Portal de Publicações da FUNDARTE
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NOSSO JARDIM: DO VOO DAS BORBOLETAS ÀS RAÍZES DA TERRA
Esta pesquisa procura descobrir como as crianças elaboram relações das experiências na natureza com a Dança, ao brincar na natureza e ao dançar explorando aspectos do movimento na Expressividade. Propõe-se olhar para a Dança com crianças, entender as possíveis relações de Dança e de movimento do corpo que se estabelecem entre a criança e a Natureza, criar em Dança a partir das experiências e conexões que elas criam com o ambiente, compreender a influência que experiências ao ar livre têm sob o movimento. A Prática como Pesquisa (PaR), se configura como a metodologia destas investigações, junto com a improvisação em dança. Espera-se encontrar novas maneiras de desenvolver processos artísticos em Dança tendo crianças como protagonistas e explorar a poética de suas relações entre si e com o ambiente
EXPOSIÇÃO VIRTUAL: ESTOU BEM, MAS PODERIA ESTAR UM POUQUINHO MELHOR
O presente relato disserta sobre a experiência da exposição virtual coletiva “Estou bem, mas poderia estar um pouquinho melhor”, realizada entre 18 de julho a 1 de agosto de 2021, por meio da plataforma Instagram. O disparador para a criação das propostas artísticas foi o conto de Lydia Davis, publicado no livro Nem Vem (Companhia das Letras, 2017). A proposta foi desenvolvida pelo projeto de pesquisa “O infraordinário como método investigativo em Artes Visuais” e reúne obras de estudantes da graduação e de pessoas egressas dos cursos de Artes Visuais, Dança e Teatro da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul/UERGS.
A ARTE DE LER: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROGRAMA DE INCENTIVO À APRECIAÇÃO LITERÁRIA E MUSICAL DA UERGS
Resumo: O presente trabalho é um relato de experiência como extensão na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), cujo projeto “A Arte de Ler: um programa de incentivo à apreciação literária e musical” encontra-se registrado sob o ID 3123. Iniciado em 2021, o programa encontra-se em andamento, e tem se revelado de grande importância para a formação de acadêmicos do Curso de Graduação em Música: Licenciatura da universidade. A prática docente é essencial para a qualificação profissional de licenciandos, pois estes têm como desafio acrescentar as teorias e ampliar estratégias eficazes para intensificar os recursos e ações de extensão. Os resultados evidenciam que a área deste programa permite aos alunos a aprendizagem prática, fundamentada na variedade de atividades, nas reflexões sobre a importância e atenção da temática educação musical e literária. Além disso, a universidade possui um histórico de trabalho, juntamente com a extensão facilitando, dessa forma, a interdisciplinaridade, e promovendo grande envolvimento dos profissionais desta instituição de ensino. Os resultados obtidos são percebidos ao decorrer das práticas de todas as ações que o programa possibilita, contribuindo com a formação inicial destes futuros professores de música.
APROXIMAÇÕES E DISTANCIAMENTOS ENTRE O TCC DA LICENCIATURA EM DANÇA E O MUNDO DO TRABALHO
A pesquisa busca realizar uma análise preliminar acerca do tema de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de professoras e professores formados pelo Curso de Dança - Licenciatura, da Universidade Federal de Pelotas, relacionando-a à atuação profissional dos mesmos, com o intuito de compreender aproximações e distanciamentos entre o desenvolvimento de pesquisa em âmbito acadêmico e o desenvolvimento da vida profissional no mundo do trabalho. Para isso, conta com a participação de pessoas licenciadas em Dança pela UFPel, respondentes de um questionário acerca do tema principal da investigação. Constatou-se que, com o decorrer dos anos e com o aumento no número de estudantes ingressando na Graduação, houve uma diversificação dos temas estudados, revelando o desenvolvimento do próprio Curso ao longo do tempo. Como um conceito que ultrapassa a barreira do sentido acadêmico, a pesquisa contribui e fortalece a Área da Dança, seja qualificando a atuação docente, criando novas possibilidades profissionais ou inovando nos modos de investigar
