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DANÇA, EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA: A DOCÊNCIA EM TEMPOS DE PANDEMIA
Este texto consiste em narrar a experiência de ministrar aulas de dança e de movimento corporal das autoras em contextos diferentes de ensino. Quais estratégias foram utilizadas para trabalhar dança online? Quais aprendizados os docentes tiveram nesse desafio? Quais conhecimentos podem ser importantes para promover aulas online de maneira mais satisfatória? Tal processo envolveu busca de materiais sobre a tríade dança, tecnologia e educação, entre outras estratégias. Paralelo a isso, desenvolveu-se um questionário a fim de investigar as percepções dos professores do curso de Licenciatura em Dança da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) acerca do Ensino Remoto Emergencial (ERE). Após a análise das respostas, verificou-se a dificuldade ou impossibilidade de desenvolver as aulas práticas. Com essa base, relatam-se algumas das experiências de prática de dança
ESPECTADOR-RUNNING: RECEPÇÃO E COMUNICAÇÃO EM TEMPOS DE ISOLAMENTO
Esse texto, de caráter ensaístico, apresenta reflexões sobre o espectador contemporâneo, tomando como escopo a investigação de um processo experimental realizado durante o período de isolamento social, ocasionado pela pandemia de COVID-19. Discute-se, a partir da ideia de público em movimento, a noção de espectador-running, ou seja, os aspectos que constituem a experiência de um espectador que assiste a espetáculos teatrais na modalidade on-line enquanto corre dentro de casa. O texto tece, assim, considerações a respeito das relações do espectador com os novos formatos que se apresentaram ou foram reforçados a partir da pandemia de COVID-19, buscando delinear possíveis horizontes para o enfrentamento do tema na contemporaneidade
Corpos COM(part)ilhados
Neste artigo, abordamos alguns processos em dança de um grupo de pesquisa durante o distanciamento social provocado pela pandemia da Covid-19, no ano de 2020. Inicialmente, relatamos a formação e as características que definem o grupo através da arte e universidade. Em seguida, apresentamos três pontos de atenção sobre esses corpos com(part)ilhados, reunindo relatos e reflexões, no campo da poética, do corpo e da dança. Por fim, apontamos vestígios de uma poética do cotidiano como pesquisa em meio ao isolamento doméstico
FOTOCOSTURAFETIVA: TECENDO DIÁLOGOS ENTRE O COTIDIANO E A CRIAÇÃO ARTÍSTICA EM UM MAPEAMENTO POÉTICO AFETIVO.
Este artigo visa apresentar um recorte da dissertação “Fotocosturafetiva: Tramando encontros com a memória e o processo de criação, tecendo diálogos com o cotidiano e a arte contemporânea”, realizada na linha de Processos de Criação e Poéticas do Cotidiano no Programa de Pós-Graduação (Mestrado) em Artes Visuais – PPGAVI na Universidade Federal de Pelotas – UFPel. Assim, discorreremos, por meio de um percurso poético e narrativo, sobre as questões acerca do que constitui a fotocosturafetiva; apresentaremos a série esteLar, contextualizando com o caráter processual da pesquisa e com fatores cotidianos. Na sequência, teceremos um diálogo com a série rever: retratos ressignificados da artista Rochelle Zandavalli. Katia Canton é uma das nossas referências para pensar as narrativas enviesadas, a partir do campo da fotografia na interação com a costura poética e a dimensão de afetividade
COMPOSSÍVEIS: QUANDO O AMBIENTE VIRA CORPO
Este trabalho apresenta o projeto “Compossíveis: quando o ambiente vira corpo”, atividade de pesquisa que se inicia em agosto de 2021 na UERGS de Montenegro, no seio da Graduação em Teatro: Licenciatura. Nele, se inicia uma investigação teórico-prática em teatro cujo objetivo é o de estabelecer um convite ao coletivo para a conscientização sobre a necessidade urgente de contribuirmos para a regeneração do planeta. A partir de um percurso por estudos teóricos e experimentações junto à natureza, o projeto Compossíveis nos convoca a imaginar: o que surge da mistura entre o humano e outro ser vivo? Realizando o gesto da metamorfose, nos convida a nos tornarmos partícipes de Gaia de forma poética. Amparada por estudos do campo da filosofia e do fazer teatral, sobretudo por autores como Emanuele Coccia, Davi Kopenawa e Jerzy Grotowski, esta investigação de caráter interdisciplinar dará forma a mundos possíveis a partir da criação de vídeo-performances que serão levadas a público e que proporão, por via da expressão artística, debates sobre como tem se estabelecido nossa relação com Gaia, a Terra-mãe
