Portal de Publicações da Faculdade de Medicina de Campos
Not a member yet
    566 research outputs found

    Impactos da alteração de forma farmacêutica na resposta clínica de medicamentos durante a Conciliação Medicamentosa Hospitalar

    No full text
    A modificação das formas farmacêuticas é comum na prática hospitalar como alternativa na alteração da dose ou visando a melhor adesão à terapia do paciente. Entretanto, o ato de desintegrar o comprimido oferece riscos à estabilidade dos medicamentos e a segurança do paciente, principalmente com comprimidos revestidos. Nesses casos, ocorre o aumento da velocidade da absorção, assim como a concentração da substância no organismo. A RDC n° 140 de 29 de maio de 2003 determina que comprimidos revestidos e medicamentos com liberação controlada não podem ser partidos, e que essa advertência deve constar na bula dos medicamentos. O hemifumarato de quetiapina é um antipsicótico que apresenta a advertência sobre a proibição quanto a partir ou mastigar em suas bulas, por ser encontrado nas formas de comprimido revestido (25 mg, 100 mg e 200 mg) ou revestido de liberação prolongada (50 mg, 200 mg e 300 mg). O objetivo deste trabalho é relatar um caso de prescrição em um hospital de alta complexidade no interior do Rio de Janeiro de uma paciente psiquiátrica, onde foi identificada a alteração da forma farmacêutica da quetiapina na sua administração. A descrição e intervenções presentes no caso foram realizadas por integrantes do Projeto de Conciliação Medicamentosa (CM) de uma faculdade da área da saúde em Campos dos Goytacazes. A paciente do sexo feminino, 79 anos, hipertensa, diabética, com histórico de Acidente Vascular Encefálico (AVE). Além dessas comorbidades, apresenta distúrbios psiquiátricos desde a infância, sem aceitar terapia adequada para essa condição. A paciente foi internada no HEAA com quadro de sepse urinária, doença diverticular e gastrite erosiva. Suas prescrições iniciais apresentavam cerca de 15 medicamentos, dentre eles a quetiapina (50 mg) para ser administrada 1 comprimido de 12 em 12 horas. A equipe de enfermagem macerava o comprimido de uso noturno e administrava em seringa, buscando facilitar a administração do medicamento na paciente, que apresentava constante agitação no período noturno. Durante a manhã, a dose era administrada por via oral na forma comprimido. Mesmo que a quetiapina possa induzir quadros de sonolência, a acompanhante da paciente relatava uma irregularidade no sono constante durante o período noturno e que a  paciente dormia quase o dia todo. Os integrantes do projeto de CM, visando a maior segurança e eficácia da terapia, sugeriram que o comprimido fosse administrado na forma inteira. Em um primeiro momento, a sugestão não foi atendida. Utilizou-se como segundo recurso a compra da quetiapina (25 mg), que apresenta revestimento entérico em sua formulação, mas não possui liberação controlada. Os comprimidos continuaram a ser macerados e, mesmo que em um primeiro momento tenha sido relatada a diminuição no quadro de insônia da paciente, o alerta quanto a proibição da desintegração de comprimidos revestidos continuou a ser pontuado. A partir desse relato, destaca-se a importância da comunicação entre a equipe multidisciplinar, além da contribuição significativa do grupo de CM na rotina hospitalar. Assim, interferências como o do caso associado são necessárias para melhorar a oferta da promoção, proteção e recuperação da saúde do paciente, sendo contraindicado a alteração da forma farmacêutica de medicamentos de liberação prolongada e revestidos

    Fitoterápicos comercializados em farmácia de manipulação:: indicações, interações e efeitos Adversos

