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INTERVENÇÃO URBANA E TEATRO PERFORMATIVO: UMA CARTOGRAFIA DESDE O SUL
Este artigo reflete sobre o emprego do termo intervenção urbana para qualificar teatralidades emergentes no espaço público. Dando ênfase aos sentidos atribuídos pelos coletivos artísticos aqui descritos – Elenco de Ouro, da cidade de Curitiba, e Etcétera, de Buenos Aires -, reconhece liminaridades no âmbito da performatividade, do teatro, do ativismo político e da urbanidade. O método da pesquisa foi a cartografia, que possibilitou construir elementos sobre a incorporação do termo por coletivos para qualificar práticas de teatro performativo em espaços públicos, numa insurgência ao entendimento mais tradicional sobre o teatro de rua na America Latina
DE TER INVEJA DAS VEIAS DO CACHORRO
O presente texto é uma tradução do manifesto escrito por Tatsumi Hijikata publicado no Japão em 1969, originalmente intitulado Inu no jo myakuni shitto suru koto kara (犬の静脈に嫉妬することから). A versão da qual os autores se basearam para a tradução é a publicada em inglês pela revista TDR/The Drama Review Spring 2000, Vol. 44, No. 1 (T165), pp. 56–59. O manifesto De ter inveja das veias de um cachorro é posterior a apresentação mais importante da carreira de Hijikata no que diz respeito à dança butô, a chamada Revolta da Carne (1968). O texto segue uma linha de pesquisa do dançarino em relação a um corpo feito de carne que depende do mínimo para se movimentar e consegue escavar sua potência de movimento para a dança através da debilidade e da doença. Nesse momento, Hijikata passa a se interessar mais pelos corpos socialmente doentios e desligados da saúde para desenvolver sua ideia de corpo debilitado, ou suijakutai (衰弱体)
A MÁSCARA E A GATA: ARTE NA QUARENTENA DE UM PRÉ-ADOLESCENTE
O que a escola e as artes podem fazer nesta situação de distanciamento social e de ensino a distância? É desafiante para as e os professores e, muitas vezes, fica difícil ter uma noção dos efeitos na vida dos e das estudantes. O relato de produções artísticas de um menino de 11 anos, no 6º ano da escola, pode mostrar como elementos do ensino à distância podem provocar e inspirar o mundo imaginário de jovens. O relato mostra, também, que as condições familiares, bem como a compreensão e a estimulação de caminhadas próprias, são fatores importantes para uma produção artística que contribua para o processo de subjetivação
A MULHER SOLITÁRIA: EXPERIÊNCIAS EM DANÇA MEDIADAS PELA TECNOLOGIA
O presente relato apresenta “A mulher solitária: experiências em Dança mediadas pela Tecnologia” descrevendo processos de criação artística ocorridas no ambiente de uma casa durante a pandemia de COVID-19. A pesquisa teve como objetivo deslocar a utilização convencional de dispositivos tecnológicos criando outras possibilidades de interação entre corpo e tecnologias do cotidiano, concebendo a Dança como manifestação artística. Identificou-se que a interação entre Corpo e Tecnologia pode resultar na promoção da Dança como saber e na produção de conhecimento e manutenção de uma Cultura viva, que discute mudanças e impactos artístico-sociais causados pela pandemia
AULAS DE TROMPETE VIRTUAIS EM MEIO À PANDEMIA DA COVID-19 NO PROJETO ORQUESTRA JOVEM DO RIO GRANDE DO SUL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Resumo: Trago neste texto, um relato de experiência relacionado às atividades e aulas de trompete que ocorreram durante a pandemia da Covid-19 no projeto Orquestra Jovem do Rio Grande do Sul[1] no período de 01 de março a 17 de dezembro de 2020. Abstract: I bring in this text, an experience report related to the activities and trumpet classes that occurred during the Covid-19 pandemic in the Youth Orchestra of Rio Grande do Sul project from March 1st to December 17th, 2020
CORPO-EXPERIMENTAÇÕES: A COMPOSIÇÃO DE PRÁTICAS CORPORAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL EM MEIO AO DISTANCIAMENTO SOCIAL
Este artigo propõe-se a revisitar algumas práticas corporais desenvolvidas entre 2019 e 2020 com crianças entre 3 e 5 anos de uma escola privada de Educação Infantil de Viamão/RS. Pelo viés da Arte-Educação em diálogo constante com a Pedagogia e a Filosofia, provocou-se um modo de problematizar, pensar e criar corporalmente mobilizado por obras de artes visuais, por grafismos indígenas, por sonoridades e gestualidades. A cartografia foi a metodologia utilizada a partir das colaborações de Gilles Deleuze e Félix Guattari, Eduardo Passos e Virgínia Kastrup. As corpo-experimentações criadas colaboraram para proposição de práticas pedagógicas mais desafiadoras às crianças mesmo durante o distanciamento social e ensino remoto.
