Revistas da URI Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai
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OFICINA DE ASTRONOMIA INCLUSIVA PARA PROFESSORES DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
Este artigo tem como objetivo discutir sobre como os professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) podem desenvolver habilidades facilitadoras do ensino de Astronomia para alunos com deficiência visual (DV). Apontando a construção e função do uso de materiais tridimensionais táteis adaptados para alunos DV, que estimulam e desenvolvem as aptidões espaciais, comparativas e motora háptica para a abstração dos conteúdos que serão desenvolvidos em sala de aula regular pelo professor da disciplina de Ciências. Visando que durante as articulações do professor AEE com o professor da aula regular deste componente curricular, melhor se estabeleça um vínculo de assessoramento quanto a funcionalidade e aplicabilidade destes recursos pedagógicos, podendo até mesmo disponibilizar estes meios de acessibilidade na escola para o aluno DV. Desta forma, este percurso se dá a partir da explanação das políticas que regulamentam o AEE, dos estudos dos trabalhos de Astronomia para DV aqui analisados e da realização de uma Oficina Pedagógica com os professores do AEE que atuam nas Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) das escolas municipais. Os resultados apontam para a necessidade da formação continuada dos professores AEE e da formação dos professores de Ciências voltado ao ensino de Astronomia, da importância de reuniões ou encontros que possibilitem trocas entre estes profissionais, da necessidade da produção de materiais táteis adaptados para deficientes visuais com conceitos astronômicos possibilitando a melhor compreensão dos fenômenos naturais que nos rodeiam
RECURSOS INTANGÍVEIS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NA AMAZÔNIA: EXPERIÊNCIA DE INOVAÇÃO SOCIAL RECA
O desenvolvimento econômico muitas vezes não considera a melhor gestão dos recursos naturais, um dos problemas atuais é a manutenção da sustentabilidade social das comunidades carentes que vivem no megabioma amazônico e ao mesmo tempo preservar a natureza, suas potencialidades e dimensões, de forma a garantir a sustentabilidade para gerações futuras. Diante da necessidade de manutenção dos recursos únicos e inimitáveis desta região e o manejo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente rentável, a recente Teoria da Visão Baseada em Recursos Naturais (NRBV) oferece subsídios para as organizações desenvolverem mecanismos de atuação sustentável com recursos que são considerados diferenciados e que podem proporcionar desempenho superior. Neste contexto, este artigo pretende analisar como os recursos intangíveis da experiência de inovação social RECA influência o desenvolvimento sustentável na Amazônia. Trata-se de um estudo de caso qualitativo, de natureza descritiva e exploratória, realizado por meio de entrevistas com participantes do projeto RECA da região norte amazônica. Os achados analisados por meio de análise de conteúdo apontam que o projeto RECA adota características de cooperativismo e solidariedade, o que a torna, além de uma associação, um modelo social de trabalho que pode ajudar a manter a biodiversidade Amazônica
CUIDADO E PREVENÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATO DE UMA ATIVIDADE METACOGNITIVA
Neste artigo, relata-se uma atividade pedagógica desenvolvida em uma turma de Educação Infantil – Maternal II, turno integral, de uma escola da rede pública de ensino de Santo Ângelo, RS. O estudo ocorreu em 2019, com 22 crianças, na faixa etária de 2 a 4 anos de idade, e suas respectivas famílias. Organizada em torno de uma Cartilha, intitulada Aprendendo a se Cuidar, e elaborada com o objetivo de orientar as famílias sobre prevenção de acidentes domésticos, higiene e doenças comuns na infância, a leitura e a discussão da cartilha ocorreram, inicialmente, na família, que registrou sua avaliação a respeito das atividades propostas pela professora. Posteriormente, em roda de conversa na escola, cada criança relatou o que aprendeu com a atividade e como foi a experiência familiar. Entende-se que, com base na proposta, houve significativa contribuição para o desenvolvimento da linguagem da criança e da sua oralidade. Reafirma-se também que, na Educação Infantil, é necessário atenta observação às crianças quanto a sinalizações em relação à aprendizagem, o que requer, seguramente, intencionalidade educativa do professor
A IMPORTÂNCIA DA VEGETAÇÃO RIPÁRIA PARA O FUNCIONAMENTO DE RIACHOS: EFEITOS DA QUALIDADE QUÍMICA E ORIGEM DAS ESPÉCIES
