Faculdade Sant'Ana OJS
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VIOLÊNCIAS CONTRA AS MULHERES EM TEMPO DE PANDEMIA: importância da atuação da(o) psicóloga(o)
A pandemia da Covid-19 trouxe diversos impactos na vida das mulheres brasileiras, sendo um deles, o aumento e/ou alterações nas manifestações de violências domésticas. Diante deste cenário, este trabalho buscou compreender o papel e as responsabilidade da(o) psicóloga(o) no enfrentamento à s múltiplas formas de violências contra mulheres, tendo em vista os desafios trazidos nos últimos anos. Para isto, foram realizadas análises de três documentos norteadores para as práticas da Psicologia no enfrentamento as violências contra mulheres: Código de Ética Profissional do Psicólogo (2005), Referências técnicas para atuação de psicólogas(os) em Programas de Atenção à Mulher em situação de Violência (2013) e a Nota Técnica CRP-PR n° 004/2020. As análises dos materiais mostraram que a(o) profissional da Psicologia deve ter o compromisso de compreender as mudanças sociais e buscar atuações que se apliquem à realidade atual, evidenciando a necessidade da categoria considerar as vivências específicas trazidas pelo contexto da pandemia. Outro resultado apontado pela pesquisa é de que a escuta qualificada, o auxílio na identificação das violências, o respeito à autonomia das mulheres e a orientação sobre políticas públicas e legislações que asseguram direitos, são ferramentas potentes para atuação das(os) psicólogas(os) no enfrentamento à s violências contra mulheres nos dias atuais
ENSINO REMOTO X ENSINO À DISTÂNCIA: SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS EM CONTEXTO BRASILEIRO
Durante o período de isolamento social causado pela pandemia da covid-19 em 2019/2020, as aulas presenciais, em todos os níveis de educação, foram suspensas. Por causa dessa medida, o ensino remoto emergencial (ERE) foi implementado e, por muitas vezes, confundido com o ensino a distância (EAD). Nesse sentido, este trabalho tem como objetivo geral analisar de que forma as modalidades de ensino não presenciais (EAD e ERE) são compreendidas em documentos educacionais no Brasil. Especificamente, esse estudo procura: i) descrever os conceitos de EAD e ERE, respectivamente, na LDB e nas Portarias 343 e 1.038 do MEC; e ii) discutir esses conceitos, evidenciando as semelhanças e diferenças entre as duas modalidades de ensino. No que se refere à s suas características metodológicas, esta pesquisa alinha-se ao paradigma interpretativista, possui abordagem qualitativa, e seu tipo de estudo é documental, tendo como corpus de análise os artigos da LDB (1996) que abordam a EAD e partes de duas portarias editadas pelo MEC, em 2020, sobre o ERE. Como suporte teórico, foram utilizadas as contribuições Imbernón (2011), Marzari e Leffa (2013), Granada et. al. (2013), Saviani e Galvão (2020), Santos et al (2020), Sousa Júnior et al (2020) dentre outros. Na análise, foi possível verificar como a EAD e o ERE são entendidos na legislação brasileira, suas características, contextos de ocorrência, além da percepção de que se tratam de processos distintos em planejamento, legislação e objetivos