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A DECOMPOSIÇÃO DE DIFERENTES MATERIAIS DE COPO DESCARTÁVEL X QUALIDADE DA ÁGUA
Vivemos em uma sociedade cada vez mais marcada pelo consumo acelerado e pela utilização excessiva de materiais descartáveis. Essa prática tem gerado uma série de problemas ambientais que afetam não apenas a qualidade do meio ambiente, mas também a saúde pública e a biodiversidade. O descarte inadequado de resíduos, o esgotamento dos aterros sanitários e a poluição dos recursos hídricos são algumas das consequências mais preocupantes desse cenário. Além disso, as ações antrópicas têm interferido de forma negativa nos parâmetros de qualidade da água, impactando diretamente os ecossistemas aquáticos e a macro e microbiota decompositora, que são essenciais para a manutenção do equilíbrio ambiental. Este estudo se propôs a analisar a decomposição aquática de copos descartáveis de diferentes composições (copo plástico, copo biodegradável e copo de papel), em soluções com diferentes concentrações de detergente e, assim, contribuir para a conscientização da comunidade acadêmica em relação a novas posturas que possam minimizar os impactos ao meio ambiente. Além disso, esta pesquisa visou estimular a conscientização sobre o uso racional dos descartáveis e do consumo consciente através da elaboração e divulgação de materiais digitais e oficinas à comunidade do câmpus Águas Lindas. Em síntese, a análise da decomposição de copos descartáveis de diferentes composições revela a urgência de repensar nossas práticas de consumo e descarte. Os resultados do experimento indicam que, enquanto os copos plásticos geram um impacto ambiental significativo, as opções biodegradáveis e de papel apresentam um potencial promissor para a redução da poluição. Assim, é essencial que a comunidade acadêmica e a sociedade em geral adotem posturas mais sustentáveis, priorizando materiais que causem menos danos ao meio ambiente. Portanto, é imprescindível que iniciativas educativas e políticas públicas sejam implementadas, incentivando a adoção de alternativas que respeitem os limites do nosso planeta. Somente por meio da colaboração de todos será possível enfrentar os desafios ambientais atuais e garantir um futuro viável e saudável para as próximas geraçõe
MAPEAMENTO DOS POTENCIAIS DE RECARGA HÍDRICA EM ÁGUAS LINDAS DE GOIÁS
O Cerrado, conhecido como "berço das águas", tem sofrido graves perdas aceleradas devido à expansão da agricultura, pecuária e queimadas recorrentes, especialmente em determinados períodos, afetando diretamente nascentes e afluentes da região, com destaque para a Bacia do Rio Descoberto. Essa bacia se estende entre as latitudes 15°36'00" S e 16°05'00" S e longitudes 48°18'00" W e 48°06'00" W, no município de Águas Lindas de Goiás, que integra a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE). O município desempenha um papel estratégico como parte da bacia de captação e infiltração de água para o principal reservatório de abastecimento da Distrito Federal. No entanto, Águas Lindas de Goiás enfrenta alta vulnerabilidade social e socioambiental, com grande dependência de poços artesianos para seu abastecimento. A população local é gravemente afetada pela escassez hídrica, agravada pela degradação ambiental e pela falta de infraestrutura adequada, comprometendo a qualidade de vida e as atividades econômicas da região. Este estudo mapeou áreas prioritárias para recarga hídrica no município de Águas Lindas de Goiás, utilizando técnicas de geoprocessamento a partir do software QGIS. Foram analisados dados geológicos, geomorfológicos e de precipitação, além de informações sobre uso e ocupação do solo entre 1985 e 2022, visando identificar a dinâmica de alteração dessas áreas de recarga no período avaliado. A metodologia de Análise Hierárquica de Processos (AHP) foi aplicada para ponderar os indicadores ambientais. Indicadores de recarga de aquíferos, como geologia, pedologia e precipitação, contribuíram com 76,2% do mapeamento das áreas de recarga do município. Além disso, as áreas com maior potencial de recarga estão concentradas ao norte e nordeste do município, sobrepondo-se ao Parque Estadual do Descoberto. Isso reforça a necessidade de políticas pública voltadas a proteção destas áreas. Por outro lado, a expansão urbana desordenada, evidenciada pelo aumento de 26,9% das áreas urbanizadas entre 1985 e 2022, reduziu as áreas com maior potencial de recarga, comprometendo assim a disponibilidade hídrica a longo prazo. Este estudo ressaltou a importância de políticas públicas voltadas para a preservação das áreas de recarga e para o desenvolvimento sustentável, visando assegurar a quantidade e a qualidade dos recursos hídricos na região, essenciais para garantir a disponibilidade de água no futuro
