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Migrânea e comportamento suicida: cronificação como mecanismo intermediário e associação com depressão e sintomas cognitivo-comportamentais no ataque
Introdução
A migrânea é frequentemente associada à ideação/tentativa de suicídio na literatura, porém, há uma carência de estudos nacionais.
Objetivos
Explorar a associação entre comportamento suicida e migrânea em três centros nacionais.
Material e métodos
Estudo transversal em ambulatórios especializados. Pacientes com migrânea episódica (ME) e crônica (MC) foram convidados consecutivamente. Acompanhantes, funcionários e pacientes de ambulatórios de Dermatologia sem cefaleia foram convidados como controles. A ideação suicida (IS) foi pesquisada pelas escalas Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9, últimas duas semanas) e Columbia-Suicide Severity Rating Scale (C-SSRS, últimos dois meses). A tentativa de suicídio (TS) ao longo da vida foi explorada pela C-SSRS. Aprovado pelo CEP/HC/UFPR 2.732.610.
Resultados
Incluímos 297 indivíduos (MC 116, ME 101, controle 80) dos quais 41-57 (PHQ-9 e C-SSRS; 13,8-19,2%) com IS e 35 (11,8%) com TS. A proporção de IS foi maior no grupo MC em relação aos controles (PHQ-9: 21,6% vs. 6,2% p=0,006; C-SSRS: 26,7% vs. 10,0% p=0,005; regressão simples) e, pela PHQ-9, em comparação com ME (21,6% vs. 10,9% p=0,038). A proporção de TS foi marginalmente superior em MC comparados com controles (17,2% vs. 7,5% p=0,054). Para a análise multivariada agregamos a ocorrência de IS e/ou TS como comportamento suicida (CS) e, para fins de inferência causal, ajustamos cinco confundidores de acordo com um gráfico acíclico dirigido. A probabilidade de CS sofre efeito da MC em comparação com controles (OR 2,69; IC95% 1,23-6,24). Um modelo preditivo com o subgrupo migranoso demonstrou que depressão (OR 4,48; IC95% 2,12-9,78) e piora de sintomas cognitivo-comportamentais (OR 1,42; IC95% 1,12-1,83) no ataque estão associados com CS.
Conclusões
A cronificação parece ter um papel no surgimento do comportamento suicida em migranosos. Depressão e sintomas cognitivo-comportamentais no ataque servem como sinais de alerta
A espessura e o volume do córtex somatossensorial se associam com a presença e severidade da alodinia cutânea em pacientes com migrânea?
Introdução
As alterações cerebrais presentes nos pacientes com migrânea tem sido muito estudadas nos últimos anos. A presença e a severidade da alodinia cutânea (AC) estão relacionadas a alterações funcionais e vasculares do cérebro. Todavia, a associação entre alterações estruturais do cérebro e a AC ainda não estão bem esclarecidas em pacientes com migrânea.
Objetivo
Avaliar a correlação entre a presença e severidade da AC, as características da migrânea, e a espessura e o volume do córtex somatossensorial.
Material e Métodos
Nesse estudo transversal, foram incluídos 45 pacientes com migrânea com e sem aura e migrânea crônica, diagnosticados por neurologistas especialistas em cefaleias. Os voluntários preencheram o Questionário de Sintomas de Alodinia (ASC-12 / Brasil) e fizeram uma avaliação encefálica por meio de ressonância magnética (RM). As imagens foram inspecionadas por neurorradiologista cego e processadas no software Freesurfer. Este projeto foi aprovado pelo comitê de ética local (processo nº 13068/2015).
Resultados
Testes de correlação e modelo de regressão linear foram usados para avaliar a relação entre os desfechos. Não foi observada correlação significativa entre a espessura e o volume do córtex somatossensorial com o ASC-12/Brasil (espessura: r= -0,16; volume: r= 0,22; p> 0,05), frequência (espessura: r= -0,10; volume: r= 0,14; p> 0,05) ou início da migrânea (espessura: r= -0,06; volume: r= 0,12; p> 0,05). A espessura e o volume do córtex somatossensorial não foram diferentes entre os subgrupos de migrânea (p> 0,05). A variabilidade dos escores do ASC-12/Brasil não pode ser prevista pela espessura (p> 0,05) ou volume (p> 0,05) do córtex somatossensorial. Estudos futuros associando o uso de questionários com medidas quantitativas térmicas e mecânicas são recomendados.