    No full text
    Fitoterápicos são medicamentos derivados de plantas medicinais, amplamente utilizados por sua origem natural, embora possam causar efeitos adversos e interações medicamentosas. No Brasil, políticas públicas promovem seu uso seguro e racional. O objetivo deste trabalho é analisar os fitoterápicos mais comercializados em uma farmácia de manipulação, suas indicações, efeitos adversos e interações medicamentosas. A pesquisa utilizou abordagem observacional transversal retrospectiva, a partir de análise de prescrições dispensadas em dois períodos distintos: 01 de dezembro de 2024 a 31 de janeiro de 2025 e de 01 de junho de 2024 a 31 de julho de 2024, possibilitando uma comparação do número de prescrições dos dez fitoterápicos mais prescritos no primeiro período e o número de prescrições desses mesmos medicamentos no segundo período, para investigar padrões sazonais. Os dados foram coletados do banco informatizado da farmácia e tabulados no Microsoft Excel. As indicações, efeitos adversos e interações medicamentosas dos dez fitoterápicos mais prescritos foram analisadas com base na literatura sobre o tema. O picnogenol, rutina, Valeriana officinalis, Castanha-da-índia, Curcuma longa L., Ginkgo biloba, Tribulus terrestris, Morosil, Hamamelis virginiana e Isoflavona foram os dez medicamentos mais prescritos no primeiro período, de um total de 122 fitoterápicos disponíveis na farmácia, 15 não foram comercializados no primeiro período estudado. O picnogenol foi o fitoterápico mais prescrito, com eficácia e poucos efeitos adversos. Outros como rutina, Valeriana officinalis, Castanha-da-índia, Cúrcuma longa L., Ginkgo biloba e Tribulus terrestris também são usados, com indicações variadas como antioxidantes, anti-inflamatórias, cardioprotetoras, neuroprotetoras, entre outras. As interações medicamentosas podem ocorrer para seis desses medicamentos, sendo os anticoagulantes a classe terapêutica que mais apresenta interações com fitoterápicos. Enquanto que os efeitos adversos, vão desde dor de cabeça até toxicidade renal. A sazonalidade não influenciou a dispensação. O estudo revelou que apesar dos fitoterápicos serem de origem natural, eles podem causar efeitos adversos e interagirem com outros fármacos sintéticos, sendo importante o paciente buscar orientação com o farmacêutico

    Leitura como estímulo multissensorial para crianças no ambulatório Interdisciplinar do Hospital Plantadores de Cana (HPC)

    No full text
    Este estudo está vinculado ao projeto de extensão “Leitura que Cura”, desenvolvido pela Faculdade de Medicina de Campos (FMC) no Hospital Plantadores de Cana (HPC). O projeto tem como finalidade promover a humanização do ambiente hospitalar por meio da mediação de leitura literária com pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde, contribuindo para o bem-estar emocional, o estímulo cognitivo e o fortalecimento de vínculos. Suas ações são conduzidas por estudantes extensionistas, que atuam na curadoria das obras, no planejamento e na execução das intervenções de leitura em diferentes setores do hospital, com foco especial nas crianças atendidas pelo Laboratório Interdisciplina da instituição. Ao longo de sua trajetória, o projeto tem buscado adaptar suas práticas às especificidades dos sujeitos envolvidos, incorporando metodologias sensíveis às necessidades de diferentes faixas etárias e promovendo a leitura também em espaços externos, como feiras e congressos. No contexto da ação aqui relatada, delineou-se uma pesquisa com o objetivo de analisar as respostas de crianças a diferentes estímulos sensoriais durante atividades de leitura em ambiente hospitalar. A intervenção envolveu 23 crianças atendidas pelo laboratório multidisciplinar do HPC, grupo com perfis diversos e demandas heterogêneas. A metodologia adotada foi qualitativa, fundamentada na observação participante. Para a coleta de dados, utilizou-se o “Roteiro de Observação – Atividades de Leitura para Crianças em Ambiente Hospitalar”, baseado no Protocolo de Observação e Avaliação Funcional (POAF), adaptado às particularidades da ação. As atividades foram inspiradas no conto clássico “Os Três Porquinhos” e exploraram quatro modalidades sensoriais: visual, auditiva, tátil e cinestésica. Os estímulos visuais e cinestésicos geraram maior engajamento, principalmente nas atividades com objetos simbólicos e no momento audiovisual. A estimulação tátil promoveu interações relevantes. Já os estímulos auditivos apresentaram menor adesão, com participação reduzida durante a proposta musical ao vivo. A análise da ação permitiu identificar os estímulos mais eficazes — com destaque para os visuais e interativos — e orientar possíveis ajustes nas futuras intervenções. Conclui-se que a combinação entre literatura, mediação sensível e estratégias multissensoriais configura uma prática potente para o fortalecimento da extensão universitária em contextos de cuidado

    Saúde escolar: : relato de experiência do projeto “Criança saudável, escola vencedora”

