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A SANTIDADE NA IGREJA: UM OLHAR A PARTIR DO CONCÍLIO VATICANO II
This scientific article aims to study the understanding of holiness in the Church as a universal vocation from the perspective of the aggiornamento proposed by the Second Vatican Council. Thus, through the documents of the Church's Magisterium, books, theses and articles, a deepening of the theme will be sought in order to present the vision of holiness in the beginning of the 20th century, through the Magisterium of Pius XI and Pius XII, in the same way, chapter V of the Dogmatic Constitution Lumen Gentium and its consequences will be analyzed, with the basic affirmation of holiness as a universal vocation in the pontificates of John Paul II and Francis. Finally, it will be emphasized that holiness is not a privilege for a few, but a possibility for all the baptized. It is, therefore, the most beautiful face of the Church that is built through the practice and experience of love.Este artigo científico tem o intuito de estudar a compreensão de santidade na Igreja como uma vocação universal a partir da visão do aggiornamento proposto pelo Concílio Vaticano II. Assim, por meio dos documentos do Magistério da Igreja, de livros, teses e artigos buscar-se-á um aprofundamento sobre a temática a fim de apresentar a visão de santidade no início do século XX, através do Magistério de Pio XI e Pio XII, de igual forma se analisará o capítulo V da constituição Dogmática Lumen Gentium com a basilar afirmação da santidade como vocação universal e os seus desdobramentos, nos pontificados de João Paulo II e de Francisco. Por fim destacar-se-á que a santidade não é privilégio de poucos, mas uma possibilidade para todos os batizados. É, pois, o rosto mais belo da Igreja que é construída através da prática e da vivência do amor
O DILEMA ENTRE A TRADUZIBILIDADE HERMENÊUTICA CULTURAL E A INCULTURAÇÃO TEOLÓGICA: O PROCESSO DA SUBJETIVAÇÃO DA TEOLOGIA AFRICANA CONTEMPORÂNEA
The central aim of this paper is to present, in a concise way, is to present, in a concise way, the dilemma faced in the search for cultural hermeneutic translatability and theological inculturation in African peoples and cultures. To this end, a brief historical review of the subjectivisation and systematisation of African theological thought is drawn up, highlighting its origins and the epistemic reasons for its development. Then the question of cultural hermeneutic translatability and the dilemma of theological inculturation in the proclamation of the kerygma among African peoples and cultures is addressed, underlining the importance of openness to dialogue with the culture, religiosity, and worldview of the people. Finally, some contemporary perspectives of African Theology for a missionary ekklesia in Africa are presented, emphasising the role that African theologians have played in the plea for peace, social justice, and the fundamental rights of the suffering people.O objetivo central deste opúsculo é apresentar, de maneira concisa, o dilema que se vive na busca pela traduzibilidade hermenêutica cultural e inculturação teológica em povos e culturas africanas. Para o efeito, faz-se primeiro um breve resgate histórico da subjetivação e sistematização do pensamento teológico africano destacando suas origens e razões epistêmicas ancoradas no seu desenvolvimento. Em seguida aborda-se a questão da traduzibilidade hermenêutica cultural e o dilema da inculturação teológica no anúncio do querigma entre os povos e culturas africanas sublinhando-se a importância da abertura ao diálogo com a cultura, a religiosidade e a cosmovisão do povo. Por fim, apresenta-se a perspectiva contemporânea da Teologia Africana para uma ekklesia missionária em África enfatizando-se o papel que os teólogos africanos têm desempenhado no clamor pela paz, justiça social e direitos fundamentais do povo sofredor
LIBERDADE DE EXPRESSÃO VERSUS HIRARQUIA E DISCIPLINA NO ÂMBITO MILITAR: O ENTENDIMENTO DO STF
