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A MÚSICA NA REVISTA DA FUNDARTE: CONTRIBUIÇÕES PARA O PENSAMENTO EDUCATIVO-MUSICAL
O estudo apresenta o “estado da arte” na Revista da FUNDARTE, em se tratando da linguagem em Arte-Música, e suas possíveis articulações ao campo educativo-musical. O referencial teórico consiste nos pressupostos de Kraemer (2000) sobre os usos e funções do conhecimento pedagógico-musical. A metodologia utilizada inclui as abordagens Quali-quantitativa, e a Análise de Discurso, enquanto método. Para a análise dos dados, a Análise de Conteúdo. A diversidade das temáticas em Música publicadas nos 87 textos selecionados na Revista da FUNDARTE possibilitou a compreensão da importância da articulação dos conhecimentos gerais em Música às perspectivas educativo-musicais, em prol de uma reflexão abrangente ao campo da Educação Musical contemporânea.
 
MEDITAÇÕES, MEDIÇÕES
Apresenta-se a pesquisa Quantidades de substância, ar da palavra, dando foco às experimentações que especulam possibilidades de escrita e imagem feitas a partir de expressões condicionantes, os advérbios, presentes em livros tradicionais. Tais palavras, que modulam intensidades e dimensões de tempo, de espaço, de quantidade, de tamanho, foram desligadas de substantivos e verbos por gestos e materialidades, resultando na versão Meditações, medições do livro de Marco Aurélio, originalmente composto entre os anos 170 e 180 da era comum, a escrita de advérbios em crochê sobre papel e a distribuição de advérbios por meio de carimbos em etiquetas adesivas. O conjunto aborda os mensuradores em circulação, indagando a definição de estados e a impossibilidade da precisão, em contraste à obsessão que a cultura vigente imprimiu aos valores na forma das relações com o mundo. No decorrer do texto, reflete-se sobre a abertura do sentido das palavras que mensuram, sugerindo gestos de escrita que reivindiquem e comuniquem a posição do corpo entre outros corpos
CRIANDO DRAMATURGIAS SENSORIAIS A PARTIR DE PROCESSOS MULTIDISCIPLINARES NA ESCOLA
O presente trabalho refere-se a projeto multidisciplinar concebido pelas áreas de Linguagens, Matemática e Robótica da Escola Sesi de Ensino Médio Heitor José Müller. O mesmo visa criar junto de alunas e alunos, instalações artísticas, fazendo uso de sensores de movimento e toque, para disparar cores, sons e texturas diferentes – que levando em consideração as singularidades do lugar, produza lugares outros, ao estabelecer dinâmicas variadas de ocupação de espaços já conhecidos. O percurso desta experiência sensorial será marcado por uma pergunta inicial ou estímulo escrito, sendo que ao fim deste, uma folha com outra pergunta ou convite, estimulará a partilha das percepções das/os participantes desta experimentação, desenvolvendo desta forma a criação compartilhada de narrativas, que aqui convencionamos chamar de dramaturgias sensoriais
ENTRE PERFOPALESTRAS, TEATROPALESTRAS E PERFOAULAS: CAMINHOS CÊNICO-PEDAGÓGICOS POSSÍVEIS DE UMA ARTISTA-DOCENTE NO SUL DO BRASIL
Este texto pretende apresentar algumas reflexões acerca das práticas artísticas-pedagógicas de uma atriz-docente, iniciadas durante seu curso de doutoramento no Programa de Pós-Graduação em Teatro/UDESC, no ano de 2016, e continuadas ainda hoje, referentes aos conceitos de PerfoPalestra, TeatroPalestra e PerfoAula. Pretende-se mostrar aqui alguns princípios que norteiam a autora a tais práticas, porém, sem interesse por estabelecer regras ou receitas padronizadas para suas elaborações. A teoria basilar com a qual se dialoga aqui versa entre autores como o antropólogo britânico Victor Turner, o antropólogo brasileiro e docente da USP prof. Dr. John Dawsey, e a atriz, pesquisadora e docente da UERJ prof. Dra Luciana Lyra.
