Portal de Periódicos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima (IFRR)
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A IDENTIDADE VISUAL COMO FERRAMENTA DE PRESERVAÇÃO CULTURAL EM RORAIMA: O USO DE ELEMENTOS GRÁFICOS REGIONAIS
O conhecimento e a valorização da cultura regional são fundamentais para a preservação do patrimônio cultural, e o Design desempenha papel essencial nesse processo ao traduzir visualmente os traços culturais de uma sociedade. O principal objetivo desta pesquisa foi analisar como as empresas de Roraima incorporam elementos da identidade cultural local em suas identidades visuais, evidenciando a relação entre design, território e pertencimento, bem como identificar os principais elementos característicos da cultura roraimense presentes nas identidades visuais de empresas locais, incluindo símbolos, cores e tipografias, além de apontar o setor econômico que mais utiliza esses elementos. A metodologia utilizada foi a análise iconográfica de Panofsky, composta por três etapas: a análise pré-iconográfica, que observou aspectos formais como formas, cores e composições; a análise iconográfica, voltada à interpretação dos símbolos e significados associados; e a análise iconológica, que examinou o design como meio de comunicação cultural. Foram analisadas 27 identidades visuais de empresas roraimenses. Os resultados apontam que o setor de turismo destaca-se como o que mais utiliza elementos regionais e que, em 59,2% das empresas analisadas, os nomes fazem referência direta a aspectos locais, como “Macuxi”, “Makunaíma”, “Roraima” e “Roraimeira”. Quanto aos elementos iconográficos, a maioria das empresas, 85,18%, utilizam pelo menos duas características da cultura regional. Os símbolos mais recorrentes foram o Monte Roraima, cores regionais, grafismos indígenas e a vegetação de buritizal, demonstrando a forte presença de ícones de fácil reconhecimento da identidade roraimense. Identificou-se que os principais propósitos comunicativos desses elementos são a identificação regional, o apelo turístico e a diferenciação competitiva. Conclui-se que as empresas de Roraima incorporam de forma significativa elementos culturais e territoriais em suas identidades visuais, evidenciando uma forte ligação entre marca, território e senso de pertencimento local. Símbolos como o Monte Roraima, as cores típicas da região e os grafismos indígenas reforçam esse vínculo com a cultura roraimense, especialmente no setor de turismo. Contudo, a valorização cultural aparece de maneira explícita em apenas 5,64% dos casos, o que sugere que, embora as identidades visuais dialoguem com a cultura local, seu uso está frequentemente associado a objetivos mercadológicos e estratégicos
FEIRA ITINERANTE YAHI: ECONOMIA SOLIDÁRIA E CIRCULAR DO IFRR-CBV
A economia circular é um modelo econômico alternativo ao modelo linear tradicional baseado nos princípios de redução, reutilização, recuperação e reciclagem. Este sistema busca manter os produtos, componentes e materiais em seu mais alto nível de utilidade e valor em todos os momentos, criando um ciclo contínuo de reaproveitamento que vai contra o modelo tradicional baseado em extrair, produzir e descartar. O presente trabalho é um projeto de extensão que ainda está em andamento e tem como objetivo realizar a “Feira Itinerante Yahi: economia solidária e circular do IFRR-CBV” durante os eventos institucionais, dando visibilidade as ações desenvolvidas por alunos e servidores e promover práticas sustentáveis por meio da troca de livros usados, feira de roupas de "segunda mão" e a comercialização de produtos diversos com foco na reutilização e reaproveitamento de materiais. As ações do projeto iniciaram no segundo semestre de 2025 e até um momento uma ação foi realizada durante o IF Comunidade, em setembro de 2025. Para esta atividade, três turmas de primeiro ano do Ensino Médio Integrado aos Cursos Técnicos de Edificações, Secretariado e Informática do IFRR/Campus Boa Vista participaram, e a ação também foi estendida aos servidores e a pequenos empreendedores individuais externos. Livros, roupas, itens de perfumaria e brinquedos foram arrecadados e comercializados pelas turmas e membros do projeto. Os empreendedores externos comercializaram desde alimentos, bijuterias a roupas. Os itens arrecadados que não foram vendidos, foram doados para instituições na cidade de Boa Vista/Roraima. Pretende-se realizar mais uma ação durante o 13º Forint em novembro de 2025. Observou-se até o momento que a feira foi um espaço de aprendizado, troca e engajamento em torno dos princípios da economia circular, valorizando a produção sustentável e colaborativa, estimulando o empreendedorismo entre estudantes e divulgando produtos e serviços de empreendedores locais.
