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Prevalência de cefaleia em pessoas com diagnóstico de disfunção temporomandibular
Introdução
A Disfunção Temporomandibular (DTM) é uma anormalidade que engloba as articulações temporomandibulares e os músculos da mastigação, tendo como provável sintoma predominante a cefaleia. Sendo ela uma dor em pressão com acometimento da face e das têmporas.
Objetivos
Demonstrar a prevalência de DTM na população da Vigésima Regional de Saúde do Paraná; traçar um perfil dos pacientes com diagnóstico de DTM; identificar a prevalência de cefaleia em portadores de DTM e correlacionar as duas patologias nos pacientes estudados.
Material e Métodos
Estudo quantitativo e retrospectivo (2019 a 2020), com cálculo da razão de prevalência realizado na população atendida pelo CISCOPAR (neurologia, bucomaxilofacial e protesista), com verificação de prontuários de 3.175 pacientes. Utilizando como base metodológica o trabalho de Pereira et al (2018).
Resultados
296 pacientes apresentavam cefaleia descrita, sendo a maioria mulheres (73%) com idade entre 18 e 50 anos (57%). A prevalência de DTM diagnosticada é de 1,39% (44 pacientes) e a razão de prevalência (RP) de DTM associada à cefaleia é de 0,17 (IC 95% 0,05-0,52; p<0,001). No entanto, sinais e sintomas diretamente relacionados à DTM (dor durante a fala/mastigação, sono ruim, ansiedade, zumbido e sonolência excessiva diurna) foram relatados por 71 pacientes. Portanto, a prevalência de DTM obtida é inferior à média populacional de sintomas associados a DTM de 6,0% (p<0,001), assim como RP de DTM relacionada à cefaleia, também é estatisticamente inferior à média populacional (Sarnat & Laskin 1992), o que indica um possível subdiagnóstico dessa patologia. Visto que a presença de cefaleia é significativa na população atendida e poucos casos tiveram a DTM como hipótese diagnóstica.
Conclusão
É fundamental o reconhecimento dos sinais e sintomas relacionados à DTM, garantindo um tratamento precoce e adequado para evitar os impactos negativos que essa disfunção pode causar na vida dos pacientes. 
Comportamento alimentar e hábitos de vida de universitários com migrânea na pandemia da COVID-19
Introdução
A migrânea é um tipo de cefaleia de origem multifatorial e é considerada uma doença incapacitante. A pandemia da COVID-19 provocou alterações nos hábitos de vida e padrão alimentar da população, que são importantes gatilhos para as crises migranosas.
Objetivo
Avaliar o impacto das mudanças no estilo de vida e alimentação impostas pela pandemia da COVID-19 quanto à ocorrência de enxaqueca em universitários.
Material e Métodos
Estudo transversal, retrospectivo, com abordagem descritiva, realizado com acadêmicos de uma universidade de Salvador, Bahia, no período de 12/2020 a 06/2021. Os universitários foram convocados por meio do aplicativo Whatsapp® e, posteriormente, direcionados via link para acesso ao termo de consentimento livre e esclarecido, que foi preenchido, assim como o questionário, via aplicativo de gerenciamento de pesquisa. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob parecer no 4.351.573. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva. Resultados e Discussões: Amostra constituída por 83 indivíduos, 89,2% mulheres, 45,8% sedentários, 51,8% relataram aumento de peso nos últimos meses e 59% têm dificuldade para conciliar o sono. Antes da pandemia, 7,3% relataram 7-14 dias de enxaqueca por mês e, após, identificou-se aumento para 24,1%. Além disso, 36,1% dos acadêmicos associaram algum alimento às crises de enxaqueca, sendo os gatilhos mais comuns: café (20,5%), chocolate (14,5%), embutidos (12%), bebidas alcóolicas (9,6%) e açúcar (6%). Diante dos resultados, percebe-se que a pandemia implicou no aumento do número de dias com enxaqueca por mês, o que pode estar associado às alterações alimentares, à disfunção do sono potencializada pela crise sanitária, aumento de peso nos últimos meses, assim como devido à prevalência de sedentarismo observada.
