Portal de Periódicos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima (IFRR)
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    A INFLUÊNCIA DO PLANO DE ENSINO NA MELHORIA DO DESEMPENHO E APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS CURSOS TÉCNICOS SUBSEQUENTES CAMPUS BOA VISTA/IFRR

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    A organização didática estabelece a obrigatoriedade da elaboração e entrega dos planos de ensino pelos professores, para a análise do setor pedagógico. O Plano de Ensino é uma ferramenta estratégica e fundamental que orienta o planejamento curricular e a prática docente. Ele permite aos professores que planejem as aulas de forma eficaz, garantindo o alinhamento das bases tecnológicas com as competências e habilidades a serem desenvolvidas pelos alunos, promovendo a transparência educativa, uma vez que o documento oferece clareza aos estudantes sobre o que será ensinado, os métodos de avaliação e os resultados esperados. Porém, os professores devem enviar os planos de ensino dos componentes curriculares e cumprir o ciclo completo: entrega, análise e obtenção da assinatura final para que os planos de ensino sejam considerados válidos. Sem essa ação corretiva, a instituição corre o risco de operar a maior parte de sua oferta curricular sem a devida aprovação pedagógica. Nesse sentido, a pesquisa realizada tem o objetivo de apresentar as ações técnico-pedagógicas desenvolvidas pelo Assessoramento Pedagógico do Ensino Técnico Subsequente, com foco na análise e acompanhamento dos Planos de Ensino. A pesquisa foi desenvolvida por meio do Sistema Unificado de Administração Pública no período de 2023 a 2025. Dessa forma os resultados mostraram que em 2023, 2024 e 2025 que somaram 338 componentes curriculares ofertados pela instituição, 76 planos de ensino foram entregues para análise, destes somente 06 foram finalizados com a assinatura do pedagogo, 262 permanecem pendentes sem entrega. Sem a assinatura, esses documentos não são considerados válidos ou finais, deixando a maior parte da oferta curricular sem a homologação pedagógica. Diante da problemática apresentada pelo levantamento de dados dos últimos três anos, observamos um baixo índice de adesão e entrega dos planos de ensinos pelos professores dos cursos técnicos subsequentes do Campus Boa Vista. O Plano de Ensino é uma importante ferramenta de redução das taxas de evasão e melhoria da retenção no ensino, com isso um dos objetivos mais relevantes do plano de ensino é propiciar aos professores a vivência de produção de conhecimento escolar. 

    TEA NA ESCOLA: CONSCIENTIZAÇÃO E INCLUSÃO NO AMBIENTE ESCOLAR

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    O projeto de extensão TEA na Escola: Conscientização e Inclusão no Ambiente Escolar foi executado entre abril e julho de 2025, com o propósito de promover a inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em escolas municipais e estaduais de Boa Vista-RR. A iniciativa buscou sensibilizar a comunidade escolar, capacitar educadores e propor adaptações pedagógicas que favorecessem práticas inclusivas. As ações compreenderam palestras, oficinas e rodas de conversa realizadas em diferentes instituições de ensino, abordando temas como características do TEA, estratégias de ensino, comunicação alternativa, empatia, convivência e o papel da escola na promoção da inclusão. Durante a execução, foram alcançadas mais de 300 pessoas, entre professores, coordenadores, cuidadores, alunos e familiares. As avaliações dos participantes destacaram a clareza das palestras, a relevância das temáticas e a aplicabilidade dos conteúdos na prática pedagógica, com média de satisfação superior a 90%. As sugestões apontaram a necessidade de maior tempo para as formações e continuidade das ações em outras escolas. Os resultados obtidos evidenciaram avanços significativos na compreensão sobre o autismo e na disposição dos educadores em aplicar práticas inclusivas, contribuindo para um ambiente escolar mais acolhedor e empático. O projeto fortaleceu o diálogo entre escola e comunidade, incentivando o respeito à diversidade e o reconhecimento das potencialidades dos estudantes autistas, minimizando um problema até então, crescente nas escolas de Boa Vista – RR: a falta de conhecimento e a insuficiente formação dos educadores sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Sendo assim, concluiu-se que a formação continuada e o envolvimento coletivo são fundamentais para consolidar políticas efetivas de inclusão escolar e social.                  

