998 research outputs found
Sort by
Is it possible to sort the disability of individuals with migraine based on the International Classification of Functioning, Disability and Health? — A Scoping Review
PurposeTo identify the most frequent outcomes related to disability assessed in individuals with migraine and to correlate these findings with the categories of International Classification of Functioning, Disability and Health.Material and methodThis scoping review was developed based on studies with adult population (18-55 years) of both sexes and assessing the disability generated by migraine. We included studies in which patients had a diagnosis of migraine based on International Classification of Headache Disorders.Results52 articles were found with 42 outcomes related to 17 categories of International Classification of Functioning, Disability and Health, including the four main components of the classification, with seven categories in "Body Functions", one in "Body Structures", four in “Activities and Participation” and five in "Environmental Factors".ConclusionThe findings show that disabilities, activity limitation, or participation restriction generated by migraine can be classified by International Classification of Functioning, Disability and Health. The components "body functions", "environmental factors" and "activities and participation" were the most identified in the present study. Thus, this classification is important to classify the disability caused by migraine and to guide a rehabilitation more focused onthe patient\u27s real demands, as well as directing the research involving this population.Objetivo: Identificar os desfechos mais comuns relacionados à incapacidade avaliada em indivíduos com migrânea e correlacionar estes achados com as categorias da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Materiais e método: Esta revisão de escopo foi desenvolvida com base em estudos com a população adulta (18-55 anos) de ambos os sexos que avaliaram a incapacidade gerada pela migrânea. Nós incluímos estudos nos quais os pacientes tinham diagnóstico de migrânea baseado na Classificação Internacional de Cefaleias. Resultados: 52 artigos foram encontrados com 42 desfechos relacionados a 17 categorias da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, incluindo os quatro grandes componentes da classificação. Sete categorias em “Funções do corpo”, uma em “Estruturas do corpo”, quatro em “Atividades e Participação” e cinco em “Fatores ambientais”. Conclusão: Os achados demonstram que incapacidades, limitações de atividade ou restrições de participação geradas pela migrânea podem ser classificadas pela Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Os componentes “funções do corpo”, “atividades e participação” e “Fatores ambientais” foram os mais encontrados no presente estudo. Desta forma, esta classificação é importante para classificar a incapacidade causada pela migrânea e guiar uma reabilitação mais focada nas reais demandas do paciente, bem como direcionar pesquisas envolvendo esta população
Brazilian version of headache management self-efficacy scale
Background
Headache-management self-efficacy has been associated with pain severity and headache-related disability.
Objective
The aim of this study was to test the cross-cultural adaptation and psychometric properties of a Brazilian version of the Headache Management Self-Efficacy Scale (HMSE) in a sample of patients coming from three tertiary headache centers in Brazil.
Methods
137 migraine outpatients completed the Headache Management Self-Efficacy Scale (HMSE) and measures of psychopathological symptoms, pain catastrophizing, depression, anxiety, quality of life and headache-related disability.
Results
HMSE-10 showed good reliability (α = 0.84) and adequate corrected item-total correlation, ranging from 0.46 to 0.64. HMSE-10 was positively correlated with 6 of 8 domains of overall health status and negatively correlated with psychopathological symptoms, depression, anxiety, pain catastrophizing, headache-related disability, headache frequency and headache intensity. The difference between the means of the episodic and chronic headache patients had a magnitude of moderate effect in all the study measures, being headache-related disability the largest one found (d = 0.68). Along with headache intensity and depression, Efficacy Scale beliefs were predictors of headache-related disability.
