SEER - UCP Universidade Católica de Petrópolis
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    A crise ambiental na sociedade de risco

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    Uma das questões mais alarmantes atualmente é a crise ambiental que ocorre em nosso planeta. A sociedade global, apesar dos sinais de crise evidenciados, continua a explorar de forma predatória os recursos naturais visando o crescimento econômico. A suportabilidade natural da Terra está sendo ultrapassada gerando riscos que afetam a vida e a qualidade de vida dos seres humanos. Infelizmente falar em crise num mundo que há muito tempo perdeu a capacidade de causar alarme parecem não despertar maiores interesses para que medidas efetivas sejam realmente tomadas. Urge a mobilização da sociedade para reverter o quadro de destruição em massa do planeta

    Criminologia: transtornos neuropsíquicos e imputabilidade penal

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    O artigo analisa a violação do princípio da culpabilidade, sustentáculo basilar do Direito Penal, que estruturado sob os demais princípios do Estado Democrático de Direito, deve projetar um Direito Penal mínimo e garantista. Entretanto, a proteção formal dos direitos e garantias individuais, no âmbito constitucional penal, não tem sido suficiente para se assegurar o jus libertatis do cidadão em conflito com o jus puniendi do Estado. A culpabilidade que fundamenta a aplicação da pena e limita a intervenção punitiva estatal, faculta ao magistrado individualizar a resposta penal de acordo com o necessário e o suficiente para a reprovação e a prevenção do crime. Porém, no Código Penal de 1940 encontram-se conceitos que não correspondem à realidade científica das psicopatologias identificadas e classificadas pela Criminologia moderna. Diferente da lei penal européia, o Código Penal brasileiro está aprisionado em seu hermetismo dogmático refletindo ainda, o reducionismo da Psiquiatria biofísica do século XIX. Esse isolamento inoculou na cultura jurídica criminal, acanhada visão das psicopatologias, que acrescido do mecanicismo da prática processual, afasta a justiça criminal de reconhecer os transtornos neuropsíquicos. É necessário que o Direito Penal brasileiro se abra à interdisciplinaridade da moderna Criminologia para adequar a sua resposta penal ao complexo fenômeno do crime

    A Federalização dos crimes de graves violações dos direitos Humanos: a razoável duração do processo como Garantia no combate à impunidade ou instrumento retórico?

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    Este artigo tem como objeto de estudo o princípio da razoável duração do processo aplicado à criação de um incidente de deslocamento de competência, quando da constatação de ocorrência de crime que viole gravemente os direitos humanos, mais especificadamente, com a sua federalização, com o fito de adequar a legislação aos anseios das transformações sociais. A exposição histórica acerca da gênese dos direitos humanos, o surgimento da Emenda Constitucional n. 45, do ano de 2004, o lacunoso conceito de grave violação aos direitos humanos, completando ainda com a explanação acerca do paralelo que deve haver entre a federalização dos crimes que violam os direitos humanos e o principio constitucional da razoável duração dos processos, ambos inovações constitucionais recentes, são matérias indispensáveis de discussão para que se chegue à conclusões propostas

    Unidades de conservação, Legislação ambiental e a APA Petrópolis

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    As unidades de conservação são criadas com o objetivo de manter a diversidade biológica, proteger espécies ameaçadas de extinção, preservar e restaurar ecossistemas naturais. A Área de Proteção Ambiental da Região Serrana de Petrópolis – APA PETRÓPOLIS, primeira APA federal, foi criada por apresentar rica biodiversidade além de ter seus atributos naturais relativamente bem conservados. A população residente na APA Petrópolis está submetida ao cumprimento de várias determinações legais nos três níveis administrativos