    MULHERES QUE ESCREVEM: AUTORIA FEMININA, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E SENTIDOS À DOCÊNCIA

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    Este trabalho está sendo desenvolvido no Instituto Federal de Roraima (IFRR), Campus Boa Vista, aprovado pelo Edital nº 5/2025 – INOVA/PROEN/IFRR, o projeto Mulheres que escrevem visa promover práticas pedagógicas que valorizem a autoria feminina nos cursos de licenciatura do IFRR, entendendo a escrita como ferramenta de expressão, escuta, resistência e pertencimento. Muzart (2003) explica que, ao longo da história, mulheres escritoras tiveram seu trabalho desvirtuado ou não focalizados por pressões sociais que favoreciam os homens. O projeto propôs integrar ensino, pesquisa e extensão na construção de espaços formativos voltados à produção textual de mulheres, envolvendo alunas, professoras, pesquisadoras e representantes da comunidade externa. O objetivo fomenta práticas pedagógicas inovadoras por meio da valorização da escrita feminina, promovendo o protagonismo da mulher para a promoção de espaços de diálogo e produção colaborativa. A metodologia envolve um conjunto de ações, como oficinas de escrita: “Escrevivências Acadêmicas: Construindo o Seu Projeto de Mestrado”, “Mulheres que Escrevem o Saber: Oficina de Artigo Científico” e “Autoria Feminina e Visibilidade Acadêmica: Construindo Seu Lattes”, rodas de conversas mediada pelo Grupo de estudos de gênero e culturas – GENC e uso de plataformas digitais para a divulgação das atividades promovidas pelo projeto, estas voltadas ao fortalecimento da autoria feminina e ao incentivo à escrita e à produção acadêmica de mulheres. Ademais, um dos objetivos centrais do projeto foi o seletivo de poesias, que resultará em um livro autoral exclusivamente feminino. A primeira fase, intitulada “Chamada Pública de Poesias” realizada entre setembro e outubro deste ano, contou com ampla adesão, totalizando 385 submissões de mulheres de todo o país, o que conferiu ao projeto expressiva visibilidade nacional. Nesse contexto, o projeto avança para sua segunda etapa, dedicada à curadoria e premiação dos textos selecionados, bem como à organização e editoração do livro de poesias um marco simbólico e coletivo que reafirma a potência da escrita feminina como espaço de resistência, expressão e transformação social

    HIDRELÉTRICAS NA AMAZÔNIA E DESIGUALDADE ENERGÉTICA: REFLEXÕES SOBRE O CASO DE RORAIMA

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    O trabalho apresenta uma reflexão sobre a expansão das hidrelétricas e das linhas de transmissão na Amazônia, com destaque para o estado de Roraima, único não interligado ao Sistema Interligado Nacional (SIN), até o ano de 2024. A análise discute o contraste entre o potencial energético da região e o persistente déficit de acesso à eletricidade em comunidades amazônicas, revelando as contradições entre o discurso do desenvolvimento e a realidade social dos territórios impactados. A pesquisa, adota como referencial teórico a abordagem de Milton Santos sobre técnica, tempo e espaço, compreendendo o sistema técnico de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica como expressão das relações sociais e econômicas do capitalismo globalizado. O estudo emprega análise bibliográfica e documental, a partir de bases acadêmicas nacionais e internacionais, além de relatórios técnicos e dados oficiais de instituições setoriais. Essa metodologia possibilita examinar o SIN e sua relação com regiões isoladas, especialmente Roraima, identificando os efeitos seletivos e fragmentadores da expansão energética sobre a organização territorial. Os resultados indicam que, embora a Amazônia abrigue quatro das cinco maiores hidrelétricas do país, Roraima permanece dependente de sistemas isolados movidos a combustível fóssil, com custo elevado e impacto ambiental expressivo. Tal dependência reforça a vulnerabilidade energética do estado, marcada por interrupções frequentes e desigualdades no acesso à eletricidade, principalmente em áreas rurais, indígenas e fronteiriças. Essa condição evidencia que a lógica de produção e circulação da energia privilegia os grandes centros urbanos e a acumulação de capital, em detrimento das necessidades locais e da justiça socioambiental. Nota-se que o desafio energético da Amazônia, e particularmente de Roraima, exige uma compreensão integrada do território, capaz de articular soberania energética, sustentabilidade e equidade social