Conclusions
The Brazilian short version of Headache Management Self-Efficacy Scale (HMSE-10) was revealed as a valid and reliable measure of headache-specific Efficacy Scale beliefs.Introdução: A auto-eficácia específica ao manejo da dor de cabeça tem sido associada à gravidade da dor e à incapacidade relacionada à dor de cabeça. Objetivo: O objetivo deste estudo foi testar a adaptação transcultural e as propriedades psicométricas de uma versão brasileira da Headache Management Self-Efficacy Scale (HMSE) em uma amostra de pacientes provenientes de três centros de cefaleia terciários no Brasil. Métodos: 137 pacientes ambulatoriais com enxaqueca completaram a Escala de Autoeficácia no Manejo da Dor de Cabeça (HMSE) e medidas de sintomas psicopatológicos, catastrofização da dor, depressão, ansiedade, qualidade de vida e incapacidade relacionada à dor de cabeça. Resultados: O HMSE-10 apresentou boa confiabilidade (α = 0,84) e correlação item-total corrigida adequada, variando de 0,46 a 0,64. A HMSE-10 esteve positivamente correlacionada com 6 dos 8 domínios do estado geral de saúde e negativamente correlacionada com sintomas psicopatológicos, depressão , ansiedade, catastrofização da dor, incapacidade relacionada à dor de cabeça, frequência e intensidade da dor de cabeça. A diferença entre as médias dos pacientes com dor de cabeça episódica e crônica teve uma magnitude de efeito moderado em todas as medidas do estudo, sendo a incapacidade relacionada à dor de cabeça a maior encontrada (d = 0,68). Juntamente com a intensidade da dor de cabeça e depressão, as crenças de autoeficácia foram preditores de incapacidade relacionada à dor de cabeça. Conclusões: A versão brasileira reduzida da Headache Management Self-Efficacy Scale (HMSE-10) representou uma medida válida e confiável das crenças de autoeficácia específicas para dor de cabeça.
Palavras-chave: migrânea; autoeficácia; incapacidade
 
Existem diferenças de gênero na dor no pescoço e nos distúrbios musculoesqueléticos da coluna cervical associados à migrânea?
IntroduçãoDor cervical e disfunções musculoesqueléticas parecem estar associadas à migrânea. No entanto, os estudos que investigaram essas associações foram realizados majoritariamente em mulheres.
ObjetivoVerificar se migranosos apresentam diferenças entre os gêneros em relação à dor e incapacidade no pescoço, no desempenho dos músculos flexores profundos da cervical e na mobilidade passiva da coluna cervical superior.
MétodosA amostra foi composta por 30 homens e 30 mulheres, com idade entre 18 e 55 anos, com diagnóstico de migrânea de acordo com a Classificação Internacional de Cefaleia. Foram excluídos indivíduos com diagnóstico de outras cefaleias ou doenças sistêmicas. Os participantes foram questionados sobre a presença de dor no pescoço e aqueles que relataram sintomas responderam ao questionário Neck Disability Index (NDI). Foi realizado o Flexion Rotation Test (FRT) para avaliar a mobilidade da coluna cervical superior e o Craniocervical Flexion Test (CCFT), para avaliar o desempenho dos músculos flexores profundos da coluna cervical. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (HCRP n°6644/2018).
ResultadosA comparação entre os grupos foi realizada usando os testes t de Student e qui-quadrado. A razão de prevalência também foi calculada e um nível de significância de p<0,05 foi adotado. As mulheres apresentaram maior relato de dor cervical (p=0,04) e uma associação ao risco 1,69 maior em relatar esse sintoma em relação aos homens (p=0,02). No entanto, os grupos não apresentaram diferenças significativas na incapacidade cervical pelo NDI (p=0.25), na mobilidade pelo FRT (p=0,92) e no desempenho pelo CCFT (p=0,52).
ConclusãoMulheres com migrânea apresentam maior prevalência de relato de dor cervical, no entanto os testes clínicos da coluna cervical não diferem entre os gêneros. Portanto, os achados desse estudo apontam para a necessidade de avaliação da coluna cervical para um manejo terapêutico adequado em ambos os sexos.Introdução
Dor cervical e disfunções musculoesqueléticas parecem estar associadas à migrânea. No entanto, os estudos que investigaram essas associações foram realizados majoritariamente em mulheres.
Objetivo
Verificar se migranosos apresentam diferenças entre os gêneros em relação à dor e incapacidade no pescoço, no desempenho dos músculos flexores profundos da cervical e na mobilidade passiva da coluna cervical superior.