O DESENHO DA CENA EM UM PROCESSO COLABORATIVO: INVESTIGAÇÕES ACERCA DA CENOGRAFIA PERFORMATIVA
O presente texto analisa a atuação do designer de cena em um processo criativo desenvolvido em modo colaborativo em ambiente universitário. No desenvolvimento do acontecimento cênico “xxxx” (2019) cada um dos agentes assumiu diferentes funções artísticas na cena propondo explorações por meio de workshops de criação. Assim, o objetivo do artigo é investigar como ocorre a concepção do desenho da cena pelo artista designer de cena em um processo colaborativo, levando em conta as especificidades desse modo de articulação dos artistas que prima pela horizontalidade das hierarquias. As reflexões aqui apresentadas buscam investigar os indícios de uma cenografia performativa por meio da ética e estética implicadas no processo criativo
O CANTO ORFEÔNICO E SUA INFLUÊNCIA NA PRÁTICA DOCENTE
Esse artigo é resultado de reflexões elaboradas a partir de uma pesquisa de campo realizada em uma escola municipal localizada na cidade de Fortaleza, Ceará, e das análises feitas a partir da disciplina “Educação Musical Brasileira: Metodologias e Tendências”, do curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Ceará. Tem como objetivo destacar a influência que o Canto Orfeônico, implantado por Heitor Villa-Lobos no Brasil, exerce até os dias atuais no ensino de Música na escola básica. Tal constatação se deu após uma visita in loco e à entrevista aberta realizada com o professor de Arte atuante nele, sendo também uma pesquisa de cunho metodológico qualitativo (MINAYO, 2009). O aporte teórico dispõe dos estudos de Freire (2018), Lisboa (2015), Loureiro (2001) e Souza (2012)
PARA A PRISÃO!
o presente texto é uma tradução do manifesto publicado no Japão por Tatsumi HIjikata em 1961, originalmente intitulado Keimusho e (刑務所へ). A versão da qual os tradutores se basearam é a publicada em inglês pela revista TDR/The Drama Review Spring 2000, Vol. 44, No. 1 (T165), pp. 43–48. O manifesto Para prisão! Foi escrito com teor surrealista expõe a abordagem de Hijikata às suas inquietações íntimas para com a marginalidade urbana e a perda da inocência na infância a fim de desenvolver uma dança criminal e que considere as trevas presentes dentro de cada corpo. Trata-se de um marco ensaístico após início da sua investigação sobre a concepção da dança butô desde a criação em 1959. Dançar é um exercício continuo de desbravar o que existe de oculto na própria carne e fazê-la se expressar por si só; a dança por ela mesma, a necessidade e a violência de um soldado nu, a arma letal que sonha. Nesse momento, Hijikata inicia seu debruçar sobre o corpo de carne, ou nikutai (肉体)
NA SEARA DA PANDEMIA: PROCESSOS DE CRIAÇÃO QUE GERMINARAM E FRUTIFICARAM NO DECORRER DO ENSINO REMOTO
Este ensaio se configura como um relato de experiências em torno das metodologias utilizadas pelas professoras da área de Artes Visuais da FUNDARTE em tempos de pandemia. Produzido sob a forma de fragmentos, apresentamos o Curso de Iniciação às Artes e o Curso Básico de Artes Visuais com seus respectivos módulos, descrevendo a maneira que cada docente enfrentou os desafios propostos pelo ensino remoto para dar continuidade aos processos de criação dos alunos em contextos diversificados. Apresentado como escrita coletiva, o texto constitui-se de escolhas individuais em torno da metáfora do plantio, apoiando-se em referenciais teóricos diversos. Por questões éticas, a voz dos alunos será identificada por pseudônimos relacionados à figura de linguagem que permeia a escrita.
PRÁTICAS DA PERCEPÇÃO - PERFORMANCE E ARTIVISMO EM ISOLAMENTO SOCIAL
Este é um relato de experiência onde se abordam procedimentos de uma prática artivista intitulada “Da percepção”, que se desdobrou até o presente momento em três ações. Uma performance apresentada em 2019; uma oficina-performance e uma vídeo-arte realizadas em 2020, durante o período de isolamento. O texto discorre sobre a prática performática com base em referências do campo da performance, do teatro, do pensamento feminista latino-americano e artivismo, tais como: Mónica Mayer; Andrea Giunta; Eleonora Fabião e Renato Cohen