O QUE EU VI(VI) NO IMAGINÁRIO
O processo de doutoramento em educação, na Universidade Federal de Santa Maria – UFSM, proporciona possibilidades à Formação Docente. É diante dos desafios proposto e trilhados junto ao Seminário Avançado: “O lugar do Imaginário na Formação Docente”, que emerge a escrita desse Relato de Experiência. Nesse sentido, o texto trata sobre as reflexões emergidas, diante de minhas inquietações enquanto estudante do Programa de Pós-Graduação em Educação – Doutorado, da UFSM, acerca do Imaginário, cujo conceito insurge diante de diferentes perspectivas (BARBIER, 1994; KUREK, 2009). Contudo, foi possível compreender que antes, meu imaginário relacionava-se ao “Era uma vez”, para que assim a história seguisse. Agora o meu imaginário está para além de ser criativo com o trilhar, elaborar e imaginar cenas através de histórias que leio e escuto, pois o que Eu Vi(Vi) no Imaginário foram, são e serão, “coisas” e “diferenças” para Aprender e para Viver possibilidades docentes em música
AULAS DE VIOLÃO ON-LINE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE O ENSINO DE INSTRUMENTO DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19
O presente texto é um relato das experiências vividas com aulas de violão por videochamada com três alunos, durante o período de distanciamento social por conta da pandemia de Covid-19 no ano de 2020. As aulas ocorreram de setembro a dezembro, culminando em um recital de natal, inteiramente on-line. Acompanhando o desenvolvimento dos alunos, descobrimos como utilizar as ferramentas digitais para um melhor aproveitamento no aprendizado do instrumento.
EXPOSIÇÃO VIRTUAL: ESTOU BEM, MAS PODERIA ESTAR UM POUQUINHO MELHOR
O presente relato disserta sobre a experiência da exposição virtual coletiva “Estou bem, mas poderia estar um pouquinho melhor”, realizada entre 18 de julho a 1 de agosto de 2021, por meio da plataforma Instagram. O disparador para a criação das propostas artísticas foi o conto de Lydia Davis, publicado no livro Nem Vem (Companhia das Letras, 2017). A proposta foi desenvolvida pelo projeto de pesquisa “O infraordinário como método investigativo em Artes Visuais” e reúne obras de estudantes da graduação e de pessoas egressas dos cursos de Artes Visuais, Dança e Teatro da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul/UERGS.
O PROCESSO DE CRIAÇÃO EM DANÇA E A FORMAÇÃO DO PROFESSOR-ARTISTA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
A criação em Dança é aspecto importantíssimo na formação do/a professor/a artista, compondo um dos eixos principais no Projeto Pedagógico de Curso. Contudo, em muitos casos, os/as alunos/as chegam ao curso com lacunas nesse aspecto, pois no campo dos cursos livres de Dança a criação, muitas vezes é delegada apenas ao professor e os alunos/as ficam restritos à interpretação da coreografia. Assim, a participação dos intérpretes nos processos de criação será exigência do projeto, pois a construção de conhecimentos em Dança carrega em si valores humanos, éticos e estéticos. O Projeto “Criação em Dança: Experimentos em tempos de pandemia” propõe que estudantes da Graduação em Dança: Licenciatura da UERGS criem obras com estudantes das escolas públicas, pessoas da comunidade, estudantes de outros Cursos da UERGS e/ou alunos/as das escolas de dança de Montenegro e apresentem a obra artística, tudo no formato remoto. É possível participar do projeto como diretores/as ou coreógrafos/as; como intérpretes criadores, assistindo as palestras e fruindo as obras artísticas criadas, com mediação artístico-educativa. Espera-se que as propostas artísticos-pedagógicas fortaleçam os laços e as trocas entre a Universidade, a escola pública, as escolas de dança da cidade e a comunidade