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    223 research outputs found

    O SENTIDO DA POLÍTICA EM HANNAH ARENDT

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    Abstract: In her historical context, the philosopher Hannah Arendt explains that there are difficulties in understanding what politics truly is. This misunderstanding has generated and continues to generate apolitical positions. Living in a context of wars and dictatorships, the author encounters positions with prejudices against politics, which she views negatively, given that this political field aligns with the pursuit of human freedom. Considering the need to clarify and seek better political practices, Hannah Arendt investigates whether politics still has any meaning, and if so, what that meaning would be. The following article will be composed primarily on the sense of politics for the philosopher.  Em seu contexto histórico, a filósofa Hannah Arendt explica que existem dificuldades quanto à compreensão do que realmente vem a ser a política. Esta má compreensão gerou e vem gerando posicionamentos apolíticos. Vivendo num contexto de guerras e ditaduras, a autora encontra posicionamentos com preconceitos à política, o que ela vê com maus olhos, dado que este campo político condiz com a busca da liberdade do ser humano. Considerando a necessidade de se explicitar e procurar um melhor fazer político, Hannah Arendt investiga se a política ainda tem algum sentido e qual seria esse sentido

    CRISE DE FÉ E O ANTICRISTIANISMO DO MUNDO MODERNO: UMA PERSPECTIVA HISTÓRICA A PARTIR DA CRISTANDADE

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    O objetivo deste artigo é apresentar o contexto histórico da crise de fé que se abateu sobre o chamado mundo moderno, a partir de uma crescente mentalidade anticristã que se formou ao longo dos últimos séculos na civilização ocidental. O presente estudo se vale de uma pesquisa bibliográfica sobre os aspectos fundamentais que forjaram e formaram a civilização cristã, notadamente na chamada Idade Média, em que analisaram-se os acontecimentos históricos que foram se desenvolvendo e que conduziram de forma estrategicamente pensada à destruição de toda uma cultura teocêntrica e cristocêntrica, em vista da criação de uma nova cultura, de uma nova civilização, baseada, estruturada e centralizada no homem

    DA ANGÚSTIA ENQUANTO “EXISTÊNCIA COMO POSSIBILIDADE”: A VERTIGEM DA LIBERDADE EM KIERKEGAARD, “O NÃO SENTIR-SE EM CASA” EM HEIDEGGER E A “ANGÚSTIA SOU EU” EM SARTRE

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    Detendo-se na angústia enquanto existência como possibilidade, o Prof. Luiz Carlos Mariano Da Rosa mostra que, tal qual em seu emergir caracteriza-se como aquilo que guarda condição de estranheza, Kierkegaard assinala que a sua emergência consiste em um sentimento de risco que em condição de imanência se impõe a toda possibilidade como tal enquanto sentimento puro da possibilidade em face da liberdade como determinação fundamental do devir e o caráter contingente do possível, o que implica a realidade da liberdade enquanto possibilidade para a possibilidade, que encerra dois caminhos, a saber, o suicídio ou a fé. Dessa forma, baseado no princípio fenomenológico-ontológico-existencial, o artigo sublinha que Heidegger assinala que não é senão a angústia que instaura e antes inaugura o abrir o mundo como mundo, a qual, longe de se deter em angústia-com, implica também angústia-por que, remetendo a pre-sença para aquilo pelo que a angústia se angustia, a saber, o seu próprio poder-ser-no-mundo. E, finalizando, o artigo destaca que, tendo como princípio teórico-conceitual a perspectiva de que a liberdade é o ser da consciência, Sartre se detém na questão se há consciência enquanto consciência de liberdade, como pressuposto, e qual é a forma desta consciência, assinalando que, constituindo-se angústia o locus que possibilita ao existente humano a consciência de sua liberdade, não é senão o que perfaz o modus essendi da liberdade como consciência de ser

    DÉCADA DE 1850: DOIS PROJETOS DE REFORMA DA IGREJA NO BRASIL

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    Durante a década de 1850 era evidente a urgência de reforma na Igreja do Brasil. Nesta ocasião dois projetos reformistas estavam postos, e tudo se fazia crer que diante da estabilidade política do Império do Brasil era a oportunidade de efetivar uma verdadeira reforma nas instituições eclesiais francamente decadentes, haja vista que a relação Estado-Igreja se dava a partir do regime de união. No entanto, as divergências entre o projeto ultramontano da Santa Sé e o projeto liberal do Governo imperial, impediriam de se alcançar objetivo comum pela incompatibilidade de integrar interesses tão antagônicos numa reforma que almejava fins totalmente opostos

