Portal de Publicações da Faculdade de Medicina de Campos
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    Hanseníase:: a importância do exame de contatos no controle epidemiológico - relato de caso

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    A hanseníase é uma doença crônica infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium leprae, caracterizada por sinais e sintomas dermatoneurológicos. O homem é o único reservatório natural do bacilo, que possui predileção pela célula de Schwann do sistema nervoso periférico e macrófagos cutâneos. A principal via de transmissão é o trato respiratório, com possíveis ocorrências via pele erodida. Secreções como leite, esperma, suor e secreção vaginal contêm bacilos, mas não são significativas na disseminação da doença. De acordo com a OMS e o Ministério da Saúde (2024), o Brasil é o segundo país com maior incidência de hanseníase, ressaltando a necessidade de identificação precoce através do exame de contatos. Esta estratégia visa detectar novos casos entre indivíduos que convivem ou conviveram com pacientes confirmados, independentemente da classificação e estado clínico do paciente. O teste rápido, que detecta anticorpos contra o Mycobacterium leprae, é essencial para o diagnóstico precoce e tratamento imediato, reduzindo casos avançados. O acompanhamento por cinco anos após o diagnóstico é crucial para monitorar a resposta ao tratamento, prevenir recaídas e gerenciar efeitos adversos, contribuindo para a eficácia do tratamento e minimização das sequelas. Ilustramos dois casos recentes do Programa Municipal de Controle de Hanseníase de Campos dos Goytacazes destacando a importância do exame de contatos. O primeiro caso envolve uma paciente de 34 anos, diagnosticada com hanseníase tuberculóide após sua irmã ser diagnosticada com a doença. O segundo caso refere-se a uma paciente de 50 anos, cuja filha diagnosticada com hanseníase virchowiana com alta há 4 anos, tendo a mãe sido examinada anteriormente, mas somente apresentando lesão cutânea anos depois. Estes casos enfatizam a necessidade do exames de todos os contatos, realização do teste rápido e acompanhamento por cinco anos daqueles reativos, seguindo as normas protocolares do Ministério da Saúde, e continuidade do acompanhamento para reduzir a transmissão e prevenir complicações graves. A colaboração entre os serviços de saúde e a conscientização pública é essencial para eliminar a hanseníase como um problema de saúde pública

    Exames laboratoriais bioquímicos: : validação de intervalos de referência

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    A qualidade dos laudos laboratoriais deve ser sempre garantida uma vez que embasam um percentual significativo de decisões clínicas. Inconsistências nos Intervalos de Referência (IR’s), constantes nos laudos podem levar a diagnósticos imprecisos e condutas clínicas inadequadas. A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) recomenda que os IR’s sejam determinados e validados, levando em consideração a população atendida pelo estabelecimento, entretanto, essa validação pode representar um processo complexo e demorado para o laboratório de análises clínicas. O Instituto de Padrões Clínicos e Laboratoriais (CLSI), apresenta uma alternativa simples para validação de valores especificados na bula do conjunto de diagnóstico, recomendando o uso de 20 amostras de indivíduos de referência, podendo apenas 10% apresentar resultados fora do intervalo referido na bula reagente. Considerando as diretrizes da CLSI (C28-A3c, 2010) o presente estudo objetivou verificar os resultados de exames bioquímicos da população atendida pelo laboratório participante para validar os intervalos de referência descritos nas bulas dos kits de reagentes utilizados. Foi realizado um estudo observacional, descritivo e transversal, a partir de dados coletados do sistema de informação de um laboratório particular de análises clínicas, do município de Campos dos Goytacazes, RJ. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Faculdade de Medicina de Campos com o parecer de n° 6.507.640. Foram selecionados quarenta (20 de cada gênero) resultados de pacientes ambulatorial, com idades entre 18 e 59 anos e aparente estado de higidez, cujas dosagens foram realizadas entre os dias 01 de janeiro e 31 de dezembro de 2019, no analisador bioquímico Labmax 560, da Labtest Diagnóstica S.A, Brasil. Dos 26 analitos do estudo, 15,38% (cloro, fósforo, lactato desidrogenase e proteína C reativa) não foram validados devido ao baixo número de registro no período pré-estabelecido. Dos analitos avaliados (ácido úrico, albumina, alanina aminotransferase (ALT), amílase, aspartato aminotransferase (AST), bilirrubina total, bilirrubina direta, cálcio, colesterol HDL, colesterol total, creatinina, ferro, fosfatase alcalina, gama-GT, glicose, lipase, magnésio, potássio, proteínas totais, sódio, triglicerídeos e ureia), 95,4% atendem ao preconizado pela CLSI podendo, portanto, serem validados. O HDL, cujo IR é superior a 40 mg/dL, foi o único analito que apresentou 22,5% dos resultados fora do IR ultrapassando o limite preconizado pelo CSLI para validação. Entretanto, nesse caso específico, não se trata da necessidade de ajuste no intervalo face a população atendida e, sim, de um reflexo do estilo de vida adotado pela população. O estudo observou a falta de informações sobre IRs, nas bulas, para indivíduos transgêneros e gestantes o que pode gerar, clinicamente, inconsistências no diagnóstico. A validação dos Intervalos de Referência (IRs) das bulas, proposta pelo CLSI, é viável para a maioria dos laboratórios. Os IRs dos reagentes utilizados pelo laboratório representam a população atendida. Resultados fora do IR para o analito HDL indicam a necessidade urgente de políticas públicas para reverter a situação atual, que afeta a qualidade de vida e sobrecarrega o sistema de saúde. É necessário realizar novos estudos para apoiar esta pesquisa e contribuir para a melhoria contínua na área de análises clínicas

