Portal de Publicações da Faculdade de Medicina de Campos
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E-book sobre emergências clínicas: : um projeto direcionado aos internos de Medicina
Introdução: A era digital vem permitindo, de forma crescente, o acesso a informações sobre os mais variados temas e de forma instantânea. Hoje, o volume de dados disponíveis na internet tem grande potencial frente ao contexto laboral de diferentes áreas, sendo importante, inclusive, no auxílio à prática de acadêmicos de Medicina e de médicos recém-formados. Apesar disso, é válido ressaltar que, uma vez que as possibilidades de buscas são vastíssimas e abrangem uma pluralidade de fontes, pesquisas podem proporcionar respostas equivocadas ou material de fraca evidência científica. Nesse sentido, a formulação de um material de fácil acesso e que seja respaldado nas principais diretrizes da área da saúde faz-se necessário. Objetivos: O objetivo principal deste projeto de extensão consiste em elaborar um livro baseado em evidências e em protocolos clínicos atualizados, disponível em formato digital (e-book) e de forma gratuita, que contemple as principais emergências clínicas em diversas áreas da Medicina e que seja dedicado, especialmente, para internos do mesmo curso, servindo como material de consulta e estudo. Outros objetivos incluem desenvolver postagens on-line, nas redes sociais do próprio projeto, sobre definições em emergências e outros temas de relevância médica expostos em infográficos dinâmicos e objetivos, bem como auxiliar acadêmicos no desenvolvimento de um raciocínio clínico adequado e, também, no manejo supervisionado de pacientes sob situações críticas. Relato de experiência: A experiência do projeto baseou-se na divisão de tarefas de acordo com a afinidade de cada participante pelos diversos segmentos que estruturam o referido trabalho e que incluem: produção textual/redação, revisão ortográfica e científica, design gráfico, diagramação e divulgação. A estruturação dessas atividades em comissões permite maior organização entre os membros da equipe e a posterior consolidação dos capítulos do livro, que ocorre devido à integração de todo o material produzido pelas comissões. Reflexão sobre a experiência: O resultado final beneficia tanto o público alvo quanto os próprios autores do projeto, visto que a construção de cada capítulo demanda horas de estudo ativo, aprofundamento e revisão de condutas médicas, assim como o desenvolvimento de habilidades específicas que vão desde a escrita que, apesar de técnica, apresenta uma linguagem simplificada, até a elaboração de estratégias de marketing que visam aumentar a visibilidade do livro no meio acadêmico, via plataformas digitais. Em linhas finais, ainda é conveniente destacar que o trabalho descrito aqui reforça o compromisso das Universidades públicas do Rio de Janeiro com a produção científica no país, haja vista que todos os envolvidos são discentes ou docentes de instituições de ensino superior localizadas no Estado. Conclusões: Conclui-se, portanto, que este projeto promove não só a transmissão de conhecimentos em emergências médicas para aqueles que ainda não possuem vasta experiência em campo prático, como também promove o combate à disseminação de informações falsas, questionáveis ou desatualizadas em Medicina
Estudo comparativo da qualidade de vida dos discentes do 1 e 6 ano da Faculdade de Medicina de Campos em relação aos pilares de estilo de vida
Hoje, a Medicina do Estilo de Vida (MEV) é uma solução para reduzir a morte e doenças evitáveis, com foco na gestão da saúde relacionada ao estilo de vida. Para isso, esta especialidade segue seis pilares principais: atividade física, alimentação, sono, controle do estresse, conexão social e evitação de substâncias perigosas. Hábitos diários saudáveis e comportamentos ligados ao estilo de vida são fundamentais para manter a saúde. Muitas vezes, eles podem fornecer mais benefícios à saúde do que qualquer tratamento medicamentoso e ainda evitar efeitos colaterais que podem desencadear efeitos adversos. Nosso objetivo é analisar e comparar a qualidade de vida dos alunos do primeiro e sexto anos da Faculdade de Medicina de Campos (FMC), tomando como base os pilares do estilo de vida no primeiro semestre de 2023. Esta é uma pesquisa do tipo transversal, que possuirá o primeiro semestre de 2023 para coleta de dados dos estudantes