Faculdade Sant'Ana OJS
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A PONTUAÇÃO NA BNCC: REPRESENTAÇÃO PARA O RITMO DE FALA?
A Base Nacional Comum Curricular, BNCC, é um documento normativo que estabelece as competências a serem desenvolvidas no ensino básico brasileiro. No que concerne ao ensino de Língua Portuguesa, que compõe a área de Linguagens, propõe-se, a capacitar o aluno para o uso linguístico em diferentes contextos, textuais ou não. A partir disso, a gramática é relegada a um papel de habilidade a ser desenvolvida de modo adequado, embora o documento não aprofunde a compreensão a seu respeito. Este estudo visa demonstrar a pontuação enquanto habilidade a ser apreendida pelo aluno da educação básica, de acordo com o que a BNCC propõe. Assim, fez-se uma seleção das competências em que a pontuação é mencionada, a partir das quais foi feita uma análise de cada uma, considerando a forma como a pontuação é considerada, isto é, em relação a quais conteúdos e o que é possível inferir a partir desse local que ela ocupa, por vezes como conteúdo aliado à ortografia. Considerando que em gramáticas normativas canônicas a pontuação é apontada como marcador para o ritmo de fala, a despeito das diferenças inerentes à escrita em relação a língua falada, a análise da BNCC permitiu averiguar até que ponto ela se aproxima desta perspectiva. Concluiu-se que no documento não há uma abordagem reflexiva do uso da pontuação como recurso linguístico, tampouco sua aproximação com o corrente entre gramáticos.
EXPERIÊNCIAS FORMATIVAS NO ESTÁGIO EM UMA ESCOLINHA DE BASQUETEBOL NAS CATEGORIAS DE BASE
JOGOS ANIME COMO ESTRATÉGIA NO SETTING TERAPÊUTICO PARA CRIANÇAS COM TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH)
PSICOTERAPIA PSICODINÂMICA DE CRIANÇAS COM SINTOMAS EXTERNALIZANTES: REVISÃO NARRATIVA
Os problemas de comportamento externalizante ou disruptivo, como agressividade e conduta desafiadora, são comuns na infância e acarretam repercussões significativas para o desenvolvimento. Este estudo teve como finalidade realizar uma revisão narrativa de pesquisas sobre a psicoterapia psicodinâmica de crianças com sintomas externalizantes, visando identificar os estudos existentes e investigar as contribuições dessa modalidade terapêutica. A metodologia consistiu em revisão narrativa de artigos científicos e livros consultados nos portais EBSCO e CAPES, utilizando descritores como “psychodynamic psychotherapy”, “child” e “externalizing symptoms”. A pesquisa priorizou publicações dos últimos 5 anos para manter a relevância, mas, devido à escassez de artigos, o escopo foi ampliado. Apesar da busca em português e inglês, a maioria dos achados foi predominantemente em língua inglesa. Os resultados apontaram escassez de artigos que comprovassem especificamente a eficácia da psicoterapia psicodinâmica em crianças apenas com sintomas externalizantes, sendo a maioria dos estudos de caso único ou múltiplos e publicados predominantemente em língua inglesa. Mesmo assim, verificou-se que a psicoterapia psicodinâmica pode ser benéfica nestes casos, desde que haja adaptação da técnica para atender às particularidades dessas crianças (como dificuldade em expressar emoções e resistência ao insight). As intervenções relevantes identificadas incluíram postura empática do terapeuta, delimitação de regras e limites no setting terapêutico, e uso de clarificação e interpretação para promover a tomada de consciência de comportamentos disfuncionais. A Psicoterapia Lúdica Expressiva de Apoio (PLEA), focada no reforçamento do ego, mostrou resultados positivos em estudo naturalístico com nove meninos diagnosticados com transtorno de oposição desafiante, com melhorias no funcionamento social e emocional relatadas por terapeutas, pais e professores. Outro estudo constatou melhora significativa em crianças com sintomas externalizantes, sendo que aquelas em tratamento intensivo por mais de um ano apresentaram resultados superiores ao tratamento menos frequente. O trabalho conjunto com os pais, especialmente por meio de treinamento parental, também se mostrou eficaz e fortaleceu o vínculo familiar. Conclui-se que, embora a psicoterapia psicodinâmica seja uma modalidade de atendimento baseada em evidências para sintomas externalizantes e internalizantes, há necessidade de mais investigações que sustentem uma base sólida de evidências para essa população. O tratamento requer flexibilização da técnica para atender às particularidades dessas crianças, bem como preparo do terapeuta para lidar com fortes sentimentos contratransferenciai
PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID): PERCEPÇÕES ACERCA DE OBSERVAÇÕES NO CAMPO DE ESTÁGIO
A INTEGRAÇÃO ENTRE CINESIOLOGIA E MUSCULAÇÃO: UM BREVE ESTUDO SOBRE SEU POTENCIAL PARA UMA MAIOR SEGURANÇA E MELHOR DESEMPENHO FÍSICO DE SEUS PRATICANTES
QUANDO A INTELIGÊNCIA DÓI: OS DILEMAS EMOCIONAIS DA CRIANÇA SUPERDOTADA
O presente estudo tem por finalidade compreender os dilemas emocionais vivenciados por crianças superdotadas, enfatizando que a alta capacidade intelectual pode tornar-se ansiedade, angústia e desajuste socioemocional se desassistidas. A metodologia adotada foi uma revisão bibliográfica em bases científicas entre 2004 e 2022, incluindo estudos teóricos e empíricos. Os resultados apontam que crianças superdotadas apresentam maior vulnerabilidade emocional, marcada por perfeccionismo, sensibilidade acentuada e propensão à ansiedade, além de dificuldades de ajustamento quando não recebem reconhecimento adequado na escola e na família. Conclui-se que a superdotação exige uma abordagem psicológica e educacional integrada, que promova não apenas o desenvolvimento cognitivo, mas também o socioemocional, garantindo suporte especializado e estratégias de acolhimento