CARACTERIZAÇÃO DA INFRAESTRUTURA E USOS DO PARQUE AMBIENTAL DOUTOR LUIZ CAIADO DE GODOY
Os parques ambientais urbanos são espaços com áreas verdes que visam conciliar conservação de aspectos ecológicos remanescentes e usos sociais; funcionam como refúgio frente ao processo de expansão urbana marcado pelo desmatamento, impermeabilização do solo, intensificação da densidade demográfica e crescente diminuição de espaços públicos de lazer frente aos espaços privados. Diversas pesquisas demonstram o impacto positivo dessas áreas verdes na qualidade de vida da população, em especial na saúde pública, pois favorecem a realização de atividades físicas ao ar livre e a socialização. Quanto à legislação federal, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Lei n° 9.985/2000) apresenta diretrizes para consolidação dessas áreas urbanas como unidades de conservação, sendo imprescindível a definição de um plano de manejo que ordene seu zoneamento e usos. Evidencia-se a urgência de estudos para compreender melhor essas áreas em Anápolis, pois o cumprimento de suas funções socioecológicas exige infraestrutura adequada frente as possibilidades de uso. Assim, o presente trabalho tem como recorte espacial o Parque Doutor Luiz Caiado de Godoy (Parque da Jaiara), localizado às margens da BR-153 cortado pelo Córrego Reboleira, próximo à Vila Jaiara, cujo nome popularizou o parque como Parque da Jaiara. Inaugurado em 2018 o parque possui uma área de aproximadamente 48.230 m² e destaca-se como um equipamento de qualificação urbana. Perante o exposto, a presente pesquisa objetiva estabelecer caracterização geral do Parque considerando a infraestrutura, usos e aspectos ecológicos que o constituem, a fim de avaliar o cumprimento de suas funções socioecológicas. A metodologia se constitui em levantamento bibliográfico sobre parques ambientais urbanos e sobre o Parque da Jaiara; levantamento documental quanto a legislação que ordena a constituição e usos dos parques; consultas a órgãos públicos quanto a existência de dados sobre o Parque; visita técnica para a identificação e registro da infraestrutura, usos sociais e aspectos ecológicos do parque; discussão e análise dos dados. Como resultados, ressalta-se que o Parque é composto por áreas verdes e 16 equipamentos que compõem a infraestrutura, sendo categorizados segundo funcionalidade específica: recreação; descanso; atividade física; vias de circulação e infraestrutura suporte. Ciclismo, caminhada, corrida, passeio com animais domésticos, descanso, contemplação, lazer e recreação foram os usos identificados. Nas áreas verdes predominam gramíneas, embora haja alguns arbustos e árvores distribuídas em algumas áreas. A função ecológica é prejudicada pela falta de manejo das áreas verdes (solo exposto), limpeza do lago, presença de fezes de animais e canal de esgoto exposto que cruza o Parque e desagua no Córrego Reboleira. Há conflito de uso nas vias de circulação, visto que pedestre e veículos (em especial bicicletas) compartilham o mesmo espaço, no mesmo momento. O espaço de recreação infantil, a academia ao ar livre e o espaço esportivo são os únicos equipamentos que não apresentam problemas de manutenção. Nota-se que não há sinalização que oriente ou identifique os equipamentos do parque e elementos do patrimônio natural. A análise enfatiza a necessidade de um manejo adequado desse espaço urbano promovendo-o efetivamente como recurso de conservação ambiental e promoção da cidadania
ADAPTAÇÕES DE EXPERIMENTOS COM MATERIAIS DE BAIXO CUSTO PARA AULAS DE QUÍMICA NO ENSINO MÉDIO