O objetivo é analisar a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a constitucionalidade, ou não, do artigo 166 do Código Penal Militar. Este artigo trata do crime de desobediência a superior dentro dos direitos fundamentais estabelecidos pela Constituição Federal. A metodologia utilizada foi o método indutivo, para adentrar na temática do Direito Penal Militar, e procedimento monográfico, com auxílio de pesquisa bibliográfica e documental. O STF reconheceu a constitucionalidade do artigo 166 do CPM consolidando a validade do artigo proferido, reforçando as normas disciplinares das Forças Armadas e seu alinhamento com a Constituição
MÚSICA E FILOSOFIA NA ANTIGUIDADE
É importante perceber a íntima ligação entre a música e a filosofia, que quase sempre é desprezada pelos filósofos. Esta ligação é observada ao longo dos séculos, desde Pitágoras, vindo até os dias de hoje, sendo manifestada nas obras dos filósofos que se preocupam com a área da filosofia denominada Estética. Porém, antes de preocupar-se com aquilo que os mais importantes filósofos antigos entendem por música e sua função, é necessário que se distinga a música prática, sensível, como comumente é vista, da música que está além do sensível, isto é, transcendente e inaudível, ou ainda teórica. Pitágoras, além de sua ampla contribuição para a filosofia, no ramo musical, foi o primeiro a perceber que havia uma variação entre a altura das notas, isto é, os intervalos. Pitágoras, inspirado por Dâmon de Atenas, defende a influência da música no movimento da alma humana, podendo inserir e modificar comportamentos. Posteriormente, Platão irá diferenciar a música como techné, da música como episteme, valorizando logicamente a música como conhecimento verdadeiramente útil, e quase desprezando a música como simples apreciação, ao contrário de Aristóteles que verá no ócio algo importante para a formação, passando a valorizar a música como um valor subjetivo e particular
A CONCEPÇÃO DE LIBERDADE EM JOHN LOCKE
Diante do tema abordado, neste respectivo trabalho; “A Concepção de Liberdade em John Locke”, venho buscar a partir de minhas leituras e pesquisas, identificar os pontos principais da obra magna de John Locke, sobre a Liberdade, pode ser caracterizada de várias formas em nosso entendimento. Segundo Locke, quando ocorre a transição do estado de natureza para o estado civil, há uma nova forma de se encarar a vida. Todo homem nasce livre e a sua integração no estado civil deve assegurar está liberdade, desta forma Locke, explora esta principio no; Segundo tratado sobre o governo civil. A liberdade é o elemento central da filosofia política de Locke. Pois aquela é à base da vida e o primeiro bem natural do cidadão. Por ser livre, o homem se torna responsável por suas ações e posses. Locke é contra o estado absoluto, porque o monarca visa, ao governar o Estado, o bem particular e não o bem comum. Para Locke os homens têm o direito à vida, à liberdade, à segurança, à felicidade e à propriedade. A propriedade só se preserva, segundo Locke, com a união dos homens em uma sociedade política, capaz de formar um pacto, que legitima esta união. A propriedade é um direito natural, pelo qual compreendemos que tal direito não tem origem no estado. Para Locke, o elemento de igualdade se situa na liberdade de direito dos sujeitos em relação à obtenção da propriedade e conservação da vida. A diversidade de opiniões é central no liberalismo de Locke, pois esta é o resultado natural do exercício livre da razão humana. E deve ser respeitada
O ANTISSEMITISMO NA OBRA ORIGENS DO TOTALITARISMO, DE HANNAH ARENDT
O presente artigo aborda uma análise introdutória sobre o antissemitismo e o Caso Dreyfus na obra Origens do Totalitarismo(1951), de Hannah Arendt. Para esse intento, realizou-se uma introdução explicando o porquê de trabalhar essa temática, que ganhou ênfase por ser o início do desenvolvimento do pensamento de Arendt sobre a questão da justificativa da diferença dos judeus e dos gentios, e o impacto na vida da autora, tal como o porquê da necessidade de refletir sobre esta questão como ponto de entendimento da preocupação da autora enquanto pensadora política.A obra ganhou ênfase por não ser somente uma descrição histórica da origem do totalitarismo, mas ao mesmo tempo uma reflexão sobre os contribuentes para esse mal que ganhou força no século XX, e, juntamente, o mal que cercou esse período, transformando o homem em um ser supérfluo
