Faculdade Sant'Ana OJS
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RESÍDUOS DA INDÚSTRIA PAPELEIRA - TRATAMENTOS E APLICAÇÕES
A indústria papeleira é uma das mais importantes no cenário industrial brasileiro, sendo responsável pela produção de papel e celulose utilizados em diversas áreas, como embalagens, livros, jornais, revistas, entre outros. Com todo esse desempenho na produção de papel a geração de resíduos também se torna significativa. A fim de se conhecer quais são os resíduos (subprodutos) deste processo neste trabalho uma revisão narrativa da literatura é apresentada. Resíduos deste tipo de produção são uma mistura de compostos chamados dreg, grits, lodo e cinzas, os quais são gerados em diferentes etapas do processo de fabricação do papel. Suas características físico-químicas e biológicas são variadas, o que influenciam na sua classificação segundo a legislação brasileira de resíduos sólidos. De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), podem ser classificados em perigosos, não perigosos ou inertes, dependendo do seu potencial de risco à saúde humana e ao meio ambiente. Além disso, a PNRS estabelece a hierarquia de gestão, que prioriza a não geração, a redução, a reutilização, a reciclagem, o tratamento e a disposição final ambientalmente adequada. Nesse sentido, os resíduos da indústria papeleira podem ter diversas destinações possíveis, tais como: aproveitamento energético, compostagem, produção de fertilizantes, fabricação de materiais de construção, entre outras. A escolha da melhor destinação depende de uma análise técnica e econômica de cada caso, considerando os aspectos ambientais, sociais e legais envolvidos.
Palavras Chaves: Resíduos indústria papeleira, tratamentos de resíduos, aplicações de resíduos
TRATAMENTO ESTÉTICO CONSERVADOR PARA REMOÇÃO DE MANCHAS DE FLUOROSE ATRAVÉS DE MICROABRASÃO E CLAREAMENTO DENTAL: Relato de caso
A fluorose dentária ocorre pela ingestão de flúor em quantidades maiores que recomendado, promovendo manchas, que impactam negativamente a estética dental e autoestima da população. Nesses casos a microabrasão e o clareamento dental são indicados, por serem técnicas seguras e conservadoras. O objetivo deste trabalho foi relatar a eficácia e os efeitos pós-operatórios da microabrasão associada ao clareamento dental. Foi selecionado um voluntário com fluorose grau leve e realizou-se microabrasão do esmalte dental, seguido de aplicação de dessensibilizante e clareamento dental associado com Opalescence Boost 40% (2 sessões, 20 min) e Opalescence 15% (4h diárias, por 4 semanas). A cor foi avaliada pela escala Vita Classical e a sensibilidade dental por escala verbal. Verificou-se clareamento de 8 unidades na escala Vita e sensibilidade dental leve. O presente trabalho demonstrou que as técnicas utilizadas apresentaram ótimos resultados promovendo o clareamento e a uniformização da coloração dos dentes, melhorando a autoestima do paciente
O CLÃ ZENIDIM: NOTAS SOBRE O MMA PONTA-GROSSENSE
Este estudo tem o objetivo de investigar a história do clã Zenidim, uma família de lutadores de MMA da cidade de Ponta Grossa -PR. O nome Zenidim, foi utilizado pelo patriarca da família, Paulo Sergio Bueno como uma espécie de marca, ou o que se poderia chamar de nome guerra (uma vez que não é o sobrenome de registro). Para tanto, faz uso da história oral, e tem como instrumento, uma entrevista semiestruturada aplicada ao líder da família. De tal forma, apresenta-se personagens importantes para a história das Artes Marciais na cidade de Ponta Grossa-PR, identifica-se eventos de artes marciais ocorridos na cidade ao mesmo tempo que apresenta um universo ainda inexplorado de pesquisa.
