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O ELO ENTRE A GESTÃO DE CRISES E A BOA GOVERNANÇA
A presente pesquisa tem como objetivo analisar a boa governança frente a uma crise, em especial a crise provocada pela Covid-19. A pesquisa ocorreu através de revisão bibliográfica, por meio de livros, artigos científicos, periódicos, legislações, doutrinas, além dos meios virtuais. Os resultados mostraram que não foi possível visualizar uma boa governança frente a crise provocada pela Covid-19. Concluiu-se que são necessárias diversas transformações de gestão por parte dos governantes
A TRADIÇÃO DO CUIDADO DE SI EM SER E TEMPO
O objetivo deste artigo é apresentar a interpretação da analítica existencial de Ser e Tempo (1927), obra de Martin Heidegger, em termos de uma estética da existência, mostrando a vinculação de tal obra com a tradição filosófica do cuidado de si. Além disto, pretende-se apontar os problemas de tal interpretação e, assim, sinalizar para uma possível solução. Para tanto, foram analisados artigos da literatura que tem desenvolvido tal vínculo, partindo do seminal Ser y tiempo y el imperativo de una estética de la existencia (2010), de Adrián Escudero. Evidenciou-se que a interpretação esteticista é possível, dado que a tradição do cuidado de si e a analítica da existência partilham em comum a abordagem da questão da constituição do eu e da relação que se estabelece consigo mesmo. Entretanto, tal interpretação não considera a análise das condições de inteligibilidade, componente transcendental essencial da analítica existencial. Sinaliza-se, para o conceito de facticidade, o qual mostra o comprometimento da filosofia de Heidegger com uma concepção de investigação cognitiva e autônoma e, a título de conclusão, a possível compatibilidade entre a interpretação esteticista e a filosofia fenomenológico transcendental de um ponto de vista metodológico, a saber, através de uma semântica de cunho exemplarista
A REDUÇÃO GALILEANA SEGUNDO MICHEL HENRY
Neste trabalho procuramos expor o pensamento do filósofo Michel Henry sobre as ciências, mais especificamente no que ele vem chamar de “redução galileana”. Que é a recusa do conhecimento sensível, considerado como mera aparência por um conhecimento baseado em formulações geométricas e racionais. Tal redução fez com que a modernidade seja baseada na racionalidade, criando uma ciência amparada na matéria e esquecendo-se do lado humano de nossas experiências sensíveis, subjetivas e cotidianas. No entanto, Michel Henry, vem propor uma nova ciência, amparada naquilo que é mais intrínseco ao ser humano: a sua subjetividade Pois esta faz parte da vida e é através dessa que a ciência se origina
IDENTIDADE NARRATIVA
O presente artigo tem por objetivo a apresentação do argumento de Ricoeur sobre a problemática que envolve a identidade pessoal enquanto identidade narrativa. O artigo se estrutura em três partes, a saber: 1) o problema do tempo em Agostinho, nossa preocupação será para com o ser do tempo 2) o muthos trágico como ponte para a configuração narrativa e, por sua vez, a práxis humana sendo narrada e 3), o problema da identidade narrativa. Esse percurso se fará através de uma explicação da noção de tempo no pensamento agostiniano e de (muthos) trágico em Aristóteles, donde se resulta a problemática da identidade narrativa
A FORMAÇÃO DO SUJEITO NA ESCOLA MODERNA E CONTEMPORÂNEA A PARTIR DA ESCOLARIZAÇÃO BURGUESA E DA FORMAÇÃO OMNILATERAL
Este artigo tem por objetivo fazer uma apreciação crítica da Educação no Brasil a partir do texto Escolarização burguesa e formação omnilateral, de André Rodrigues Guimarães, et al, publicado em RTS Revista Tecnologia e Sociedade, p.15-29, em 2008. A metodologia utilizada será a histórico-crítica e para essa análise faremos uma associação do texto citado com as Leis Orgânicas do Ensino Brasileiro, de 1942, no que diz respeito aos princípios norteadores subjacentes a essa Reforma. A conclusão preliminar a que chegamos é a de que a atual reforma do Ensino Médio (Lei 13.415/2017) tem fortes ligações com a reforma, de 1942 quanto a manutenção do dualismo de classes através da educação
INDÍCIOS DE UMA PERSPECTIVA NARRATIVISTA PARA A PSICANÁLISE EXISTENCIAL