OS ANIMAIS NÃO-HUMANOS NAS QUESTÕES FILOSÓFICAS DE LEIBNIZ E O PAPEL DA RAZÃO PARA O ESTOICISMO
Gottfried Willhelm Leibniz (1646-1716) é um dos mais reconhecidos pensadores alemães do movimento intelectual contemporaneamente chamado de Iluminismo. Ele também é comumente associado ao racionalismo filosófico. Isso implica assumir que as soluções por esse encontradas para problemas em diversas áreas do conhecimento são fundamentadas em ferramentas como a matemática, a lógica e a razão. Na obra denominada Questões Filosóficas, Leibniz tem como principal objetivo mostrar que o Direito precisa ser guiado pela filosofia. Especificamente, na Questão VIII da obra acima mencionada, Leibniz busca encontrar uma solução para o status dos animais não-humanos diante da lei e do desenvolvimento da filosofia de sua época. Muito brevemente, a conclusão a que esse chega é de que a lei nada pode fazer a respeito dos animais não-humanos, uma vez que esses são destituídos de razão. Veremos, ainda nesta apreciação, que Leibniz busca suporte na filosofia estoica para sustentar algumas de suas próprias concepções. Por essa mesma razão, exploraremos também neste artigo acadêmico alguns conceitos próprios do estoicismo, visando, por fim, apresentar como esses relacionam-se à questão dos animais não-humanos e à filosofia de Leibniz
A HERMENÊUTICA RICOEURIANA: ENTRE O SOI-MÊME E O COGITO CARTESIANO
A preocupação de Ricoeur ao esboçar a tese cartesiana está alicerçada em desenvolver sua “hermenêutica do si” longe das pretensões de verdade do “eu penso” de Descartes. Para Ricoeur, o Cogito é fundador da filosofia egológica, ou seja, um “eu” enaltecido pela sua verdade de saber ao ponto de perder qualquer relação interlocutório com a alteridade, com sua própria historicidade e com a responsabilidade de si-mesmo pelas suas ações. Assim, nosso percurso será uma investigação pela filosofia do sujeito em primeira pessoa e esboçaremos uma discussão critica acerca de como Ricoeur entende o problema do “eu” monadológico na filosofia cartesiana e como isso o intriga, a partir de uma eitura hermenêutica da pessoa
O ENSINO EM SANTO AGOSTINHO
Este artigo oriundo de uma pesquisa bibliográfica tem como objetivo apresentar de forma sucinta o processo do ensino no pensamento agostiniano. Utilizaremos como texto base a obra de Santo Agostinho: o De Magistro. Junto com ela, usaremos outros livros do próprio santo e alguns comentadores sobre este assunto. Em um primeiro momento veremos a partir do pensamento agostiniano como que a linguagem exerce a sua função neste processo, que onde falamos nada mais fazemos que ensinar ou recordar alguém de algo. O texto exporá ainda a chamada teoria da iluminação divina, onde Agostinho nos diz que devemo-nos voltar para a nossa alma, através de um processo de contemplação e de largar a materialização das coisas, pois é na alma quando esta iluminada pelo Mestre Interior que encontramos a Verdade. Para Agostinho o corpo é frágil, e ao buscar a verdade na matéria, o homem desvia do verdadeiro conhecimento, que é Deus. Encerramos com a afirmação de Agostinho, que só existe um único Mestre que é Cristo, ele nos ilumina na Verdade, enquanto os mestres terrenos exercem a função de estimular-nos a buscar a verdade interior
A COMPREENSÃO DE ESSÊNCIA NA FILOSOFIA ARISTOTÉLICA SEGUNDO XAVIER ZUBIRI
O presente artigo tem por finalidade apresentar a temática sobre a essência na filosofia aristotélica sob a interpretação de Xavier Zubiri (1898-1983). Para tanto, far-se-á o percurso filosófico elaborado pelo filósofo basco desde o seu tratado Sobre a essência, obra de um período denominado como de sua ‘maturidade filosófica’, para daí colher os resultados de sua investigação. Tendo Aristóteles como seu interlocutor, Zubiri faz ver que, no estagirita, a essência será o correlato real da definição. Para se chegar a esta afirmação, há de se realizar um percurso argumentativo que se desdobra, primeiramente, na compreensão prévia de essência que o próprio Zubiri tem para, em seguida, adentrar na temática aristotélica