    CAM Dance

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    O Projeto "CAM Dance” foi criado para combater o sedentarismo, o estresse e a ansiedade do cotidiano, com ações que aliviassem essas tensões e que ao mesmo tempo favorecessem ao equilíbrio entre a mente e o corpo, levando à qualidade de vida. Desse modo, este projeto visou promover a saúde física e mental por meio de exercícios aeróbicos, com a participação de alunos do Instituto Federal de Roraima Campus Amajari e a comunidade de Amajari-RR. Para a realização das atividades deste projeto, a estudante bolsista estudava e elaborava as coreografias para as práticas de zumba; os exercícios seguiam a sequência de aquecimento inicial, exercício aeróbico coreografado e aquecimento final; a execução dos exercícios era feita no espaço do Malocão do IFRR Campus Amajari, duas vezes por semana, e na quadra esportiva do Colégio Militarizado Ovídio Dias de Souza, na sede do município de Amajari. Como forma de avaliação dos resultados, acompanhava-se a apreciação/recepção da comunidade participante no desenvolvimento das atividades, por meio de questionários orais/escritos, quinzenalmente; a partir dessa apreciação, as mudanças eram realizadas para atender às necessidades que surgissem. Outra forma de avaliar estava na apresentação dos participantes em eventos pedagógicos, científicos e culturais promovidos pelo IFRR/CAM e outras instituições. Os resultados alcançados estão relacionados ao desenvolvimento de competências da estudante-bolsista, que durante os três meses de execução deste Projeto, seguiu estudando os ritmos, elaborando coreografias e executando as práticas aeróbicas e desenvolvendo habilidades necessárias para sua evolução no projeto. Além disso, os resultados da execução do Projeto foram visualizados pelo desempenho nas apresentações dos participantes nos eventos promovidos pela instituição, beneficiando diretamente cerca de cinquenta pessoas, sendo elas crianças, jovens e adultos, membros da comunidade e alunos do campus, promovendo uma mudança positiva em seus estilos de vida e reduzindo o estresse e ansiedade em 90% dos participantes. Portanto, o projeto “CAM Dance” teve grande importância tanto para os alunos do Instituto Federal Campus Amajari quanto para a comunidade externa, levando interações sociais, propiciando distrações do dia corrido e notavelmente proporcionando bem-estar mental e físico, além de fortalecer a relação entre instituição e comunidade. 

    Festival Día de Los Muertos

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    O projeto “Festival Día de los Muertos” surgiu com a proposta de promover o conhecimento e a valorização da cultura hispanoamericana, especialmente a tradição mexicana de celebração dos mortos. Em um contexto histórico, o encontro entre as culturas indígena e espanhola, ocorrido no século XVI, resultou em novas expressões culturais e rituais que unem religiosidade, arte e identidade. Essa celebração, marcada pela alegria e pelas cores, representa a valorização da memória e a convivência simbólica com os entes falecidos, sendo uma manifestação significativa da cultura mexicana. Desta forma, o projeto objetivou estabelecer relações entre a cultura brasileira e a hispanoamericana a partir do Festival Día de los Muertos, a fim de reconhecer na comunicação intercultural e linguística sua eficaz aplicação como ferramenta essencial no tratamento de diferentes culturas. Os objetivos específicos incluíram o reconhecimento da diversidade cultural, a compreensão das crenças em torno da morte, o estímulo à criatividade e criticidade dos alunos e a integração entre as turmas do ensino médio técnico. A metodologia baseou-se na participação de cerca de 150 (cento e cinquenta) estudantes, distribuídos em turmas que homenagearam diferentes celebridades por meio da construção de altares de mortos e apresentações culturais. As etapas envolveram pesquisa biográfica, elaboração dos altares, apresentações artísticas e a culminância em um evento aberto à comunidade, com exposição dos trabalhos e o Concurso da Catrina e do Catrín. Todo o processo foi seguido de perto por professores e avaliado por uma comissão. Nos resultados, destacou-se o fortalecimento do processo de ensinoaprendizagem, o desenvolvimento da sensibilidade cultural e o reconhecimento da IFRR como espaço de valorização da diversidade, além da ampliação do senso crítico, criativo e colaborativo dos alunos. Por outro lado, o projeto mostrou-se assunto relevante para os estudantes, que vivenciaram práticas inovadoras e interculturais, e para o público em geral, que teve acesso a uma experiência artística e educativa que promoveu o respeito à diversidade e o intercâmbio entre culturas

    Bioinsumo: Produção e liberação de ovos de Cereochrysa valida (Neuroptera: Chrysopidae) para o controle de Aphis craccivora (Hemiptera: Aphididae) em feijão caupi.

