Headache Medicine

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    Analysis of the prevalence of headaches subtypes in a specialized outpatient clinic in a municipality in medium-sized Minas Gerais

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    Objective To evaluate the prevalence of different subtypes of headaches in a tertiary referral clinic for headache care in the city of Barbacena. Methods A retrospective and descriptive cross-sectional cohort study that evaluated the medical records of 130 patients previously seen by a neurologist in January 2020 to March 2021 in the headache clinic. Results The mean age of patients was 42.5 years, most of them female (83.07%). Primary headaches were the most common, with migraine found in 73% of cases and tension-type headache (TTH) in 17%. Among secondary headaches, the most common subtype was headache attributed to a substance or its suppression (11%), followed by cases such as headache due to cranial neuralgia and central causes of facial pain (3%) and headache attributed to trauma or head and/or cervical injury (3%). All cases in which there was an association of diagnoses of headache subtypes were found in patients with migraine (100%). Conclusion This study defines the prevalence of headaches in a specialized outpatient clinic, confirming literature data that show migraine as the most common headache.Objective To evaluate the prevalence of different subtypes of headaches in a tertiary referral clinic for headache care in the city of Barbacena. Methods A retrospective and descriptive cross-sectional cohort study that evaluated the medical records of 130 patients previously seen by a neurologist in January 2020 to March 2021 in the headache clinic. Results The mean age of patients was 42.5 years, most of them female (83.07%). Primary headaches were the most common, with migraine found in 73% of cases and tension-type headache (TTH) in 17%. Among secondary headaches, the most common subtype was headache attributed to a substance or its suppression (11%), followed by cases such as headache due to cranial neuralgia and central causes of facial pain (3%) and headache attributed to trauma or head and/or cervical injury (3%). All cases in which there was an association of diagnoses of headache subtypes were found in patients with migraine (100%). Conclusion This study defines the prevalence of headaches in a specialized outpatient clinic, confirming literature data that show migraine as the most common headache

    Cluster headache due to intranasal herpes simplex: a case report

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    Introduction Cluster headache (CH) is a rare kind of primary headache, accounting to roughly 0.1% worldwide; it is considered a trigeminal autonomic cephalalgias. Structural diseases may also cause cluster headache; in a recent systematic review, the most common pathologies associated were vascular, tumoral, inflammatory and infection. Intranasal and sinus infections such as sinusitis and mucocele were also reported. Goals To describe a case report of a male patient with cluster headache due to intranasal herpes simplex and enhance the discussion about an infectious disease mimicking CH. Methods The data was collected through electronic medical record of the patient and later we performed a review of the literature regarding herpes simplex and cluster headache. Results A 43-year-old right-handed man, presented 2 years ago with a left sided excruciating pain, starting in the orbital region irradiating to the ear and nose, lasting 15 minutes, associated with tearing and ipsilateral rhinorrhea. One year later, he presented again with another cycle of headache with the same features. An otolaryngologist evaluated the patient at the emergency department, and rhinoscopy disclosed lesions in the internal vestibular region of the nose, hyperemia and scars suggestive of herpes simplex. Antibodies IgM and IgG for herpes simplex were positive. A diagnosis of nasal herpes was made. Patient started on Valacyclovir 500 mg tid, headaches had prompted relief 3 days after starting the antiviral therapy. In a follow up visit 6 months after the therapy he kept headache free. Conclusions Our report seems to be the first case linking cluster headache to intranasal herpes simplex infection. The presence of IgM and IgG class antibodies confirm a chronic infection with recent reactivation, associating the cluster headache with the HSV reactivation process

    Eye pain in 13-year-old teenager: a case report of idiopathic orbital myositis

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    A associação da dor cervical crônica e migrânea influência no desempenho do teste de resistência cervical?