    FILOSOFIA: DA REJEIÇÃO AO RESGATE: UMA ABORDAGEM FENOMENOLÓGICA ACERCA DA FILOSOFIA COMO GUIA PRIMORDIAL DO DESENVOLVIMENTO DO ESPÍRITO HUMANO

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    O presente artigo tem o objetivo de trazer para o debate público o cerne do problema teórico apontado por Husserl em relação a Humanidade europeia e a Filosofia: a crise. No primeiro capítulo, abordamos o tema da crise da Filosofia identificada na sua dificuldade em obter autonomia epistêmica e em permear efetivamente o espírito humano. No segundo capítulo, apresentamos a fenomenologia de Husserl como ponto de partida para o resgate do protagonismo da Filosofia na constituição essencial da subjetividade e da sociedade contemporâneas. Segundo Husserl, através de uma análise fenomenológica da história, é possível intuir o telos comum que nos garantiu a identidade espiritual enquanto humanidade herdeira da tradição filosófica grega clássica. A partir disso, conseguiremos identificar o percurso do desenvolvimento do espírito humano de tal forma a intuir os pontos problemáticos nos quais dissociamos ciência e vida, subordinando as necessidades da segunda aos interesses da primeira. Tendo consciência desses problemas, tornar-se-á possível definir por onde devemos começar efetivamente a nossa tarefa filosófica no nosso tempo

    O CONHECE-TE A TI MESMO ENQUANTO DECIFRAÇÃO DA NATUREZA HUMANA: HERÁCLITO, NARCISO, SÓCRATES E EPICURO

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    Este breve artigo se ocupa com a recepção da máxima Conhece-te a ti mesmo em quatro momentos específicos do desenvolvimento histórico da cultura grega: em Heráclito, no mito de Narciso, em Sócrates e em Epicuro. O principal do artigo consiste em analisar como se deu, nesse percurso, a busca por uma decifração da fisionomia humana a partir do conhecimento das pulsões e das complexidades naturais que põem cada um na condição de fenômeno humano subjetivo. São duas questões entre si conjugadas: o conhecimento e o acolhimento de si. Sem o primeiro não se dá o segundo; sem ambos, o conhecer-se e o acolher-se, não se viabiliza a mais valiosa de todas as virtudes: a da elevação em humanidade

    A DIALÉTICA DO SENHOR E DO ESCRAVO DE HEGEL E A PESQUISA EM EDUCAÇÃO

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    Este artigo é apenas uma introdução preliminar ao estudo sobre a importância do método dialético, na formação e qualificação de pesquisadores em educação e tem como objetivo esclarecer que fazer ciência exige do pesquisador conhecimento sobre conceitos, métodos e metodologias que dão a sustentação para a práxis e vice-versa. Para tanto, neste artigo, faremos rápida alusão a alguns filósofos modernos como Descartes, Locke, Hume e Kant, detendo-nos em Hegel. A dialética remonta aos primórdios da Filosofia na Grécia Antiga, tendo iniciado com Heráclito e se desenvolvido com Platão e alcançado a sua maturidade com Hegel e Marx no século XIX. Como delimitação do tema utilizaremos metáfora da Dialética do Senhor e do Escravo de Hegel, com a qual ele ilustra que a história e tudo o que existe no mundo se constrói pela constante mediação e negação de si mesmo, no movimento permanente em direção ao Espírito Absoluto. Este estudo se justifica pela necessidade de que pesquisadores de programas de pós-graduação, principalmente em educação, possam ter contato com alguns conceitos básicos e de pensadores clássicos da filosofia para desenvolverem seus estudos na área das ciências humanas e, fundamentalmente, em Educação