    Complicações clínicas relacionadas à forma benigna da doença trofoblástica gestacional

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    Gestational Trophoblastic Disease (GTS) includes benign diseases such as hydatiform mole or malignant diseases such as coriocarcinoma, trophoblastic tumor of the placental site, epithelioid trophoblastic tumor and invasive mole. The hydatiform mole (HM) is classified according to morphology, genetics, and histopathology into complete hydatiform mole (CHM) and partial hydatidiform mole (MHP). The following study aims to know the main clinical complications associated with GTS and to report the main diagnostic methods, besides the therapeutic approach after molar pregnancy. It is an integrative literature review study in Portuguese and English, in the following databases: Medline, Pubmed, SciELO, Lilacs, Bireme and Clinicalkey. In particular, MHC has diploid character, resulting from the duplication of haploid genetic material from a single sperm, while MHP is triploid and occurs after fertilization of a normal egg by two sperm or by a diploid sperm. The HM is defined as a pregnancy outside the normal pattern due to the varying degrees of trophoblast proliferation and edema of the villi associated with absence or abnormalities in the embryo or fetus. There are a number of serious clinical complications which affect up to 25% of patients with advanced stage hydatidiform mole (HM), including hyperthyroidism, ovarian cysts, bleeding, invasive mole, cardiopulmonary complications and pre-eclampsia. It is essential to alert the importance of beta-hCG measurement to obtain an early diagnosis and so it should be performed on all pregnant women with vaginal bleeding in order to identify the normal development of pregnancy or intercurrences requiring intervention.  A Doença Trofoblástica Gestacional (DTG) inclui doenças benignas como mola hidatiforme ou malignas como coriocarcinoma, tumor trofoblástico do sítio placentário, tumor trofoblástico epitelióide e mola invasora. A mola hidatiforme (MH) é classificada, segundo a morfologia, genética e histopatologia, em mola hidatiforme completa (MHC) e mola hidatiforme parcial (MHP). O seguinte estudo tem comoobjetivos conhecer as principais complicações clínicas associadas à DTG e relatar os principais métodos diagnósticos, além da abordagem terapêutica após gravidez molar.Trata-se de um estudo de revisão integrativa de literatura nas línguas portuguesa e inglesa, nas seguintes bases de dados: Medline, Pubmed, SciELO, Lilacs, Bireme e Clinicalkey.Em particular, a MHC tem caráter diploide, resultante da duplicação do material genético haploide de um único espermatozóide, enquanto, o MHP é triploide e ocorre após a fertilização de um óvulo normal por dois espermatozoides ou por um espermatozoide diploide. A MH é conceituada como uma gravidez fora do padrão de normalidade devido aos variados graus de proliferação do trofoblasto e edema das vilosidades associado à ausência ou anormalidades no embrião ou feto.Faz-se presente uma série de complicações clínicas graves que chegam a acometer 25% das pacientes com MH em fase avançada, fazendo parte desta: o hipertireoidismo, cistos ovarianos, hemorragia, mola invasora, complicações cardiopulmonares e pré-eclâmpsia. É fundamental alertar a importância da dosagem do beta-hCG para se obter um diagnóstico precoce e assim deve ser realizado em todas as gestantes com sangramento vaginal, a fim de identificar o desenvolvimento normal da gravidez ou intercorrências que necessitem de intervenção