 
A EDUCAÇÃO INCLUSIVA EM MOÇAMBIQUE E OS DIREITOS HUMANOS COMO PILAR DA DIVERSIDADE
O texto apresenta uma discussão que versa sobre a temática da educação enquanto direito humano e, particularmente, sobre a efectivação dos princípios da educação inclusiva por meio da abordagem da igualdade entre os indivíduos. Tem como ponto de partida a realidade social e educacional de Moçambique, que é problematizada a partir da organização e restruturação educacional do país. O texto apresenta uma imbricação entre os direitos humanos e o direito à educação, permeado pela efectivação dos princípios inclusivos, não somente das pessoas com deficiências, mas de todos os alunos que foram excluídos do processo de escolarização. A análise permite inferir que a educação inclusiva é vista como um direito fundamental que deve ser garantido a todos, independentemente das suas diferenças físicas, intelectuais sociais e culturais. É necessário a criação de um sistema educacional que respeita e promove a diversidade, baseando-se no princípio de direitos humanos.A educação inclusiva em Mocambique, apesar da existência da legislação na constituição da república, ainda persiste a falta de uma legislação própria, sua implementação e acompanhamento nas escolas
POTENCIAL DE VÍCIO EM JOGOS DE SLOT E SEUS IMPACTOS
Os jogos de slot, inicialmente percebidos como entretenimento, têm recebido crescente atenção devido ao seu potencial de vício e impactos significativos na saúde mental e financeira das pessoas. Desde a recente legalização das apostas esportivas online no Brasil, o país tornou-se um dos líderes mundiais em gastos com apostas, com um gasto médio de R54 bilhões em 2023 (Flores,2024). Esse crescimento acelerado destaca a importância de analisar os riscos associados à prática. Este estudo visa, portanto, analisar o potencial de dependência dos jogos de slot, compará-los com outras formas de dependência e investigar os fatores que contribuem para o vício, propondo estratégias de intervenção eficazes. A metodologia baseou-se em uma revisão de literatura abrangente, explorando a relação entre jogos de azar e mecanismos de dependência, como a liberação de dopamina, reforço intermitente e desenvolvimento de tolerância. Estudos quantitativos analisados por Bergman (2024) revelaram que 74% dos jogadores problemáticos são viciados em caça-níqueis, e 50,2% enfrentam problemas relacionados ao jogo. Além disso, 77% dos viciados jogam online, mas apenas 12% buscam tratamento. Os resultados indicam que os jogos de slot online estimulam o sistema de recompensa do cérebro através do reforço intermitente, ativando circuitos cerebrais ligados à liberação de dopamina, de forma similar ao que ocorre com o uso de substâncias psicoativas como cocaína e crack (Bruna, 2020). A combinação de estímulos sensoriais intensos, promoção por influenciadores e a possibilidade de ganhos rápidos torna esses jogos altamente atraentes. O comportamento impulsivo e persistente dos jogadores compulsivos é explicado pela tentativa de "recuperar" o dinheiro perdido, reforçada pela expectativa de uma vitória ilusória, resultando em sérios impactos pessoais e sociais. O jogo patológico, classificado como transtorno do controle de impulsos no DSM-5 (2014), apresenta semelhanças com outras dependências comportamentais, incluindo critérios diagnósticos como a necessidade de apostas maiores e tentativas mal-sucedidas de parar. Conclui-se que, diante da crescente acessibilidade aos jogos de azar, é essencial uma abordagem abrangente para tratar o vício em jogos de slot. A comparação entre o jogo patológico e outras dependências reforça a gravidade do problema e a necessidade de intervenções eficazes. Com menos de 12% dos jogadores compulsivos buscando tratamento, é fundamental promover conscientização, desenvolver estratégias preventivas e implementar políticas públicas voltadas para a redução do impacto social desse comportamento, incluindo regulamentação mais rigorosa e programas de educação sobre os riscos associados aos jogos de azar