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    Introdução O relato da dor cervical nos pacientes com migrânea pode contribuir negativamente para o aumento das crises de cefaleia e severidade da alodínia cutânea, com impacto nas atividades de vida diária.   Objetivo Verificar se o desempenho de mulheres com migrânea durante o teste de resistência muscular cervical é afetado pelo diagnóstico clínico de migrânea e/ou dor cervical, pelo relato de dor de cabeça e/ou pescoço ou ambos os componentes.   Métodos 100 mulheres estratificadas por diagnóstico (migrânea, dor cervical, ambas e nenhuma) e pela dor autorreferida (com ou sem cefaleia e/ou dor cervical) realizaram o teste de resistência muscular cervical. As participantes foram questionadas se tiveram dor no pescoço e /ou cabeça.  Foi realizado teste T de Welch e o teste McNemar.   Resultados Para o diagnóstico, os dados revelaram que durante o teste de resistência em flexão, os pacientes com migrânea e dor cervical apresentaram menor resistência quando comparados ao controle (p<0,05). Durante a extensão, os grupos de dor cervical com ou sem migrânea tiveram tempo de sustentação menor que o grupo controle (p <0,05). Na estratificação quanto ao relato de dor durante o teste em flexão e extensão, os dados mostraram que aqueles que relataram cefaleia, sustentaram por menos tempo do que aqueles sem cefaleia. Resultados semelhantes foram observados ao comparar aqueles com dor de cabeça e pescoço e sem dor durante o teste (p <0,05).   Conclusão O diagnóstico clínico não foi  único fator decisivo para o desempenho da resistência muscular cervical. A presença do relato de cefaleia associada ou não à dor no pescoço após o teste também limitou a atividade. Portanto, há um componente de sensibilização central que proporciona a alteração no desempenho, porém ainda não é possível determinar se é o fator que atua diretamente no baixo desempenho de migranosas

    A presença de gatilho alimentar é associada a osmofobia em indivíduos com migrânea.

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    Introdução A migrânea é caracterizada por episódios recorrentes de cefaleia que podem ser desencadeados por gatilhos presentes na alimentação. Objetivo Identificar os preditores clínicos da presença de gatilho alimentar precedendo episódios de cefaleia em indivíduos com migrânea. Métodos Estudo prospectivo do tipo caso-controle composto por pacientes com migrânea. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética (n°3.029.972). Foi realizada entrevista estruturada e obtidos dados demográficos, clínicos, antropométricos e dados relacionados a migrânea e suas características. Os participantes responderam a questionários validados referentes a ao impacto da migrânea (HIT-6), depressão (IDB), ansiedade (STAIY2) e alodinia (ASC-12). Foi realizada análise univariada seguida de regressão logística binária e considerada diferença estatística quando p≤0,05.  Resultados Participaram do estudo 409 indivíduos, 85,4% eram mulheres, com mediana de 32 anos, 56,7% tinham migrânea episódica e 37,4% apresentavam aura. Dentre os participantes, 229 (55,9%) relataram perceber gatilho alimentar precedendo episódios de cefaleia. Estes indivíduos apresentavam mais frequentemente sintomas de hipersensibilidade sensorial como fonofobia (89,1% vs. 81,6%), fotofobia (96,1% vs. 89,9%), osmofobia (77,9% vs. 56,7%), alodinia (56,9% vs. 42,9%) e aura (43,7% vs. 29,4%), também apresentavam maior ansiedade (4,8% vs. 1,2%) e impacto da migrânea (89,5% vs. 79,6%) (p≤0,05). Em análise multivariada identificou-se que somente a osmofobia (OR=2,23; p=0,009) e o impacto da migrânea (OR=2,98; p=0,007) permaneceram associados a presença de gatilho alimentar.  Conclusão Pacientes com osmofobia apresentaram 2,2 vezes maior chance de perceberem gatilho alimentar. Visto que não há ainda comprovação exata do motivo pelo qual alimentos desencadeiam cefaleia, aventa-se a hipótese de que a percepção sensorial causada pelo alimento e representada pela osmofobia seria um contribuinte da percepção de gatilho alimentar.&nbsp

    Pizotifen for the treatment of migraine. A systematic review and meta-analysis

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    Introduction Pizotifen is an oral drug developed many years ago for the prophylaxis of migraine. Trials on pizotifen are decades old, and there has never been a systematic review and meta-analyses of data from these clinical studies. Methods This is a systematic review and meta-analyses on pizotifen\u27s efficacy and safety for prophylactic migraine treatment. We considered for inclusion only randomized clinical trials (RCTs). A comprehensive electronic search was performed without language, date or publication status restrictions in the formal electronic databases, clinical trial registration platforms and grey literature. Results There were eight RCTs of pizotifen compared either to placebo or to other drugs. Very low certainty of evidence showed that pizotifen seems to be superior to placebo regarding clinical symptoms improvement (Relative risk [RR] 6.00; 95% Confidence interval [CI] 1.63 to 22.03; p = 0.007), but not inferior to naproxen, flunarizine, valproate or clonidine. Weight gain was the most frequent adverse event of pizotifen but there was no difference with placebo (RR 1.92; 95% CI 0.30 to 12.38; 2 RCTs; 142 participants; I2 = 67%; p = 0.49). Conclusion The RCTs of pizotifen were decades old. It is a safe and potentially efficacious inexpensive drug that deserves a better designed, modern clinical trial before being dismissed as an option for migraine therapy. PROSPERO Register: CRD42020194347