    No full text
    Tendo em vista que o acompanhamento e detecção precoce de distúrbios do desenvolvimento infantil são essenciais no desempenho destes no âmbito escolar, foi criado o projeto de extensão “Criança saudável, escola vencedora”. As ações do referido projeto tiveram como alvo alunos de uma escola pública com faixa etária escolar de 5 a 8 anos com o intuito de rastrear distúrbios nutricionais, metabólicos e hipertensivos prevalentes na infância. Dessa forma, o objetivo desse trabalho é relatar a experiência de três discentes na realização do projeto, citando sua importância para a saúde infantil e para o conhecimento prático e intelectual dos envolvidos. O projeto foi realizado através de visitas quinzenais em uma escola pública na qual foram avaliados a saúde física e psicológica dos alunos. A avaliação consistia na anamnese voltada para as características da vida acadêmica, verificação da caderneta de vacinação e hábitos alimentares a fim de analisarmos o desenvolvimento da criança. Além disso, foram realizados exame físico com aferição da pressão arterial, verificação de peso e altura para cálculo do IMC e ausculta cardiopulmonar, sendo possível assim diagnosticar diversas patologias que foram devidamente tratadas ou encaminhadas para o especialista. Ademais, com o intuito de apresentar uma alimentação saudável e incentivar o consumo de frutas foi também realizada uma dinâmica que consistia em vendar o aluno para que ele adivinhasse a fruta que lhe foi servida e no final tinha como brinde uma salada de frutas. Dessa forma, participar do projeto de extensão “criança saudável, escola vencedora” foi uma experiência enriquecedora que possibilitou um contato direto com a realidade da saúde infantil em uma escola pública, demonstrando a importância da atenção primária à saúde e da prevenção de doenças. Além disso, estar à frente da vulnerabilidade nos colocou em situações que exigiram não apenas conhecimento teórico prévio, mas também sensibilidade e responsabilidade no passar de informações e na forma de lidar com as famílias proporcionando amadurecimento profissional, melhorando nossa postura e capacidade de tomada de decisão nas diversas situações. Outro ponto em destaque foi a percepção do impacto positivo da humanização no atendimento e da educação em saúde, evidenciado pelas atividades lúdicas que incentivaram a construção de hábitos saudáveis essenciais desde a infância. Por fim, essa experiência reforçou a importância do projeto de extensão na nossa formação acadêmica, visto que foi nesse ambiente de prática que fomos confrontadas a agir de forma mais empática, sensível e madura ao unir o conhecimento acadêmico ao compromisso social

    Diagnóstico situacional e triagem por vulnerabilidade de idosos assistidos por Instituições de Longa Permanência para Idosos

    No full text
    Envelhecer é um processo natural definido pela senescência, contudo, pode se tornar um desafio para a saúde pública quando evolui para a senilidade. O crescimento da população idosa demanda políticas públicas que priorizem não apenas a recuperação, mas também a promoção da saúde e a prevenção de doenças. Nesse cenário surgem as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), que ofereçam cuidado humanizado àqueles sem suporte familiar durante a velhice. O objetivo deste estudo foi avaliar a vulnerabilidade clínico-funcional em idosos institucionalizados com foco na humanização da assistência. A pesquisa teve perfil observacional, transversal, com entrevistas de 76 pessoas idosas assistidas por ILPIs filantrópicas do município de Campos dos Goytacazes (RJ). A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética em pesquisa da Faculdade de Medicina de Campos (Parecer Nº 6.997.736). Foi aplicado o questionário validado IVCF-20 com coleta e análise dos dados pela plataforma REDCap disponibilizado pela Faculdade de Medicina de Campos. A pesquisa com idosos em ILPIs revelou uma população majoritariamente classificada como de alto risco funcional (67,1%), com predominância na faixa etária de 60 a 74 anos. Mais da metade relatou dificuldades para caminhar, quedas, problemas psiquiátricos e psicológicos, esquecimento e comprometimento das atividades diárias, indicando fragilidade e perda de autonomia. Do ponto de vista clínico, houve alta prevalência de doenças cardiovasculares (68,4%), diabetes (47,4%), e polifarmácia (59,2%), o que aumenta a vulnerabilidade e o risco de eventos adversos. A análise estatística inferencial (Qui-quadrado) aponta associação entre alta vulnerabilidade pelo IVCF-20 e ser mulher (p=0,02), não tomar banho sozinho (p=0,00001), polifarmácia (p=0,03) e ter sofrido queda no último ano (p=0,0005). A dificuldade para caminhar também teve associação significativa com a frequência de quedas (p=0,003). Além disso, quase metade dos idosos relatou sintomas de tristeza, desânimo ou incontinência, sugerindo impacto emocional e funcional relevante. Os dados demonstram que os idosos em ILPIs apresentam alto risco funcional, múltiplas comorbidades, uso frequente de polifarmácia e comprometimentos físicos e emocionais, o que reforça a importância de uma abordagem multiprofissional focada na prevenção, cuidado integral e promoção da qualidade de vida