Conclusões
As mudanças no estilo de vida e no comportamento alimentar ocasionadas pela pandemia da COVID-19 repercutiu no aumento de dias com enxaqueca por mês em universitários
Cefaleia relacionada ao uso do EPI durante a pandemia do COVID-19 em cirurgiões dentistas.
A pandemia de Covid-19 trouxe um aumento do uso de equipamentos de proteção individual (EPI) pelos profissionais da saúde, além de um aumento do relato de episódios de cefaleia. Dessa forma, esse estudo verificou a presença e as características da cefaleia pelo uso de EPI em cirurgiões-dentistas (CD) durante a pandemia de COVID-19. Foram incluídos 641 CD que responderam a um formulário eletrônico contendo: Questionário de triagem de dor para Disfunções Temporomandibulares, Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh, Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse e questões sobre as características da cefaleia durante a pandemia. Para análise estatística o método de regressão logística foi utilizado considerando um nível de significância de 5%. Foi observado que 40,38% dos pacientes possuíram algum tipo de cefaleia possivelmente relacionada ao uso do EPI. Desses, 51,18% relataram dor na região temporal e parietal, 41,76% na região frontal, 21,18% na occipital, 15,88% orbital, 14,12% no topo da cabeça e 9,41 em toda a cabeça. Em 82,35% dos pacientes a cefaleia foi bilateral e as características mais comuns foram dor em pressão (67,06%) e latejante/pulsátil (30%). Em relação a intensidade, 41,17% apresentaram uma cefaleia leve, 57,65% moderada e 0,59% severa. Houve uma associação da ocorrência de cefaleia devido ao uso de EPI com as variáveis: sexo, idade, ansiedade e sintomas de DTM. Também foi verificado que profissionais do gênero feminino possuíram uma chance 4,2 maior de apresentar cefaleia. Além disso, a chance do profissional com idade até 40 anos, apresentar cefaleia foi 1,7 vezes maior em comparação aos profissionais com idade superior. Em contrapartida, em profissionais sem sintomas de ansiedade, a chance de apresentar cefaleia diminui 53% e a chance do profissional sem sintomas de DTM apresentar cefaleia, diminui em 53%. Uma possível cefaleia pelo uso de EPI é fenotipicamente semelhante à cefaleia do tipo tensional
O efeito da atividade física nas comorbidades psiquiátricas de pessoas com cefaleias primárias: Um estudo transversal da coorte do ELSA-Brasil
Introdução
A atividade física (AF) está associada a menor prevalência de cefaleias primárias e transtornos psiquiátricos, mas seu efeito nessas comorbidade é desconhecido.
Objetivo
Estimar os efeitos de interação entre níveis de AF e cefaleias primárias como preditores de depressão e ansiedade.
Métodos
Uma análise transversal no estudo ELSA-Brasil, modelos de regressão logística computaram a associação entre cefaleias primárias (ICHD-2) e depressão e ansiedade
(CIS-R). Interações entre níveis de AF (inativo, insuficientemente ativo, ativo e muito ativo no tempo de lazer e no deslocamento) com migrânea (definitiva e provável) e cefaleia do tipo tensão (CTT, definitiva e provável) foram estimados como preditores de depressão e ansiedade. Todos os modelos foram ajustados para dados sociodemográficos, fatores de risco cardiovascular e uso de medicamentos preventivos para migrânea.