Conclusão
Os resultados mostram que a morfologia do córtex somatossensorial não está associada nem com AC nem com características da migrânea nessa população.Introdução
As alterações cerebrais presentes nos pacientes com migrânea tem sido muito estudadas nos últimos anos. A presença e a severidade da alodinia cutânea (AC) estão relacionadas a alterações funcionais e vasculares do cérebro. Todavia, a associação entre alterações estruturais do cérebro e a AC ainda não estão bem esclarecidas em pacientes com migrânea.
Objetivo
Avaliar a correlação entre a presença e severidade da AC, as características da migrânea, e a espessura e o volume do córtex somatossensorial.
Material e Métodos
Nesse estudo transversal, foram incluídos 45 pacientes com migrânea com e sem aura e migrânea crônica, diagnosticados por neurologistas especialistas em cefaleias. Os voluntários preencheram o Questionário de Sintomas de Alodinia (ASC-12 / Brasil) e fizeram uma avaliação encefálica por meio de ressonância magnética (RM). As imagens foram inspecionadas por neurorradiologista cego e processadas no software Freesurfer. Este projeto foi aprovado pelo comitê de ética local (processo nº 13068/2015).
Resultados
Testes de correlação e modelo de regressão linear foram usados para avaliar a relação entre os desfechos. Não foi observada correlação significativa entre a espessura e o volume do córtex somatossensorial com o ASC-12/Brasil (espessura: r= -0,16; volume: r= 0,22; p> 0,05), frequência (espessura: r= -0,10; volume: r= 0,14; p> 0,05) ou início da migrânea (espessura: r= -0,06; volume: r= 0,12; p> 0,05). A espessura e o volume do córtex somatossensorial não foram diferentes entre os subgrupos de migrânea (p> 0,05). A variabilidade dos escores do ASC-12/Brasil não pode ser prevista pela espessura (p> 0,05) ou volume (p> 0,05) do córtex somatossensorial. Estudos futuros associando o uso de questionários com medidas quantitativas térmicas e mecânicas são recomendados.
Conclusão
Os resultados mostram que a morfologia do córtex somatossensorial não está associada nem com AC nem com características da migrânea nessa população
Comprometimento da organização sensorial em pacientes com migrânea com e sem aura e migrânea crônica - estudo controlado
Introdução
A literatura sugere que os déficits de equilíbrio observados em pacientes com migrânea estão relacionados à presença de aura e alta frequência de crises. Além disso, sintomas vestibulares também são altamente prevalentes nesses pacientes. Do ponto de vista neurofisiológico, a contribuição de cada um dos sistemas que controlam o equilíbrio ainda não é conhecida nestes pacientes.
Objetivo
Investigar se pacientes com diferentes subtipos de enxaqueca apresentam comprometimento da organização sensorial do equilíbrio, em contraste com indivíduos sem cefaleia.
Material e Métodos
Estudo transversal, que avaliou mulheres entre 18 e 55 anos. Pacientes com diagnóstico de migrânea foram distribuídos em três grupos: migrânea com aura (n = 30), migrânea sem aura (n = 30) e migrânea crônica (n = 30). Mulheres sem dor de cabeça formaram o grupo controle (n=30). A avaliação do equilíbrio foi realizada com o Teste de Organização Sensorial (TOS). Provas de função vestibular foram realizadas em todas as participantes. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa (CAAE 62695916.5.0000.5440).
Resultados
O escore final do TOS e os escores referentes a cada sistema sensorial foram comparados entre os grupos com modelo linear multivariado (p<0,05). O escore final do TOS foi menor nos pacientes com migrânea em relação aos controle, e naqueles com aura e migrânea crônica em relação aos migranosos sem aura (p<0,05). Pacientes com aura e migrânea crônica apresentaram maior comprometimento dos sistemas vestibular e visual, e os com aura também do sistema somatossensorial (p<0,05). Não houve diferença entre os grupos quanto às provas de função vestibular (p>0,05).
