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    JOHN LOCKE E A CRÍTICA AO INATISMO CARTESIANO

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    Neste trabalho pretende-se demonstrar que a concepção de ideia inata defendida por Descartes é passível de falhas na sua epistemologia, isto é, que o inatismo cartesiano não contempla a realidade do processo de obtenção do conhecimento pelo ser humano. Em outras palavras, a teoria do conhecimento proposta por Descartes não se justifica sem recorrer a uma visão dogmática e reduzida da capacidade que o homem tem de fazer o uso de um pensamento racional mais elevado para aprender, e para isso, coloca de maneira ontológica, a necessidade de a mente ter ideias programadas em si, impressas na consciência. Com Locke será demonstrado que o processo mental pelo qual o homem toma conhecimento das coisas, desqualifica e torna imprecisa a necessidade de se ter na mente ideias inatas.  Observar-se-á que há total possibilidade de o homem conhecer sem necessitar das elucubrações de Descartes, no que diz respeito ao inatismo. Desse modo, buscar-se-á tratar do contexto histórico e das razões que levam Locke a contrapor-se a filosofia de René Descartes. Para isso, utilizar-se-á de fragmentos da obra Ensaio Acerca do Entendimento Humano, do político, filósofo e médico inglês John Locke, para a elaboração deste artigo. As obras Meditações Metafisicas e Discurso do Método de Descartes serão apresentadas para caracterizar a teoria do autor, e relacionar com a obra de Locke

    JOHN RAWLS: UMA TEORIA DA JUSTIÇA

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    No presente trabalho buscaremos apresentar de forma sucinta a teoria da justiça proposta por John Rawls. Existe uma ruptura entre a filosofia política clássica, e a forma atual da filosofia política, se antes no período clássico a político tinha como sua tarefa principal a identificação do bem supremo, e a partir daí é que se pensava a forma de organização política que melhor conduzisse a realização do modo excelente da vida. Neste novo contexto, todos os cidadãos têm seu próprio livre-arbítrio de ir e vir a hora que quiserem, cada qual pode escolher seu próprio credo, sua filosofia de vida. Porém, essa liberdade não me dá o direito de infringir a liberdade do outro ou do Estado, portanto nossas ações devem estar em conformidade com essas normas. Uma sociedade justa não vai sacrificar a liberdade em nome da igualdade, nem ao contrario, mas sim fazer o possível para que de certa forma esses dois valores estejam em conformidade com a vida de cada ser e sua vivência em sociedade

    NATUREZA HUMANA: REALISMO MAQUIAVELINO ACERCA DO AGIR HUMANO

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    Podemos dizer que o pensamento de Maquiavel se desenvolve num ambiente social conturbado, a Itália estava toda dividida em pequenos principados e pequenas cidades que surgiam e desapareciam com facilidade. O cenário era desolador, por tudo girava em torno de “quatro eixos fixos, Roma, Veneza, Milão e Florença” (CHEVALLIER, 1999, p. 19). Aos poucos, tudo isso foi influenciando em seu pensamento, tanto que ele se deu conta de que o homem era “mau, carregado de ambições e de desejos que busca, a todo custo, satisfazer” (BARROS, 2010, p. 40) e, por serem invejosos, estão “sempre mais prontos a censurar do que a louvar as ações alheias” (MAQUIAVEL, 2007, p. 5). A sensação, olhando para o homem e sua natureza, é de insegurança, pois se deve estar sempre atento à sua ambição. Esta visão maquiavelina, nada mais é que uma leitura da realidade na qual o secretário florentino se desenvolveu. Aliás, Maquiavel é um leitor da realidade, é um realista político que tem seu pensamento calcado em suas próprias experiências empíricas. A política, em Maquiavel, não pode estar separada da natureza humana, pois a questão sobre a natureza humana está atrelada ao poder, uma vez que o ser humano busca em demasia satisfazer-se a si mesmo. Todos almejam o poder, o desejam, porém, nem todos tem coragem suficiente para conquistá-lo. Quando encontram alguém mais forte, os covardes ficam intimidados e se acomodam, por isso que todos desejam, mas nem todos conseguirão exercer algum poder. Talvez uma das principais consequências dessa natureza humana egoísta seja a anarquia. A prova disso são as brigas de interesses e conflitos por territórios, poder que assolavam a Itália e dividiam-na. Para isso, Maquiavel propõe caminhar em direção à república, utilizando-se como meio, o principado, pois somente através de uma ordem imposta é que se conseguirá amenizar os efeitos do desejo humano pelo poder

    A VIDA FELIZ EM AGOSTINHO

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    O presente artigo tem por finalidade esboçar algumas virtudes éticas encontradas no pensamento de Agostinho, a saber: sabedoria, felicidade, justa medida, amizade. Tal análise terá como base a obra a De beata vita, uma proposta de ‘filosofia de vida’, na busca e aquisição da felicidade. Analisar-se-á se o Bispo de Hipona dá continuidade à tradição filosófica e quais são os seus progressos filosóficos a partir de sua conversão última, ou seja, ao cristianismo, para o alcance de uma vida feliz em plenitude. Por fim, há de se destacar sua inovação filosófica, colhida do período Patrístico, que seria a união e complemento entre fé e razão