O EFEITO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA VIDA DO TRABALHADOR
Desde a Revolução Industrial, as mudanças nos meios de produção impactam diretamente a vida dos trabalhadores e não seria diferente com o recente avanço da tecnologia da inteligência artificial (IA). Com a adesão da IA ao mercado de trabalho surge uma nova ameaça a partir da possibilidade de automação de empregos, resultando em insegurança dos trabalhadores acarretando em sofrimento emocional daqueles, pois as funções estão sob ameaça de substituição. Este estudo tem como objetivo analisar o impacto da implementação da IA ao ambiente de trabalho, explorando como a sua efetividade e barateamento podem representar uma ameaça ao trabalhador médio. A metodologia utilizada baseou-se em uma revisão bibliográfica, com consulta a periódicos online e relatórios sobre os impactos da IA ao local de trabalho. Os resultados indicam que a adoção da IA a diversos setores industriais tem causado sentimentos de ameaça e insegurança entre os trabalhadores, especialmente aqueles que desempenham funções repetitivas e mais facilmente automatizáveis. Pensando neste cenário, o medo da substituição por máquinas e da obsolescência, aliado ao aumento das exigências de produtividade tem gerado um aumento significativo dos níveis de estresse e ansiedade. Por outro lado, a automação de tarefas pode reduzir a carga de trabalho físico e consequentemente o estresse relacionado às atividades manuais. No entanto, esses benefícios podem ser breves em comparação ao impacto e insegurança sentidos pelo trabalhador. A inclusão quantitativa da IA ao mercado de trabalho apresenta um dilema por que ao mesmo tempo em que entrega um acréscimo de eficiência, também gera um risco ao bem-estar psicológico de muitos trabalhadores
IMPACTOS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA AUTOIMAGEM E AUTOESTIMA
A inteligência artificial permeia nossas vidas atualmente, moldando a forma como interagimos enquanto seres humanos, também a forma como percebemos o mundo. Ferramentas como filtros de redes sociais e assistentes virtuais, embora ofereçam conveniência e diversão, exercem uma influência significativa na autoimagem e autoestima.
A exposição constante a imagens editadas e perfeitas nas redes sociais, graças aos filtros, distorce a percepção da beleza real, levando a uma busca incessante por um padrão de beleza irreal e inalcançável. Essa comparação social constante, exacerbada, pode gerar sentimentos de inadequação e baixa autoestima, assim como a exposição constante às imagens de padrões de beleza irrealistas, quais são veementemente expostos nas redes sociais como algo a ser buscado, podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos como os relacionados a alimentação, no intuito de alcançar o corpo perfeito, ou até mesmo transtornos de ansiedade, pelo fato de estar “fora” desses padrões.
Descrever aspectos negativos referentes aos impactos das ferramentas de inteligência artificial na autoimagem e autoestima, como os citados acima, estão entre os objetivos deste resumo, porém, não deixando de lado algumas medidas positivas que podem ser tomadas no intuito de amenizar e até mesmo prevenir tais impactos negativos, que as ferramentas de IA podem desencadear sobre a autoimagem e autoestima. Dentre as medidas positivas a serem tomadas, podemos destacar, o uso equilibrado de dispositivos e redes sociais, incentivando a realização de atividades off-line, que podem contribuir para amenizar a exposição a tais padrões irreais e exacerbados de beleza que podem levar a comparações sociais, causando sentimento de inferioridade. A participação de comunidades e grupos online que promovam a positividade e bem-estar e a inserção da educação digital, que pode ser realizada a partir de escolas e universidades, no intuito de preparar os jovens para lidar com as ferramentas de IA de forma crítica e consciente.