PRODUÇÃO E ANÁLISE BROMATOLÓGICA DO FARELO DE MILHO ROXO (ZEA MAYS L.)
O milho (Zea mays L.) é um dos principais cultivos agrícolas do mundo, com ampla utilização na alimentação humana e animal, além de ser matéria-prima para biocombustíveis. O Brasil ocupa posição de destaque nesse contexto, sendo o terceiro maior produtor e o principal exportador global. Dentre as variedades existentes, o milho roxo se destaca pelo elevado teor de antocianinas (pigmentos naturais responsáveis pela coloração intensa dos grãos). Apesar de seu potencial nutricional e funcional, o cultivo dessa variedade ainda é pouco explorado no país.Diante disso, o presente estudo teve como objetivo avaliar a composição bromatológica do farelo de milho roxo produzido em propriedades locais do município de Caracaraí-RR, visando analisar seu potencial como ingrediente alternativo em formulações de rações animais. O experimento foi realizado no Instituto Federal de Roraima – Campus Novo Paraíso (IFRR/CNP), entre setembro de 2024 e agosto de 2025. As amostras foram obtidas a partir de grãos de milho roxo coletados em duas propriedades locais, os quais foram secos a 55 °C por 72 horas e moídos em peneira de 1 mm. As análises bromatológicas seguiram metodologias de Silva & Queiroz (2002), Van Soest et al. (1991) e Sniffen et al. (1992), determinando os teores de matéria seca (MS), proteína bruta (PB), extrato etéreo (EE), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA), minerais e carboidratos totais (CHO) e não fibrosos (CNF). O milho roxo (MR) apresentou maior teor de matéria seca (94,92%) em relação ao milho convencional (MC) (94,66%) e maior conteúdo de extrato etéreo (4,80% contra 4,10%). Por outro lado, apresentou teor menor de PB (10,2% contra 11,14%) e menores valores de FDN (7,0%) e FDA (1,7%) em relação ao MC (8,0% e 1,8%, respectivamente). Os valores de CHO e CNF, foram também mais elevados no MR ( 83,70% e 76,70%) conta o MC (83,64% e 75,64% respectivamente). Embora as diferenças não tenham sido estatisticamente significativas, o milho roxo cultivado em Roraima demonstrou composição bromatológica satisfatória, sendo viável sua utilização em rações animais e contribuindo para a diversificação das fontes energéticas e valorização da produção local.
RITMOS CAM
Percebe-se que no dia a dia o cansaço mental advindo de estudo um integral (para os alunos do IFRR) ou a execução de tarefas essenciais – levam ao estresse e ansiedade constante. Nesse sentido, é necessário a busca de meios que aliviem as tensões e que ao mesmo tempo favoreçam ao equilíbrio entre “mente e corpo”, levando à qualidade de vida. Logo, o projeto “Ritmos CAM” nasceu como uma iniciativa de trabalhar com variados ritmos de dança, como forma de diminuir o estresse e ansiedade causado pelas rotinas diárias dos estudantes. Por conseguinte, o projeto visou desenvolver a prática da dança por meio do ensinoaprendizagem de ritmos variados a partir da interação de alunos do IFRR-CAM, a fim de proporcionar bem-estar com atividade divertida e prazerosa, favorecendo à saúde física e mental. Especificamente, buscou-se promover a atividade física, trabalhar a timidez, estimular o desenvolvimento cognitivo e fortalecer a interação humana entre os participantes. A metodologia compreendeu diversas etapas: divulgação do projeto no Campus; aplicação de questionário para identificar os ritmos preferidos; estudo e elaboração das coreografias; realização das práticas semanais às quartas-feiras; registro das atividades; e avaliação periódica por meio de questionários. O projeto construiu um cronograma de cinco meses, com diferentes ritmos trabalhados por mês. Durante a execução do projeto, os resultados foram a redução do estresse, o aumento do bem-estar emocional e o fortalecimento das relações interpessoais; também o melhoramento cognitivo e o estímulo à aprendizagem, impactando positivamente o desempenho acadêmico dos estudantes. Além disso, o projeto participou em eventos institucionais, apresentando coregrafias dos ritmos de rock, reggaeton, salsa, bachata, merengue, carimbó e dança indígena. Cabe mencionar que, nesse contexto, o projeto tornou-se o promotor de ações que integram arte, saúde e educação. Ademais, demonstrou-se um impacto significativo tanto para os orientadores, que adquiriram experiência na execução e coordenação de atividades coletivas, quanto para a comunidade acadêmica e o público em geral, ao fomentar práticas saudáveis e inclusivas
