Faculdade Sant'Ana OJS
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    BELL HOOKS E O TETO DE VIDRO DAS MULHERES NEGRAS NO BRASIL

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    Talvez ignorado pela maioria dos homens, o Teto de Vidro é um fenômeno experimentado pelas mulheres, ainda que elas desconheçam tal alcunha, afinal o mercado de trabalho possui uma barreira invisível, mas extremamente resistente, que impede muitas delas de ascenderem nele. Se tal realidade é um fato inegável, ainda mais para as mulheres negras, as quais, vítimas da interseccionalidade entre as dominações racial e de gênero, se encontram na base da pirâmide socioeconômica brasileira. Por isso, esta pesquisa tem por objetivo compreender o fenômeno do Teto de Vidro a partir da ótica racial, revestindo-se de um caráter exploratório, guiado pelo método dedutivo, com revisão bibliográfica de autoras consagradas sobre o tema, especialmente bell hooks, e outras pesquisas e documentações indiretas. Os resultados demonstram uma disparidade evidente entre o desenvolvimento laboral das mulheres negras e das brancas, e ainda mais gritante quando comparadas as realidades das mulheres negras com a dos homens (brancos ou negros)

    COMUNICAÇÃO DE LUXO PARA PETS: UM ESTUDO DAS ESTRATÉGIAS DE GUCCI, DOLCE & GABBANA E LOUIS VUITTON

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    O mercado pet tem registrado um crescimento expressivo nos últimos anos, impulsionado pela crescente humanização dos animais de estimação e pela maior disposição dos tutores em investir no bem-estar e no conforto de seus pets. Esse cenário tem atraído a atenção de marcas de luxo tradicionais, que passaram a desenvolver e lançar produtos exclusivos voltados a esse segmento. Este trabalho tem como objetivo analisar as estratégias de comunicação adotadas pelas marcas Gucci, Dolce & Gabbana e Louis Vuitton no lançamento de suas linhas destinadas ao mercado pet. Trata-se de uma pesquisa básica e exploratória, de abordagem qualitativa, fundamentada em revisão bibliográfica e na aplicação do estudo de caso múltiplo como procedimento técnico. A análise revelou que, mesmo ao ingressarem em um novo mercado, as três marcas preservam os principais atributos do luxo (como exclusividade, sofisticação estética e comunicação seletiva), adaptando esses elementos às particularidades do público pet. Suas campanhas, especialmente nas redes sociais, reforçam a identidade de cada marca e posicionam os animais de estimação como extensões do estilo de vida de seus tutores.Palavras-chave: Marcas de luxo. Pet. Mercado pet. Estratégias de marketing

    LOMBALGIA E EXERCÍCIO FÍSICO

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    A dor lombar tem se tornado um problema de saúde pública, afetando aproximadamente 60% da população brasileira. Embora a lombalgia tenha etiologia multifatorial, está frequentemente relacionada a alterações musculoesqueléticas, devido à fatores como hiperlordose acentuada e enfraquecimento muscular, ocasionando maior sobrecarga sobre a musculatura e articulações da região lombar, o que compromete a qualidade de vida e a funcionalidade dos indivíduos. O tratamento da lombalgia pode ser realizado com medicamentos, fisioterapia e intervenções cirúrgicas, dependendo da gravidade de cada caso. Além destas alternativas, a prática regular de exercícios físicos tem se apresentado como uma abordagem eficaz, visando a reeducação postural e o fortalecimento muscular. Assim sendo, o objetivo desse estudo foi realizar uma revisão de literatura para avaliar os benefícios do exercício físico na redução da dor lombar crônica. Foram obtidos artigos científicos, nas seguintes bases de dados: SciELO, Google Acadêmico e Pubmed. Verificou-se na literatura que indivíduos com lombalgia crônica tendem a restringir os movimentos, reduzindo a mobilidade lombar, como estratégia para minimizar o desconforto, o que contribui para o enfraquecimento muscular, como das musculaturas abdominais superficial e profunda, glúteos e core. Também foi observado encurtamento de alguns músculos, como os isquiotibiais, psoas, reto femoral e espinhais, o que favorece forças compressivas e microtraumas sobre a região lombo-pélvica, que desestabiliza a lombar e gera dor. Nesses casos, é importante incluir exercícios físicos para o fortalecimento muscular, para o aumento de extensão do quadril, e de extensão da lombar com estabilização pélvica, que promove o isolamento dos músculos paravertebrais, sendo mais específicos para essa região. Inicialmente, podem ser realizados exercícios de treinamento resistido, de estabilização/controle motor, exercícios isométricos, fortalecimento abdominal, além de mobilidade e alongamentos, tais como mobilidade torácica lateral e “gato arrepiado”, somado a de pranchas frontais, laterais, “perdigueiro” (dead-bug) e variação de elevação pélvica com estabilização da lombar. Foi observado também que exercícios de intensidade moderada demonstrou benefícios na manutenção ou na melhora da mobilidade do tronco. Contudo, muitas pessoas com queixas de lombalgia realizam exercícios físicos de maneira inadequada e sem supervisão profissional, o que pode contribuir para a manutenção e agravamento da dor e limitações funcionais, expondo os praticantes a lesões. Ademais, sugere-se que os principais exercícios a evitar, dentro de um quadro de dor lombar são: agachamento livre e stiff pelo fato de contribuírem para maior desconforto na região lombar. Resta evidente que a prática regular de exercícios físicos, quando bem orientado, demonstrou ser uma abordagem eficaz, onde o fortalecimento muscular pode contribuir significativamente para a redução da dor musculoesquelética, correção postural, além de reduzir a sobrecarga nas articulações comprometidas. A atuação do profissional de Educação Física torna-se estratégica, ao possibilitar a prescrição segura e individualizada de exercícios corretivos e funcionais, promovendo saúde e prevenindo lesões.  