O que se pode concluir referente aos aspectos trazidos acima, é que, a partir do uso consciente e moderado das ferramentas de IA, no intuito da realização de boas práticas dentro das plataformas digitais, podemos desenvolver ambientes virtuais mais saudáveis e positivos, auxiliado ainda mais no desenvolvimento de novas ferramentas e ambientes que nos proporcionem maior capacidade de interações e conexões com outras pessoas e melhor qualidade de vida, contribuindo para o desenvolvimento positivo da autoimagem e autoestima
A IMPORTÂNCIA DA LUDICIDADE NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Resumo: A Ludicidade se constitui em práticas de ensino desenvolvidas através de brincadeiras, com um enfoque especial no meio infantil, sendo trabalhada dentro do âmbito educacional, exercitando a maturação da criança tanto na área cognitiva, social e de forma individual no caráter emocional. Este estudo teórico objetivou relacionar a proximidade entre o desenvolvimento infantil e a fisiologia diante do lúdico. Observa-se o lúdico afetando assim, pontualmente de forma positiva na neuroplasticidade, capacidade do cérebro de adaptar-se e moldar-se às suas funções, dentro dos estímulos ambientais e junto envolvendo fatores genéticos e endócrinos dos estágios da primeira infância, influenciando na experiência sensorial da criança. E dentro dessas atividades, ela é incentivada a praticar novas habilidades, explorando lugares e a própria fantasia, trazendo o sentimento de prazer. Buscando novas experiências de forma inata, promovendo e fortalecendo as conexões neurais, facilitando os processos futuros das aquisições das habilidades cognitivas e pedagógicas. Formando assim, o cerne do ser humano e suas capacidades, para que, aprendam cada vez mais, preparando-as para o seu futuro educacional. Com a evolução das brincadeiras, são introduzidas regras, a qual exercita-se o lado esportivo e competitivo, praticando e desenvolvendo, o lado moral e ético, dentro da forma comportamental, formando a personalidade do individuo no brincar.
O ADOECIMENTO PSIQUICO EM CRIANÇAS VÍTIMAS DE VIOLENCIA
A palavra violência deriva do latim violentia significa "veemência", “impetuosidade” e sua origem está relacionada ao termo "violação" (violare). Assim, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2002), a violência é caracterizada como o "uso de força física ou poder, em ameaça ou na prática que resulte em sofrimento, morte, dano psicológico, privação e desenvolvimento prejudicado. Esse trabalho tem como objetivo apontar através da literatura e evidências cientificas, as consequências físicas e emocionais que crianças vítimas de violência sofrem, utilizando como fonte de pesquisas as bases de dados SciELO e PubMed. A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica a violência contra a criança em quatro tipos: abuso físico, sexual, emocional ou psicológico e negligência, os quais podem resultar em danos físicos, psicológicos; prejuízo ao crescimento, desenvolvimento e maturação das crianças. A violência passou a ser um fenômeno social com maior índice na infância , provocando impacto no desenvolvimento e uma catastrófica repercussão na vida adulta Entre 2004 e 2008 foram analisados relatórios de notificações de violência, sendo a doméstica com maior número , a faixa de 5 a 9 anos a mais atingida, e a violência física a mais notificada. 81% da violência sexual é praticada contra meninas, e o principal agressor, o pai. De acordo com o estudo realizado por Rates, Melo, Mascarenhas et al.(2014), que contabilizou as notificações de violência infantil no Brasil cedidas pelo SINAN NET (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) em 2011, foram registrados 17.900 casos ,dos quais 73,6% ocorreram em domicílio. Mulheres e crianças são as principais vítimas, em 2002 a estimativa apontava para 31.000 casos de homicídios de crianças com até 15 anos, a faixa etária de 0 a 4 anos é cinco vezes mais exposta a violência. Como consequência a criança carrega sentimento de culpa, vergonha, tolerância da vítima, severos problemas emocionais, sociais e/ou psiquiátricos podendo desenvolver depressão, transtornos de ansiedade, alimentares, dissociativos, transtorno do estresse pós-traumático , hipersexualização, baixo rendimento escolar, abuso de substâncias, ideações ou tentativas de suicídio, fugas do lar, isolamento