Em riachos de pequena ordem a vegetação ripária é fundamental para o funcionamento destes ecossistemas. A decomposição foliar em corpos hídricos é influenciada pelas características químicas e estruturais dos detritos e pela ação de microrganismos e invertebrados. A substituição da vegetação nativa por espécies exóticas pode influenciar nos processos ecológicos dos riachos. Os objetivos deste estudo foram avaliar as taxas de decomposição de detritos nativos e exóticos em riacho e a colonização de larvas de Phylloicus sp. nestes detritos. Foram incubados em um riacho folhas das espécies nativas Nectandra megapotamica, Cryptocaria aschersoniana, Cedrela fissilis, Eugenia uniflora, Myrcianthes pungens, Handroanthus heptaphyllus, Inga marginata e das espécies exóticas Hovenia dulcis, Pinus sp. e Eucalyptus sp. Após 3, 10, 17, 24 e 31 dias as folhas foram retiradas para análise das taxas de decomposição e abundância de Phylloicus associados. As características químicas e estruturais das folhas diferiram entre espécies e origens. A maior taxa de decomposição foi observada em E. uniflora e a menor em Pinus sp. A abundância de Phylloicus variou entre as espécies vegetais estudadas, mas não entre suas origens. As variações nas taxas de decomposição e colonização por Phylloicus estão relacionadas às características químicas e estruturais das folhas. Desta forma, estas características foliares estão associadas com a qualidade nutricional dos detritos, influenciando a decomposição. A integridade da zona ripária demonstrou ser um fator fundamental para o funcionamento de riachos
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: PROJETOS DE VIDA
O projeto de extensão Orientação Profissional – Projetos de Vida oportuniza a reflexão e o diálogo sobre o mundo do trabalho, as exigências em termos de habilidades e competências, bem como as possibilidades de realização na contemporaneidade. A metodologia utilizada contempla as seguintes ações: a busca de aprofundamento teórico sobre orientação profissional; visita às Escolas; realização de entrevistas com as turmas de terceiros anos do Ensino Médio; reuniões periódicas com os coordenadores de cursos e direção da URI – São Luiz Gonzaga; realização das oficinas; avaliação e replanejamento. Além de visitar escolas de Ensino Médio de São Luiz Gonzaga e região, são realizadas atividades como: sessões de bate-papo sobre escolha profissional; Caravana do Conhecimento; debate sobre temas sugeridos pelos estudantes, dentre os quais redução da maioridade penal, sexualidade e orientação de gênero, uso de drogas e preconceitos; bem como entrevistar profissionais de diferentes áreas. Torna-se fundamental a parceria com as equipes diretivas e com as orientadoras educacionais, e, ainda, envolver as famílias nas reflexões. O projeto tem sido exitoso, pois propicia o autoconhecimento, de forma que os estudantes analisam suas próprias competências, fragilidades e tendências. As oficinas proporcionam a ampliação de informações sobre o mundo do trabalho, levando os jovens a conhecerem as especificidades e as exigências atuais, articulando a adequação ao mercado com seus anseios e seu perfil. Vale salientar, também, o incentivo aos estudantes para que invistam em seus sonhos, mesmo diante de um cenário de crise, buscando renovar a esperança e o entusiasmo pelos estudos e pela formação profissional
O EMPREENDIMENTO ECONÔMICO SOLIDÁRIO “MORENAS DO DIVINO”: PERCEPÇÕES DE TRABALHO E SAÚDE DE SEUS INTEGRANTES
O objetivo deste texto é analisar percepções de trabalho, saúde, acesso ao serviço de saúde, das mulheres integrantes do Empreendimento Econômico Solidário “Morenas do Divino”. Apresentamos alguns elementos do contexto de criação, desenvolvimento e identidade do grupo, mulheres, mães, pobres e afrodescendentes, tendo por fonte conhecimentos que seus autores acumularam desde sua origem. Os dados são coletados por meio um roteiro semiestruturado utilizado no diálogo com quatro mulheres, de um conjunto de doze. A análise dos dados é fundamentada em referenciais teóricos do campo da economia solidária, trabalho e saúde das mulheres, tais como, Teixeira e Deus (2014), Adams (2010), Singer (2002), Silva (2011), Santiago & Yasui (2015), Travassos e Viacava (2007), bem como a Constituição Brasileira e diretrizes normatizadoras do acesso à saúde. Os resultados da pesquisa demonstram que a participação das mulheres do empreendimento “Morenas do Divino” significou melhores condições de vida, sentem-se empoderadas ao transitar de condições precárias de trabalho para um trabalho contínuo e humanizador de onde obtém complementação da renda familiar, constroem espaços de sociabilidade, percebem-se mais autônomas e minimizam o stress. Estas mulheres cuidam mais de sua saúde que os homens, pois regularmente frequentam a Unidade Básica de Saúde e conhecem as atribuições da equipe de saúde
METODOLOGIAS ATIVAS NA FORMAÇÃO DE ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO: RELATO DE EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA
O presente relato de prática visa apresentar os resultados de um trabalho desenvolvido nos componentes curriculares de Filosofia e Sociologia de uma Escola Estadual de Ensino Médio do interior do Rio Grande do Sul, Brasil, que teve a competência socioemocional expressa na Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2018) como pano de fundo. Além disso, discute as contribuições das metodologias ativas para o processo de ensino e aprendizagem. A metodologia utilizada possui afinidades com a pesquisa qualitativa, do tipo relato de experiência e é fundamentada teoricamente pela BNCC (2018) e pelos autores Moran (2017); Krawczik (2011). O trabalho realizado está vinculado ao projeto de extensão de uma Universidade da rede privada do RS, intitulado “Metodologias Ativas: uma proposta inovadora para professores da Educação Básica”, que tem a formação continuada de professores da referida escola como basilar. Na opinião dos(as) estudantes, a experiência com o seminário foi muito significativa, pois proporcionou experiências importantes para a formação humana deles(as). Portanto, a educação é um investimento formativo do humano e a mediação do professor nesse processo é universal e insubstituível. Assim, é inegável a contribuição das metodologias ativas para a formação integral dos estudantes e para a inovação da práxis pedagógica do professor
JARDINS EM HUGELKULTUR NA UNIVERSIDADE: CANTEIROS TECENDO CONCEITOS E PRÁTICAS EM ATIVIDADES EXTENSIONISTAS
No meio acadêmico, como aproximar teoria e prática por meio de aulas práticas em espaços públicos? Este artigo busca apresentar os resultados de um projeto de curricularização de extensão do curso de agronomia da UPF, utilizando uma ferramenta de permacultura, a Hugelkultur. Hugelkultur (cultivo em colinas, em alemão) é uma técnica antiga da agricultura alemã usada principalmente em locais onde o solo apresenta diversas limitações, como compactação, má drenagem e umidade limitada. Consiste em uma técnica simples com o mínimo de custos, onde a proposta é cultivar plantas e alimentos saudáveis mesmo com escassez de água.A técnica envolve a elaboração de canteiros elevados, onde o centro é preenchido com matéria orgânica e sobras de toras para que haja retenção de água, proliferação de vida e fertilização orgânica do solo em longo prazo. Em aulas práticas envolvendo disciplinas e cursos de extensão, foram implantados dois canteiros dessa técnica em 2019 no campus universitário da Universidade de Passo Fundo (UPF).Os resultados demonstram a importância dessas oficinas em espaços construídos coletivamente envolvendo funcionários e acadêmicos de disciplinas de graduação / pós-graduação e pesquisadores, bem como participantes da comunidade, por meio de cursos de extensão. Além disso, após um verão com estiagem severa, a técnica é muito eficaz para garantir a permanência de jardins funcionais sustentáveis com baixa manutenção, com acesso e colheita pelo público visitante
EQUOTERAPIA: UM OLHAR CLÍNICO SOBRE O EQUINO TERAPEUTA
Equoterapia é uma técnica que complementa outros tipos de tratamentos, como terapia ocupacional. É um método terapêutico que utiliza cavalos para auxiliar na reabilitação de pessoas com algum tipo de deficiência ou não, seja física, psicológica ou cognitiva. Ela estimula a mente e o corpo por meio dos movimentos do andar do cavalo, movimentos estes, tridimensionais, para cima e para baixo, para um lado e o outro, para frente e para trás onde o cavaleiro/praticante é levado a contrair e relaxar os músculos do organismo, melhorando suas percepções, funções motoras e, principalmente, o equilíbrio. Assim como existem limitações com pacientes, não é qualquer animal que pode ser usado para essa técnica. A equoterapia também é uma atividade lúdica. Os praticantes podem participar de atividades cotidianas do animal, como alimentação, escovação e banho. O equino deve ser treinado/adestrado para contribuir de forma eficaz com o tratamento, deve estar apto a realizar movimentos como paradas e partidas precisas, passadas curtas ou largas, sendo necessário ainda ter uma diversidade de trotes, impulsão e engajamento maior e menor. Como a maioria dos praticantes são crianças ou têm limitações físicas, é necessário que o animal tenha uma estatura mediana, para não dificultar a montaria e garantir maior segurança contra quedas. A higiene do animal para esta prática, deve ser impecável. O objetivo do bolsista é controlar vacinas, vermífugos, limpezas, banhos e alimentação, prevenir doenças nos animais e proteger os pacientes para que possam praticar a técnica terapêutica com o máximo de segurança
PROJETO DE EXTENSÃO “ACESSO À JUSTIÇA E A UMA ORDEM JURÍDICA JUSTA PELO IMPLEMENTO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA” COMO INSTRUMENTO DE EFETIVAÇÃO DA ASSISTÊNCIA JURÍDICA NO PRESÍDIO REGIONAL DE SANTO ÂNGELO
O presente artigo procura aprimorar os estudos do direito ao acesso à justiça, a superlotação do sistema penitenciário brasileiro e os seus efeitos, o direito da assistência jurídica aos presos, e como é desenvolvido o projeto de extensão “Acesso à justiça e a uma ordem jurídica justa pelo implemento da dignidade da pessoa humana” no Presídio Regional de Santo Ângelo. Utilizou-se o método de abordagem indutivo, e por meio de pesquisas bibliográficas, estudo de normas jurídicas, e os resultados do projeto, percebeu-se como a efetivação do direito ao acesso à justiça para a população carcerária, a partir das atividades realizadas pelas ações extensionistas, possibilitam a ampliação desse direito fundamental. Quando há o reconhecimento do preso como ser humano e ator social, é mais fácil de ocorrer a ressocialização, e dessa maneira, contribuir para a redução da violência do Brasil e para a concretização do objetivo da pena privativa de liberdade, a pena mais severa imposta pelo Estado Democrático de Direito