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    O DESABAFAR DOS CORPOS - UM ELO ENTRE O SOFRIMENTO E A DANÇA

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    Pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentam dados em relação a transtornos mentais, depressão, ansiedade, sofrimento e questões semelhantes, cujos números são crescentes, onde o Brasil se encontra nos primeiros lugares destes estudos. Neste artigo buscou-se fazer uma reflexão de materiais pesquisados, de modo a planejar as primeiras propostas de criação do projeto “O DESABAFAR DOS CORPOS”, uma pesquisa em andamento, que se encontra na etapa inicial. Ela faz parte do Projeto de Extensão “Criação em Dança: Experimentos em Tempos de Pandemia, do Curso de Graduação em Dança - Licenciatura da UERGS, unidade de Montenegro, cujo objetivo é compreender como o sofrimento pode auxiliar no processo de criação em dança. Trata-se de uma pesquisa em dança com abordagem bibliográfica e de campo, que se apoiará em autores de diversas áreas, que continuarão levantando reflexões e saberes indicando caminhos a serem seguidos. Toda civilização deveria transformar o sofrimento em ação, em força e aqui a inscrição foi aberta à toda população que se identificasse e estivesse disposta a participar do projeto. Quinze pessoas preencheram um questionário online com seus dados e responderam a perguntas sobre si, sobre dança e também sobre sofrimento, cada um com suas particularidades. Com a realização de maneira remota, espera-se que seja possível compartilhar momentos, experimentações e que o processo seja enriquecedor para os participantes e também para a docência

    CASCÃO, NOSSO EMBAIXADOR DAS MÃOS LIMPAS: UMA REFLEXÃO A PARTIR DAS PEDAGOGIAS CULTURAIS

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    Este texto, concebido inicialmente como o trabalho final de uma disciplina da pós-graduação em Educação, se configurou como um ensaio crítico-reflexivo diante de um estudo dos artefatos culturais criados pelo cartunista brasileiro Mauricio de Sousa. Assim, posicionado na vertente pós-estruturalista, o presente texto se insere no campo das Pedagogias Culturais e dos Estudos da Cultura Visual e, por meio de uma bricolagem, busca problematizar e traçar alguns apontamentos a partir das visualidades do personagem Cascão. Nesse sentido, o trabalho esteve voltado para uma análise inicial da pedagogia visual/cultural do personagem Cascão, criada para o contexto de enfrentamento à COVID-19. Desse modo, buscou-se discutir e criar alguns relevos sobre a potência pedagógica da imagem, que tem operado na cultura contemporânea e nos modos como a mesma tem produzido discursos de educação e formação de sujeitos e o descentramento das identidades

    TRAJETÓRIAS E HISTÓRIAS DO PROJETO DE EXTENSÃO DIÁLOGOS EMERGENTES: ENCONTROS DE DOCENTES DE ARTES CÊNICAS DA EDUCAÇÃO BÁSICA

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    O texto discorre sobre a experiência no Diálogos Emergentes: Encontros de Docentes de Artes Cênicas da Educação Básica, Projeto de Extensão coordenado por docentes da Área de Teatro do Colégio de Aplicação da UFRGS que, desde 2020, realiza encontros para compartilhamento de experiências e intercâmbio de aprendizagens com professores(as) de Artes Cênicas que atuam em escolas das redes pública e privada de diferentes cidades do Brasil. O objetivo do projeto é fomentar trocas entre docentes que atuam no contexto escolar, acreditando que o diálogo entre esses profissionais possa ser uma das maneiras pelas quais o espaço para o ensino de Teatro e de Dança na escola torne-se cada vez mais presente e legitimado no contexto da Educação Básica

    PULSAÇÕES: PROCESSO ENTRE CORPO, IMAGEM E SENSAÇÃO

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    Este artigo socializa questões concernentes a elementos do processo de criação do espetáculo  Pulsações, realizado em âmbito artístico-pedagógico do curso de interpretação teatral da Escola de Teatro da UFBA. A partir das noções de corpo, advindas das teorias de Georges Stobbaerts, Sônia Machado de Azevedo, Lenora Lobo e Cássia Navas, imagem e sensação, através das pesquisas de Denize Dall Bello, Adieliton Tavares Cézar, Helena Pinheiro Jucá-Vasconcelos e Júnia César Pedroso, tal trabalho artístico abordou uma metodologia de preparação corporal aplicada aos ensaios do espetáculo, gerando possibilidades de encaminhamentos atorais e encenatórios que revelaram a potência do trabalho com imagens e sensações, desde o processo de montagem até a realização do espetáculo

    PANDEMIA, EDUCAÇÃO E DESIGUALDADE: O ENSINO-APRENDIZAGEM MEDIADO PELAS TECNOLOGIAS

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    Este é um ensaio que trata das questões relacionadas às aprendizagens e suas possíveis pontencializações por meio do uso das tecnologias. No ano de 2020, em meio ao momento em que toda a humanidade foi afetada devido ao advento de uma pandemia, causada pela COVID-19, mudanças abruptas ocorreram em todas as instâncias. A escola não passou incólume a todas as transformações pelas quais milhões de pessoas viram-se acometidas. No presente texto os autores tratam das questões deste momento pandêmico, convidando aos leitores e às leitoras para que possam refletir sobre o momento atual, tendo em vista as possíveis desigualdades que são originadas por meio do processo educacional mediado pelas tecnologias e meios digitais

