaborar com uma visão de urbanização pensada no contexto da arte como instrumento da memória popular para requalificação da paisagem e valorização do espaço comum. e, principalmente, dar visibilidade à luta pela moradia digna. Palavras-Chave: direitos culturais; gestão cultural; muralismo na ocupação Bubas; paisagem; território

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