A IMPORTÂNCIA DAS AULAS PRÁTICAS NO ENSINO DE CIÊNCIAS: EXPERIÊNCIAS NO LABORATÓRIO ESCOLAR COM O APOIO DO PIBID
Este relato de experiência tem como objetivo evidenciar a importância das aulas práticas no processo de ensino e aprendizagem. Por meio das atividades promovidas pelos bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) e professor supervisor, estudantes do 6º ao 9º ano da Escola Estadual Presidente Castelo Branco, em Caracaraí/RR, vivenciaram experiências dinâmicas e significativas no laboratório escolar. As atividades propostas abordaram conteúdos diversos e incluíram: I) Práticas de observação, como o uso do microscópio óptico para analisar células da mucosa bucal, um agente etiológico da malária (Plasmodium vivax) e amostras de água do Rio Branco; II) Práticas de manipulação, como o preparo de lâminas da raiz de cebola para o estudo da mitose, cultivo de bactérias em placas de Petri, construção de uma mão articulável de papel, montagem de terrários e produção de iogurte; III) Observação de fenômenos, por meio de experimentos que abordam temas como a camada de ozônio, efeito estufa, propagação do calor e as cores das chamas em sais metálicos. O espaço laboratorial tornou-se um ambiente de descobertas, permitindo que os estudantes conectassem teoria e prática, compreendessem fenômenos biológicos e desenvolvessem interesse pela pesquisa científica. Essas atividades também contribuíram para o aprimoramento de habilidades essenciais, como trabalho em equipe, autonomia, pensamento crítico e resolução de problemas. O envolvimento com os experimentos possibilitou que os estudantes assumissem um papel de protagonismo em seu aprendizado, participando ativamente de todas as etapas e demonstrando grande engajamento e curiosidade. Com o apoio do PIBID – Ciências Biológicas, foi possível organizar e aprimorar a realização das aulas práticas, aumentando a frequência e estimulando a participação ativa dos estudantes. O laboratório foi transformado em um espaço de descobertas e construção do conhecimento, consolidando os conteúdos de maneira concreta e prazerosa. Essas experiências aproximaram os alunos do fazer científico e contribuíram para uma formação integral como cidadãos críticos, conscientes e preparados para os desafios da sociedade
HISTÓRIA DE RORAIMA PARA VESTIBULARES E CONCURSOS PÚBLICOS.
O projeto “História de Roraima para vestibulares e concursos públicos” promove o ensino da história regional de forma crítica, acessível e contextualizada, contribuindo para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS 4) da ONU, que visa assegurar educação inclusiva e de qualidade a todos. Desenvolvido no Colégio Estadual Militarizado Ovídio Dias de Souza, no município de Amajari, o projeto atende estudantes locais, migrantes e indígenas com o objetivo de prepará-los para os vestibulares e concursos que contemplam conteúdos específicos sobre a História de Roraima. As aulas são pautadas em metodologias ativas, combinando exposições dialogadas, resolução de questões, rodas de conversa e uso de recursos audiovisuais, de modo a aproximar o conhecimento histórico das vivências cotidianas dos participantes. Os conteúdos abrangem os temas que estão presentes em vestibulares e concursos públicos que abordam a História de Roraima, desde a presença dos povos originários antes da colonização europeia até a formação sociopolítica contemporânea do estado, sempre articulando com a História do Brasil, da Amazônia e com os aspectos geopolíticos atuais. O projeto, apoiado pelo PIPEX, foi iniciado em 2025, encontra-se em desenvolvimento e já apresentou resultados parciais na Mostra Pedagógica do IFRR Campus Amajari. A experiência contribuí para o vínculo entre o Instituto Federal e a comunidade externa, ampliando o acesso ao conhecimento histórico e promovendo a valorização das identidades culturais locais. Portanto, além de preparar os estudantes para processos seletivos, o projeto desperta a consciência histórica e cidadã, estimulando a compreensão crítica dos sujeitos sociais na construção da história regional e nacional.
Palavras-chave: Ensino de História, Roraima, Educação, Extensão, Amajari.