Métodos
A amostra foi composta por 30 homens e 30 mulheres, com idade entre 18 e 55 anos, com diagnóstico de migrânea de acordo com a Classificação Internacional de Cefaleia. Foram excluídos indivíduos com diagnóstico de outras cefaleias ou doenças sistêmicas. Os participantes foram questionados sobre a presença de dor no pescoço e aqueles que relataram sintomas responderam ao questionário Neck Disability Index (NDI). Foi realizado o Flexion Rotation Test (FRT) para avaliar a mobilidade da coluna cervical superior e o Craniocervical Flexion Test (CCFT), para avaliar o desempenho dos músculos flexores profundos da coluna cervical. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (HCRP n°6644/2018).
Resultados
A comparação entre os grupos foi realizada usando os testes t de Student e qui-quadrado. A razão de prevalência também foi calculada e um nível de significância de p<0,05 foi adotado. As mulheres apresentaram maior relato de dor cervical (p=0,04) e uma associação ao risco 1,69 maior em relatar esse sintoma em relação aos homens (p=0,02). No entanto, os grupos não apresentaram diferenças significativas na incapacidade cervical pelo NDI (p=0.25), na mobilidade pelo FRT (p=0,92) e no desempenho pelo CCFT (p=0,52).
Conclusão
Mulheres com migrânea apresentam maior prevalência de relato de dor cervical, no entanto os testes clínicos da coluna cervical não diferem entre os gêneros. Portanto, os achados desse estudo apontam para a necessidade de avaliação da coluna cervical para um manejo terapêutico adequado em ambos os sexos
Prevalência de diagnóstico e principais comorbidades em crianças e adolescentes com cefaleias primárias e secundárias atendidas no setor terciário
Introdução
As cefaleias primárias e secundárias atingem em torno de 60% das crianças e adolescentes, e cerca de 80% deles possuem comorbidades.
Objetivo
Avaliar a prevalência de diagnóstico e comorbidades de crianças e adolescentes com cefaleias atendidos em um hospital terciário nos últimos cinco anos.
Material E Métodos
Estudo retrospectivo, baseado na revisão de prontuários de crianças e adolescentes atendidas no Ambulatório de Cefaleia Infantil localizado no HCFMRP/USP entre os anos de 2016 e 2021. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Local (CAAE: 45631321.0.0000.5440). Os pacientes foram classificados de acordo com a idade, como crianças (CR; <12 anos) e adolescentes (AD; 12 a 18 anos). As comorbidades apresentadas foram classificadas de acordo com o tipo de doença. Os dados foram analisados utilizando o programa Microsoft Corporation® Excel.
Resultados
Foram analisados 242 prontuários, sendo que 54% da amostra eram crianças (8,7 anos, DP 2,0) e 46% adolescentes (14,4 anos, DP 1,8). Os indivíduos foram diagnosticados com migrânea (CR 80,7%; AD 74,2%), cefaleia tensional (CR 2,3%; AD 1,8%) e cefaleias secundárias (CR 6,2%; AD 6,8%). Pacientes com mais de um diagnóstico foram classificados com cefaleia mista (CR 4,6%; AD 12,6%), e aqueles sem diagnóstico definido, com diagnóstico inconclusivo (CR 6,2%; AD 4,6%). As principais comorbidades observadas nas crianças foram distúrbios do sono (25,6%) e doenças respiratórias (23,3%), como a rinite. Já em adolescentes, além das doenças respiratórias (23,1%) e distúrbios do sono (19,8%), as doenças neurológicas (23,1%) como a epilepsia, também foram altamente prevalentes.
Conclusão
A prevalência de migrânea se destaca tanto em crianças quanto em adolescentes. Quanto às comorbidades, as doenças respiratórias e os distúrbios do sono foram comuns em crianças e em adolescentes, e doenças neurológicas apresentaram alta prevalência apenas entre os adolescentes
Monitorização não invasiva da pressão intracraniana em pacientes com queixa de cefaleia: série de casos
Introdução
O aumento da pressão intracraniana (PIC) constitui um conjunto de sinais e sintomas relacionados à alteração do volume e da pressão intracraniana, essas alterações são visíveis em diversas doenças neurológicas, o que inclui a cefaleia. Em pacientes com cefaleia crônica a monitorização da pressão intracraniana é realizada de maneira não invasiva o que traz menores danos ao paciente e rapidez nos resultados. O objetivo deste trabalho é elucidar como a monitorização não invasiva da pressão intracraniana em pacientes com cefaleia é realizada e as conclusões a partir da monitorização.
