Portal de Publicações da FUNDARTE
Not a member yet
1278 research outputs found
Sort by
A CONSTATAÇÃO DE UMA VOZ POTENTE DA LITERATURA
O artigo traz a resenha do livro "O arador das águas", escrito por Hoda Barakat e publicado no Rio de Janeiro pela editora Tabla, em 2021
COBRA: QUANDO A LINGUAGEM MUDA DE PELES OU CARNAVALIZA-SE BARROCAMENTE
O presente artigo pretende propor um percurso de análise da obra Cobra (1972) de Severo Sarduy sob o prisma da escrita performativa, isto é, uma prática de escrita literária que servindo-se de procedimentos estéticos diversos, organiza o material verbal de forma a englobar aspectos e características da performance, desatendendo parcialmente as expectativas de linearidade, legibilidade e inteligibilidade imediata, próprias de uma visão essencialista e funcional de linguagem. O texto resultante de tais práticas de escrita configura-se como anticanônico e híbrido pela forma textual mutante, a qual será abordada também como um exemplo de neobarroco latino-americano e de estética carnavalesca, por se apropriar de elementos dialógicos ambivalentes, irónicos e por vezes enigmáticos
ESCREVER-LER-DANÇAR: PROCESSOS CRIATIVOS E FORMATIVOS EM DANÇA
Este estudo apresenta criações e escritas a partir da investigação denominada escrever-ler-dançar realizada inicialmente no Curso de Dança Licenciatura, da Universidade XXXX. Neste texto, concepções de corpo, dança, filosofia, pedagogia e imagens enlaçam os procedimentos pesquisados, suscitando reflexões acerca do artista docente e do corpo criador. Descreve-se a abordagem metodológica da bricolagem e da pesquisa como prática, as quais potencializaram o processo. Trata-se a rigor de um conjunto de imagens do corpo construído com sobreposições que dialogaram com as pedagogias do trabalho laboral e imagético da pesquisa. Conclui-se que o escrever-ler-dançar supõe uma rede contingente e situada num processo-projeto autoral, criativo e crítico
O REAL QUE EMERGE NAS OBRAS AUTOBIOGRÁFICAS CONVERSAS COM MEU PAI E STABAT MATER DE JANAINA LEITE
Nas últimas décadas, o teatro contemporâneo tem trazido para o foco da construção dramatúrgica o tensionamento entre o campo da ficção e do real. Muitos espetáculos buscam trabalhar com procedimentos criativos que façam emergir o real em cena, gerando uma potente desestabilização na recepção de tais obras. Com base na noção de real traumático em Lacan (1988, 2005), este artigo aborda a irrupção do real na malha simbólica da escritura dramatúrgica, a partir da análise das obras autobiográficas Conversas com meu pai (2014) e Stabat Mater (2019) de Janaina Leite
AS SAÍDAS MORAM NAS PALAVRAS? AS SAÍDAS PODEM MORAR NAS PALAVRAS? ESCRITA ENQUANTO ENCONTRO COM MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE
Neste ensaio irei me debruçar na interlocução da proposta de um caderno de exercícios de escrita criativa, intitulado Das saídas que moram nas palavras, destinado às mulheres que cumprem pena no Presídio Feminino de Florianópolis, com escritos que tratam da literatura (ANDRUETTO, 2012; CANDIDO, 2011) e da escrita como ato de “tornar-se” (KILOMBA, 2020). A proposição objetiva o diálogo artístico e poético com as mulheres que estão privadas de liberdade, tendo como hipótese principal a geração de procedimentos de escuta, nos quais as suas vozes possam ecoar. Ainda, ansiamos que as palavras gerem encontros (delas consigo mesmas, com suas companheiras, com o mundo). No momento como ainda não temos acesso as produções instigadas a partir do caderno, julgo pertinente a análise da proposta, seus atravessamentos teóricos, visando o compartilhamento de seu processo de feitura que pode, inclusive, inspirar outras proposições e projetos, ainda como metodologia Muitas são as perguntas, as dúvidas e iniciar com uma, como convoca justamente a força das palavras na abertura de mundos – questão que está no horizonte deste ensaio
CORPOS EM EXPERIÊNCIA: UMA COREOGRAFIA QUEER