de medicina da FMC, no município de Campos dos Goytacazes, os quais responderão a um questionário de forma voluntária e distribuído pessoalmente. Os dados serão analisados pelas seis variáveis que norteiam os pilares de estilo de vida, onde foi realizada uma média para comparar a qualidade de vida dos primeiro e sexto anos, nos quais a média de 85 a 100 pontos é classificada como excelente, 70 a 84 como muito bom, 55 a 69 como bom, 35 a 54 como regular e 0 a 34 como necessita melhorar. Foram analisados um total de 168 questionários, sendo 125 do primeiro ano e 43 do último. Destes, observou-se uma média de 67,07 pontos para o primeiro ano e 64,98 pontos para o sexto ano, sendo, ambos classificados como bom. Mesmo quando os pilares foram separados para avaliação, foi possível constatar que não houve diferença significativa entre os anos analisados, mas foi notório que o estresse no sexto ano foi maior do que no primeiro ano. Medir variáveis é uma tarefa difícil devido as muitas dimensões que compõem uma variável e as dificuldades envolvidas na medição direta e objetiva. Até este ponto do estudo, não foram observadas diferenças na qualidade de vida dos alunos entre o primeiro e o último ano do curso de medicina
O perfil dos pacientes atendidos no crie para aplicação de Palivizumabe em Campos dos Goytacazes
Introdução: A notificação de pacientes, feita pelo CRIE que necessitam da vacinação pela Palivizumabe é essencial para o estudo epidemiológico dos pacientes e suas necessidades, colaborando dessa forma para conscientização de sua necessidade para o governo e para os profissionais de saúde. Objetivo: Garantir informação aos funcionários de saúde e demais interessados a partir da análise de dados dos pacientes atendidos no crie em Campos dos Goytacazes no período de fevereiro de 2023 a julho de 2023, tendo também a perspectiva de maior valorização da necessidade das notificações dos pacientes que necessitam da vacina da palivizumabe levado em conta idade e comorbidades associadas para garantia da continuidade do investimento do governo a essa imunização e sua valorização no meio da saúde e social. Método: Para o melhor entendimento acerca do projeto do governo referente foi coletado informações por documentos do governo do estado e do município, como notas técnicas e arquivos de capacitação para aplicação da palivizumabe. Também orientações e dados da secretaria de saúde e do CRIE da Cidade de Campos Dos Goytacazes. Resultados e discussão: Com a análise dos dados, foi observado um total de 38 pacientes. sendo fevereiro 3 aplicações, março: 7, abril: 14, maio: 28 , junho: 33, julho: 29. cada mês o paciente recebe uma dose com intervalo de no mínimo 4 semanas e são aplicadas no máximo 5 doses já que são aplicadas eguindo a sazonalidade e não há aplicações após. Conclusão: O impacto das políticas públicas na mortalidade dos pacientes passíveis do programa citado é clara e de extrema importância. É visto também uma boa aderência da população acerca do projeto, sem deixar de lado a ambição de maior disseminação das informações e assim maior conscientização da população e dos profissionais da saúde. é de interesse também dos autores deste trabalho a organização de palestras posteriores para população a respeito da vacinação dos pacientes que se enquadram no programa e a importância das notificações para estudos epidemiológicos posteriores
Diabetes como cofator de risco para câncer: : estudo Caso-Controle
O diabetes mellitus (DM) é uma síndrome metabólica multifatorial favorecendo a formação de adipocinas e produção de espécies reativas de oxigênio, os quais podem causar alterações genéticas nas células, aumentando o risco de câncer. Este estudo investiga o DM como fator de risco prévio em pacientes com diagnóstico de câncer. O grupo caso incluiu 26 pacientes com diagnóstico entre 2022 e 2023 para câncer de mama, endométrio, próstata, estômago, colorretal, fígado, vias biliares, pâncreas, rim e bexiga. O grupo controle incluiu 26 pacientes pareados em sexo e idade (± 3 anos) ao grupo caso, sendo excluídos pacientes com histórico prévio de câncer. Ambos os grupos excluem menores de 18 anos; gestantes; pacientes com diagnóstico de hipotireoidismo; colagenoses; doenças autoimunes; síndrome plurimetabólica e diabetes insipidus. A coleta de dados aconteceu mediante entrevistas e análise de prontuários; identificando o perfil dos pacientes (idade, sexo, raça, altura, peso, circunferência abdominal); a história social (etilismo, tabagismo, sedentarismo) e a história familiar para DM e câncer. Ainda coletadas informações sobre o diagnóstico do DM (data e tipo de tratamento) e Câncer (data, tipo histológico, imunohistoquímica, estadiamento). Preserva-se a confidencialidade dos pacientes em todas as etapas deste estudo. Aprovado pelo Comitê de Ética pelo parecer nº 5.967.254. Verificou-se entre os grupos caso e controle, respectivamente: média de idade: 60 (±13) anos / 57 (±12) anos; Raça: 13 (50%) / 6 (23,08%) branca; 7 (26,92%) / 11 (42,31%) parda; 6 (23,08%) / 9 (34,62%) preta. Índice de Massa Corporal (IMC): 26,49 (± 6,61) / 29,32 (±6,29). Obteve-se 7 (26,92%) casos e 5 (19,23%) controles com diagnóstico de DM. Houve maior razão de chances para DM no grupo caso, OR = 1.55 (IC 95%: 0,42 - 5,7) podendo indicar algum risco relativo, embora sem associação estatisticamente significativa (p = 0.51). Entre os 7 diabéticos do grupo caso, 6 apresentavam câncer de mama, metade dos participantes com esse câncer, que foi também o mais representado no grupo caso. 12/26 (46,15%). Essa análise preliminar estratificada aponta associação de risco melhor estabelecida entre o câncer de mama e o DM, OR = 3 (IC 95%: 0,53 - 16,9), quando comparado ao grupo controle. No entanto, esta diferença pode ainda ser em função da sub-representação dos demais tipos de câncer na atual amostra. Este estudo tem o potencial de contribuir na compreensão da correlação entre o DM e o Câncer. Podendo indicar melhores estratégias de prevenção, rastreio, diagnóstico e tratamento mais precoce tanto do DM, quanto do Câncer
Comparação de alterações laboratoriais entre adultos e crianças com dengue
Introdução: A infecção por dengue é uma importante arbovirose transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti em países tropicais e subtropicais, além de constituir uma significante causa de morbidade e mortalidade. O atendimento ao paciente com suspeita dessa arbovirose deve constar com uma anamnese detalhada, com data de início dos sintomas e pesquisa de achados laboratoriais que sugerem a possibilidade de o paciente evoluir para a forma grave da doença. Objetivos: Comparar achados laboratoriais entre 63 crianças até 12 anos e 1022 adultos, todos com exames positivos por sorologia ou antígeno para dengue no período de janeiro a junho de 2023 em Campos dos Goytacazes no Centro de Referência de Doença Imuno-Infecciosas (CRDI). Métodos: Foram obtidos os resultados bioquímicos a partir dos exames laboratoriais coletados, com parâmetros de relevância para dengue: hematócrito, leucócitos, plaquetas, VHS, TGO e TGP. Este estudo se caracteriza como observacional, longitudinal e retrospectivo. Resultados: A prevalência foi maior em adultos do sexo feminino e crianças do sexo masculino. O exame sorologia IgM para dengue realizado no 9°dia foi responsável pela maior confirmação de casos. Os adultos tiveram uma maior oscilação de plaquetas e um nível de plaquetopenia mais baixo que as crianças. Sendo 40,2% de plaquetopenia nos adultos, e somente 14,23% em crianças. Dentre as enzimas hepáticas a que mais se alterou foi o AST em ambos os grupos analisados, correspondendo a um aumento em 73% dos casos nas crianças e 77,9% em adultos. Os leucócitos apresentaram maior variação em adultos, atingindo uma leucopenia mínima de 1000 e 2000 em crianças. Mais da metade dos adultos (52,5%) apresentaram leucopenia, enquanto apenas 33,3% em crianças. A leucocitose é uma alteração rara ou inexistente para ambos os grupos. Discussão: A maioria das crianças (84,2%) infectadas tinham 7 anos ou mais. Conforme conhecido na literatura, as alterações mais comuns foram trombocitopenia e leucopenia. Em contrapartida, as manifestações hemorrágicas são mais comuns em adultos. Além disso, uma alteração relevante encontrada nesse trabalho foi a alta prevalência de aumento de AST nos grupos analisados. O quadro clínico em crianças é mais brando e subdiagnosticado, além de apresentar uma menor alteração laboratorial na maioria dos parâmetros analisados na dengue. A dificuldade de expressão e comunicação dos sintomas clínicos nas crianças, além do maior número de diagnósticos diferenciais de infecções virais pode influenciar nas notificações. Devido a isso, é importante um rastreamento clínico e laboratorial em procura dos sinais de alarme e gravidade que podem se manifestar sem outros sintomas detalhados em crianças, apesar de menos prevalentes. Conclusão: Com base nesses resultados, este estudo demonstrou diferenças significativas nas apresentações laboratoriais e consequentemente na gravidade da doença entre adultos e crianças acometidas pela dengue
