Faculdade Sant'Ana OJS
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SÍNDROME METABÓLICA E SAÚDE MENTAL: O PAPEL DA PSICOLOGIA FRENTE AOS EFEITOS DOS ANTIPSICÓTICOS
O IMPACTO DO EXERCÍCIO FÍSICO EM PESSOAS COM TRANSTORNO DE ANSIEDADE E DEPRESSÃO: UMA ABORDAGEM TERAPÊUTICA COMPLEMENTAR
COCAÍNA E SAÚDE MENTAL: CONTRIBUIÇÕES DA TERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL NA PREVENÇÃO E MANEJO DE PSICOSE INDUZIDA POR SUBSTÂNCIAS
O consumo de cocaína vem se tornando um dos principais problemas de saúde pública no Brasil, pelo potencial de gerar dependência e agravar quadros de saúde mental. Usuários de cocaína apresentam alta frequência de sintomas psicóticos, além de comorbidades psiquiátricas como depressão e ansiedade (Scheffer et al., 2010). De acordo com Costa e Machado (2015), “os efeitos da cocaína sobre os sistemas dopaminérgico e glutamatérgico podem precipitar sintomas semelhantes aos observados em quadros esquizofrênicos”, o que reforça a gravidade da psicose induzida por substâncias. O presente resumo tem por objetivo descrever as principais contribuições da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) no tratamento de usuários de cocaína com psicose induzida por substâncias (PIS), por meio de uma análise da literatura científica. Pesquisas qualitativas colocam em evidência que dependentes químicos frequentemente relatam experiências psicóticas durante o processo de busca por tratamento. Conforme destacado por Oliveira et al. (2013), “alucinações e delírios aparecem como fatores que dificultam a adesão e intensificam o sofrimento psíquico dos pacientes em tratamento”. Essas evidências reforçam a necessidade de abordagens terapêuticas eficazes que atuem tanto na redução do consumo quanto no manejo de sintomas psicóticos associados, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que tem sido amplamente utilizada em programas brasileiros de reabilitação, mostrando resultados significativos na prevenção de recaídas. Para Lopes e Coutinho (1999), a associação entre transtornos mentais prévios e o uso de cocaína aumenta a vulnerabilidade à dependência, e intervenções estruturadas como a TCC podem oferecer suporte e técnicas para modificar padrões disfuncionais de pensamento e comportamento. Alguns estudos sobre a TCC se destacam por sua aplicabilidade prática e foco na reestruturação cognitiva. Freitag (2019) fala que “a TCC é uma intervenção eficaz no tratamento da dependência de cocaína, contribuindo para a redução do consumo e para a melhora da qualidade de vida dos pacientes”. Além disso, a utilização de técnicas de prevenção de recaída, treino de habilidades sociais e psicoeducação tem mostrado impacto positivo no engajamento terapêutico (Meyer, 2008). A partir dessa análise, conclui-se que a TCC possui um papel relevante tanto na prevenção da psicose induzida, ao reduzir o consumo e as recaídas, quanto no manejo clínico de sintomas psicóticos já instalados no indivíduo. Sua integração com acompanhamento psiquiátrico e estratégias comunitárias de cuidado amplia possibilidades de recuperação e reinserção social de usuários de cocaína em tratamento
AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE MENTAL E RESPONSABILIDADE CRIMINAL
A avaliação da capacidade mental no âmbito jurídico constitui um tema de grande relevância para a Psicologia e a Psiquiatria Forense, pois orienta decisões relacionadas à responsabilidade criminal. Refletir sobre essa relação permite compreender que a imputabilidade não depende apenas da presença de um diagnóstico, mas da análise da real possibilidade de o sujeito compreender o caráter ilícito do ato e de agir conforme esse entendimento. Este resumo tem como objetivo analisar a relação entre a avaliação da capacidade mental e a responsabilidade criminal dos indivíduos, um tema que atravessa tanto o campo da Psicologia quanto o do Direito. Para tanto, realizou-se uma revisão bibliográfica a partir de autores de referência na área. Valença (1996) aponta que quadros de deficiência intelectual podem comprometer diretamente a noção de responsabilidade penal, exigindo que o processo avaliativo