    DO JUDAÍSMO AO CRISTIANISMO: UMA LEITURA ANTROPOLÓGICA SOBRE RELAÇÕES PRÉ-MATRIMONIAIS

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    We live in a time of great liberalism, where everything, or practically everything is allowed or possible to be done, not taking into consideration values and principles that our ancestors had as a fundamental pillar. Starting from this context, we propose a very brief study about the premarital relationships of the Semitic people (Israel of the Old Testament) and Christianity, emphasizing Catholicism. We listed the structuring and the way premarital relationships were constituted in the Old Testament and their contribution to the understanding and organization of these relationships for Christianity, contemplating the position of the Catholic Church on premarital relationships, the courtship period as an opportunity for mutual knowledge, and engagement as preparation for marriage; pastoral challenges such as the postponement of marriage, as well as the increasingly early sexual initiation of young adolescents and the need for pastoral accompaniment of young people so that they can discern the vocation of marriage in order to form a family. For this analysis we drew on the literature of theologians, the documents of the Catholic Church, the biblical foundation, in addition to contributions of Pope Francis Post-Synodal Apostolic Exhortation Amoris Lætitia.Vivemos numa época de grande liberalismo em que praticamente tudo é permitido ou possível de ser feito, não levando em consideração valores e princípios que nossos antepassados tinham por pilar fundamental. Partindo desse contexto, propomos uma brevíssima leitura sobre as relações pré-matrimoniais do povo semita (Israel do Antigo Testamento) e do cristianismo, enfatizando o catolicismo. Elencamos a estruturação, bem como a forma com que essas se constituíram no Antigo Testamento, além de sua contribuição para a compreensão e organização das mesmas para o cristianismo. Contemplamos a posição da Igreja Católica sobre o contexto das relações pré-matrimoniais, enfatizando o período do namoro como oportunidade de conhecimento mútuo e o noivado como preparação ao matrimônio. Os desafios pastorais como a postergação do matrimônio, a iniciação sexual cada vez mais precoce dos jovens adolescentes e a necessidade de um acompanhamento pastoral dos jovens para que possam discernir a vocação do matrimônio a fim de constituir uma família. Recorremos à literatura de teólogos, documentos da Igreja Católica, fundamentação bíblica, além das contribuições da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Amoris Lætitia

    A APOLOGIA DO OUTRO FRENTE À REDUÇÃO PELO SABER

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    Este artigo é um estudo com a finalidade primeira de demonstrar que mesmo com o uso de teorizações causadas pelo saber, em que o Outro é reduzido a um Mesmo, o Outro ainda se defende tornando-se um incômodo para o Mesmo. Para tal fim traz-se aqui o limite do saber nas teorias de Descartes, Kant e Hegel. Buscando um para além do saber, Levinas apresenta a filosofia como uma busca para além da objetivação, uma filosofia da alteridade e, consequentemente, da responsabilidade. O rosto do outro invade o saber, ele é, na verdade, a causa do desejo que move e incomoda o saber

    INSURGIR AS EPISTEMOLOGIAS PARA ALÉM DA LÓGICA COLONIAL: APROXIMAÇÕES ENTRE DJAMILA RIBEIRO E BOAVENTURA DE SOUZA SANTOS

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    This article discusses the counter-hegemonic views of the philosopher Djamila Ribeiro and the sociologist Boaventura de Sousa Santos, as well as correlates his contributions to thinking about alternatives theoretical-policy in the face of the oppressions (in)cut by the coloniality of power/knowledge and (re)produced in contemporary society. In order to do so, we postulate as premise l key the concepts of epistemicide, place of speech and epistemologies of the south, in line with the perspectives that cross the two thinkers in order to problematize the reflexes of colonialism and to name the forms of exclusion. To think about other productions of knowledge, the representation of black women and men, indigenous people and all minorities made invisible by the colonial project.Este artigo discute as visões contra hegemônicas da filósofa Djamila Ribeiro e do sociólogo Boaventura de Sousa Santos, e correlaciona suas contribuições para pensar alternativas teórico-politicas face as opressões incutidas pela colonialidade do poder/saber e reproduzidas na sociedade contemporânea. Para tanto, postula-se como premissa os conceitos de epistemicídio, lugar de fala e epistemologias do sul, em consonância com as perspectivas que entrecruzam os dois pensadores a fim de problematizar os reflexos do colonialismo e para nomear as formas de exclusão, Aponta-se estes como instrumentos para pensar outras produções de saberes, a representatividade de   mulheres e homens negros, indígenas e todas as minorias invisibilizadas pelo projeto colonial

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