    Analgesic abuse headache: risk factors and causes of poor adherence in the detox process

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    This is a letter to the editor to criticize the use of the term abuse for the condition Medication Overuse Headache. The terms overuse and abuse cannot be applied synonymously.Esta é uma carta ao editor para criticar o uso do termo abuso para a condição  cefaleia por uso excessivo de medicação. Os termos "uso excessivo" e "abuso" não podem ser aplicados como sinônimos

    Bloqueio anestésico dos nervos occipitais maiores no manejo da migrânea crônica associada a cefaleia secundária a uso excessivo de analgésicos

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    Introdução Migrânea crônica (MC) associada a uso excessivo de analgésicos (MOH) é condição limitante e ainda carente de alternativas de manejo. Bloqueio dos nervos occipitais (ONB) é forma reconhecida de tratamento da migrânea, de custo relativamente baixo, pouco utilizada. Tipo e dose de anestésico, a adição ou não de corticoide e nervos abordados diferem entre estudos, não havendo consenso. Objetivo Avaliar prospectivamente a experiência do Hospital de Clínicas de Porto Alegre em relação à efetividade do ONB no tratamento da MC associada a MOH. Material e Métodos Aprovado pelo CEP-HCPA (CAE 40343519900005327), prospectivo, não controlado, avaliando pacientes com MC-MOH. 80 pacientes foram submetidos a ONB pelo período de 2 anos, a cada 15-90 dias, e avaliados quanto à frequência das dores e do uso de analgésicos (em dias) antes, 1, 6 e 24 meses após o primeiro bloqueio. Utilizamos 1,5 mL de lidocaína 2% para cada occipital maior, sem corticoide. Resultados comparados com o teste t para amostras independentes. Resultados 88,7% do sexo feminino, idade média 50±14 anos. Usavam profilaxia 81%. Não foram acrescentadas profilaxias durante o estudo. Frequência média de crises (FMC) antes do primeiro bloqueio 25,5±6,9 e número de dias com medicação sintomática (NDMS), 25,7±11,4. Um mês após bloqueio inicial, FMC 8,4±9,2 (p < 0,001) e NDMS 8,5±9,8 (p < 0,001). Após 6 meses, FMC 5,5±7,4 (p < 0,001) e NDMS 6,3 ± 8,4 (p < 0,001). Após 24 meses, FMC 4,3 ± 5,8 (p < 0,001) e NDMS 5,4±8,3 (p < 0,001). Dados reafirmam achados de estudos prévios. Conclusão ONB foi efetivo em reduzir FMC e NDMS em em nossa amostra. Estudo controlado seria desejável a fim de avaliar efeito placebo da presente intervenção

    Perfil Clínico e Epidemiológico de Universitários com Migrânea Durante a Pandemia COVID19