The text proposes to expose the experiences of four dancers, from the city of Rio Grande/ RS, who venture to interpret different forms of representation of what they mean by gay, in their context of gaucho countryman, following a Queer influence, believing that this is an opportunity to interact with different spaces. Through two forms of interview, in a group and individual, the data produced allowed us to perceive that transformations occur through the use of scenic metaphors, used to expose "female" identities, paradoxically, in male bodies in such a way that these representations mixed feelings, for example, strangeness and desire, understood as cultural manifestations produced by the experimentation between their bodies and the affections felt by their / their spectators.O texto se propõe a expor as experiências de quatro bailarinos, da cidade do Rio Grande/ RS, que se aventuram ao interpretar diferentes formas de representação do que eles entendem por gay, em seu contexto de solo gaúcho interiorano, seguindo uma influência Queer, acreditando que essa seja uma oportunidade de interagir com diferentes espaços. Por meio de duas formas de entrevista, em grupo e individual, os dados produzidos permitiram perceber que ocorrem transformações pelo uso de metáforas cênicas, utilizadas para expor identidades “ditas” femininas, paradoxalmente, em corpos masculinos de tal forma, que essas representações propiciem um misto de sensações, por exemplo, estranheza e desejo, entendendo essas, enquanto manifestações culturais, produzidas pela experimentação entre os seus corpos e os afetos sentidos pelos(as) seus/ suas expectadores(as)
CONTRAVISUALIDADES NA ARTE CONTEMPORÂNEA:: dadosfera em tempos de pandemia
Visualities are ways of relating and producing individual identities and collective belonging, where choices and/or determination – greater or lesser autonomy – are motivated, among other factors, by the excess of screens and digital ubiquity processes, especially in times of pandemic, necropolitics (MBEMBE, 2018) and fake news present in the “dadosphere”. In the text, the works of contemporary artist Ana Teixeira stand out, claiming the “right to look” and not just “see reality” (MIRZOEFF, 2011; 2016), as resistance practices emerge through counter-visualities. they oppose the power and control imposed by necropolitics, allowing us a new look at Brazil\u27s recent history.Visualidades são formas de relação e produção de identidades individuais e pertencimento coletivo, onde escolhas e/ou determinação – maior ou menor autonomia – são motivadas, entre outros fatores, pelo excesso de telas e processos de ubiquidade digital, especialmente em tempos de pandemia, necropolítica (MBEMBE, 2018) e fake news presentes na dadosfera. No texto, destacam-se os trabalhos da artista contemporânea Ana Teixeira, que reivindica o “direito de olhar” e não apenas “ver a realidade” (MIRZOEFF, 2011; 2016), visto que por meio das contravisualidades emergem práticas de resistência que se opõem ao poder e ao controle imposto pelas necropolíticas, permitindo-nos um novo olhar sobre a história recente do Brasil
Marco Luchesi: estrela-poética-labirinto
Este livro reúne ensaios (revistos e ampliados) da pesquisadora, professora e ensaísta Ana Maria Haddad Baptista, publicados por diversos livros e revistas, sobre o conjunto de obras de Marco Lucchesi.
Marco Lucchesi nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 1963, e atualmente preside a Academia Brasileira de Letras (ABL). Ocupa a cadeira de no.15. Poeta, romancista, ensaísta, memorialista, professor e tradutor, graduou-se em História pela Universidade Federal Fluminense. Obteve os títulos de mestre e doutor em Ciência da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e fez pós-doutorado em Filosofia da Renascença na Universidade de Colônia, na Alemanha. Transita, com sabedoria, por mais de vinte línguas. Autor, apenas para exemplificar algumas de suas publicações, dos romances O bibliotecário do imperador, O Dom do Crime e Adeus, Pirandello. Domínios da Insônia reúne, em grande parte, seu legado poético.