    FMC nos Quilombos: : abordagem Multidisciplinar na Promoção de Saúde e Educação em Assentamentos Quilombolas de Campos dos Goytacazes

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    A Constituição Federal de 1988 reconheceu, pela primeira vez, os direitos das comunidades quilombolas no Brasil. Esses grupos, definidos pelo Decreto nº 4.887 de 2003, são remanescentes das comunidades que resistiram à escravidão, preservando suas tradições culturais e se sustentando de maneira sustentável. Presentes em áreas rurais, urbanas e periurbanas, os quilombolas são agricultores, seringueiros, pescadores e outros trabalhadores que buscam o reconhecimento de sua história e contribuição para a sociedade. Essas comunidades também existem em outros países da América Latina, como Colômbia e Equador, refletindo uma resistência cultural que atravessa fronteiras. No território brasileiro, abrange 1.696 municípios, com destaque para a região nordeste e o estado da Bahia, que abriga a maior população quilombola do país. No Rio de Janeiro, 20.344 quilombolas residem em 37 dos 92 municípios, com Campos dos Goytacazes sendo o segundo município com a maior população quilombola. O projeto de extensão concentra-se em atender diversos assentamentos incluindo o Assentamento Antonio Farias, Sossego e Lagoa Feia, Aleluia, Batatal e Cambuca, bem como Conceição do Imbé. Desse modo, este projeto de extensão curricular buscou ir além dos limites da sala de aula e fortalecer o vínculo dos discentes com a sociedade, envolvendo uma equipe multiprofissional com ações de prevenção, promoção e recuperação da saúde, para atender de forma integral, contínua e igualitária esta população. A ação foi realizada em assentamentos quilombolas, áreas marginais e interioranas da cidade, durante a manhã, com a participação dos agentes do Programa de Assistência aos Assentamentos e Quilombolas (PAAQ) e servidores da Secretaria de Saúde. Os alunos foram direcionados a um local específico para apresentar o conteúdo teórico abordado em sala de aula. Eles discutiram e esclareceram sobre parasitoses para o público-alvo, utilizando uma linguagem não científica e informal, além de dinâmicas interativas para engajar a comunidade e oferecer benefícios sociais significativos na área da saúde. Foram disponibilizadas vacinas, atendimentos médicos especializados de pediatria, ginecologia e obstetrícia, além de serviços de análise laboratorial de exames de fezes. A experiência proporcionada pelo projeto "FMC nos Quilombos" é enriquecedora tanto para as comunidades quanto para os discentes. As comunidades têm acesso à atenção primária à saúde e informações sobre parasitoses, o que reduz significativamente a carga no sistema de saúde. Academicamente, os alunos transcendem o conhecimento técnico-científico, aprendem a se relacionar respeitosamente com diferentes contextos culturais e a cultivar uma comunicação empática, essencial para a prática médica. Conclui-se que o projeto de extensão trouxe benefícios mútuos, visto que promoveu a melhoria da qualidade de vida da população quilombola e estimulou o compromisso social e ético dos discentes, preparando-os para serem agentes de mudança em suas futuras carreiras

    Implementação do Centro de Informação sobre Medicamentos (CIM) da Faculdade de Medicina de Campos