    A relação entre o uso excessivo das redes sociais e o aumento da insatisfação pessoal das mulheres:: análise de jovens em Campos dos Goytacazes

    No full text
    O uso excessivo das redes sociais tem afetado a percepção corporal de jovens mulheres, contribuindo para a insatisfação pessoal. Apesar disso, poucos estudos no Brasil investigam essa relação, deixando uma lacuna importante no entendimento desse impacto cotidiano. A pesquisa tem como objetivo determinar associação entre uso de mídias sociais e insatisfação corporal de jovens mulheres universitárias no período de 2024 a 2025. Este é um estudo transversal cuja coleta de dados ocorreu por meio da plataforma REDCap, onde os participantes, após assinarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, responderam a dois questionários previamente validados na literatura: a Social Media Disorder Scale e o Body Shape Questionnaire, ambos baseados na escala de Likert. Adicionalmente, pergunta-se sobre peso, altura, idade e redes sociais utilizadas diariamente. Os dados coletados foram analisados estatisticamente pelo Excel para identificar correlações entre as variáveis estudadas. A pesquisa obteve 221 respostas coletadas, das quais 5 foram excluídas por dados incompletos. No total, participaram 216 jovens, com idade média de 21,6 ± 3,2 anos. Do total, estudantes de Medicina (n = 189; 87,5 %), seguida por Farmácia (n = 14; 6,4 %) e Enfermagem (n = 13; 6,0 %). A mediana do índice de massa corporal (IMC) foi de 22,32 kg/m² (IQR: 20,55 a 24,61), sendo que 71,7 % apresentaram peso adequado, 14,8 % sobrepeso, 7,4 % baixo peso e 6,0 % obesidade. Em relação às escalas utilizadas, a mediana do escore de uso de redes sociais foi de 12 pontos (IQR: 8,0 a 16,5) e a do escore de insatisfação corporal, 17 pontos (IQR: 10,5 a 25,5). Observou-se correlação positiva e estatisticamente significativa entre os dois escores (r = 0,33; p < 0,001), indicando que níveis mais altos de uso de redes sociais estão associados a maior insatisfação com a imagem corporal. Notou-se também que mesmo entre participantes com IMC dentro da normalidade, identificou-se correlação positiva entre IMC e insatisfação corporal (r = 0,41; p < 0,001), sugerindo que valores mais altos de IMC, ainda que normais, se associam a maior desconforto com o próprio corpo. Além disso, mulheres com IMC entre 24 e 25 kg/m² relataram maiores níveis de insatisfação do que aquelas com IMC mais baixo (19–20 kg/m²). Tal fato reforça que a percepção corporal negativa não necessariamente reflete parâmetros objetivos de saúde, podendo se relacionar ao padrão estético idealizado nas redes sociais. Observou-se um aumento progressivo nos escores de insatisfação corporal à medida que crescia a frequência autorreferida de sentir vergonha do próprio corpo, avaliada em escala Likert de 0 (nunca) a 5 (diariamente). Participantes que nunca relataram vergonha apresentaram média de 4,72 pontos, enquanto aquelas que a sentiam diariamente, atingiram 33,3 pontos. Essa tendência reforça a relação entre vergonha corporal com insatisfação pessoal. Desse modo, tais achados apontam para uma relação consistente entre uso problemático de redes sociais, vergonha corporal frequente e elevada insatisfação pessoal. O fato desses padrões serem observados em uma população feminina jovem com IMC dentro da normalidade sugere um possível descompasso entre a imagem corporal real e a percebida. Esses dados reforçam a necessidade de intervenções voltadas à educação midiática e à saúde mental nas universidades, com foco na autopercepção dentro do ambiente virtual