Conhecimento e comportamento para prevenção da COVID-19:: usando mídias sociais para interação e construção de significados
Durante a pandemia de COVID-19 e no pós-pandemia, as redes sociais desempenharam um papel crucial como fonte de informações para disseminar dados confiáveis sobre a doença e educar a população em geral. No entanto, essas redes sociais também podem ser espaços propensos à desinforma- ção e à disseminação de fake news, fenômeno frequente na pandemia, o que pode causar confusão e impactar negativamente a saúde pública. Logo, é fundamental que haja um esforço conjunto para incentivar a divulgação de informações baseadas em evidências científicas nas redes sociais. O objetivo da presente proposta é promover a Educação em Saúde por meio de estratégias de divulgação científica sobre autocuidado e prevenção para COVID-19 no Instagram e Facebook e verificar se as informações contribuíram para a prática desses usuários. Durante o ano de 2022, até junho de 2023 foram publicados 180 posts nas redes sociais, do projeto @fmcsaude_arte, com informações sobre a doença e sua prevenção. De 26.04 a 12.06.23 um questionário foi disponibilizado no link da biografia do Instagram, Facebook e Whatsapp, sendo respondido por 395 pessoas. Dos respondentes, a prevalência é do gênero feminino, brancos, católicos, solteiros e com ensino superior. As redes sociais mais utilizadas são Whatsapp, seguido do Instagram e Facebook. Quanto ao conhecimento sobre a COVID-19, quase todos afirmam que é um vírus, transmitido pelo ar e pelas superfícies, sendo os sintomas perda do paladar, do olfato, falta de ar, febre, tosse e dores no corpo. A prevenção é realizada pela lavagem das mãos e uso de álcool em gel, máscara e vacinação. A máscara deve ser utilizada quando se está com algum sintoma, em ambientes como hospitais e clínicas, locais públicos e na presença de pessoas com suspeita da doença. Dentre os respondentes, 99% tomaram vacina para a COVID-19 e 93% a dose de reforço, sendo 40%, 4 doses e 38%, 3 doses. Os que não tomaram a vacina ou o refor- ço, justificam a atitude como “vacina ainda experimental”, “não existe vacina”, “não serei cobaia” e “não é necessário”. A principal fonte de informação para COVID-19 é o Instagram, sendo que cerca da metade não faz compartilhamento desses dados. A verificação das informações lidas é realizada, mas consideram a existência de fake news. As imagens do perfil do Instagram @fmcsaude_arte foram consideradas claras e de fácil compreensão, contribuindo para o autocuidado na proteção e prevenção da COVID-19. A adesão de participantes para o questionário foi difícil, sendo necessário a promoção de impulsionamento dos posts, além de convites em diferentes grupos nas mídias sociais. Verificou-se que a maioria dos respondentes têm conhecimento sobre a doença e suas formas de prevenção. No entanto, a prevenção com a vacinação é ainda preocupante, pois menos da metade não completou o esquema vacinal. O não compartilhamento de informações nas redes sociais deve ser considerado como um dado importante para ações de Educação em Saúde em mídias sociais, já que as pessoas as recebem, mas não repassam para outros. Observou-se ainda que as redes sociais, principalmente Whatsapp e Instagram, são os principais meios utilizados para obtenção de informações e atualização sobre a COVID-19. O conhecimento sobre a doença e sua prevenção está bem estabelecido para esses indivíduos, mas é preciso manter canais de informação de forma constante e atualizada para que essas medidas sejam praticadas pela população, evitando assim o retorno da epidemia
Artrite Gotosa Crônica com danos articulares severos:: um relato de caso