Resultados
Dados completos foram obtidos de 14.546 participantes, 54,3% mulheres, mediana (IQR) da idade = 51 (45-58) anos. Todos as cefaleias primárias se associaram com maior frequência de depressão e/ou ansiedade. Em comparação com pessoas inativas sem cefaleias, os efeitos de interação de muito ativo/ativo com migrânea (definitiva e provável) e CTT provável anularam suas associações com depressão, enquanto muito ativo com CTT resultou em menor chance de depressão [OR (IC 95%): 0,37 (0,16-0,81), p = 0,014]. Interações de muito ativo/ativo com provável migrânea e CTT (definitiva e provável) mostraram associação nula com ansiedade. No deslocamento, a interação de insuficientemente com CTT reduziu as chances de depressão [OR (IC 95%): 0,48 (0,29-0,77), p = 0,003], enquanto as interações de muito ativo/ativo com provável migrânea, CTT (definitiva e provável) anularam suas associações com depressão. Ativo com provável CTT resultou em associação nula com ansiedade.
Conclusões
No ELSA-Brasil, os níveis de AF representaram um atenuador da relação entre cefaleia e transtornos psiquiátricos
Association between sleep and awake bruxism in patients with migraine
IntroductionWhen migraine undergoes transformation from episodic to chronic form it becomes more disabling due to the refractoriness in treatment and the emergence of comorbidities, with the establishment of a bidirectional relationship between sleep bruxism and chronic migraine. This study aimed to assess whether sleep and awake bruxism are more prevalent in chronic migraine when compared to episodic migraine and also to establish possible clinical correlations with the process of chronification.Methods210 patients were allocated to the study, 97 with episodic migraine and 113 with chronic migraine, who underwent face-to-face interviews with the completion of the scales: specific questionnaire for the diagnosis of sleep and awake bruxism, PHQ-9 (depression), GAD-7 (anxiety), Epworth Scale (daytime sleepiness), MIDAS (migraine incapacity) and HIT-6 (impact of headache). ResultsThe prevalence of sleep and awake bruxism was similar in patients with episodic versus chronic migraine (p = 0.300 and p = 0.238). The correlation of patients with concomitant awake and sleep bruxism and with high scores on the migraine incapacity (MIDAS) and headache impact (HIT-6) scales was higher among patients with chronic migraine than in patients with episodic migraine. (p <0.001 and p <0.001). ConclusionSleep and awake bruxism alone are not more prevalent in chronic migraine when compared to episodic migraine, although bruxism causes greater impact and disability on individuals with chronic migraine.Introdução: Quando a migrânea sofre transformação da forma episódica para crônica torna-se mais incapacitante em decorrência da refratariedade no tratamento e do surgimento de comorbidades, tendo sido estabelecida uma relação bidirecional entre o bruxismo do sono e a migrânea crônica. Este estudo objetivou avaliar se o bruxismo do sono e da vigília são mais prevalentes na migrânea crônica quando comparada à migrânea episódica e também estabelecer possíveis correlações clínicas com o processo de cronificação. Métodos: Foram alocados ao estudo 210 pacientes, 97 com migrânea episódica e 113 com migrânea crônica, que foram submetidos a entrevistas face a face com preenchimento das escalas: questionário específico para o diagnóstico de bruxismo do sono e da vigília, PHQ-9 (depressão), GAD-7 (ansiedade), Escala de Epworth (sonolência diurna), MIDAS (incapacidade da migrânea) e HIT-6 (impacto da cefaleia). Resultados: A prevalência de bruxismo do sono e da vigília foi semelhante nos pacientes portadores de migrânea episódica versus crônica (p=0.300 e p=0.238). A correlação dos pacientes portadores concomitantemente de bruxismo da vigília e do sono e com altos escores nas escalas da incapacidade da migrânea (MIDAS) e impacto da cefaleia (HIT-6) foi maior entre os pacientes com migrânea crônica do que nos pacientes com migrânea episódica (p<0.001 e p<0.001). Conclusão: Isoladamente o bruxismo do sono e da vigília não são mais prevalentes na migrânea crônica em comparação com a migrânea episódica, embora o bruxismo ocasione um impacto e incapacidade maior sobre os indivíduos portadores de migrânea crônica