    Oclusão do apêndice atrial esquerdo, uma alternativa ao tratamento da fibrilação atrial:: relato de Caso

    No full text
    A fibrilação atrial (FA) é uma arritmia frequente que está associada a um risco aumentado de morte, acidente vascular cerebral (AVC) e embolia periférica. O fechamento do apêndice atrial esquerdo (AAE) como estratégia de profilaxia de eventos tromboembólicos em pacientes com FA utilizando oclusores percutâneos é uma opção de tratamento minimamente invasivo, especialmente em indivíduos com contraindicação à anticoagulação e cirurgia aberta. Relatar o caso de um paciente portador de Fibrilação Atrial que apresentou restrições à anticoagulação e foi submetido a oclusão percutânea do apêndice atrial esquerdo. Paciente do sexo masculino, 76 anos, portador de HAS, dislipidemia, hiperplasia prostática, apnéia do sono e fibrilação atrial crônica, em uso de Losartana 50 mg 12/12h, Hctz 25 mg 1x/dia, Sinvastatina 40 mg 1x/dia, Rivaroxabana 20 mg 1x/dia e Tansulosina 0,4 mg 1x/dia. Foi admitido na emergência com queixa de enterorragia, sendo administrado Transamin EV, com aparente melhora do quadro. Orientado pela gastroenterologia a suspensão do ACO e internação para realização de colonoscopia. Evoluiu com novo sangramento intestinal baixo de grande volume, associado a sinais de baixo débito, sudorese fria, palidez, hipotensão, sendo encaminhado à UTI. Ao exame laboratorial: Ht: 22,8%, Hb: 6,7 g/dl, Plaq: 99.000. Realizada reposição volêmica, transfusão de 03 concentrados de hemácias e aminas vasopressoras. Em virtude do alto risco para Acidente Vascular Cerebral (4 pontos) e de risco intermediário para sangramento grave (2 pontos). Planejamento do procedimento realizado através de imagens tomográficas cardíacas trigada e ecocardiografia demonstrando medidas e morfologia do apêndice atrial esquerdo. Procedimento realizado sob anestesia geral e guiado por ecocardiografia transesofágica. Sob anestesia geral e guiado por ecocardiografia transesofágica foi realizado o acesso transfemoral venoso, punção do septo interatrial, posicionamento do dispositivo Watchman Flex 24 mm, verificada a fixação e compressão através do critério PASS e realizada a liberação definitiva da prótese com oclusão satisfatória e completa do apêndice atrial esquerdo. A OAAE pode ser a primeira opção após uma limitação de uso dos anticoagulantes orais. É um procedimento minimamente invasivo, de curta duração e breve hospitalização que demonstra ser eficaz na prevenção de eventos embólicos cerebrais

    Busca Ativa de IST na População em Situação de Rua

    No full text
    As populações socialmente vulneráveis são assim intituladas devido a maior frequência de exposição a situações com potencial de gerar riscos à saúde, como é o caso da população em situação de rua. Esse grupo enfrenta barreiras significativas no acesso aos serviços de saúde, o que contribui para maior vulnerabilidade frente às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A testagem ativa e o cuidado integralizado são estratégias fundamentais para prevenção, diagnóstico e tratamento. Nesse contexto, ações intersetoriais e educativas de agentes da saúde têm papel relevante na promoção do cuidado. O projeto se propôs a realizar testagem rápida para HIV, sífilis, hepatite B e C em pessoas em situação de rua no município de Campos dos Goytacazes, na tentativa de rastrear casos sem diagnóstico. Além disso, objetivou-se identificar comportamentos de risco, visando orientar os indivíduos sobre práticas de prevenção e cuidado, redução de danos e educação em saúde. Não obstante, o propósito maior foi ampliar o acesso da população em situação de rua aos serviços de saúde por meio de recepção acolhedora, escuta ativa e orientação em saúde. As ações são realizadas preferencialmente em um abrigo considerado porta de entrada dos indivíduos no sistema de acolhimento, o Centro Pop. Neste abrigo, os usuários recebem cuidados iniciais, para depois serem triados para outros abrigos da cidade. Com o objetivo de captar os acolhidos logo no primeiro atendimento, o grupo se organizou em duplas para realizar a testagem sob supervisão da orientadora. Além disso, foi aplicado um questionário com o intuito de investigar práticas de risco e promover orientações personalizadas aos assistidos sobre autocuidado baseado em seu contexto de vida. Houve distribuição de preservativos, orientações sobre prevenção e fornecimento de encaminhamentos formais aos serviços de saúde do município. A maior dificuldade foi a escassez de materiais para testagem completa, o que limitou algumas abordagens. Apesar da limitação com insumos, o comprometimento dos usuários e o apoio das equipes locais foram fatores facilitadores para o sucesso do projeto. Para os discentes, o projeto representou uma vivência transformadora, revelando realidades invisibilizadas e fortalecendo sua formação ética e humanista. O projeto evidenciou que a extensão universitária é ferramenta potente na formação médica e na promoção da equidade, fortalecendo o vínculo entre universidade e comunidade. A atuação do discente foi marcada por envolvimento técnico e empático, favorecendo a integralidade do cuidado e contribuindo para reduzir barreiras de acesso à saúde às populações vulneráveis