Conclusão
Apesar da ausência de diferenças nos testes otoneurológicos, a presença de aura e maior frequência de crises de cefaleia estão relacionadas ao comprometimento do equilíbrio com a manipulação dos estímulos sensoriais. Os sistemas vestibular e visual devem ser considerados no atendimento clínico
Análise dos parâmetros clínicos e volumétricos das lesões de substância branca identificadas por ressonância magnética em mulheres portadoras de migrânea.
Introdução
As lesões de substância branca (LSB) são as alterações macroestruturais mais comuns na migrânea e estão relacionadas à perda mielínica/axonal, rarefação neuronal e gliose; porém seu significado clínico é incerto. A inflamação neurogênica, a depressão alastrante cortical e a oligoemia podem estar implicados na gênese dessas lesões. Assim, aventa-se o papel das LSBs como biomarcadores na migrânea.
Objetivos
Caracterizar as LSBs em mulheres com migrânea quanto à presença, número, volume e localização. Comparar as LSBs entre os grupos: migrânea sem aura, migrânea com aura, migrânea crônica e grupo controle. Avaliar a influência de variáveis clínicas sobre as características das LSBs.
Material e Métodos
Estudo transversal com 60 voluntárias, entre 18-55 anos, alocadas igualmente entre os grupos, pareadas por média de idade, submetidas à ressonância magnética de alta resolução. As imagens foram processadas por softwares de morfometria baseada em voxel. As lesões foram identificadas e segmentadas manualmente por um neurologista e avaliadas cegamente por 2 neurorradiologistas.
Resultados
Os testes de Mann-Whitney, Kruskal-Wallis e Coeficiente de Spearman foram utilizados para análise estatística. Não houve diferença nas variáveis de LSB entre os grupos, o que se manteve nas análises de subgrupo quando as lesões foram caracterizadas por tamanho e localização. A idade e o tempo de doença foram as variáveis clínicas que mais influenciaram as LSB, sobretudo na ínsula. A frequência de aura influenciou as LSBs do lobo temporal. Não foram encontradas correlações com frequência de crises, intensidade de dor e tratamento profilático. Todas as LSBs foram supratentoriais e predominaram nos territórios de circulação anterior.
Conclusão
O tipo de migrânea não influencia na formação de LSBs. A ínsula e o lobo temporal podem estar envolvidos na fisiopatologia da crise migranosa. Não foi possível estabelecer se a migrânea é um fator de risco para LSB
Red Ear Syndrome: A systematic review of a rare syndrome
Introdução
A Red Ear Syndrome (RES) é um distúrbio enigmático com aproximadamente 100 casos publicados na literatura. Apesar da variabilidade da apresentação clínica da, os sintomas mais comuns incluem ataques de dor e eritema da orelha. O distúrbio é classificado nas formas idiopática e secundária, frequentemente associada a cefaleias primárias e distúrbios da parte superior da coluna cervical, respectivamente. Tais apresentações possuem diferenças importantes.
Objetivos
Investigar os aspectos fisiopatológicos e clínicos das diferentes formas da RES.
Material e Métodos
Foi realizada uma revisão sistemática da literatura. Revisamos todos os casos publicados e 53 artigos foram selecionados seguindo as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Review and Meta-Analysis (PRISMA). Todos os 94 pacientes dos relatos de casos coletados foram categorizados em dois grupos: idiopático ou secundário. Os grupos foram analisados separadamente e depois comparados.
Resultados
Em ambos os grupos, há uma prevalência em mulheres, ataques unilaterais são mais comuns, a duração dos ataques pode variar de segundos a horas e podem ocorrer diariamente. No grupo idiopático, 73,7% dos pacientes tinham ataques associados a cefaleias primárias e 20% tinham ambas as condições isoladas, o gatilho mais comum foi o estímulo tátil. Por outro lado, no grupo secundário, o gatilho mais comum foi movimentos da cabeça e pescoço. Além disso, em 61,2% dos casos a dor se estende a outras regiões além da orelha, principalmente nos casos secundários.