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    Introdução Os serviços que atendem pacientes com cefaleia precisam se adaptar a este momento pandêmico, minimizando consultas presenciais, mas mantendo os cuidados em saúde, orientando os pacientes a aderirem ao tratamento sugerido, e evitando gatilhos desencadeadores da migrânea. Objetivo Descrever o perfil clínico e epidemiológico de universitários com migrânea durante a pandemia COVID19. Material e Métodos Foi realizado um estudo descritivo de corte transversal entre acadêmicos de uma Universidade de Salvador, Bahia, no período de dezembro de 2020 a junho de 2021. Foram convocados por meio de aplicativo de mensagem instantânea WhatsApp® (WhatsApp Inc. Facebook Inc.) e direcionados via link para acesso ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), preenchidos via aplicativo de gerenciamento de pesquisa - Google Forms (Google LLC®, Califórnia, Estados Unidos). Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê̂ de Ética em Pesquisa 4.351.573. Resultados Dentre os 83 universitários entrevistados 85,5% apresentaram migrânea, 89,2% eram do sexo feminino, com média de idade de 25 anos (+/- 6,9), 81,9% solteiros e 41% de cor preta. Dentre os entrevistados, 13,3% apresentaram dificuldade em abrir a boca, 30,10% sentiam dor na região de têmporas ou próximo ao ouvido durante a mastigação, fonação ou deglutição; e 27,7% referiram ruídos ao mastigar falar ou bocejar, 55,4% cursaram com cervicalgia, 53% apresentaram rigidez no pescoço e 66,3% referiram dor irradiada para os braços. 15,5% apresentaram diagnóstico de COVID, 55,5% apresentaram cervicalgia. O consumo de medicamentos sintomáticos para migrânea passou de menos de uma vez ao mês (45,8%) para 1 a 4 vezes ao mês (60,2%). Conclusões O perfil clínico e epidemiológico de universitários com migrânea durante a pandemia COVID 19 foram mulheres jovens, solteiras, com sinais e sintomas de DTM e cervicalgia.Introdução Os serviços que atendem pacientes com cefaleia precisam se adaptar a este momento pandêmico, minimizando consultas presenciais, mas mantendo os cuidados em saúde, orientando os pacientes a aderirem ao tratamento sugerido, e evitando gatilhos desencadeadores da migrânea. Objetivo Descrever o perfil clínico e epidemiológico de universitários com migrânea durante a pandemia COVID19. Material e Métodos Foi realizado um estudo descritivo de corte transversal entre acadêmicos de uma Universidade de Salvador, Bahia, no período de dezembro de 2020 a junho de 2021. Foram convocados por meio de aplicativo de mensagem instantânea WhatsApp® (WhatsApp Inc. Facebook Inc.) e direcionados via link para acesso ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), preenchidos via aplicativo de gerenciamento de pesquisa - Google Forms (Google LLC®, Califórnia, Estados Unidos). Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê̂ de Ética em Pesquisa 4.351.573. Resultados Dentre os 83 universitários entrevistados 85,5% apresentaram migrânea, 89,2% eram do sexo feminino, com média de idade de 25 anos (+/- 6,9), 81,9% solteiros e 41% de cor preta. Dentre os entrevistados, 13,3% apresentaram dificuldade em abrir a boca, 30,10% sentiam dor na região de têmporas ou próximo ao ouvido durante a mastigação, fonação ou deglutição; e 27,7% referiram ruídos ao mastigar falar ou bocejar, 55,4% cursaram com cervicalgia, 53% apresentaram rigidez no pescoço e 66,3% referiram dor irradiada para os braços. 15,5% apresentaram diagnóstico de COVID, 55,5% apresentaram cervicalgia. O consumo de medicamentos sintomáticos para migrânea passou de menos de uma vez ao mês (45,8%) para 1 a 4 vezes ao mês (60,2%). Conclusões O perfil clínico e epidemiológico de universitários com migrânea durante a pandemia COVID 19 foram mulheres jovens, solteiras, com sinais e sintomas de DTM e cervicalgia

    "Sound attacks": a case report of migraine with hearing aura

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    IntroductionMigraine with aura is less frequent than the subtype form without aura. Normally, auras are typically manifested visual symptoms, but it is possible to have an auditory and olfactory complains as aura symptomatology.Case reportAn 8-year-old boy with family cases of migraine, complained of auditory hallucination episodes, since he was 5 years-old, with a duration of 10 to 20 minutes, followed by cure with intense photophobia and nausea. He called these episodes as "sound attacks". The frequency of the crises ranges from 4 to 5 episodes per month, with the maximum of 11 episodes in one month.Neurological examination was normal. He performed angio-MRI of skull and EEG, without any changes. Treatment was initiated with 250 mg sodium divalproate at night with reduction of events, already in the first month, for 2 to 3 episodes per month. The medication was adjusted for 500 mg of sodium divalproate with a good result, not presenting new episodes in the last 2 months.ConclusionWe report a case of migraine crises preceded by auditory aura, in a boy of 8 years. This is a rare and extremely interesting presentation of migraine, with great improvement after the prophylactic treatment.IntroductionMigraine with aura is less frequent than the subtype form without aura. Normally, auras are typically manifested visual symptoms, but it is possible to have an auditory and olfactory complains as aura symptomatology.Case reportAn 8-year-old boy with family cases of migraine, complained of auditory hallucination episodes, since he was 5 years-old, with a duration of 10 to 20 minutes, followed by cure with intense photophobia and nausea. He called these episodes as "sound attacks". The frequency of the crises ranges from 4 to 5 episodes per month, with the maximum of 11 episodes in one month.Neurological examination was normal. He performed angio-MRI of skull and EEG, without any changes. Treatment was initiated with 250 mg sodium divalproate at night with reduction of events, already in the first month, for 2 to 3 episodes per month. The medication was adjusted for 500 mg of sodium divalproate with a good result, not presenting new episodes in the last 2 months.ConclusionWe report a case of migraine crises preceded by auditory aura, in a boy of 8 years. This is a rare and extremely interesting presentation of migraine, with great improvement after the prophylactic treatment

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