social e irritabilidade. Portanto, através desta revisão foi possível observar que no Brasil muito se fala, mas pouco se produz, principalmente quando se trata de violência infantil. Há poucas produções científicas na Psicologia abordando especificamente este tema e considerando também suas consequências psicológicas através de evidências. É necessário que se produza mais a respeito do tema a fim de que este conhecimento possa contribuir para a mudança desta realidade e para a elaboração de políticas públicas e intervenções para a redução dos índices de violência infantil no Brasil e diminuição do sofrimento dessas crianças. Conclui-se então que os pais são os maiores perpetuadores da violência contra crianças, principalmente entre aquelas com faixa etária de 0 aos 5 anos , destacando a mãe como a maior agressora quanto ao tipo de violência , a negligência emerge como a principal forma de maus tratos
AS CONTRIBUIÇÕES DA PSICOLOGIA FORENSE AO DIREITO
Resumo: A Psicologia Forense vem ganhando cada vez mais espaço como uma ciência que atua auxiliando o Poder Judiciário nas avaliações e nas tomadas de decisões. Embora, o seu reconhecimento como parte atuante em processos judiciais tenha pelo menos 40 anos, no Brasil, essa abordagem vem sido utilizada desde a década de 1930. O objetivo desse trabalho é informar de maneira esclarecedora a atuação do psicólogo, explorando as suas contribuições cientificas nas tomadas de decisões no âmbito Forense. O estudo metodológico usado foi a pesquisa qualitativa, embasado de maneira interpretativa, reflexiva e contextual de artigos científicos selecionados nas plataformas, Scielo (Scientific Electronic Library Online) e Google Acadêmico. (Barros, 2011; Gil, 2002; Minayo, 2009). A psicologia forense é uma área da psicologia que aparenta ser nova, devido à falta de popularidade. No entanto, de acordo com Bonger (1943) a psicologia forense começou a auxiliar a justiça em 1868, após a publicação do livro Psychologie Naturalle, escrito pelo médico francês Proper Despine. Em sua obra, Despine coletou estudos de casos sobre delinquentes, somente aqueles considerados graves, da época. Nesse estudo ele fez uma classificação conforme a motivação do crime, fazendo uma análise psicológica, chegando à conclusão de que o delinquente não possui anomalia física e nem mental, mas apresentava uma pré-disposição ao comportamento imoral, e que age por ódio, vingança, avareza e aversão ao trabalho. Desde então, a psicologia vem ganhando cada vez mais espaço dentro do âmbito jurídico. No Brasil, a atuação do psicólogo forense teve seu início na década de 1930, contribuído com estudos relevantes nas questões criminais acerca do comportamento humano correlacionados ao crime, auxiliando as autoridades a identificar as possíveis motivações, na identificação de criminosos e na probabilidade de criminosos cometerem reincidências. Ou seja, a psicologia forense no Brasil tem feito suas contribuições mesmo antes do reconhecimento da profissão psicólogo, na década de 1960. (Santos e Silva, 2018). A psicologia forense analisa o indivíduo com embasamento técnico cientifico, preocupando-se com a integridade intelectual, sem fazer julgamentos de suas ações. Nesse contexto, o criminoso é visto como um ser humano sujeito às influências do ambiente que possam contribuir com a sua relação ao crime, fazendo uma análise dos fatores determinantes para tais condutas. Cabe ao psicólogo forense fazer o uso de ferramentas como: entrevistas, testes psicológicos e avaliações, para traçar o perfil psicológico, bem como identificar se o indivíduo analisado apresenta uma patologia que possa explicar sua ação, mas não justifica-la, no momento do crime, ou, se apresenta um desvio de conduta, que o faz agir por falta de moralidade. Com base nos resultados dessa investigação, o Judiciário poderá tomar uma decisão mais assertiva. Fazendo cumprir a lei de forma justa e assegurando o direito do indivíduo, o qual poderá cumprir a pena em regime de privação de liberdade adaptado de acordo com a sua capacidade psicológica. Dessa forma, pode-se concluir que a psicologia forense contribui com um olhar mais humanizado, analisando o indivíduo que cometeu um crime e não apenas a gravidade do crime cometido, gerando orientações ao nível psicopedagógico capazes de resolver problemas de ajustamento na aplicabilidade de sansões