Introdução: A gota pode ser definida por um tipo de artrite inflamatória causada pela deposição de cristais de monourato de sódio devido ao aumento dos níveis de ácido úrico nos tecidos e nas articulações, podendo causar dor intensa, edema e rigidez. A perda da solubilidade do urato monossódico, pelo aumento do ácido úrico, associado a uma queda de temperatura e um pH mais ácido, faz formar cristais, que vão ser fagocitados por macrófagos, levando à crise inflamatória. O aumento do ácido úrico se dá pela ingestão elevada de purinas ou pela sua síntese, associado com a diminuição da excre- ção renal, gerando uma supersaturação de urato e sua cristalização, causando a gota. O quadro clínico caracteriza-se por dor intensa e hiperemia local, iniciado pela manhã, acometendo principalmente a primeira articulação metatarsofalangeana. Sua forma crônica ocorre devido à ação inflamatória persistente com a presença de tofos (estrutura ordenada de cristais de monourato de sódio) que causam erosão e destruição articular, podendo calcificar e infectar. Objetivos: Relatar um caso de artrite gotosa crônica de um paciente com má adesão ao tratamento e com evolução significativa e danos articulares severos. Relato de caso: Masculino, 67 anos, residente de Campos dos Goytacazes - RJ - procurou atendimento na emergência do Hospital Ferreira Machado, na clínica de ortopedia e traumatologia, com queixa de dor no joelho esquerdo, sem história de trauma. Relata que a dor iniciou enquanto dormia, no próprio dia do atendimento. À inspeção, o paciente apresentava tofos gotosos espalhados em ambas as mãos, joelhos, cotovelos e pés. Durante a anamnese, descobriu-se que tratava-se de um caso de artrite gotosa em que o paciente não mantinha aderência ao tratamento. Relatou que aos 50 anos começou a sentir sintomas álgicos nas articulações e, posteriormente, o início da formação dos tofos gotosos. Por conta disso, procurou atendimento médico, e na ocasião, foi diagnosticado com artrite gotosa. A partir disso, iniciou um acompanhamento e tratamento, porém, de forma irregular. Com o advento da pandemia em 2020, abandonou o tratamento totalmente, evoluindo com piora acentuada do seu quadro, encontrando-se nesse estado até o dia do atendimento. O paciente evolui para óbito dias após o atendimento, em decorrência de um evento agudo cardiovascular. Conclusão: Sendo assim, é notório a importância da aderência ao tratamento para evitar a progressão da doença e suas terríveis e irreversíveis consequências articulares. Nosso caso é uma forma rara e incomum de grandes tofos junto com uma destruição articular severa de muitas articulações
Conhecendo o Mieloma Múltiplo:: uma revisão de literatura
Since December 2019, an outbreak of a new coronavirus disease has been reported in the city of Wuhan, China. The emergence of COVID-19 as a global pandemic has brought the focus to understanding this new disease. COVID-19 can result in death, due to diffuse alveolar damage and acute respiratory failure. Thus, many studies have highlighted the importance of determining pulmonary histopathological changes in post-mortem examination findings in order to better understand the pathogenesis of COVID-19. Pathological findings are similar to other forms of viral infection. Clinical features, macroscopic and microscopic findings are essential for understanding COVID-19. This study aims to present a comprehensive analysis of the pathological findings related to COVID-19 in autopsy reports, including pathogen origin, transmission mechanisms, pathogenesis and clinical manifestations. To this end, a literature review was carried out with a search for scientific articles and electronic media published between 2020 and 2021.O mieloma múltiplo é uma neoplasia das células plasmáticas ou plasmócitos, que corresponde à segunda neoplasia hematológica mais comum. As células plasmáticas são os linfócitos B responsáveis pela produção de imunoglobulina, que é responsável pela imunidade humoral. O mieloma múltiplo é caracterizado pela proliferação exacerbada de plasmócitos clonais, que sintetizam elevados níveis de imunoglobulina não funcionante, resultando em lesões de órgão-alvo. O dano de órgão-alvo característico do MM é referido como critérios “CRAB”: hipercalcemia, insuficiência renal, anemia e lesões ósseas. Por acometer uma faixa etária mais avançada, os indivíduos com mieloma múltiplo apresentam perda significativa da qualidade de vida. Este estudo objetiva apresentar uma revisão geral sobre o mieloma múltiplo, incluindo a epidemiologia, etiologia, fisiopatologia, manifestações clínicas, investigação diagnóstica e critérios diagnósticos. Para tal, foi realizada uma revisão bibliográfica com busca por artigos científicos em meios eletrônicos, publicados entre o período de 2017 e 2022.