    FAMÍLIA E ESCOLA NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

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    A VISÃO DOS PAIS/ RESPONSÁVEIS SOBRE OS MARCOS DO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM INFANTIL: REFLEXÕES PARA A FONOAUDIOLOGIA

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    O desenvolvimento da linguagem infantil é um marco essencial para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional da criança. Nos primeiros anos de vida desenvolvimento da linguagem perpassa por uma intensa plasticidade cerebral e aquisição de habilidades comunicativas. Segundo Duarte (2024) esse percurso do desenvolvimento é caracterizado como os marcos do desenvolvimento da linguagem, e estabelece parâmetros para acompanhar o progresso infantil e auxiliar na detecção precoce de alterações. Neste processo os pais possuem o papel essencial, pois tem o contato diário no desenvolvimento dos filhos e são os primeiros a identificar os sinais de atraso no desenvolvimento da linguagem.  Contudo, expressões culturalmente enraizadas, como “cada criança tem seu tempo”, frequentemente levam à naturalização de comportamentos atípicos, retardando o encaminhamento ao fonoaudiólogo e comprometendo a intervenção precoce. Assim, o objetivo deste estudo é compreender como esses responsáveis percebem os sinais de alerta no desenvolvimento linguístico identificando quais são fatores que os responsaveis reconhecem como atraso. Este estudo consistiu em uma revisão integrativa da literatura, com o objetivo de reunir evidências qualitativas e quantitativas sobre a percepção dos pais acerca do desenvolvimento da linguagem infantil. A pesquisa foi realizada na base Google Acadêmico, com seleção sistemática dos estudos. Embora não tenha envolvido participantes diretamente, o estudo é relevante por fornecer subsídios para a prática clínica em Fonoaudiologia, apoiando a orientação familiar e a compreensão dos fatores que influenciam a percepção parental, além de contribuir para estratégias de detecção e intervenção precoce no desenvolvimento da linguagem. Os resultados da pesquisa qualitativa de Nascimento e Silva (2023) 61,5% percebem e recorrem primeiramente a plataforma Google, 75% recebem informação em (CMEIs). Santos (2022) aponta que os pais percebem por volta dos 4 anos quando apresenta dificuldade de fonemas. Herculano (2022) ao estudar a percepção de pais de crianças de 0 a 18 meses em que apenas 35,29% percebem alterações e na área da linguagem receptiva e que a criança deve estar falando ao menos 3 palavras não obteve nenhuma resposta. Melo, Backes e Mota (2015), ao realizar entrevistas observou-se uma multiplicidade de interpretações  dos pais sobre as causas dos atrasos, variando entre fatores genéticos, emocionais, físicos ou comportamentais. A discussão dos estudos apontou uma percepção limitada dos pais a respeito dos sinais de alerta do desenvolvimento da linguagem evidenciando um atraso na procura por avaliação especializada o que compromete uma intervenção precoce, e traz impactos negativos no desenvolvimento social, emocional e acadêmico da criança. Nota-se uma urgência na implementação de estratégias educativas acessíveis, voltadas à orientação das famílias sobre os marcos do desenvolvimento da linguagem, bem como campanhas que valorizem o papel do fonoaudiólogo na avaliação e intervenção precoce. Conclui-se que ainda existem lacunas relevantes nos estudos sobre o assunto e sobre conhecimento dos pais e responsáveis acerca do desenvolvimento da linguagem infantil. Investir em ações interdisciplinares de saúde e educação, bem como em pesquisas mais abrangentes, é fundamental para ampliar a percepção parental e ampliar estudos para a atuação fonoaudiológica e garantir que crianças com sinais de atraso tenham acesso oportuno a intervenções eficazes. 