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    O uso abusivo de inseticidas prejudica o equilíbrio dos ecossistemas e reduz as populações de insetos benéficos. Diante disso, o controle biológico surge como uma alternativa sustentável no manejo de pragas, destacando-se os crisopídeos por sua eficiência em diversas culturas. Este trabalho teve como objetivo multiplicar Ceraeochrysa valida, espécie endêmica de Roraima, e testar diferentes formas de dispersão de seus ovos em cultivo de feijão-caupi. As coletas foram realizadas em uma área agroecológico de citros no Instituto Federal de Roraima Campus Novo Paraíso, em Caracaraí. Os insetos foram capturados manualmente, identificados em laboratório e selecionados apenas machos e fêmeas, com autorização do ICMBIO/SISBIO. A espécie foi mantida em gaiolas adaptadas, alimentada com mel e levedo de cerveja, sob temperatura constante de 25 °C e fotoperíodo de 12 horas. As larvas foram alimentadas com Aphis craccivora. Para obtenção dos pulgões, plantas de feijão-caupi foram infestadas no estádio V4. O experimento iniciou-se na terceira geração (F3); os ovos foram armazenados a 10 °C por períodos variáveis (1, 3, 5, 8 e 15 dias), sendo o tratamento controle a 25 °C, em delineamento inteiramente casualizado com seis tratamentos e dez repetições. No experimento de liberação de ovos, foram testados três tratamentos (controle, ovos em cartela e ovos a granel), com 12 repetições. As variáveis avaliadas foram o número de larvas eclodidas, a quantidade de pulgões e o número de larvas que permaneceram nas plantas ao final do período experimental. O teste de viabilidade indicou que os ovos mantiveram alta taxa de eclosão até o terceiro dia de armazenamento a 10 °C, apresentando perda total de viabilidade a partir do oitavo dia. Isso demonstra que curtos períodos de refrigeração são viáveis para conservação e transporte dos ovos. No experimento de liberação de ovos, observou-se diferença entre os métodos de dispersão, o tratamento com ovos em cartela apresentou maior número de larvas eclodidas e menor permanência nas plantas, enquanto o tratamento com ovos a granel apresentou menor taxa de eclosão, porém maior permanência das larvas nas plantas, favorecendo o controle dos pulgões. Os resultados indicam que Ceraeochrysa valida possui potencial para uso em programas de controle biológico, com boa viabilidade dos ovos sob-refrigeração e eficiência predatória no manejo de pulgões em feijão-caupi.

    BIOSTART - GUIA INTERATIVO PARA PRODUÇÃO DE BIOGÁS COM RESÍDUOS ORGÂNICOS

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    O biogás representa uma alternativa promissora diante da crescente demanda por fontes renováveis de energia. Apesar do potencial teórico de 84,6 bilhões de metros cúbicos ao ano, o Brasil aproveita apenas cerca de 3,3%, o que evidencia a necessidade de tecnologias acessíveis para o reaproveitamento de resíduos orgânicos. Composto principalmente por metano, o biogás pode ser usado em fogões, motores e na geração elétrica, mas muitos pequenos produtores ainda enfrentam barreiras técnicas para adotá-lo. O BioStart surgiu em sala de aula, durante uma disciplina do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do Instituto Federal de Roraima – Campus Boa Vista. A proposta do professor era desenvolver um projeto tecnológico voltado à sustentabilidade, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Como parte das atividades, os alunos foram desafiados a criar protótipos de sites e aplicativos que unissem inovação, prática e impacto positivo para a sociedade e o meio ambiente. Dessa iniciativa nasceu o BioStart, uma aplicação digital educativa que orienta, de forma prática e acessível, o uso do biogás. O projeto visa incentivar a produção a partir de resíduos orgânicos, oferecer conteúdos educativos e orientação técnica, capacitar produtores e promover o acesso à energia limpa e sustentável. A pesquisa adotou abordagem exploratória e prototipação iterativa, priorizando acessibilidade e usabilidade. As interfaces foram criadas no Figma, o aplicativo mobile desenvolvido com Expo Snack (React Native) e o sistema web em HTML hospedado no GitHub Pages, integrado ao Firebase e à plataforma Render. O protótipo apresenta simulador de produção, checklist de montagem, quiz educativo e módulo informativo sobre biogás. Avaliado por cerca de 80 participantes, o projeto obteve mais de 90% de aprovação quanto à facilidade de uso, clareza e utilidade. Conclui-se que o BioStart une tecnologia e sustentabilidade, apresentando potencial para ampliar o conhecimento sobre energias renováveis e incentivar práticas ambientalmente responsáveis