    Estudo anatômico do nervo facial e estruturas adjacentes via dissecação de cadáver no Laboratório de Anatomia da Faculdade de Medicina de Campos

    No full text
    O nervo facial possui funções cruciais na motricidade da musculatura da mímica facial, na gustação e na exito-secreção de glândulas salivares. Sua trajetória, desde o tronco encefálico até os ramos terminais dos músculos da face, o torna vulnerável a diversas lesões. Anatomicamente, o nervo facial tem sua origem encefálica no sulco bulbo pontino e sua origem craniana através do forame estilomastóideo e, posteriormente, se ramifica na glândula parótida, inervando os músculos da expressão facial. Na prática clínica médica, o conhecimento aprofundado de sua anatomia é fundamental para diversos procedimentos cirúrgicos na face e no pescoço, como cirurgias de glândula parótida, reconstruções faciais e tratamentos de traumatismos. Além disso, a compreensão das estruturas adjacentes também recebe destaque. No seu trajeto ao longo da glândula parótida, o nervo facial mantém íntima relação com estruturas adjacentes, como veia retromandibular, artéria carótida externa, além de proximidade com os músculos supra-hióideos: estilo-hióideo e ventre posterior do músculo digástrico. Lesões ou compressões nessas estruturas podem ter implicações diretas na função. O objetivo deste trabalho visa compreender o trajeto do nervo facial na sua origem no forame estilomastóideo e relações com estruturas adjacentes através da glândula parótida, via dissecação anatômica. Foi realizada a dissecação de uma hemiface direita em um cadáver no laboratório de anatomia de uma faculdade de medicina. A região dissecada foi pré-auricular e região parotídea. A dissecação do triângulo carotídeo envolveu a identificação e exposição das artérias carótidas, das veias jugulares e do nervo vago. Na região pré-auricular, a atenção foi direcionada, inicialmente, para a glândula parótida e, em seguida, para o trajeto do nervo facial e seus principais ramos terminais. Conforme a Lei 8501 de 30 de novembro de 1992, que dispõe sobre a utilização de cadáveres não reclamados para fins de estudo ou pesquisa científica, o material foi usado em conformidade. Foi também apreciado e aprovado pelo Comitê de Ética em pesquisa da faculdade de medicina, protocolo nº. 81269724.7.0000.5244. A dissecação de cadáveres, como a realizada neste estudo, é uma potente ferramenta para o aprofundamento do conhecimento anatômico das relações de diversas estruturas e relações fundamentais no corpo. A compreensão detalhada da anatomia topográfica dessas áreas é crucial para a prática médica, pois permite aos profissionais entender melhor certas patologias e identificar potenciais riscos e complicações durante procedimentos. Variações anatômicas, frequentemente encontradas em dissecações, reforçam a necessidade de um estudo aprofundado e individualizado da anatomia. A lesão do nervo facial, por exemplo, pode resultar em quadros clínicos relativamente comuns, como a Paralisia de Bell, uma condição caracterizada por fraqueza ou paralisia súbita dos músculos faciais. O conhecimento preciso da distribuição do nervo e suas relações com estruturas vasculares adjacentes é vital para o diagnóstico diferencial e manejo de neuropatias faciais e outras patologias que afetam esta região. Portanto, estudos de dissecação contribuem significativamente para a formação médica e aprimoram a segurança do paciente em procedimentos que envolvem o nervo facial e suas estruturas vizinhas