 
ALMA LUMINESCENTE: AULAS DE ARTE INDÍGENA CONTEMPOR NEA NO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA
O presente relato disserta sobre a experiência de uma docente em formação no curso de Licenciatura em Artes Visuais da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul - UERGS, vivida com uma turma de terceiro ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Piratini, localizado no bairro Auxiliadora na cidade de Porto Alegre, onde aulas de Arte Indígena Contemporânea culminaram em um projeto apresentado no sarau que a escola realiza anualmente há 20 anos. Esta experiência foi possível através do Programa de Residência Pedagógica, no primeiro semestre de 2023, que coloca estudantes de licenciatura em contato com o cotidiano de escolas
CARTAS NARRATIVAS:: O que eu (Com)Vivi na Fundarte
Para apresentar esta obra, retomo alguns trechos – realizando adequações ao texto a este tempo – do Projeto de Pesquisa intitulado: “CARTAS NARRATIVAS: O QUE EU (COM)VIVI NA FUNDARTE” (ALMEIDA, 2021), publicado nos Anais do 27º Seminário Nacional de Arte e Educação, da FUNDARTE – uma ação articulada entre o “Grupo de Pesquisa da FUNDARTE” (FUNDARTE/CNPq) e o Grupo de Pesquisa “Estudos Poéticos: Educação e Linguagem” (UNISC/CNPq), os quais integro.As palavras podem carregar diferentes significados. Elas podem provocar diferentes reações em quem as falam e as escutam, em quem as escrevem e as leem. Independentemente da posição em que estejamos, quer seja como narrador e/ou ouvinte, escritor e/ou leitor, as palavras também podem revelar algo sobre nós, sobre quem as produz, sobre quem a atribui significações diante dos acontecimentos da vida no mundo em que habitamos.Nesse contexto, narrar as histórias vividas, poderão revelar experiências que atravessara diferentes momentos de nosso cotidiano, fazendo emergir distintas percepções aos atravessamentos das artes e da educação em arte nos contextos culturais oportunizados pela Fundação Municipal de Artes de Montenegro – FUNDARTE, ao decorrer de suas cinco décadas de existência.É ao reconhecer que as narrativas escritas – ou seja, as Cartas Narrativas, como é denominada nesta proposição – podem desvelar experiências que passam e que nos passam, como nos propõe Larrosa (2002), sobre os sentidos produzidos pela experiência em nós, que a História dos diferentes tempos (passado e presente) de (com)vivência na FUNDARTE puderam ser complexificada, por parte de seus docentes, colaboradores e estudantes, a partir desta obra.Esses sujeitos da experiência (LARROSA, 2002), que (com)vivem e/ou (com)viveram na FUNDARTE, são entendidos enquanto potências históricas, sociais e culturais, principalmente ao reconhecermos que é através dessa instituição de ensino, que desde 7 de junho de 1973 se consolida na cidade de Montenegro – Rio Grande do Sul, enquanto uma escola de artes, oportunizando o acesso ao ensino das Artes Visuais, da Dança, da Música e do Teatro.Com o passar dos anos de sua existência, histórias foram escritas, vidas foram (trans)formadas, processos de ensino e aprendizagens foram mutuamente atravessados por todos aqueles que fizera da fundação um lugar de acolhimento artístico e cultural.Portanto, é sobre esse lugar singular que cada um que se permitiu estar aberto à educação através e com a arte que surge o questionamento:Que Histórias podem ser contadas por aqueles que (Com)Vivera através da Arte na FUNDARTE?Com vistas às respostas ao questionamento, esta obra, intitulada: “CARTAS NARRATIVAS: O que Eu (Com)Vivi na FUNDARTE”, emerge da proposição de minha tese de doutoramento em educação, desenvolvida junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação – Doutorado, da Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC, e vinculada