Apoio financeiro: Financiamento: PIPE
DIAGNÓSTICO DO USO DA IA GENERATIVA NO IFRR/CBVZO: TIPOS, FINALIDADES, DIFICULDADES NA UTILIZAÇÃO E PROPOSTA DE CAPACITAÇÃO PARA USO ÉTICO E RESPONSÁVEL
A Inteligência Artificial (IA) vem se consolidando como uma tecnologia emergente com grande potencial de transformação nos processos educacionais e administrativos. No contexto do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima – Campus Boa Vista Zona Oeste (IFRR/CBVZO), observa-se o uso crescente de ferramentas de IA por parte de estudantes e servidores, no entanto, ainda são inexistentes dados sistematizados sobre como essa tecnologia está sendo utilizada, quais plataformas são mais acessadas, com que finalidade, quais dificuldades os usuários enfrentam e quais riscos éticos e operacionais são percebidos nesse uso. Diante desse cenário, o presente projeto de natureza aplicada, com abordagem mista (quanti-qualitativa), tem como objetivo principal diagnosticar o uso da IA pelos estudantes e servidores do IFRR/CBVZO. A pesquisa teve início no mês de julho e será concluída até o final do mês de novembro (2025), tendo como instrumento a coleta de dados por meio de um questionário eletrônico estruturado, desenvolvido via Google Forms, com perguntas objetivas e discursivas. A aplicação está sendo direcionada a aproximadamente 520 estudantes dos cursos presenciais e aos 75 servidores do campus (docentes e técnicos administrativos). O instrumento de coleta aborda aspectos como familiaridade com a IA, plataformas utilizadas, finalidades de uso, frequência, dificuldades percebidas e conhecimentos sobre ética digital. A análise dos dados será feita em duas etapas: quantitativa, utilizando estatística descritiva (frequência, porcentagem e média), e qualitativa, com base na técnica de análise de conteúdo (Bardin, 2011; Minayo, 2009). A metodologia está fundamentada em autores como Creswell (2010), Gil (2017) e Severino (2016). Com base nos dados coletados, será elaborada uma proposta de capacitação institucional voltada ao uso ético, crítico e responsável da IA. A capacitação será fundamentada na literatura científica e obras especializadas, como os estudos de Moura e Carvalho (2023), Giraffa e Kohls-Santos (2023), Vicari (2018) e Unesco (2024). Entre os resultados esperados, destaca-se a sistematização de dados sobre o uso da IA no IFRR/CBVZO, e o desenvolvimento de uma formação institucional personalizada
"CIENTICES" PARA NÃO CIENTISTAS: UMA INTERVENÇÃO EDUCOMUNICATIVA NO ENSINO MÉDIO PARA O COMBATE A DESINFORMAÇÃO AMBIENTAL
Este trabalho relata a experiência do projeto de intervenção educomunicativa "Cientices" para não cientistas - Mídia e Ciência no combate à desinformação ambiental, desenvolvido com turmas de Ensino Médio integrado ao curso técnico de Publicidade do Campus Boa Vista Zona Oeste (CBVZO) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima (IFRR). Frente ao crescente desafio da desinformação ambiental, amplificada em ecossistemas digitais, que afetam diretamente a credibilidade científica, educacional e dos veículos de imprensa, o projeto propõe aproximar estudantes dos saberes científicos e ambientais, por meio de uma linguagem acessível e do protagonismo juvenil. O objetivo geral é despertar na juventude o interesse pela ciência e sustentabilidade ambiental, fomentando práticas que estimulem a produção de conteúdos digitais acessíveis e uma postura crítica diante do fenômeno crescente da desinformação. A metodologia foi estruturada em fases, partindo de um diagnóstico participativo que revelou a alta dependência do público jovem com as mídias sociais e lacunas na alfabetização científico-midiática. Posteriormente, foram realizados encontros dialógicos de fundamentação teórica, estando atualmente na fase de realização de oficinas práticas para a produção de conteúdos midiáticos (podcasts, vídeos curtos, peças gráficas digitais), utilizando ferramentas tecnológicas gratuitas. Como resultados parciais, observou-se um aumento do entendimento de participantes do projeto quanto às temáticas abordadas e maior engajamento estudantil quanto às causas debatidas nos momentos dialógicos. Na próxima fase da intervenção, as turmas participantes, a partir dos aprendizados que obtiveram e com o acompanhamento docente, trabalharão na criação de produtos educomunicativos que "traduzem" a ciência e meio ambiente para as linguagens juvenis, além da prática da gestão de perfis em redes sociais para o combate à desinformação ambiental. A experiência demonstra, até o momento, o potencial da educomunicação como ferramenta para fortalecer a cultura científica/ambiental na escola e capacitar os jovens como agentes multiplicadores(as) de informação confiável, contribuindo para estratégias locais de aproximação entre ciência e sociedade, para adaptação à crise ambiental e para o fortalecimento do compromisso social no ambiente escolar