O presente artigo visa apresentar indícios para um desenvolvimento narrativista da psicanálise existencial de Jean Paul Sartre. A ideia de uma psicanálise de matriz existencial e orientada pelas ideias de liberdade e de projeto são apresentadas por Sartre em seu ensaio de ontologia fenomenológico intitulado O ser e o nada. Na medida em que esta psicanálise presume uma reassunção da liberdade pelo sujeito e uma vitória sobre a existência de má fé, o artigo apresentará uma reconstrução das ideias do autor acerca da liberdade humana e da condição angústia com ela imbricada. Em seguida, após uma apresentação da noção de má fé e suas ligações com o domínio da narratividade, serão apresentadas certas dificuldades do conceito de autenticidade, condição presumida como disponível e realizável por aqueles que empreendem o enfrentamento do próprio decaimento na má fé. Por fim, o artigo apresentará indícios da possibilidade de uma psicanálise existencial narrativista que não rechace a construção de identidades narrativas, mas que, pelo contrário, admita a possibilidade da legitimidade existencial da narração das histórias pessoais
PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS: DIVERGÊNCIAS ÉTICAS QUE CAUSAM UM DILEMA MORAL
The research with stem cells collected from embryos is pregnant with promises and attractive potentialities for today's problems. However, given that this research involves the destruction and experiments with human embryos, it has been an imbroglio in the ethical-moral sphere, especially for Christians who, like Jesus Christ, prioritize life in any situation. Thus, in addition to raising differing opinions within the Christian faithful who question their lawfulness, these medical experiments impose a moral dilemma that leaves Christians at the mercy of chance and without clear moral coordinates: whether it is evangelical to destroy embryos to research the cure of various diseases or omit help in favor of the search for ethical means that, up to nowadays, seem possible in the distant future. Faced with this, the Christian finds himself trapped in a sac and exiled in a confusing plot. However, there is a light at the bottom of the tunnel. This light denotes saving lives without having to destroy the embryos. Apart from sacrificing the embryos to collect stem cells needed for research, adult stem cells and induced pluripotent stem cells can be used, as they are also effective for experiments. This option is more evangelical, because, in addition to saving human lives, it also helps Christians to live their discipleship better and to position themselves with confidence and Christian conviction in the face of this dilemma.A pesquisa com células-tronco coletadas dos embriões é grávida de promessas e de potencialidades atrativas para os problemas hodiernos. No entanto, dado que esta pesquisa envolve a destruição e experimentos com embriões humanos, tem sido um imbróglio na esfera ético-moral, principalmente para os cristãos que, a exemplo de Jesus Cristo, priorizam a vida em quaisquer situações. Assim, além de levantarem opiniões divergentes no seio dos fiéis cristãos que questionam a sua licitude, estes experimentos médicos impõem um dilema moral que deixa os cristãos a mercê do acaso e sem coordenadas morais claras: se é evangélico destruir os embriões para pesquisar a cura de várias doenças, ou omitir a ajuda em favor da busca por meios éticos que, até então, parecem possíveis no futuro longínquo. Diante disto, o cristão se vê encurralado num beco sem saída e exilado num enredo confuso. No entanto, há uma luz no fundo do túnel. Esta luz denota salvar vidas sem precisar destruir os embriões. Além de sacrificar os embriões para coletar células-tronco necessárias para a pesquisa, podem ser usadas as células-tronco adultas e as células-tronco pluripotentes induzidas, dado que elas também são eficazes para os experimentos. Esta opção é mais evangélica, pois, além de salvar vidas humanas, ela também ajuda o cristão a viver melhor o seu discipulado e a se posicionar com confiança e com convicção cristã diante deste dilema
RELATO REFLEXIVO SOBRE AS DINÂMICAS DO INFINITO DESEJO HUMANO DE PLENITUDE E O VELAMENTO KENÓTICO DO MISTÉRIO DIVINO, A PARTIR DE UMA PRÁTICA PASTORAL EM GRUPOS DE CATEQUESE