Este trabalho visou compreender os princípios relacionados à aprendizagem de química para os estudantes do ensino médio, primeiramente com uma ampla revisão da literatura que demonstrou a necessidade de uma quebra com o ensino tradicionalista a fim de melhorar a compreensão dos estudantes. A experimentação é uma opção para essa melhoria, pois ajuda no entendimento de conteúdos que, por vezes, podem parecer muito abstratos e teóricos. Os autores estudados defendem que a vivência com as práticas na química aproxima o conteúdo do cotidiano do aluno, e essa experiência é valiosíssima. Assim, enxergando a química em sua vida, o entendimento dos fenômenos se torna muito mais fácil. Porém, muitas atividades experimentais são suprimidas nas escolas, ocasionadas pela falta de recursos, como o índice baixo de escolas que contam com laboratórios. Por isso, é importante o desenvolvimento de experimentos que utilizem apenas materiais de baixo custo e fácil acesso, democratizando o acesso a essa metodologia pedagógica. Seguindo esses conceitos, foram escolhidos três conteúdos pragmáticos do ensino médio: o estudo de funções inorgânicas, focado no caráter ácido e básico das soluções; processos de separação química, neste caso a separação de corantes por meio da cromatografia; e, por fim, uma evidência de reação química, a oxidação. Utilizando o laboratório de química do Instituto Federal de Goiás - Campus Aparecida de Goiânia, foram realizadas a aferição de pH de soluções tampão pH 3 e pH 7, com o auxílio de pHmetro e fitas indicadoras; separação de corantes via coluna cromatográfica; e oxidação de palha de aço com sulfato de cobre, atendendo, respectivamente, aos conteúdos de funções inorgânicas, processos de separação e reações químicas. Mas, pela necessidade de reagentes específicos, laboratório e conhecimento de determinadas técnicas, esses experimentos não seriam aplicáveis no contexto estudado, sendo assim adaptados para: indicador de pH por meio das antocianinas do repolho roxo, separação de tintas de caneta com álcool e papel filtro e oxidação de palha de aço com água sanitária. Dessa forma, atenderam-se os critérios de baixo custo, fácil acesso e trabalharam-se os conteúdos escolhidos, com a adição de novos conceitos. Com os dois tipos de experimentos realizados, foram estudadas as diferenças, perdas e dificuldades nessas adaptações. Também, com o auxílio de uma demonstração para estudantes do primeiro ano do ensino médio, ficou claro que fatores como sazonalidade e um nível baixo de confiabilidade dos reagentes podem ser dificuldades enfrentadas, assim como uma diminuição na velocidade de reação, caracterizando uma baixa eficiência. Porém, mesmo com essas dificuldades, esses experimentos contribuíram para os objetivos propostos
MATERIAL DIDÁTICO DE REAÇÕES QUÍMICAS BASEADO NA APRENDIZAGEM TECNOLÓGICA ATIVA (ATA)
O projeto mostra o desenvolvimento de um material didático para o ensino de reações químicas baseado na Aprendizagem Tecnológica Ativa (ATA), combinando Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) e metodologias ativas, como o aprendizado baseado em jogos. Visando melhorar o ensino de Química, tornando mais dinâmico e interessante para os alunos, especialmente aqueles que estão cursando Licenciatura em Química no Instituto Federal de Goiás – câmpus Itumbiara
INSPEÇÃO DE PONTES NA CIDADE DE JATAÍ/GO
As pontes e pontilhões são essenciais para a mobilidade urbana, mas devido às condições de uso, deterioram-se e requerem a aplicação de inspeções para avaliar a segurança estrutural, a funcionalidade e a conservação, os quais estão atualmente regulamentados pela Norma ABNT NBR 9452:2023. Na cidade de Jataí/GO, devido ao terreno ondulado e presença de diversos rios e córregos, há um número significativo de pontes, ressaltando a necessidade de acompanhamento e manutenção dessas estruturas
REPRESENTAÇÃO DO MOVIMENTO ORBITAL DE UM SATÉLITE DE OBSERVAÇÃO EM TORNO DA TERRA
A mídia sempre traz notícia sobre desmatamento do cerrado, da floresta amazônica, queimadas por todas as regiões do Brasil, dentre outras. Todas essas informações são oriundas de imagens de satélites que estão em órbita da Terra, monitorando, de forma contínua, tudo que está na superfície, e serve para os agentes governamentais elaborar os planos de atuação e fiscalização. As imagens de satélite são utilizadas também para identificar e quantificar reservas naturais, pastagens, produção agrícola, expansão urbana dentre outras aplicações mais recentes, como a identificação de luminárias queimadas em postes de vias públicas
AS MULHERES NAS LEGISLAÇÕES BRASILEIRAS: ANÁLISE HISTÓRICA DE LUTAS PELA CIDADANIA PLENA