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    O uso de medicamentos é um importante componente dento do tratamento terapêutico, com alívio dos sintomas e a cura de suas enfermidades, porém a utilização inadequada de medicamentos pode trazer sérios problemas para os seus usuários, podendo agravar ou mascarar sintomas importantes. A necessidade de informação técnico-científica sobre medicamentos é essencial para que o prescritor e o paciente tenham conhecimentos atualizados, como doses, possíveis interações medicamentosas e as consequências no seu uso inadequado. Sendo assim, o objetivo principal do projeto foi criar o Centro de Informação sobre Medicamentos (CIM) da Faculdade e Medicina de Campos (FMC), cujas as atividades incluíam a produção e disseminação de informação técnica isenta e atualizada sobre medicamentos através de homepage e mídia social, desenvolvimento de boletins, palestras e ações de educação em saúde para a comunidade e atendimento de solicitações de informação sobre medicamentos. As metas foram em sua maioria alcançadas. Inicialmente foi criada a página do CIM, dentro da página da FMC, tendo um layout com abas, como entrevista com especialista, fichas técnicas, boletim informativo, dicas de saúde, e outras como o acesso a determinadas plataformas importantes relacionadas à saúde. Os extensionistas produziram mais de 30 fichas técnicas sobre insumos ativos. Além disso, entrevistas com especialistas cujos os assuntos foram o uso do cigarro eletrônico, a necessidade da vacinação, tratamento de patologias na psiquiatria infantil, manejos na unidade de terapia intensiva no Hospital Escola Álvaro Alvim e sobre câncer de pele. Para dicas de saúde foram produzidos material como suplementação em pacientes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), o Autismo e o TDAH e inserida nessa aba, a Tabela de Vacinação estabelecida pelo Ministério da Saúde, e boletins informativos sobre cigarro eletrônico, vacinação e síndrome extrapiramidal no uso da Risperidona. Prepararam palestras, cujo primeiro tema foi “Anticoncepcionais Hormonais- Como funcionam?”- e o público foi composto de alunos de ensino fundamental II e ensino médio de um colégio estadual, com excelente repercussão. A segunda palestra foi sobre o uso racional de medicamentos cujo o público foi composto por idosos assistidos pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), campus Campos Guarus, onde os extensionistas tiveram a oportunidade de ouvir os idosos e contribuírem com informações sobre o uso correto de medicamentos. A extensão no ambiente universitário proporciona ao discente estar junto à comunidade e perceber e se integrar às necessidades de pessoas vulneráveis economicamente, levar informações básicas de saúde, falar sobre medicamentos, e vivenciar a prática profissional. Tais ações tornam a extensão um cenário privilegiado de produção de conhecimento expressivo, e de convivência com a realidade social. Além da oportunidade que os estudantes tiveram de trabalhar com pessoas de formação diferentes, 2 eram do curso de medicina e 2 do curso de farmácia o que possibilitou discussões sob óticas diferentes. O exercício da extensão é excelente porque possibilita que os alunos exercitem conceitos teóricos na prática, vivenciem a realidade, tornem-se profissionais mais reflexivos e com comportamento mais humanístico e desenvolvam capacidade de criação e de iniciativa. O discente que participa de projeto de extensão tende a ser um profissional diferenciado

    Prevalência de parasitos gastrointestinais em uma comunidade quilombola de Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro

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    A cidade de Campos dos Goytacazes, localizada no estado do Rio de Janeiro, apresenta sete quilombos com Carta de Reconhecimento, sendo estes localizados, em sua maioria, distantes da área central da cidade. Nesse viés, é notável que tais comunidades ainda são caracterizadas por uma maior vulnerabilidade social, uma vez que apresentam, em sua maioria, condições de saneamento deficientes, ausência de serviço público de tratamento da água e condições de habitabilidade de certos domicílios inadequadas do ponto de vista de sanitário, o que aumenta o risco dos moradores de adquirirem parasitoses gastrointestinais. Portanto, este estudo apresentou como objetivo identificar a prevalência dos parasitos gastrointestinais em uma comunidade quilombola da região. Trata-se de um estudo observacional, transversal, prospectivo, aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE: 77269623.1.0000.5244). Durante os meses de junho e julho está sendo realizada a sensibilização dos moradores para a participação voluntária neste estudo na UBS Quilombo, que atende os habitantes das Comunidades Quilombolas de Lagoa Feia e Sossego. Inicialmente, serão fornecidos aos moradores um kit de coleta de fezes e um folheto com informações sobre o fluxo da pesquisa e entrega dos resultados. A inclusão dos participantes ocorrerá mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e do Termo de Assentimento Livre Esclarecido (TALE) para menores de 18 anos, entrega das amostras fecais e preenchimento do formulário epidemiológico sobre potenciais fatores de risco associados à prevalência de parasitoses gastrointestinais. Ao final, será realizada uma palestra a fim de fomentar informações sobre os mecanismos de infecção e as formas de prevenção das parasitoses gastrointestinais para a comunidade. Após o recebimento das amostras fecais, o material será submetido à técnica coproparasitológica qualitativa de sedimentação espontânea de Lutz no Hospital Escola Álvaro Alvim. Os resultados obtidos serão entregues aos participantes de forma individual e sigilosa na UBS Quilombo. Os indivíduos que apresentarem resultados positivos irão receber assistência médica pela equipe deste estudo para prosseguir com o tratamento antiparasitário e quaisquer outras demandas. Dessa maneira, será possível realizar a detecção de protistas e helmintos gastrointestinais em moradores de duas Comunidades Quilombolas, obter dados epidemiológicos e identificar potenciais fatores de risco associados à veiculação de parasitos. Ademais, este estudo espera contribuir para maior autonomia, autocuidado e bem-estar dos moradores da comunidade no que se refere à prevenção contra as parasitoses intestinais

    Impacto das pausas ativas no comportamento sedentário de estudantes de medicina: : um estudo intervencionista

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    O comportamento sedentário tem sido associado a múltiplos problemas de saúde e sua prevalência entre estudantes de medicina é preocupante, especialmente dada a natureza exigente e muitas vezes sedentária de seus estudos. Avaliar o impacto das pausas ativas na redução do comportamento sedentário entre estudantes de medicina na Faculdade de Medicina de Campos. Essa é uma pesquisa coorte observacional, analítica, individual, longitudinal e retrospectiva de um desenho de métodos mistos de 4 a 8 semanas, de braço único pré e pós e com desenho de método multicomponente. Será conduzido um estudo experimental com estudantes de medicina na Faculdade de Medicina de Campos. Os participantes serão divididos em grupo controle e grupo intervenção. O grupo intervenção participará de Pausas Ativas Conscientes (PAC) de 2-5 minutos a cada hora de aula, que incluirão exercícios de alongamento e ativação físicas de moderada a intensa. O protocolo de intervenção terá duração de 4 a 8 semanas. antes da realização do protocolo de PAC, será aplicado um questionário adaptado contendo variáveis como concentração, fadiga, sonolência, comportamento sedentário, volume de exercícios físicos, vitalidade, vigor, dor, percepção de produtividade, estresse, fadiga, bem-estar, serão avaliadas antes e depois da intervenção. Questionários validados serão adaptados e utilizados para avaliar a percepção dos alunos sobre seu comportamento sedentário e bem-estar. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos, n° 73667123.8.0000.5244. O questionário e o protocolo já foram confeccionados porém nesse momento não foi iniciada a coleta dos dados, pois será realizada durante o período de aulas. Com isso não obtivemos um N amostral até o momento. Dando seguimento, espera-se que o grupo intervenção demonstre uma redução significativa no tempo total sentado e melhorias nos parâmetros de saúde (sonolência, vitalidade, concentração, vigor etc.) em comparação com o grupo controle

    Perfil clínico dos pacientes com neoplasias malignas relacionadas ao consumo do tabaco em Hospital Universitário de Campos