Conclusões
O trabalho mostra diferenças clínicas importantes entre RES primária e secundária. Esses resultados impactam no reconhecimento desta condição peculiar e suas variadas manifestações.Introdução
A Red Ear Syndrome (RES) é um distúrbio enigmático com aproximadamente 100 casos publicados na literatura. Apesar da variabilidade da apresentação clínica da, os sintomas mais comuns incluem ataques de dor e eritema da orelha. O distúrbio é classificado nas formas idiopática e secundária, frequentemente associada a cefaleias primárias e distúrbios da parte superior da coluna cervical, respectivamente. Tais apresentações possuem diferenças importantes.
Objetivos
Investigar os aspectos fisiopatológicos e clínicos das diferentes formas da RES.
Material e Métodos
Foi realizada uma revisão sistemática da literatura. Revisamos todos os casos publicados e 53 artigos foram selecionados seguindo as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Review and Meta-Analysis (PRISMA). Todos os 94 pacientes dos relatos de casos coletados foram categorizados em dois grupos: idiopático ou secundário. Os grupos foram analisados separadamente e depois comparados.
Resultados
Em ambos os grupos, há uma prevalência em mulheres, ataques unilaterais são mais comuns, a duração dos ataques pode variar de segundos a horas e podem ocorrer diariamente. No grupo idiopático, 73,7% dos pacientes tinham ataques associados a cefaleias primárias e 20% tinham ambas as condições isoladas, o gatilho mais comum foi o estímulo tátil. Por outro lado, no grupo secundário, o gatilho mais comum foi movimentos da cabeça e pescoço. Além disso, em 61,2% dos casos a dor se estende a outras regiões além da orelha, principalmente nos casos secundários.
Conclusões
O trabalho mostra diferenças clínicas importantes entre RES primária e secundária. Esses resultados impactam no reconhecimento desta condição peculiar e suas variadas manifestações
Headache diagnosis in an urgency and emergency unit: Public Health Relevance and its relationship with cost
BackgroundHeadache is a common symptom that affects a significant portion of the general population. It constitutes a challenge for diagnosis in urgency and emergency care services, due to headache’s clinical variability and diverse possible etiologies, besides the limited time and resources of these facilities. Because of this insufficiency and the potential severity associated with the condition, headaches generate considerable expenditures to health systems, related to both diagnostic discrimination and treatment.ObjectiveEvaluating the diagnostic resources used on headache patients care, as well as its Public Health Relevanceand relation to cost in an Emergency and Urgency Care unit.MethodsCross-section study analyzing 450 medical records of patients with headache complaints in the time frame from January 1, 2019, and December 31, 2019. Patients were categorized according to the type of headache (primary and secondary), specialized evaluation, complementary exams used in the diagnosis, hospital observation time, and the final expenditure in each patient’s care.ResultsThe total estimated expenditures related to headache care equaled US201.90 per patient). 38.9% of cases corresponded to primary headaches and 31.1% to secondary headaches. 30% of cases could not be classified. The resources utilized for secondary headaches diagnosis differed significantly from those used in primary headache diagnosis. However, the final expenditures were similar to both groups.ConclusionThe socio-economic impact caused by headaches is unquestionable. It is a highly frequent symptom and both its etiological distinction and adequate treatment require solid evaluation. Due to the resources spent in its evaluation and monitoring, headaches can be considered a public health problem. Therefore, this study suggests that resources should be allocated in the health education and professional training for the proper conduction of these patients, so that they may benefit from an optimized treatment of theircondition without overwhelming the health system
Hydrocephaly and secondary intracranial hypertension to racemosa neurocysticercosis
Case reportG.F.M, 71 years old, male, farmer, presented a history of holocranial headache of a pulsatile type, more intense on waking, and associated with photophobia. The complaint lasted six months. He also reported episodes of tinnitus and unilateral hearing loss on the left. After conducting screening tests in the emergency department, communicating hydrocephalus and cystic lesions were found in the subarachnoid and intraparenchymal space. In the neurological examination, the positive data were bilateral papilledema and hearing loss in the left boné conduction. Given these findings, the racemous variant of neurocysticercosis and secondary hydrocephalus was suspected, causing intracranial hypertension. Thus, it was decided to start specific treatment with albendazole 15 mg/kg/day (two daily doses), associated with praziquantel 50 mg/kg/day (three daily doses), for 14 days. To reduce the inflammatory process of the lesions, it was proposed to keep the patient on dexamethasone 8 mg/day for 90 days. In addition to this scheme, topiramate 100 mg/day associated with acetazolamide 1 g/day was started, along with serial lumbar puncture to relieve intracranial pressure. ConclusionThe combination of modern diagnostic tests, use of antiparasitic drugs, optimization of anti-inflammatory treatments and minimally invasive neurosurgical procedures have improved results in patients with NCC. Even so, this is the helminth infection that most affects the CNS and represents a major public health problem in most parts of the world, since it remains a neglected pathology, like so many other parasites, given that it is susceptible to containment through simple preventive actions as well as eradication.