    A educação cristã de crianças: algumas reflexões a partir de Kierkegaard

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    O pensador dinamarquês Kierkegaard (1813-1855), severo crítico da cristandade no século XIX, vê com muitas ressalvas a possibilidade de uma educação cristã de crianças. No seu entender, visto que o cristianismo é uma questão da esfera do indivíduo e da sua escolha, não se pode ensiná-lo e nem se pode colocá-lo como uma obrigação estatal. Tais teses são recorrentes em toda a sua obra, mas se tornam absolutamente explícitas tanto no Exercício do Cristianismo como na sua polêmica final contra a Igreja através dos fascículos do Instante. Desse modo, nosso intuito é avaliar tais afirmativas, o contexto onde as mesmas se inserem e sua repercussão para o pensamento filosófico e teológico da posteridade

    Reequacionamento da Concepção de Natureza Humana como Fundamento do Direito Natural

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    O texto parte do universo das críticas formuladas pelo positivismo ao direito natural como algo inerente à natureza e externo à vontade humana. Propõe a reconstrução do conceito de natureza na especificidade humana através de variáveis destacadas pelo pensamento moderno e contemporâneo: autodescoberta, autodeterminação que implica autonomia, autosuperação, autoconstrução e escolha dos mecanismos para a realização. O direito natural é a expressão ideal dos valores inerentes à dinâmica da natureza e demandados pela condição humana, formulados e compreendidos na dimensão do caráter relaciona

    A Virtude da Prudência na ética aristotélica

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    Neste trabalho, analiso a virtude da prudência na filosofia moral de Aristóteles. Assumo por base os textos aristotélicos da Ética a Nicômaco e alguns comentaristas modernos. Para estudar essa virtude central da ética de Aristóteles, pareceu-me necessário oferecer uma visão geral da Ética Aristotélica, caracterizada atualmente como uma “ética da virtude” e “ética da pessoa”, sua noção de virtude, com a distinção interna a essa categoria de virtudes dianoéticas e morais. Enfim, apresento uma visão crítica da ética aristotélica, manifestando seus pontos positivos e alguns aspectos insatisfatórios da mesma

    A concessão de direito real de uso e a concessão de uso especial para fins de moradia

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    O presente texto pretende diferenciar a concessão do direito real de uso e a concessão de uso especial para fins de moradia. Em relação à concessão de direito real de uso, há bibliografia já sedimentada a respeito do assunto, tendo em vista que é disciplinada pelo Decreto-Lei 271, de 28 de fevereiro de 1967. Quanto à concessão de uso especial para fins de moradia, o mesmo não ocorre, pois a Medida Provisória 2.220, de 04 de setembro de 2001 não vem sendo, em regra, objeto de pesquisas suficientes para a produção de literatura. Além de sua relevância jurídica, a concessão de uso especial para fins de moradia possui enorme relevância social, tendo em vista a situação da habitação urbana no Brasil e a necessidade de regularização de áreas públicas com ocupações consolidadas, o que justifica a abordagem deste assunto. A identificação das diferenças entre os dois tipos de concessão permite seu melhor manejo, de acordo com os limites e possibilidades de cada um no que se refere à regularização fundiária urbana. 1 Doutorado em Direito (Direito, Estado e Cidadania) pela Universidade Gama Filho - RJ. É professora adjunta da Universidade Católica de Petrópolis (UCP) e professora titular do Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO)

    Ciência e Evidênica em Descartes

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    Ao longo do presente artigo são apresentados questões e problemas em torno da manutenção da evidência das verdades adquiridas, e do papel que a memória, a atenção, e o conhecimento de Deus exercem nesta manutenção; cujos aspectos estão implicados no projeto cartesiano de fundar a ciência com base em conhecimentos certos e verdadeiros. A partir do exame da noção cartesiana de evidência e da transitoriedade da atenção, pretendemos elucidar como se funda em nós a possibilidade de conhecer as coisas, abordando juntamente o problema da estabilidade ou não da certeza daquilo que é concebido claramente

    Entre a Phýsis e Pólis: Temporalidade Grega

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    O objetivo desse artigo é estudar a condição temporal nos gregos antigos, com destaque para Platão. A crítica à temporalidade terrena já está neste último, pois o instante de transcendência surge como ruptura desta forma temporalidade. Abre-se, assim, uma nova corrente de pensamento sobre o tempo, com uma visível dualidade

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