Dichotomy of music in the approach of tension-type headache
IntroductionHeadache is one of the most frequent diseases of the nervous system. Headache is considered a public health problem, due to its high prevalence - since more than 90% of the population will present this clinical condition throughout their lives according to the World Health Organization (WHO) and for its negative impact on quality of life. In such a subtype of headache, music is seen as an antithesis either for its relief action or not, with findings in both extremes.ObjectiveThe objective of this paper is to identify the real effects of routine listening to music in patients with tension-type headache, based on reports in the current literature. The present study consists of an integrative literature review on the effects of routine listening to music in patients with tension-type headache.MethodologyAfter careful reading of the publications, six articles were not used due to the exclusion criteria. Thus, 14 articles were selected for the final analysis and construction of the bibliographic review on the topic.ResultsAfter the analysis, in 50% of the studies, the intensity of the headache increased with listening to music, and in 50% of the studies the intensity of the headache with listening to music decreased.ConclusionIt can be concluded that music is related in an ambivalent way to cases of headache arising from several etiologies. When administered at high frequencies, it can be a triggering factor, presenting a higher incidence in those who listen to it in this way, if compared to those who listen to it in a less intense way. But when used systematically, with frequency and delimited periods - such as the music therapy mechanism - music reveals itself as a beneficial element to reduce the frequency and intensity of headache caused by different diseases
Análise da progressão do equilíbrio em diferentes subtipos de migrânea
Introdução
A migrânea é comumente associada a déficits de equilíbrio, que progridem mais rapidamente do que em indivíduos sem cefaleia. Porém, ainda não está definido se a progressão é mais evidente na presença de aura ou em pacientes com migrânea crônica.
Objetivo
Analisar as alterações no equilíbrio de pacientes com migrânea com e sem aura, e migrânea crônica, após um ano.
Métodos
Estudo longitudinal prospectivo, em que foram avaliadas 105 mulheres, sendo 26 voluntárias sem cefaleia (GC;31,8±9.9 anos), 27 com migrânea sem aura (MSA;31,9±8.4 anos), 25 com migrânea com aura (MA;32,6±8.8 anos) e 27 com migrânea crônica (MC;34,0±9.3). A avaliação do equilíbrio foi realizada no equipamento Equitest-NeurocomÒ através do teste de organização sensorial (TOS). Todas as participantes foram reavaliadas após um ano. Aprovação do comitê de ética e pesquisa: CAAE 04683218.3.0000.5440.
Resultados
A comparação entre as variáveis foi feita em cada um dos grupos com ANOVA medidas repetidas, com o tempo o fator de repetição (p<0,05). As diferenças médias são apresentadas. Após um ano, houve redução da frequência da migrânea nos grupos MA (-2,20; p=0,01) e MC (-10,8; p<0,001) e redução da intensidade da migrânea no grupo MC (-2,26; p=0,001). Não foram observadas diferenças significativas após um ano em nenhum dos grupos no escore de equilíbrio final do TOS (CG 0,03; p=0,95; MsA 1,40; p=0,26, MA 3,04; p=0,38, MC 2,74; p=0,06) e nem nos scores de equilíbrio referentes aos sistemas somatossensorial (CG 0,61; p=0,25, MsA 1,40; p=0,07, MA 2,16; p=0,13, MC 1,14; p=0,28), visual (CG 2,42; p=0,06, MsA 0,37; p=0,89, MA 3,04; p=0,38, MC 3,33; p=0,27) e vestibular (CG -1,15; p=0,46, MsA -0,22; p=0,92, MA -1,12; p=0,80, MC 3,37; p=0,22).
Conclusão
Os déficits de equilíbrio observados nos subtipos de migrânea não apresentam mudança após o intervalo de um ano. No entanto, foi observada melhora na frequência e intensidade das crises
Incapacidade cervical está relacionada à presença de aura e frequência de crises de migrânea
Introdução
A cervicalgia é altamente prevalente em migranosos, e um potencial contribuinte para a incapacidade relacionada à cefaleia. Além disso, indivíduos com migrânea crônica apresentam maior incapacidade cervical, entretanto não é conhecido se esta relação também se manifesta em indivíduos com aura.
