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A EDUCAÇÃO EM ARTES VISUAIS NO ENSINO SUPERIOR E A PEDAGOGIA DO VÍRUS EM TEMPOS DE COVID-19
Resumo: Este artigo debate alguns aspectos do impacto da epidemia provocada pelo COVID-19 no âmbito da educação em artes visuais no ensino superior, a partir de experiências pessoais do autor e também de pesquisas emergentes que discutem tal tema. Partindo da noção de pedagogia do vírus de Boaventura de Sousa Santos (2020), são discutidos o estabelecimento do ensino remoto, a dicotomia entre teoria e prática assim como o impacto do fechamento das instituições culturais para o ensino de artes visuais. Analisando tais tópicos, é possível aferir que a pandemia impôs novos desafios ao mesmo tempo que deu continuidade a debates já existentes na área, revestindo-os de uma nova emergência diante da suspensão de atividades presenciais.Palavras-chave: educação em artes visuais; ensino superior; COVID-19
EDUCAÇÃO AMBIENTAL, ARTE E FOTOGRAFIA – Uma perspectiva estética de natureza no Pampa
Este artigo busca analisar como se fabrica um discurso de natureza no Pampa do Rio Grande do Sul, Brasil; e Uruguai; região sul da América do Sul. Discute-se a relação entre natureza e cultura problematizando os enunciados e visibilidades de entrevistas e imagens produzidas por “fotógrafos de natureza” do Brasil e do Uruguai. A partir do campo teórico escolhido, declara-se o que se entende por arte e de como a fotografia participa de construções discursivas. No foco de uma educação ambiental pelo viés das experiências estéticas, tensiona-se o corpus discursivo, estimulando um agir sobre nossas relações natureza-cultura. O propósito do texto é provocar e desafiar o impensado e, quem sabe, transvalorar o que está dado como verdade instituída nesse campo. Para tanto, percorremos os caminhos teóricos de Michel Foucault, Gilles Deleuze, Felix Guattari e Friedrich Nietzsche
DO TEATRAL AO CINEMATOGRÁFICO: O PROCESSO DE A CASA DAS LEMBRANÇAS
O relato de experiência que segue trata de um projeto de cinco mulheres, atrizes, formadas em Teatro pela Universidade Federal de Santa Maria, atuantes no mercado de trabalho por mais de dez anos. Mulheres que foram construindo suas trajetórias profissionais de diferentes maneiras. Neste trabalho, reuniram-se a partir do desejo e necessidade de vivenciar um processo artístico maduro, a fim de mobilizar lembranças, escavar nas memórias recortes de tempo, embalados pelos afetos do vivido, e a partir disso articular um processo de pesquisa teatral. Foi criado assim o grupo intitulado Coletivo Fabulare - Histórias e Memórias, que teve o projeto aprovado na Lei de Incentivo a Cultura Municipal de Santa Maria/ LIC-SM e apoio da TV OVO/ SM. O processo se estendeu por mais de um ano em busca de uma composição de imagens e palavras, que falassem por nós e de nós. Um processo que de teatral, passou a ser cinematográfico
UMA CARTA PARA UMA DANÇA OU UMA DANÇA PARA UMA CARTA?
A pesquisa Corpografias Dançantes, em andamento, investiga processos de escritas com dança – no papel, na tela, no corpo – ou seja, escreverdançando e dançarescrevendo. No momento atual, tem se dedicado a escrever cartas como procedimento de criação: o movimento da escrita influenciando o movimento do/a espectador/a, a leitura da carta motivando a dança do/a outro/a e a dança da carta reverberando em nova escrita. Para isso, têm-se utilizado da escrita performativa, de modo que a escrita no papel pode ser tanto com palavras quanto com desenhos, num entrelaçar de escreverdançando e dançarescrevendo, uma ação influenciando a outra. A escrita de cartas, nesta pesquisa, se aproxima da função de hypomnêmatas - em que revelam um cuidado de si e para com o/a outro.
EDITORIAL
27º Seminário Nacional de Arte e Educação: Arte e Diversidades será on-line e acontecerá de 04 a 06 de outubro de 2021. Nestes 34 anos de história, o Seminário Nacional de Arte e Educação chega a sua 27° edição de uma maneira diferente. Neste ano, devido a pandemia da Covid-19, nosso evento será realizado de forma on-line, prezando pela saúde e segurança de todos. O foco do Seminário é a promoção de discussões sobre o tema Arte e Diversidades: sexualidade, relações de gênero e relações étnico-raciais, bem como a formação continuada de professores na área das artes, transversalizando com as questões dos Direitos Humanos
OFICINA DE MATERIAIS SONOROS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE A PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS
Este é um relato de experiência do projeto de extensão “Oficina de Materiais Sonoros”. Integrou as ações do Programa “Educação Musical: Diferentes Tempos e Espaços”, registrado na Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), sob o ID 352107. Teve como sua principal fonte de conteúdo, vídeos publicados no canal do Youtube Educação Musical Diferentes tempos e Espaços. Resultou em um conjunto de 15 vídeos, os quais foram elaborados pela equipe organizadora, coordenação e demais estudantes do Curso de Graduação em Música: Licenciatura da Uergs. Teve como centralidade a oferta de explicações sobre a confecção de instrumentos musicais, levando em conta conteúdos musicais e pedagógico-musicais. Estes materiais, disponibilizados virtualmente em plataformas da Internet, foram relacionados aos demais projetos, subsidiando as ações dos mesmos, bem como potencializando o trabalho pedagógico dos professores participantes do programa. O acesso foi inteiramente gratuito a todo o material elaborado durante o projeto. Este relato de experiência, portanto, objetiva compartilhar as experiências vividas, bem como explanar sobre como aconteceu a elaboração, o desenvolvimento e a aplicação do projeto
SOBRE A PROPOSIÇÃO DE UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA DO SUJEITO NOMEADO COMO ARTISTA-PROFESSOR
O presente artigo compõe-se em uma escritura narrativo-reflexiva. O artista-professor, sujeito que protagoniza a história, observa o universo escolar e propõe uma prática pedagógica para o Ensino da Arte. A proposição de ordem reflexiva e voltada para a sala de aula escolar advém de certa experiência do artista-professor com sua poética. Dessa experiência, a categoria “corpo” norteia a proposta pedagógica. Autores como Félix Guattari (2012), Gilles Deleuze (1992), Jorge Larrosa (2015), John Dewey (2010) e Katia Canton (2001; 2004; 2012) fundamentam o pensamento do artista-professor
DANÇA NO CONTEXTO ESCOLAR: ANTIGAS E NOVAS QUESTÕES
O texto aborda o ensino de Dança na Escola a partir do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) realizados na Universidade Federal de Pelotas (UFPel/RS) e na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM/RS). Problematizamos experiências didático-metodológicas a partir de um trabalho de intervenção na área de Artes das escolas envolvidas. Os resultados apontaram significativa relevância tanto na formação inicial dos pibidianos quanto na formação continuada dos professores das Escolas. Temáticas transversais articularam os conteúdos trabalhados com a prática social. A Dança como área de conhecimento na Escola pode contribuir na formação estética da comunidade escolar e no desenvolvimento estético-crítico do educador