Persistent idiopathic facial pain associated with borderline personality disorder: a case report
IntroductionBorderline personality disorder may be associated with persistent facial pain since its relationship with different pain syndromes has been reported. Persistent idiopathic facial pain is commonly unilateral, pulsating, burning, or profound and challenging for clinicians. Therefore, excluding underlying organic causes by appropriate clinical investigation and complementary tests is essential to diagnose this disease.Objective This case report aimed to provide evidence of the relationship between idiopathic persistent facial pain and borderline personality disorder.Case report A 24-year-old woman reported severe pain in the left hemiface for ten months, three to six hours per day, five days per week. No abnormalities were found in dental and neurological assessments. A psychiatric evaluation was performed, and the patient met the criteria for borderline personality disorder. Pharmacological treatment consisted of daily lithium carbonate (900 mg) and venlafaxine (150 mg). Weekly sessions of cognitive-behavioral therapy with emotional regulation and tolerance to stress were performed. The patient was evaluated every 30 days and showed improved pain intensity and frequency over six months. Conclusion Proper management of borderline personality disorder can modify the evolution of persistent idiopathic facial pain when both pathologies are comorbidities
Perfil psicossocial de indivíduos com disfunção temporomandibular (DTM) atendidos no projeto de extensão alívio
Introdução
As disfunções temporomandibulares (DTM) são condições que frequentemente evoluem para cronicidade e o perfil psicossocial do indivíduo pode contribuir para o seu prognóstico.
Objetivos
Traçar o perfil psicossocial de pacientes com DTM atendidos no Projeto Multiprofissional de Dor Orofacial da Universidade Federal do Espírito Santo (Alívio).
Material E Métodos
Trata-se de um estudo descritivo retrospectivo, aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE: 48433621.1.0000.5060). Foram analisados dados dos pacientes no período de novembro de 2020 a agosto de 2021.
Para análise do perfil psicossocial tivemos como base: Índice de Qualidade do sono de Pittsburgh (PSQI); Cinesiofobia (TAMPA); Hábitos orais (OBC); Hipervigilância (PVAQ); Catastrofização (PCS), a prática e o tipo de atividade física realizada. Os resultados foram analisados através de média, desvio padrão e frequência.
Resultados
Compuseram a amostra 18 indivíduos dos quais 66,7% apresentaram distúrbio do sono (PSQI); 66,7% apresentavam baixa cinesiofobia (TAMPA), 83,3% demonstraram hábitos orais que representam alto risco em desenvolver DTM (OBC); hipervigilância (PVAQ) com média de pontuação 56,78 (16,3) de um total de 80 pontos; 38,9% foram classificados com baixo nível catastrofização (PCS); 55,6% praticavam atividade física, destes, 33,6% tinham como hábito a prática de caminhada. A análise psicossocial de pacientes com DTM considera aspectos psicológicos e sociais no início e prognóstico desse transtorno. Logo, faz-se necessária uma abordagem psicossocial e multidisciplinar para entender e abordar fatores além dos físicos que repercutem no prognóstico da condição.
Conclusão
O presente estudo observou que existe uma relação que pacientes com DTM dispõe de uma predominância de distúrbio do sono, baixa cinesiofobia, hábitos orais relacionados a alto risco de desenvolver DTM, hipervigilância com pontuação média, baixo nível de catastrofização e a prática de atividade física é moderada