    ECOHACKERS: EDUCAÇÃO AMBIENTAL INTERATIVA POR MEIO DE TECNOLOGIA E GAMIFICAÇÃO

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    As mudanças climáticas e os desafios ambientais contemporâneos exigem soluções educativas inovadoras, capazes de engajar jovens na adoção de práticas sustentáveis. O projeto EcoHackers – Doutores da Informática surge como uma proposta tecnológica que combina educação ambiental, gamificação e interação digital, com o objetivo de formar cidadãos conscientes e críticos sobre a importância da preservação ambiental. A iniciativa integra um site educativo interativo e um jogo digital intitulado “Missão Verde”, promovendo aprendizado lúdico e engajamento ativo em temáticas ambientais. A metodologia aplicada baseou-se na integração entre educação e tecnologia, com foco na gamificação para estimular o aprendizado. O site contém seções temáticas que abordam poluição, desmatamento e reciclagem, enquanto o jogo digital oferece experiências de simulação, em que os jogadores assumem o papel de detetives ecológicos. Foram implementadas funcionalidades como mapa interativo de áreas impactadas, terminal hacker simulado para resolução de desafios ambientais, sistema de separação de resíduos com pontuação educativa e NPCs informativos que fornecem dicas sobre reflorestamento, economia de energia e proteção da fauna e flora. A integração entre site e jogo garante uma experiência educativa contínua, que conecta informação, prática e reflexão. Espera-se que o projeto promova maior engajamento dos jovens, estimulando atitudes sustentáveis, participação em debates ambientais e aplicação prática de conhecimentos adquiridos. A plataforma também visa desenvolver habilidades digitais, senso crítico e consciência sobre o impacto das ações humanas no meio ambiente. Conclui-se que o EcoHackers demonstra o potencial da tecnologia como ferramenta estratégica de educação ambiental, promovendo inovação pedagógica, responsabilidade social e cidadania digital. A combinação de recursos digitais, gamificação e conteúdos educativos contribui para a formação de uma geração mais consciente, capaz de agir de forma sustentável e de influenciar positivamente sua comunidade. O projeto evidencia a importância da integração entre tecnologia, educação e sustentabilidade para enfrentar os desafios ecológicos contemporâneos

    REGISTROS DE APARIÇÃO E RISCO DE EXTINÇÃO DO HERPAILURUS YAGOUAROUNDI (GATO-MOURISCO) NO ESTADO DE RORAIMA

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    Com a expansão agropecuária e urbana, o habitat natural de diversas espécies silvestres vem sendo severamente fragmentado, representando uma ameaça significativa à sobrevivência e ao comportamento natural da fauna nativa. O Herpailurus yagouaroundi, popularmente conhecido como gato-mourisco, pertence à família Felidae e apresenta ampla distribuição geográfica, ocorrendo desde a América do Norte até a América do Sul. No Brasil, a espécie está presente em todos os biomas; contudo, fatores como queimadas, desmatamento e caça ilegal têm reduzido significativamente suas populações, levando-a à categoria “Vulnerável” (VU) de acordo com o sistema SALVE/ICMBio, que classifica animais com risco de extinção. O H. yagouaroundi é um felino de porte médio, com expectativa de vida de aproximadamente 15 anos na natureza, peso médio de 9 kg e comprimento total de cerca de 1 metro, sendo que a cauda representa cerca de um terço desse tamanho. Sua pelagem é lisa e desprovida de pintas, variando entre tons de laranja-avermelhado, cinza e preto, característica que a diferencia de outros felinos silvestres brasileiros. O presente estudo teve como objetivo registrar a ocorrência de Herpailurus yagouaroundi no sul do estado de Roraima, utilizando 20 armadilhas fotográficas (modelo HC-801A-LI) equipadas com sensores de movimento e infravermelho, possibilitando o monitoramento da fauna em períodos diurnos e noturnos. As câmeras foram instaladas em locais estratégicos, como trilhas e margens de corpos d’água, a aproximadamente 30 cm do solo, fixadas em troncos de árvores, em áreas reconhecidas como rotas potenciais de deslocamento de mamíferos silvestres. Apesar do extenso período de monitoramento, foi registrado apenas um indivíduo da espécie, observado em maio de 2024, evidenciando sua rara aparição mesmo dentro do habitat natural. Esse registro reforça a necessidade urgente de estratégias de conservação e manejo ambiental, uma vez que a escassez de registros pode indicar isolamento populacional, redução da disponibilidade de presas e degradação dos ecossistemas locais. O fortalecimento de políticas públicas, ações educativas e a criação de corredores ecológicos são medidas essenciais para garantir a sobrevivência do Herpailurus yagouaroundi em Roraima

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