Na primeira constituição brasileira, do final do século XIX, as mulheres foram tratadas de forma discriminatória e apenas 112 anos depois, com a constituição de 1934, houve a afirmação do princípio de igualdade entre os sexos, conquista que infelizmente não se traduziu em reais transformações sociais. Este projeto teve como objetivo realizar uma investigação do percurso histórico de construção da cidadania feminina no Brasil, inscrito em textos legislativos. Como metodologia, foi feito levantamento bibliográfico no campo da História das Mulheres, com o intuito de identificar como a promoção de leis no Brasil têm produzido ou restringido direitos para as mulheres. Destacamos que o primeiro Código Civil nacional foi sancionado em 1916 e teve vigência de 86 anos, o texto legal não garantia igualdade jurídica a homens e mulheres, afirmando para as mulheres uma posição de inferioridade, inclusive, no casamento. Analisamos como marcos importantes, o direito ao voto, conquistado pelo Código Eleitoral de 1932 e a igualdade jurídica entre os sexos, afirmada pela Constituição de 1934 e alguma medida de autonomia permitida pelo Estatuto da Mulher Casada de 1962. Identificamos que nos anos 70, mesmo num contexto ditatorial, houve grande agitação promovida pelos movimentos feministas, que defendiam que: o combate à violência contra a mulher deveria ser assunto público e não privado; o direito à creches para crianças de mães trabalhadoras e igualdade salarial entre homens e mulheres. Anos mais tarde, a constituição de 1988 celebrou a igualdade entre homens e mulheres perante a lei. Movimentos feministas, assim como o chamado Lobby do Batom, ofereceram ampla contribuição para que as demandas das mulheres fossem apreciadas pela Constituinte. Sancionada somente em 2006 a Lei Maria da Penha, tornou-se instrumento na luta pela proteção de mulheres vítimas de violência familiar e doméstica. A Lei ganhou esse nome para homenagear Maria da Penha Maia Fernandes, vítima de violência doméstica que lutou durante 18 anos na justiça para que o seu agressor fosse punido, ela sofreu duas tentativas de assassinato e hoje vive com sequelas das agressões sofridas. Em 2001, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH/OEA) condenou o Brasil por omissão, negligência e tolerância em relação a crimes contra os direitos humanos das mulheres. Ainda no que se refere à violência, em 2015 foi promulgada a Lei do Feminicídio, durante o governo da presidenta Dilma Rousseff. De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2023), 7 em cada 10 vítimas de feminicídio foram mortas em casa, em 53,6% o autor do crime foi o parceiro íntimo, 19,4% dos autores foram ex-parceiros íntimos. No âmbito do mercado de trabalho, a Lei da Igualdade Salarial, demanda dos anos 70, só se tornou realidade em 2023, (Lei 14.611/23). Constatamos que, mesmo com avanços, ainda são necessárias e urgentes, políticas públicas e legislações pela igualdade entre homens e mulheres e por maior punição de agressores. Afirmamos, pelo exposto, que a ampliação da legislação em favor das mulheres, é condição fundamental para a transformação social
CRIAÇÃO E VALIDAÇÃO DE JOGO EDUCATIVO PARA AULAS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL
O ensino tradicional em disciplinas como Materiais de Construção Civil frequentemente utiliza métodos convencionais que podem tornar as aulas monótonas e desinteressantes para os alunos. Nesse contexto, metodologias ativas, como jogos educativos, emergem como alternativas promissoras para dinamizar o aprendizado. Essas metodologias não apenas incentivam a competição saudável e o trabalho em equipe, mas também facilitam a socialização entre os estudantes
USO DA CANETA 3-D NO ENSINO DE QUÍMICA PARA DEFICIENTES VISUAIS
A inclusão de estudantes com deficiência visual no contexto educacional exige a implementação de estratégias de ensino-aprendizagem eficazes. Nesse sentido, a aplicação de tecnologias emergentes, como a impressão 3D, tem conquistado bastante espaço e êxito nesse meio. As tecnologias que permitem a criação de objetos a partir de um modelo virtual são chamadas de manufatura aditiva, onde os itens são criados a partir da adição de materiais (polímeros ou metais, por exemplo) em camadas. Esse modelo tem se tornado cada vez mais presente no cenário educacional, desempenhando um papel fundamental no apoio a práticas pedagógicas inclusivas