à Linha de Pesquisa: “Aprendizagem, Tecnologias e Linguagem na Educação”.Nesse sentido, as 38 Cartas Narrativas, aqui relacionadas, permitem conhecer as Histórias de Vidas que foram transversalizadas pelas artes na FUNDARTE, na interlocução-escrita de professores, colaboradores e estudantes que se fizeram presentes em diferentes tempos e espaços de (Com)Vivência na instituição – sendo este o objetivo central da proposição que deu origem a esta obra.O desenvolvimento da pesquisa que deu origem a este livro pode complexificar algumas lacunas sobre os acontecimentos histórico-artísticos da FUNDARTE, a partir das Cartas e dos Registros Artísticos (fotografias) compartilhados por aqueles que tivera as suas histórias de vida atravessadas pela arte na instituição.Identificar e reconhecer os sujeitos da experiência (docentes, colaboradores e estudantes), enquanto “um espaço onde têm lugar os acontecimentos”, fortalece a concepção de que a experiência emerge enquanto uma “possibilidade de algo que nos aconteça ou nos toque”, algo que nos exija tempo para “parar para pensar, parar para olhar, parar para escutar”, além de nos permitirmos “falar sobre o que nos acontece”, cultivando a arte dos encontros (LARROSA, 2002, p. 24).É através dessa exposição escrita, sobre aquilo que transformamos em experiências por (com)viver na FUNDARTE, que se propõe complexificar a importância da existência da instituição à formação social, cultural e humana de todos que por ela se permitem ser atravessados.Assim, te convido a entrar, conhecer e se emocionar com as histórias que aqui se passam, que revelam sentidos e sentimentos através da arte e da educação que já perpassam cinco décadas na cidade de Montenegro.Amorosamente,Bruno Felix da Costa Almeid
EDUCAÇÃO, ARTE, MÚSICA E LEITURA: PROGRAMAS DE EXTENSÃO NA UERGS INTEGRANDO GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO
Esta comunicação apresenta as ações de extensão desenvolvidas por meio dos programas “Música e Educação” e ”A Arte de Ler”, os quais congregam estudantes da graduação e pós-graduação da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul. Sendo organizadas em projetos, eventos e cursos, as atividades têm sido empreendidas tanto de modo virtual quanto presencial, contribuindo com a ampliação das ações em prol da Educação, interrelacionadas às Artes, com foco na Música, e nas ações de leitura. Considera-se que a união de esforços tem oportunizado resultados positivos na área, contribuindo com a ampliação de ações de apreciação artística, musical e literária
A PERFORMANCE EM ESTUDOS ECOSSISTÊMICOS COM O MOVIMENTO MENINAS CRESPAS
O projeto de pesquisa em andamento A performance em estudos ecossistêmicos com o Movimento Meninas Crespas, (PROBIP 2023-24 da Uergs) propõe o desenvolvimento de práticas artísticas e pedagógicas em dança e teatro junto ao Movimento Meninas Crespas (MMC), grupo de jovens estudantes da escola Lidovino Fanton, no bairro Restinga de Porto Alegre. Costurando as relações entre meio ambiente e as corporeidades em seus atravessamentos geográficos e sociais, a pesquisa desenvolve a noção de corpo ecossistêmico, buscando abordar a corporeidade em relação integrada entre meio ambiente e cultura. A metodologia é baseada pela prática, com encontros artístico pedagógicos junto ao grupo de estudantes e estudos teórico práticos com a equipe do projeto. O principal referencial teórico utilizado vem de: Leda Maria Martins, Tânia Pacheco e Luiz Rufino. Como resultados estima-se a criação de uma performance junto ao MMC com temas relacionados à ecologia e narrativas afro-brasileiras que será levada à público em teatro da capital, além da criação de um vídeo pedagógico sobre o trabalho desenvolvido e a produção de artigo científico