INSTAGRAM NA ARTE: AS RELAÇÕES SOCIAIS ENTRE ARTISTA E PÚBLICO
Este artigo tem como finalidade explorar as potencialidades do Instagram no Brasil. Nesta análise, foram coletadas opiniões de usuários, assim como, visualizações de perfis de artistas e a interação que acontece entre eles e público. O Instagram conta com recursos de visualização artística para museus e exposições de arte, sendo um divulgador direto e um disseminador de conhecimento, pois através de tutoriais e workshops, postados pelos artistas, em seus perfis, os usuários aprendem novas técnicas. Constatou-se, porém, que o Instagram tem relevância na divulgação de artistas, mas o resultado não é o mesmo, no tocante a museus e exposições de arte, devido, talvez, à falta de costume do usuário ou desconhecimento do assunto
EXPERIÊNCIAS DE APRENDIZADO MUSICAL DURANTE O PERÍODO DE PANDEMIA: UMA NARRAÇÃO DE EXPERIMENTO ATRAVÉS DA FLAUTA DOCE
Resumo: Este trabalho é um relato de experiência que busca refletir sobre o ensino de música na formação acadêmica durante o período de pandemia causada pelo vírus SARS-CoV-2, entre os anos de 2019 a 2021. O texto traz reflexões sobre: a prática da flauta doce no Curso de Graduação em Música: Licenciatura; os desafios de ensino e as estratégias encontradas durante o período da pandemia da Covid-19; a escolha dos instrumentos musicais na graduação; a escolha dos repertórios musicais; o uso das ferramentas para as aulas síncronas e, discute o ensino e aprendizagem neste novo formato on-line. Como resultados, compreendemos que houve uma grande qualificação profissional dos licenciandos em música, abrindo também um campo novo de atuação profissional, o ensino musical remoto
JORNADAS DO CORPO: DOCÊNCIA, PANDEMIA E POÉTICAS DE CONTÁGIO
A presente escrita é parte da pesquisa em andamento, no Mestrado Profissional em Educação, da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, e propõe-se a investigar Contágios Poéticos para corpos docentes, em tempos de pandemia, através de procedimentos artísticos, que componham possibilidades de partilhar olhares e perspectivas da docência em contexto de isolamento social. Serão abordados ao longo do texto, as experiências online de realização de um curso direcionado à educadoras/es da Educação Básica. Intitulado Jornadas do Corpo: arte e produção de visualidades como recursos para pensar a docência na pandemia. O mesmo foi concretizado em três encontros, que serão abordados buscando conectar aspectos conceituais às práticas desenvolvidas ao longo das aulas. Será apenas citada, porém melhor contemplada em textos futuros, a elaboração da Mostra Virtual, que aconteceu em decorrência dos processos desenvolvidos no curso, via plataforma do Instagram, com os trabalhos produzidos pelas pessoas participantes.
CORPOGRAFIAS – LABORATÓRIO DE ESTUDOS DA CULTURA CORPORAL, MOVIMENTO E GESTO: AS DANÇAS EM SUAS MÚLTIPLAS MANIFESTAÇÕES
Vinculado à Universidade Federal do Rio Grande (FURG), com encontros quinzenais, de forma remota, o Grupo de Pesquisa ‘Corpografias – Laboratório de Estudos da Cultura Corporal, Movimento e Gesto: as danças em suas múltiplas manifestações’, configura-se numa ampla proposta investigativa, desenvolvendo pesquisas sobre a dança em suas diversas manifestações culturais. Atualmente participam nove pesquisadores/as interessados e inseridos no contexto da Dança e suas implicações. Em 2019, tivemos acesso a obras produzidas por duas riograndinas que descrevem a trajetória da Dança em Rio Grande onde identificamos alguns personagens que inseriram a Dança em Rio Grande/RS, bem como aqueles e aquelas que deram continuidade à sua presença no cenário do município nas décadas subsequentes. Em 2020, realizamos 10 entrevistas com mulheres que estiveram/estão presentes na Dança em Rio Grande/RS. Já no ano de 2021, introduzimos em nossas pesquisas um novo nicho investigativo, as Danças Urbanas. Agregada a essa ação, o Grupo se propõe a reunir o acervo imagético compondo o Museu ‘Memórias da Dança em Rio Grande/RS’ onde consideramos necessário demarcar a existência de narrativas que configuram cenários históricos dançantes, de personagens que oportunizaram a demarcação de um território que se movimenta e se encontra nas memórias artísticas do município do Rio Grande/RS