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    O câncer é o principal problema de saúde pública no mundo, apresentando-se como um grande causador de óbito mundialmente, impactando diretamente os sistemas de saúde e a expectativa de vida mundial. Aproximadamente 50% dos casos no Brasil são diagnosticados tardiamente e 70% estão relacionados a fatores de risco que poderiam ser evitados com a mudança no estilo de vida. O uso do tabaco é o principal fator de risco para o desenvolvimento de diversos tipos de cânceres, contribuindo, mais especificamente, para a ocorrência dos cânceres de: bexiga, pâncreas, fígado, esôfago, rim, laringe, cavidade oral, faringe, estômago, cólon e reto, e pulmão. Este trabalho visa analisar o perfil clínico de pacientes com neoplasias malignas relacionadas ao consumo do tabaco no Hospital Escola Álvaro Alvim, durante oito anos, considerando uma observação retrospectiva e longitudinal dos dados. Estudo observacional, retrospectivo e descritivo, realizado no setor de oncologia do Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA), com análise secundária e anônima de prontuários médicos de 1250 pacientes com neoplasias malignas entre de 01 de janeiro de 2011 a 31 de dezembro de 2018. Aprovado pelo Comitê de Ética sob nº 6.541.173. Foram incluídos os maiores de 18 anos diagnosticados com neoplasias malignas relacionadas ao consumo do tabaco confirmado por exame histopatológico no HEAA, e excluídos os menores de 18 anos com exame negativo para essas neoplasias. As análises das variáveis sociodemográficas e clinicopatológicas foram realizadas através de proporções e médias, utilizando gráficos e tabelas com auxílio de programa estatístico. Foram levantados 1250 prontuários, onde apresentaremos resultados preliminares da população do estudo. Um quantitativo de 42,3% apresentava tumores localizados no cólon e reto, 13,5% no estômago, 9,85% no pulmão, 7% no esôfago, 6% na bexiga, 4,8% na faringe, 4,7% nos rins, 3,6% na cavidade oral, 3,4% na laringe, 3% no fígado e 1,8% no pâncreas. Homens (59,3%), casados (49,5%), com 60 anos ou mais (57%), procedentes de Campos dos Goytacazes (68,6%), tabagistas (35%), não etilistas (32,2%), com estadiamento clínico IV (23%) submetidos a tratamento unimodal (73%), quimioterápico (32,8%), que não apresentaram progressão da doença (58,1%) e que vieram a óbito (33,9%) pela doença foram os mais acometidos. Os cânceres localizados na laringe (87,1%), na faringe (84,4%) e no pulmão (79,3%) foram os mais frequentemente relacionados ao consumo do tabaco. Com base em nossos resultados, concluímos que as neoplasias malignas relacionadas ao consumo do tabaco apresentam uma incidência elevada na população do Norte Fluminense. Notamos que informações a respeito do estilo de vida dos pacientes, como o consumo do tabaco, não são coletadas por todos os profissionais que atuam na assistência aos pacientes. Com isso, uma análise limitada da carga do tabaco sobre essas neoplasias malignas pode ser realizada. Nesse sentido, o levantamento epidemiológico do trabalho contribui para traçar um perfil dos pacientes atendidos no HEAA, estratificando melhor os grupos de risco e, sobretudo, contribui com os programas de prevenção e detecção precoce para o câncer.

    A Relação entre hipertensão, obesidade e risco de desenvolvimento de Diabetes Mellitus em professores da rede pública municipal

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    É estimado que cerca de 9% dos adultos brasileiros sejam portadores de Diabetes Mellitus (DM) tipo 2, 24% tenham hipertensão arterial e mais da metade da população esteja em sobrepeso, sendo 20% na faixa de obesidade. Tais condições se interligam quanto aos fatores de risco, além de contribuírem entre si para agravar seus respectivos quadros. A obesidade e hipertensão arterial aumentam de forma significante o risco de desenvolvimento de DM tipo 2 e complicam seu manejo clínico, formando um ciclo complexo de interações metabólicas que deve ser abordado em medidas preventivas. Nesse cenário, buscamos investigar relações de coexistência entre obesidade e hipertensão arterial como amplificadores para o risco  de desenvolvimento de Diabetes Mellitus tipo 2. Para isso, a presente extensão curricular foi realizada na Secretaria de Saúde com participação de professores da  rede pública municipal. Iniciada com uma roda de conversa entre os participantes e estudantes do componente de Iniciação ao Exame Clínico, os professores abordaram suas dúvidas e vivências acerca do tema, tendo-as melhor esclarecidas pelos discentes. Em seguida, a fim de identificar os indivíduos que possuem maior risco de desenvolver DM2 nos próximos dez anos, foi aplicado o Finnish Diabetes Risk Score através da plataforma REDCap, havendo a coleta de, entre outros parâmetros, a medida de circunferência abdominal e aferição da pressão arterial. Ao fim, os participantes foram estadiados em cinco grupos de risco, indo de “baixo” a “muito elevado” e, aqueles que apresentaram escores mais altos foram direcionados para agendamento de consultas clínicas para melhor acompanhamento. Posteriormente, a análise dos dados coletados revelou que todos os participantes classificados em riscos “elevado” e “muito elevado” apresentaram medidas de circunferência abdominal acima do valor de normalidade, e metade apresentou medidas de pressão arterial elevadas no momento da aferição. Resultados como  esse enfatizam a conexão entre sobrepeso, obesidade e hipertensão como fatores  contribuintes para o desenvolvimento de DM tipo 2. Evidencia-se dessa forma a importância do cuidado integrado, uma vez que condições cada vez mais prevalentes estão frequentemente interligadas e podem ser modificadas com mudanças de hábitos e medidas preventivas. A busca por esse fim deve ser cada vez mais fortalecida entre a comunidade médica, a fim de evitar desfechos graves que a união de tais fatores ameaçam. Iniciativas como esta, que visam promover a  educação em saúde, compartilhamento de conhecimentos e estímulos à prevenção, são fundamentais para maior conscientização da população, ao mesmo tempo em que aprimoram a prática clínica dos estudantes