O presente artigo pretende fazer um paralelo entre as vivências pastorais experimentadas dentro dos encontros de iniciação à vida cristã, contextualizadas especificamente na Arquidiocese de Santa Maria / RS e reflexões antropológico-teológicas oriundas de inspirações tidas durante a disciplina de Pastoral Catequética. Objetiva-se analisar como os desejos humanos, em suas mais diversas manifestações, apontam para o fundamental desejo de plenitude em Deus. Em um primeiro momento, apontaremos como o homem hodierno passa por uma profunda crise no sentido de encontrar um caminho que responda verdadeiramente esta inquietação antropológica por plenitude. Na tentativa de preencher-se os homens têm se empenhado em trazer para o centro das atenções os desejos secundários, subordinando aos mais fundamentais o lugar de esquecimento. Seguindo, trata-se da colaboração da visão antropocêntrica para a potencialização do esvaziamento, uma vez que se tenta encontrar no homem aquilo que somente Deus pode suprir. Em um próximo passo, apresenta-se uma reflexão a respeito do modo que pensamos ser mais adequado para iniciar uma relação profunda e verdadeira com Deus, resposta para os desejos que vínhamos tratando: nossa humanidade como ela é. Sem idealizações e nem ilusões secundárias. No ocaso do trabalho refletiremos sobre a relação que há na busca absurdamente intensa de sentido que os jovens enfrentam e o desejo por Deus. Sem dúvida, há um grande problema de linguagem, dado que não se consegue comunicar o Evangelho a quem parece estar mais sedento dele
O PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA FRENTE AO DIREITO PENAL MILITAR
O presente trabalho tem como finalidade promover a discussão de algumas questões pertinentes à aplicabilidade do princípio da insignificância no Direito Penal Militar, analisando as divergências doutrinárias e jurisprudenciais, objetivando trazer à tona a discussão e os argumentos dos teóricos defensores das distintas correntes doutrinárias. Para tanto, inicialmente analisar-se-á o conceito do princípio da insignificância e as correntes doutrinárias sobre a aplicação desse princípio no Direito Penal Militar, verificando a lógica cognitiva dos pensadores. Dessa forma, nota-se a evolução que o direito sofre com o decorrer do tempo, até mesmo em instituições de certa rigidez institucional. Com isso, evidencia-se que a corrente adotada se utiliza do princípio de forma parcial, ou seja, desde que o caso em concreto não venha a ferir nenhum valor institucional
INVESTIGAÇÃO ACERCA DO CONHECIMENTO NO PENSAMENTO DE GEORGE BERKELEY
O presente trabalho tem como objetivo analisar e compreender qual é contribuição de George Berkeley para a filosofia. Sabemos que ele é um bispo da igreja Anglicana e que irá refutar o pensamento materialista. Tendo em vista que o materialismo anula a existência de Deus, dessa maneira as coisas existiriam sem a necessidade de terem algo além daquilo que o sujeito está vendo, elas seriam por si só alguma coisa e nesse sentido isso é um pensamento do puro ateísmo, pois o principal argumento do ateísmo era a existência da material fora da mente. Para sustentar o seu argumento Berkeley afirma que somente existem as coisas que podem ser percebidas. A ideia é o pensamento que temos sobre algo que conhecemos, mas alguém pode estar se perguntando nesse momento, e as coisas que eu não conheço e não percebo como o autor explica? A resposta dele é clara e objetiva, Deus percebe tudo. Então conhecimento é perceber e esse perceber para os seres humanos se dá através do uso coerente dos sentidos, já aquilo que o humano ainda não percebeu, como por exemplo, as coisas que não conhecemos, Deus já percebeu. Para Berkeley existem dois espaços distintos entre os seres, um tátil e outro visual, pois tudo o que a percepção nos oferece é uma multidão de sentimentos que entre as quais existem correspondência e que precisa passar pelo crivo da razão. Berkeley não quer anular a matéria, pelo contrário, ele admite a existência dela, mas pelo uso pontual das sensações, pois se deixamo-nos levar pelas paixões podemos cair num equivoco incoerente com a realidade daquilo que está sendo representado