    IMPACTOS DO ÁLCOOL NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL DE INDIVÍDUOS EM TRATAMENTO COM BENZODIAZEPÍNICOS

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    O uso concomitante de álcool e benzodiazepínicos pode gerar alterações cognitivas, comportamentais e riscos clínicos graves. A investigação dessa interação é essencial para compreender complicações e orientar condutas seguras aos indivíduos em tratamento. Buscaremos por meio deste analisar os impactos do álcool no SNC de indivíduos em tratamento com benzodiazepínicos, compreender os riscos clínicos e as possíveis complicações relacionadas. A metodologia utilizada será pesquisa de caráter bibliográfico (Gil, 2007, p.44), segundo o autor este tipo de pesquisa consiste em basear-se em materiais já elaborados, como livros e artigos científicos. De acordo com a ANVISA, a interação medicamentosa é uma resposta farmacológica ou clínica, que pode ser causada pela combinação de medicamentos-medicamentos, medicamentos-substâncias químicas, diferente dos efeitos de dois medicamentos dados individualmente, podendo resultar em aumento ou diminuição da eficácia, dos eventos adversos, ou até mesmo no aparecimento de novos efeitos (BRASIL, 2003). A interação entre o álcool e os benzodiazepínicos tem como efeito o aumento sedativo e hipnótico, causando toxicidade em 20 a 30% no corpo (PIRES et al, 2021). O mecanismo de interação das duas substâncias causa efeitos depressores ao SNC e atravessam à barreira hematoencefálica (BHE) afim de atingir o GABA (neurotransmissor inibitório), desse modo os sintomas causados são os mesmos de sensação de relaxamento, sedação, comprometimento da coordenação motora, agravando a intensidade destes no corpo. (ANDRADE; SANTOS; VASCONCELOS, 2023). Segundo o National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (2023) os efeitos do álcool e dos benzodiazepínicos na função do sistema nervoso central são aditivos e possivelmente sinérgicos, sendo os principais riscos dessa interação o risco de morte por uma overdose fatal devido à depressão respiratória, com o álcool desempenhando um papel em quase 1 em cada 5 mortes por overdose de benzodiazepínicos. Além disso, a combinação aumenta significativamente o risco de lesões, pois amplia os efeitos sedativos e prejudica o equilíbrio, a coordenação motora e o tempo de reação, elevando a probabilidade de acidentes de trânsito e quedas, bem como prejudicam a memória e podem causar amnésia severa, resultando em "apagões" de memória para eventos que ocorreram sob a influência de ambos. O álcool também inibe o metabolismo de alguns benzodiazepínicos, levando a níveis plasmáticos mais elevados e taxas de eliminação prolongadas, o que pode contribuir para estes efeitos e riscos citados. (NIAAA, 2023) Em síntese, a presente pesquisa bibliográfica, ao evidenciar os graves riscos da interação entre álcool e benzodiazepínicos, ressalta a urgência de uma abordagem mais ativa por meio  da conscientização de pacientes e profissionais da área sobre o tema, sendo fundamental mitigar os riscos de overdose, acidentes e complicações de saúde. Nesse sentido, os dados aqui reunidos podem subsidiar a criação de materiais educativos e diretrizes clínicas mais claras, visando o uso racional desses medicamentos e a promoção da segurança e bem-estar dos indivíduos em tratamento psicofarmacológico, psiquiátrico e psicológico

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