    O ENXERIMENTO: A PRÁTICA DO GRUPO MAGILUTH E O ESPECTADOR EMANCIPADO DE JACQUES RANCIÈRE

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    O Grupo Magiluth estreia em 2020 o experimento sensorial em confinamento Todas as histórias possíveis, uma experiência cênica de observação individual, no qual cada seção é conduzida por um artista do grupo que entra em contato com o público à distância por recursos como telefone e a internet. O espectador é convidado a adentrar na dramaturgia e procurar ela ao lado do artista em tempo real, esse sujeito deixa de ser apenas um observador passivo da obra e emancipa-se sendo parte crucial da proposta ao lado do próprio artista, dialogando assim o conceito de Espectador Emancipado de Jacques Rancière que discute sobre os limites inexistentes entre espectador e obra de arte na contemporaneidade, sendo nessa reconfigurado para o termo enxerido (utilizado no nordeste brasileiro) para designa a ousadia ou o enxerimento do sujeito em fazer parte da cena

    INSTRUÇÕES POÉTICAS PARA SE RELACIONAR COM OBJETOS COTIDIANOS

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    O presente artigo relata os processos de um trabalho de conclusão de curso em que se integra a pesquisa artística sobre relações performáticas entre o corpo, espaço e objetos cotidianos. Tensiona a aproximação de objetos que foram inventariados a partir de protocolos dentro do espaço doméstico, estabelecendo encontros com o corpo e noções de funcionalidades apresentadas em variáveis configurações a partir de inventários e instruções poéticas. São abarcados conceitos como: funcionalidade, ruptura e performatividade, hibridizando experimentos entre a escrita, performance, fotografia e vídeo, questionando os espaços em que esses objetos podem ser colocados, utilizados ou sobrepostos, em busca, também, de uma relação de confluência com o corpo. 

    RODACADE: VIRTUALIDADE, ARTE E INCLUSÃO

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    O presente estudo versa sobre a temática da inclusão, tecnologia e dança, em relação ao projeto de Extensão Universitária intitulado “Roda de Conversas e Ações Artísticas e Culturais em Artes e Deficiências (RODACADE)”. Tem o objetivo de descrever e analisar os processos de implementação online e experimentação artística nos encontros do projeto. As seguintes questões foram selecionadas para nortear a pesquisa: de que modo o projeto RODACADE foi adaptado para promover acessibilidade tecnológica aos participantes? Como a bolsista se insere no grupo em andamento? Como desenvolver experiências artísticas com diversos corpos (pessoas com e sem deficiência, com e sem experiência em dança) através da tela com segurança? A metodologia é inspirada no trabalho de campo, que envolve observações, descrições do processo em diário, registro dos materiais (por fotos e vídeos) e conversas virtuais. O estudo é desenvolvido em sete meses, com encontros semanais, contando com cerca de quinze sujeitos participantes. São apresentadas as ações iniciais para a viabilização do projeto, as escolhas pedagógicas e experiências artísticas desenvolvidas ao longo dos encontros. Os principais resultados apontam que a questão da diversidade dos corpos não foi um obstáculo, mas um impulso criativo nos trabalhos de experimentação coreográfica. O procedimento de condução compartilhado desenvolveu autonomia nos participantes e foi fundamental para a aproximação do grupo mesmo a longa distância

    EXPERIMENTOS EM DANÇA NA PANDEMIA: SOLIDÕES REGURGITADAS E INTERSECCIONADAS EM MOVIMENTO

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    Fazendo parte do Projeto de Extensão “Criação em Dança: Experimentos em Tempos de Pandemia” da Graduação em Dança: Licenciatura da UERGS, a obra Solidões Regurgitadas e Interseccionadas em Movimento é composta por uma dramaturgia da dança, que surgiu a partir de reflexões sobre o isolamento na pandemia. Tem como objetivo expressar através da dança a solidão vivida por mulheres em tempos de pandemia e fora dela. É composta por quatro partes. A primeira, intitulada “Como se o Trem Falasse”, trata-se de uma dramaturgia da dança que se inspira em um trem que passa pela estação ferroviária, apita, mas não para. Relaciona o momento atual de isolamento com uma época do passado, em que os trens permitiam a ligação entre as pessoas. Através da linguagem da dança, três personagens velhas, cada uma com suas características, vão expressar a solidão que sentem por estarem isoladas e abandonadas. Ao som do motor e apito do trem são desencadeadas lembranças, sofrimento e esperança de que alguém vai chegar e acabar com a sua solidão. O desenrolar da obra se dá com a segunda, terceira e quarta parte, através da criação de solos, intitulados “Infartada de Solidão”, “Migalhas” e “Iludindo a Solidão” em que cada velha vive uma época de sua vida: juventude, fase adulta e velhice, respectivamente. Através desse experimento de criação em dança buscamos investigar alguns atravessamentos históricos, culturais e sociais sobre a solidão da mulher, e como isso se manifesta em sua velhice

    EXPERIÊNCIAS REMOTAS DE MEDIAÇÃO EM ARTE - PROJETO REDE DE MEDIADORES 2021

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    Resumo: Esta escrita coletiva e poética apresenta a experiência em mediação em arte, realizada de maneira remota durante a pandemia no ano de 2021, na execução do Projeto Rede de Mediadores da Galeria de Arte Loide Schwambach - FUNDARTE, contemplado no Prêmio FUNARTE Descentrarte (2019). A partir das diferentes vozes que compõem a Rede de Mediadores, rememoramos através do relato a ressignificação do projeto de mediação nas exposições da galeria em tempos pandêmicos, a partir das tecnologias digitais, uma experiência nunca antes vivida pelo grupo. 

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