considere tanto os aspectos clínicos quanto as condições sociais do indivíduo. Nesse sentido, Santos (2023) observa que a avaliação psicológica forense não deve se reduzir à aplicação de instrumentos, mas assumir caráter ético e contextualizado, integrando elementos subjetivos e jurídicos. Segundo Teixeira (2025), o sistema penal brasileiro adota o modelo biopsicológico, o que significa que a mera existência de um transtorno mental não é suficiente para declarar inimputabilidade, sendo necessário demonstrar a influência direta desse estado sobre o ato praticado. O autor ressalta que “a avaliação psicológica e psiquiátrica se torna o elo entre o campo jurídico e o campo da saúde” (Teixeira, 2025, p. 348), evidenciando o papel central do perito nesse processo. Ao resgatar a trajetória histórica, Costa (2018) lembra que a avaliação da sanidade mental no Brasil foi permeada por disputas entre o saber médico e o jurídico, o que revela tensões ainda presentes no campo atual. Os resultados do estudo indicam que a avaliação da capacidade mental é um processo interdisciplinar que envolve aspectos clínicos, jurídicos e sociais, sendo fundamental para orientar decisões justas. Essas reflexões demonstram que discutir capacidade mental e responsabilidade criminal implica reconhecer o desafio de equilibrar o cumprimento da lei com a dignidade humana, favorecendo medidas que priorizem justiça e reintegração social.
PIBID COMO OPORTUNIDADE DE APRENDIZADO NO CAMPO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA
O programa institucional de bolsa de iniciação a docência contribuiu para a experiência entre a teoria e a prática, fortalecendo a identidade profissional e proporciona reflexões críticas sobre o ensino e aprendizagem
CICLISMO INDOOR (SPINNING) COMO ESTRATÉGIA DE TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO DA PERFORMANCE EM ATLETAS
O ciclismo indoor, também conhecido como spinning é de fundamental importância para treinamento de atletas que buscam a alta performance no esporte
EXERCÍCIO FÍSICO E SAÚDE DE IDOSOS FRAGILIZADOS: UMA ANÁLISE DOS IMPACTOS E DA IMPORTÂNCIA DA INTERVENÇÃO PROFISSIONAL
Resumo: O presente estudo tem como objetivo analisar a relação entre o exercício físico e a saúde de idosos fragilizados, considerando suas causas e consequências no processo de envelhecimento. O envelhecimento é um fenômeno natural e mundial, marcado pelo aumento acelerado da população idosa e por transformações fisiológicas que podem comprometer a autonomia e a qualidade de vida. Nesse contexto, destaca-se a condição denominada “fragilidade”, caracterizada pela presença de comorbidades como perda de peso não intencional, exaustão, diminuição da força muscular, alterações na marcha e no equilíbrio, além do sedentarismo. A fragilidade compromete diferentes sistemas fisiológicos. No âmbito imunológico, observa-se maior atividade inflamatória decorrente do aumento de substâncias pró-inflamatórias circulantes. Já no sistema endócrino, há redução significativa de hormônios como testosterona, estrogênio, hormônio luteinizante e dehidroepiandrosterona, somada ao aumento do cortisol. No sistema neuromuscular, a sarcopenia e a dinapenia provocam perda de massa e força muscular, gerando impacto direto na funcionalidade e aumentando a vulnerabilidade dos idosos a quedas, hospitalizações e fraturas. Diante desses fatores, o exercício físico se apresenta como uma estratégia essencial na promoção da saúde e no enfrentamento dos efeitos do envelhecimento, contribuindo para a manutenção da capacidade funcional, da independência e da qualidade de vida dos idosos fragilizados. Programas de atividade física orientados por profissionais de Educação Física podem reduzir a progressão da fragilidade, prevenir complicações clínicas e favorecer um envelhecimento mais saudável.
Enfim, o que se pôde observar é que a prática regular e supervisionada de exercícios físicos desempenha papel fundamental na prevenção e no controle da fragilidade, evidenciando a relevância da intervenção do profissional de Educação Física na elaboração de estratégias seguras e eficazes para essa população