A elaboração de um Boletim Epidemiológico sobre Mortalidade Materna em um município da região Norte Fluminense (2018-2022)
Introdução: A mortalidade materna é um indicador fundamental de saúde para qualificar a assistência prestada nos serviços de saúde. Consideram-se fatores biológicos e sociais, levando em conta o número de óbitos de mulheres em gestação até um período de 42 dias pós-parto, com causas relacionadas à gravidez ou complicações associadas a ela. Para compreender essa problemática, é necessário quantificá-la a fim de descrevê-la, monitorar e construir intervenções. As taxas de mortalidade elevadas nesse grupo podem ocorrer por diversos fatores, incluindo a insatisfação nos serviços prestados, a falta de acolhimento e a violação dos direitos dessas mulheres. É importante ressaltar que muitas dessas causas poderiam ser evitáveis por meio de ações preventivas e políticas de saúde eficazes. Objetivos: Relatar a experiência da construção de um boletim epidemiológico por um Projeto de Extensão, a partir dos dados relacionados à mortalidade materna em um município da região Norte Fluminense, a fim de contribuir para qualificação da assistência prestada na rede municipal de saúde. Relato de experiência: Os discentes extensionistas coletaram as informações sobre a mortalidade materna, a partir da base de dados da vigilância em saúde do município, fazendo análise em conjunto com os orientadores. A partir disso, está sendo possível elaborar o boletim epidemiológico, o qual será exposto à gestão em saúde municipal e, posteriormente, disponível para todos os profissionais e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) local. Reflexão sobre a experiência: Por meio desse trabalho, foi possível adquirir conhecimentos sólidos sobre a análise e interpretação de dados epidemiológicos, além de reconhecer a importância dos indicadores de saúde para o exercício da profissão. O entendimento desses indicadores permite uma visão mais clara da realidade da saúde da população, auxiliando na identificação de áreas de risco, na alocação de recursos e na implementação de estratégias preventivas. Ainda, eles norteiam a elaboração de políticas públicas e protocolos hospitalares, a fim de guiar o fluxo de atendimento e garantir um cuidado de qualidade aos pacientes. Conclusão: Com base no boletim epidemiológico, será possível identificar os fatores associados à mortalidade materna no município, o que será de grande valia para o planejamento e a gestão das intervenções necessárias. Além disso, as experiências interprofissionais viabilizadas pelo projeto contribuem para o desenvolvimento de práticas colaborativas e integradas.
Metilfenidato: : avaliação do manejo farmacológico em crianças atendidas em um Centro de Saúde Escola de Campos dos Goytacazes/RJ, Brasil
Introdução: O cloridrato de metilfenidato é um fármaco muito utilizado no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Apresenta ação estimulante no sistema nervoso central causando a liberação de dopamina e noradrenalina. O metilfenidato está disponível em diferentes apresentações comerciais, a Ritalina, RitalinaLA, Concerta e na forma de genéricos. Objetivos: A pesquisa tem como finalidade avaliar a eficácia clínica, variações nas respostas entre as formulações, efeitos adversos e razões que interferem na adesão ao tratamento com metilfenidato. Métodos: Realizou-se um estudo observacional transversal por meio de entrevistas utilizando formulário específico, análise de prontuários e acompanhamento das consultas junto à equipe multidisciplinar. Resultados e discussão: Foram analisados 196 pacientes sendo 25 usuários de metilfenidato para tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Destes incluídos no estudo, 13 são do sexo feminino e 12 do masculino. As reações adversas foram observadas em 8 pacientes em uso da medicação, 4 tiveram relatos de agitação psicomotora, 3 apresentaram vertigem e 1 taquicardia. Dentre os pacientes analisados, 18 referiram dificuldade na obtenção do medicamento no serviço público. A média da idade dos pacientes em uso de metilfenidato é 11 anos e 2 meses. Os critérios de exclusão do estudo incluem diagnóstico não confirmado de TDAH e crianças não pertencentes à faixa etária estabelecida. Os pacientes analisados obtiveram resposta satisfatória à terapia medicamentosa com metilfenidato até o momento. Entretanto, neste estudo, 32% manifestaram efeitos colaterais da medicação. Houve um significativo impasse na obtenção do medicamento na rede pública, representado por 72% da população analisada, o que prejudica a adesão ao tratamento. Conclusão: O estudo permite a observação de melhora significativa dos sintomas do TDAH com uso de metilfenidato, apesar das dificuldades enfrentadas pelos pacientes e familiares na continuidade do tratamento