Objetivo
Avaliar as características da cervicalgia em mulheres com migrânea com e sem aura e migrânea crônica.
Métodos
Este estudo transversal incluiu 102 mulheres entre 18 e 55 anos de idade. Destas, 70 foram divididas em três grupos de acordo com o diagnóstico: migrânea sem aura (MSA, n=22), migrânea com aura (MCA, n=17) e migrânea crônica (MC, n=31). Mulheres sem cefaleia compuseram o grupo controle (GC, n=32). As participantes foram questionadas quanto às características clínicas da cefaleia e da cervicalgia. As voluntárias com relato de cervicalgia completaram o questionário Neck Disability Index, para avaliação da incapacidade relacionada à dor cervical. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética e pesquisa (CAAE 59620716.2.0000.5440).
Resultados
As variáveis de desfecho foram comparadas entre os grupos por meio de ANOVA one-way e Teste de Qui-quadrado (p<0,05). O relato de cervicalgia foi maior nos grupos migranosos (GC 25%, MSA 50%, MCA 100% e MC 81%, p<0,001). Quanto às características da cervicalgia, o grupo MC apresentou maior frequência de cervicalgia (21,1 dias/mês, DP 8,1), comparado ao grupo MSA (9,2 dias mês, DP 10,5; p=0,003). Além disso, maior incapacidade cervical foi observada no grupo MC comparado ao MSA e GC, e no grupo MCA comparado ao GC (GC 5,4 pontos, DP 5,4; MSA 9,9 pontos, DP 4,2; MCA 14,8 pontos, DP 6,1; MC 16,5 pontos, DP 7,0; p<0.001).
Conclusão
Embora a frequência de cervicalgia seja alta nos pacientes com migrânea crônica, a prevalência de cervicalgia e a incapacidade cervical são maiores em migranosos com aura e migrânea crônica
Associação entre alodinia cutânea e frequência, intensidade e duração da migrânea na população pediátrica – estudo piloto
Introdução
A migrânea afeta 9,1% de crianças e adolescentes e pode ocasionar crises de curta duração, intensidade variável, podendo ser crônica ou episódica. Embora o processo de sensibilização central seja conhecido na migrânea, ainda não está estabelecida a relação entre a alodinia cutânea e as características da crise em crianças e adolescentes.
Objetivo
Avaliar a associação da alodinia cutânea com as características da migrânea na população pediátrica.
Métodos
Este é um estudo piloto, com desenho transversal, que avaliou 17 pacientes com migrânea (12,1 anos, DP 3,2) de ambos os sexos, recrutados no Ambulatório de Cefaleia Infantil do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Os pacientes preencheram um questionário estruturado sobre a frequência, intensidade e duração da migrânea, e em seguida responderam ao Questionário de Alodinia baseado no ICHD-III versão beta (adaptado), composto por 4 questões que avaliam a presença ou ausência da alodinia cutânea durante crises de migrânea. Pacientes que apresentaram pelo menos duas respostas positivas foram classificados com alodinia cutânea. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE 31864020.0.0000.5440). A correlação de Spearman (p<0,05) foi aplicada para avaliar a associação entre as variáveis.
Resultados
A alodinia cutânea foi observada em 53% dos pacientes. Todos os participantes apresentaram migrânea episódica (frequência 3,0 dias por mês; DP 2,3), intensidade de dor leve (2,2; DP 0,7) e curta duração (5,4 horas; DP 5,2). Não foram observadas correlações significativas entre a presença de alodinia e a frequência (rho=0,01; p=0,96), intensidade (rho=0,37; p=0,13) e duração (rho= -0,02; p=0,92) das crises de migrânea.
Conclusão
Os dados deste estudo piloto sugerem que a alodinia cutânea não está associada com a apresentação clínica da crise migranosa em crianças e adolescentes