    Prevalência da Adesão Vacinal Contra o HPV em Jovens Universitários em Campos dos Goytacazes/RJ e sua Projeção na Saúde Municipal

    No full text
    O HPV é um vírus sexualmente transmissível que pode causar lesões cutâneo mucosas e câncer, como o de colo do útero. A vacina é eficaz, mas ainda enfrenta resistência, além de esbarrar em diversas questões que envolvem problemas sociais, negligência, desinformação e de acessibilidade. Em vista de identificar de forma específica essas problemáticas, este estudo, realizado com 341 universitários da UENF entre junho e dezembro de 2024, visa analisar a adesão à vacinação contra o HPV, o conhecimento dos jovens sobre o tema e os fatores que influenciam sua imunização. A pesquisa é transversal, com coleta por questionário e análise em Excel, respeitando critérios éticos. O objetivo é promover a prevenção e ampliar a cobertura vacinal entre jovens. Foram incluídos na pesquisa 341 indivíduos, todos matriculados na Universidade Estadual do Norte Fluminense – UENF, na faixa etária entre 18 e 30 anos de idade, submetidos a um questionário com perguntas direcionadas sobre o tema. Foram entrevistados indivíduos provenientes de diversas localidades, sendo as mais prevalentes: Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro-RJ e Cachoeiro do Itapemirim-ES. Tratam-se de estudantes universitários provenientes de diversas localidades, porém em mútuo convívio social por período prolongado, interferindo no cenário epidemiológico do HPV e representando amostras de diversas realidades vacinais. Seguem as porcentagens representativas de acordo com cada pergunta formulada no questionário: “Sexo”: 53% sexo feminino; “Conhece a vacina sobre o HPV?”: 85,6% sim; “Participou de campanha escolar ou de mutirão de vacinação quando tinha por volta de 9-14 anos?”: 73,6% sim; “Se participou, fez o esquema completo de doses?”: 54,5% não. “Se não fez o esquema completo de doses, quantas doses foram realizadas?”: 45,5% fizeram 2 doses (esquema completo), 30,8% fizeram 1 dose, 23,8% não fizeram nenhuma dose; “Interesse em completar o esquema, caso incompleto?”: 48,7% sim, 7,6% não, 43,7% já completou; Caso não tenha o esquema completo realizado, qual o motivo da não vacinação contra o HPV até então?”: ‘Na época em que me vacinei, achei que uma dose fosse o suficiente’: 24,3%; ‘Não tive acesso à vacinação’: 12,4%; ‘Não me informaram sobre a vacinação’: 16,8%; ‘Desconheço a importância da vacinação contra o HPV’: 10,3%; ‘Tenho medo de sofrer efeitos colaterais da vacina’: 2,7%; ‘Para mim, não pertenço mais à faixa etária da vacina contra o HPV’: 14,6%; ‘Achei que só as mulheres deveriam tomar a vacina contra o HPV’: 14,6%; ‘Não tenho interesse em vacinas/Não sou a favor da vacinação’: 1%. De acordo com os resultados, é possível identificar os principais problemas relacionados à mal adesão à vacinação. Significativas porcentagens que refletem falta de conhecimento sobre a relevância da vacina, ausência em campanhas escolares/mutirões de vacinação, ausência da segunda dose do esquema vacinal atrelados às diversas justificativas identificadas no questionário, somado ao fato de grande parte dos entrevistados manifestarem interesse em completar o esquema tornam o estudo um meio de caracterização da população universitária presente na cidade, fazendo jus à sua proposta de fomentar os dados de saúde municipais. Por meio dessa incitação, espera-se que as contribuições sejam relevantes para possíveis futuros projetos de imunização e também para possíveis futuras políticas públicas de conscientização, informação e o triunfo sobre as barreiras sociais que prejudicam o sucesso da imunização

    128

    full texts

    566

    metadata records
    Updated in last 30 days.
    Portal de Publicações da Faculdade de Medicina de Campos
    Access Repository Dashboard
    Do you manage Open Research Online? Become a CORE Member to access insider analytics, issue reports and manage access to outputs from your repository in the CORE Repository Dashboard! 👇