Metodologia
Estudo de série de casos retrospectiva, onde foram coletados dados clínicos de 32 pacientes atendidos em consultório entre dezembro de 2020 a setembro de 2021, com cefaleia (exceto do tipo enxaqueca), sem restrição de sexo, idade, cor, raça e nível socioeconômico. Todos foram submetidos a monitorização não invasiva da pressão intracraniana por um dispositivo da Brain4care.
Resultados
Dos 32 pacientes analisados, foi observado que a relação P2/P1 teve seu valor aumentado, com uma média de valores de 1,15 (0,82-1,62). O time to peak teve uma média de 0,23 (0,04-0,34). Esses dados tendem a indicar um aumento da pressão intracraniana e uma diminuição na complacência cerebral em pacientes que relataram queixa de cefaleia. A monitorização não invasiva é importante pois possibilita as medições no consultório, fora do ambiente hospitalar.
Conclusão
O dispositivo de monitorização não invasiva mostrou uma relação entre o aumento da PIC e a queixa de cefaleia. A vantagem é que a medição pode ser realizada no consultório, utilizando a tecnologia a favor da segurança e conforto do paciente
Métodos de intervenção terapêutica para alívio da cefaleia do tipo de tensional: uma revisão integrativa
Introdução
O manejo da Cefaléia do Tipo Tensional (CTT), dentro de sua complexidade, inclui várias alternativas de tratamento. No Brasil, medicamentos analgésicos autoadministrados são frequentemente usados para interromper o mal-estar. Por outro lado, o uso, a difusão e o devido conhecimento de outros métodos e terapias não medicamentosas disponíveis tornaram-se essenciais para o alívio de quem sofre de dores.
Objetivo
Identificar métodos e terapias não farmacológicas utilizadas em publicações científicas para o alívio e tratamento da CTT.
Método
Estudo de revisão integrativa da literatura, abrangendo o período de 2000 a 2020, com base nas bases de dados bibliográficas PubMed, Science.gov, Web of Science e Portal Regional da BVS. Do volume inicial de 488 registros, após critérios de inclusão e exclusão, resultou 10 artigos originais para análise.
Resultado
O uso de estudos clínicos randomizados prevaleceu. Todos os estudos compuseram uma amostra com maior proporção de mulheres, exceto um. Todos os estudos mostraram resultados positivos de acordo com sua finalidade, revelando formas eficazes de aliviar ou tratar a CTT. Apenas um estudo não apresentou significância estatística.
Conclusão
Terapias como massagem, acupuntura e agulhas secas têm mostrado resultados promissores para intervenção na CTT. A combinação de intervenções e o uso de tecnologias inovadoras se destacaram
Red Ear Syndrome: Uma síndrome rara associada à cefaleia primária
Introdução
A Red Ear Syndrome (RES) é uma afecção rara (cerca de 50 casos idiopáticos foram publicados em 24 anos), de etiologia e tratamentos ainda mal definidos. Caracteriza-se por hiperemia da orelha descrita como uma sensação de queimação, e na maioria dos casos idiopáticos está associada a cefaleia primária, mas pode ocorrer isoladamente.
Objetivo
Reportar um relato de caso sobre a RES em conjunto com enxaqueca.
Material e Métodos
Relato de uma mulher, 31 anos, apresentou-se há 10 anos com dor aguda, edema e eritema acentuado no pavilhão da orelha, ocasionalmente acompanhada por hiperidrose e queimação local. Estes, ocorreram de forma espontânea ou foram induzidos por gatilhos. Durante os ataques, o resfriamento era o único meio de alívio. A paciente relatava associação clara entre a orelha vermelha e algumas crises de enxaqueca. Exames complementares não mostraram anormalidades.