    A importância do diagnóstico precoce e da orientação familiar no Autismo

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    O Transtorno de Espectro Autista (TEA) é um distúrbio neurobiológico, caracterizado por dificuldades no desenvolvimento de áreas fundamentais da criança, como interação social, bem como presença de comportamentos repetitivos e estereotipados. Dada a capacidade de remodelamento cerebral nos primeiros anos de vida, a intervenção precoce mostra-se uma ferramenta fundamental no tratamento, assim como a orientação da família, frente a importância do ambiente e dos cuidados  no desenvolvimento dessas crianças. Identificar sinais precoces de autismo em crianças, através do questionário Escala Modiefied Checklist for Autism in Toddlers (M-CHAT), possibilitando-se intervir precocemente e orientar a família a respeito do tratamento. Esse estudo proporcionou aos extensionistas a oportunidade de adquirir conhecimentos abrangentes sobre o autismo, incluindo a realização do rastreio e da intervenção precoce. Esse projeto não apenas teve um impacto significativo na comunidade ao promover a conscientização, mas também contribuiu para desmistificar estigmas associados ao autismo. A realização de palestras educativas com os responsáveis foi uma estratégia eficaz para fornecer informações precisas e atualizadas, promovendo uma compreensão mais profunda e empática do transtorno. O M-CHAT é um questionário utilizado como ferramenta de triagem para detectar possíveis sinais do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças com idade entre 16 e 30 meses. A entrevista é considerada como tendo um resultado positivo quando pontua no mínimo 3 itens ou dois dos itens considerados críticos (2, 5 e 12) no questionário. Se a criança pontuar positivo é recomendado que seja referenciada para avaliação com profissionais especializados em neurodesenvolvimento infantil. No entanto, é importante destacar que um resultado positivo não constitui um diagnóstico definitivo, mas sim um sinal indicativo para uma avaliação mais aprofundada. Para esse trabalho, foram analisadas 42 crianças, das quais os dados revelam que 45,24% apresentaram alto risco com pontuação total entre 8-20 pontos; 35,71% apresentaram risco moderado com pontuação total entre 3-7 pontos e 19,05% apresentaram baixo risco com pontuação total entre 0-2 pontos. Buscou-se contribuir no esclarecimento acerca do transtorno, salientando-se a importância da investigação precoce dos sinais de risco para TEA a partir do instrumento de rastreio. Desse modo, a identificação precoce possibilitou encaminhar as crianças para intervenções adequadas, no Hospital dos Plantadores de Cana, visando melhorias significativas no quadro clínico. Durante os primeiros três anos de vida, a neuroplasticidade cerebral é maior, oportunizando uma janela crucial para alcançar benefícios substanciais e duradouros no desenvolvimento neuropsicomotor infantil. Assim, são maximizadas as oportunidades de progresso, com impactos positivos de longo prazo na qualidade de vida e na funcionalidade geral da criança, bem como os pais se sentiram mais acolhidos e seguros nos cuidados com seu filho, mediante as orientações fornecidas

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