EAD E EDUCAÇÃO INDÍGENA: IMPACTOS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES E NA PRESERVAÇÃO DAS LINGUAS MATERNAS NO CURSO DE LICENCIATURA EM LETRAS / PORTUGUÊS – LINGUAS INDIGENAS
A educação indígena no Brasil tem se constituído como um campo de lutas, conquistas e desafios, especialmente no que se refere à formação de professores e à preservação das línguas originárias. Com o avanço das tecnologias da informação e comunicação, o Ensino a Distância surge como uma alternativa promissora para ampliar o acesso à formação docente em comunidades indígenas, muitas vezes localizadas em regiões de difícil acesso. No entanto, a inserção dessa modalidade de ensino em contextos culturalmente específicos exige reflexão crítica sobre seus reais impactos na valorização e manutenção das línguas maternas. Nesse sentido, este projeto de pesquisa busca investigar de que maneira o EAD tem influenciado a formação de professores indígenas, com foco na relação entre a educação mediada por tecnologias e a preservação linguística. Parte-se do pressuposto de que, embora o EAD possa oferecer ferramentas para a educação intercultural, é necessário avaliar se suas práticas e conteúdos estão de fato contribuindo para o fortalecimento das identidades linguísticas indígenas. Este trabalho tem como objetivo analisar os efeitos da EAD na formação de professores indígenas e investigar como o Curso de Licenciatura em Letras Português - Línguas Indígenas contribui para a manutenção das línguas maternas e para o fortalecimento identitário dessas comunidades. A metodologia adotada será em pesquisa qualitativa de caráter exploratório, levantamento bibliográfico, aplicação de questionários junto a acadêmicos do curso e docentes indígenas em formação. Assim, espera-se que os resultados obtidos possam contribuir para a construção de políticas e práticas educacionais mais sensíveis às realidades indígenas. Conclui-se que a modalidade, quando adaptada às necessidades locais, fortalece a formação de professores indígenas e contribui significativamente para a continuidade das línguas maternas, reafirmando o papel da educação como instrumento de resistência e identidade cultural
AUTISMO - GRUPO DE APOIO: CUIDANDO DE QUEM CUIDA
O projeto de extensão aborda o Transtorno do Espectro Autista (TEA) em sua dimensão familiar e social, reconhecendo a importância da convivência, do apoio mútuo e do compartilhamento de experiências entre famílias que enfrentam desafios semelhantes. Ele tem como foco promover a inclusão social das crianças e jovens com TEA e suas respectivas famílias, fortalecendo redes de apoio e desenvolvendo habilidades sociais, sensoriais e emocionais por meio de atividades recreativas, formativas e de convivência. Busca-se criar espaços acolhedores de escuta, aprendizado e trocas afetivas, contribuindo para o bem-estar e o desenvolvimento integral dos participantes. A proposta alinha-se aos princípios da educação inclusiva e da convivência comunitária, valorizando as potencialidades individuais e o respeito à diversidade. A metodologia é desenvolvida em dois eixos principais. O primeiro consiste na realização de encontros e rodas de conversa destinadas a familiares e cuidadores, com trocas de experiências e orientações, acompanhada da profissional psicóloga. O segundo ambiente envolve a organização de atividades recreativas, motoras e sensoriais, como jogos cooperativos, brincadeiras adaptadas que favorecem o estímulo sensorial, a socialização e a diversão. Ademais, também contempla a elaboração e divulgação de materiais educativos e informativos, além do levantamento de publicações científicas e documentos oficiais sobre TEA, visando à formação continuada da bolsista e de voluntários profissionais. As atividades ocorreram entre setembro e novembro de 2025, com participação direta de famílias, dos profissionais e das instituições parceiras, como a Associação União de Pais e Pessoas Autistas de Roraima (UPPA - RR). Como resultados, observou-se o fortalecimento das relações familiares, o desenvolvimento das habilidades dos participantes e a propagação de informações qualificadas sobre o tema. Portanto, o projeto representou uma iniciativa de grande relevância social, que contribuiu para uma sociedade mais acolhedora e comprometida com a promoção da inclusão e do respeito à diversidade