Resultados
O diagnóstico dessa paciente é de RES. Existem duas formas da afecção: idiopática que ocorre mais frequentemente em pessoas jovens, sendo espontânea ou associada a cefaleia; e a forma secundária associada a disfunção da porção superior da coluna cervical ou a disfunção temporomandibular. Acredita-se que a ativação do sistema trigêmino-vascular seja a via comum para ambas as formas.
Conclusões
A incerteza sobre a etiologia desta síndrome é um obstáculo para o tratamento. Novos relatos sobre o distúrbio são importantes para aumentar o conhecimento dos médicos e profissionais da saúde e diminuir o retardo diagnóstico e sofrimento dos paciente
Incidental intracranial saccular aneurysm in a patient with post-Covid-19 headache: What to do with the incidentaloma?
Case repor
Higher frequency of medication overuse headache in patients attended by neurologists in Lima, Peru
BackgroundThe type of medical care received (self-medication and/or medical care provided by a general practitioner or a neurologist) may be associated with differences in the frequency of medication overuse headaches.MethodThis cross-sectional analytical study included 222 records of patients with chronic daily headaches seen at the National Institute of Neurological Sciences Outpatient Unit in Lima, Peru. A pre-designed questionnaire was used to assess and categorize patients with frequent and chronic headaches.ResultsNinety-four patients (42.34% of those with chronic daily headaches) met the criteria for medication overuse headache. Of these, 19 (28%) self-medicated, 22 (36%) consulted with the general practitioner, and the highest proportion of subjects, 53 (58%), consulted with a neurologist. On bivariate analysis, subjects who had received care from a general practitioner and self-medicated were 38% and 51% less likely to have MOH than the subjects whoreceived medical care from the neurologist (p=0.012; 95% CI 0.42-0.90 and p=0.001; 95% CI 0.32-0.74). On multivariate analysis adjusting by sociodemographic and clinical factors, the association remained significant in regards to self-medication, but became marginal (p=0.055) in regard to being seen by a general practitioner.ConclusionIn this study, the frequency of the headache due to overuse of medication was higher in patients attending a neurologist than those attending a general practitioner or self-medicated. This cross-sectional design cannot assess whether this reflects more severe cases looking for specialized care or more medication overuse headaches as a result of inappropriate management
Tratamentos invasivos da neuralgia trigeminal: uma revisão sistemática
Introdução
A neuralgia do trigeminal resulta em uma síndrome dolorosa crônica de etiologia ampla, a maioria relacionada à compressão vascular. O tratamento dessa patologia pode variar conforme o grau de comprometimento e resposta à terapêutica aplicada. Existem variadas formas de tratamento, desde os conservadores até procedimentos invasivos e minimamente invasivos.
Objetivos
Identificar os tratamentos invasivos mais utilizados, avaliar sua eficácia e segurança na abordagem ao paciente
Material e Métodos
Trata-se de uma revisão sistemática, que envolve artigos no período de 2011 a 2021 em três bases de dados: PubMed, Science Direct e SciElo utilizando os MeSH terms: “invasive treatment” e "trigeminal neuralgia”. Após a aplicação de critérios de exclusão, 34 artigos foram selecionados.
Resultados e Discussões
Viu-se que a técnica mais testada para o tratamento invasivo da neuralgia trigeminal foi a Neuroestimulação, com 44,1% dos artigos descrevendo suas aplicações, seguida da Descompressão Microvascular com 29,4% dos artigos. A cirurgia de compressão por Balão (17,64%), Rizólises e Rizotomias (17,64%), Gamma Knife (14,7%) e as técnicas de Termocoagulação e Termorregulação (8,82%). Todos apresentaram taxas elevadas e semelhantes de eficácia, com alívio imediato da dor apesar da frequente necessidade de reaplicar o procedimento após meses ou anos.
Conclusão
Provou-se difícil classificar o melhor tratamento invasivo, visto que as taxas de eficácia e as complicações dos procedimentos são extremamente semelhantes. Uma conclusão viável é a de que o procedimento escolhido seja individualizado conforme as necessidades e particularidades de cada paciente, associado à experiência do médico especialist