    A RELAÇÃO ROUSSEAUNIANA ENTRE A LIBERDADE CIVIL E A DEMOCRACIA A PARTIR DA VONTADE GERAL

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    No decorrer da teoria rousseauniana nota-se a troca de uma liberdade natural por uma liberdade civil, isso ocorre na medida em que os indivíduos abandonam o estado de natureza e aderem ao contra social. Dentre os inúmeros motivos que justificam essa transição encontra-se a ideia de perfectibilidade que mais tarde pode ser vista como principio para o fundamento do conceito de vontade geral. Tendo em vista essa situação, nos propostos a investigar como a liberdade civil é entendida, como ela encontra-se vinculada à vontade geral, bem como, sua relação com a democracia, sendo assim, para o desenvolvimento dessa atividade utilizaremos a obra “Do Contrato Social”

    NOTAS SOBRE LIBERDADE E AGÊNCIA NO PENSAMENTO DE HEIDEGGER

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    Já na fase tardia de seu pensamento, Heidegger afirma que o conceito de ação, permanecia ainda equivocado, se pensado dentro do modelo causal. É com base nessa afirmação que buscaremos pensar o conceito de liberdade elaborado após Ser e Tempo. Através desse conceito, em um debate intenso com Kant, Heidegger apresenta o que podemos chamar de uma teoria da agência em termos não substancialistas. De acordo com Heidegger, haveria no tocante ao modo de ser da existência humana, uma necessidade de tomar o ente que a possui de forma completamente distinta dos termos de causa e efeito. Existência aqui visa única e exclusivamente o ente que não se discrimina por propriedades, mas antes por modos de ser. Uma teoria que busque responder à questão sobre o que significa para tal ente agir, deverá levar em consideração seu modo de ser específico. Vinculada à noção de possibilidade existencial se encontrará a liberdade, definida em termos não causais. Sou livre apenas na medida em que experimento minha existência como possibilidade. A liberdade, não apoia ou explica o Ser-aí, mas é o que o coloca diante de si em seu poder-ser e assim, diante de sua escolha finita

    ENTRE O PRAZER E A DOR: AS CONDIÇÕES PARA UMA VIDA FELIZ SEGUNDO SCHOPENHAUER E ARISTIPO

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    CONSTRUTIVISMO E RESTRIÇÕES DOS AGENTES NA POSIÇÃO INICIAL: UMA CRÍTICA

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    O presente trabalho analisa a crítica elaborada por Russ Shafer-Landau ao construtivismo, em seu texto “Moral Realism – A defence”, no sentido de que os agentes contratantes, na posição inicial de construção das normas morais (detrás do véu da ignorância, no exemplo tirado de Rawls), devem possuir alguns conhecimentos morais preexistentes (não originados do processo construtivista), sob pena não produzirem resultado moral algum. E, portanto, a preexistência de tais conhecimentos implicaria adoção de uma posição realista, a qual defende a preexistência de uma realidade moral, que não é criada por nenhum agente, mas que pode ser apreendida pelos indivíduos e, a partir daí, ser objeto de asserções verdadeiras ou falsas (conforme bem ou mal representem a realidade moral apreendida)

    IDEALISMO TRANSCENDENTAL DE KANT: O ESPAÇO E TEMPO COMO FORMAS A PRIORI DA INTUIÇÃO

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    O presente trabalho visa entender o idealismo transcendental, uma designação que Kant deu a sua própria posição em relação à teoria do conhecimento. Quando nos referimos a transcendental, referimo-nos a intuições da própria razão que são anteriores e mais fundamental do que aquilo que foi experimentado, ou seja, do que as experiências empíricas. O termo transcendental trata-se da apresentação das condições de possibilidade da experiência empírica, tais condições são a priori, as quais são formas puras da sensibilidade que tem como finalidade, possibilitar o conhecimento. O espaço e tempo são elementos que fazem parte do ser humano e não está fora dele, trata-se de condições subjetivas de sua intuição. Tanto o espaço, quanto o tempo, são pressupostos para que o conhecimento possa ser possível na razão humana; isto é, para que a experiência sensível aconteça e assim, possa conduzir ao entendimento os elementos necessários, garantindo a conceptualização dos materiais conhecíveis. Espaço e tempo não devem ser compreendidos apenas como relações qualitativas. Ou seja, a diferença entre a localização dos objetos no espaço, ou a diferença entre os objetos serem concomitantes ou sucessivos no tempo, não são diferenças apenas qualitativas das coisas na experiência

    NEUROECONOMIA E A TOMADA DE DECISÃO

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    Este artigo tem por finalidade apresentar uma breve contextualização sobre neuroeconomia, bem como demonstrar que esse entendimento pode fornecer respostas sobre as decisões e escolhas do indivíduo. Primeiramente, o estudo busca analisar os modelos mentais, que são processos cerebrais adquiridos pelas pessoas através de suas experiências e convicções e influenciam em suas decisões, esses modelos podem ser mudados ou aprimorados pela aquisição de novos conhecimentos, sendo o conhecimento o diferencial e o valor do ser humano. Apesar de todo o conhecimento adquirido e modelos mentais aperfeiçoados, as pessoas em determinados momentos são influenciadas diretamente pelas emoções. A função da neuroeconomia é estudar porque o indivíduo toma certas decisões e como prever suas escolhas

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