Headache Medicine

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    Glaucoma de ângulo fechado como diferencial de cefaleia trigêmino-autonômica

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    Introdução Apresentamos um caso clínico de uma paciente oncológica que apresentou cefaleia nova com características trigêmino-autonômicas (CTA), porém com diagnóstico final de glaucoma de ângulo fechado (GAF). Caso Clínico Mulher de 69 anos, com diagnóstico de adenocarcinoma de cólon metastático (fígado, pulmão e peritônio), apresentando cefaleia nova iniciada após quimioterapia, em região frontal direita, sem piora com decúbito ou Valsalva, contínua desde a instalação, associada a vômitos. Após 3 dias de sintomas, apresentou hiperemia ocular, lacrimejamento e rinorreia, procurando assistência médica no dia seguinte. Ao exame, apresentava à direita redução da acuidade visual, edema palpebral, hiperemia conjuntival e pupila com discreta midríase não reativa a luz. Sem alterações da motricidade ocular extrínseca. Fundoscopia sem papiledema. Realizada TC de crânio com contraste, sem lesões expansivas. Punção lombar com pressão de abertura normal, sem achados significantes na análise bioquímica e citopatológica. Avaliada pela oftalmologia, que evidenciou pressão intra-ocular (PIO) de 48mmHg e aventada a hipótese de GAF, sendo realizado tratamento com timolol, brimonidina, acetazolamida e manitol, com redução da PIO para 22mmHg, com melhora completa dos sintomas. Discussão GAF é caracterizado por oclusão do ângulo da câmara ocular anterior, alterando a drenagem do humor aquoso, levando ao aumento da PIO e dano ao nervo óptico. Apresenta-se com redução da acuidade visual, dor ocular, cefaleia, vômitos, hiperemia conjuntival, pupila médio-dilatadas bradirreagentes. Trata-se de uma condição com risco de perda da visão, considerada uma emergência oftalmológica. O tratamento inclui agentes redutores da PIO e iridotomia. Conclusão GAF é um importante diagnóstico diferencial de dor ocular, especialmente em idosos. A semiologia é imprescindível no diagnóstico, com destaque para anamnese e exame pupilar, que ajuda a diferenciar de CTA. A melhora após redução de PIO fecha o diagnóstico

    Avaliação do efeito da obesidade e obesidade abdominal na migrânea

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    Introdução A migrânea é uma doença neurológica prevalente e incapacitante. A obesidade está associada a aumento na gravidade, frequência das crises e cronificação da migrânea, mas há lacunas neste conhecimento. Objetivos Analisar o efeito da obesidade avaliada pelo índice de massa corporal (IMC) e da obesidade abdominal sobre parâmetros clínicos da migrânea. Material E MÉTODOS Estudo prospectivo do tipo caso-controle composto por indivíduos com migrânea. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, n° 3.029.972. Foram obtidos dados demográficos, antropométricos, clínicos, classificação e sintomas da migrânea, uso de profilaxia e uso excessivo de analgésico. Os pacientes responderam a questionários validados sobre ansiedade (STAIY2), depressão (IDB), incapacidade (MIDAS) e alodinia (ASC-12). O paciente foi considerado obeso quando IMC≥30kg/m2 e circunferência abdominal >88cm em mulheres e >102cm em homens. Foi considerada diferença estatística quando p≤0,05. Resultados Participaram do estudo 439 pacientes, com idade mediana de 32 anos, 86,1% do sexo feminino, 56,2% com migrânea episódica e 37,1% tinham aura. Pacientes com IMC≥30kg/m2 eram mais velhos (34vs.30; p=0,015) e a obesidade foi mais frequente no sexo masculino (22,2%vs.12,4%; p=0,023). Pacientes obesos também apresentaram maior taxa de depressão (76,6%vs.60,7%; p=0,003) e uso excessivo de analgésicos (50,0%vs.37,2%; p=0,048). De forma semelhante, a obesidade abdominal ocorre em indivíduos mais velhos (26vs.40; p=0,001), maior taxa de depressão (80,3%vs.70,3%; p=0,042), de uso excessivo de analgésicos (57,6%vs.31,6%; p<0,001) e de migrânea crônica (56,6%vs.36,8%; p<0,001). Não houve associação entre obesidade ou obesidade abdominal com presença de aura, fonofobia, fotofobia, osmofobia, alodinia, uso de medicamento preventivo ou sintomas de ansiedade. Conclusões A Obesidade avaliada pelo IMC e a circunferência abdominal são parâmetros clínicos importantes e podem estar associados a maior gravidade na migrânea

    Dor central neuropática craniana: um diagnóstico diferencial de cefaléia primária.

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    Introdução Dentre os diagnósticos diferenciais de cefaleia secundária, pouco são descritos os casos de dor neuropática central em região craniana secundárias a lesões medulares altas.  Objetivos Descrever um caso de cefaleia secundária a lesão desmielinizante em medula cervical. Material e Métodos Esse trabalho consiste em um relato de caso atendido no ambulatório de cefaleia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Resultados  Paciente do sexo masculino, 60 anos de idade, com antecedente de neuromielite óptica (NMO), apresentando queixa de cefaleia iniciada após o primeiro surto da doença, em 2016. Caracterizava cefaleia como em pontada localizada bitemporal e no vértex, com duração de segundos, ocorrendo três a quatro vezes ao dia. Após cerca de dois meses, relato de nova dor descrita como contínua bitemporal associada a alodínea. Na investigação complementar, ressonância magnética (RM) com lesão sequelar em bulbo anterior e medular longitudinalmente extensa desde a transição crânio-cervical até o nível de C7, de predomínio centromedular. Diante de achado de imagem, aventada hipótese de dor neuropática central com nível em C2-C3. Foi iniciado tratamento com gabapentina até a dose de 2700 mg/dia, com melhora parcial da dor Dor neuropática central decorre de lesões do sistema somatossensorial sendo frequente em doenças neurológicas como esclerose múltipla e NMO. Entre diversas incapacidades relacionadas às doenças desmielinizantes, a dor crônica é frequente, sendo cefaleia primária muito prevalente. Ainda, estima-se que cerca de 50% desses pacientes com lesão medular enfrentam dor do tipo neuropática, com predomínio em membros e região lombar. O acometimento de região cefálica é pouco relatado na literatura. Conclusões A partir da descrição deste caso, acreditamos ser importante considerar o diagnóstico diferencial de dor neuropática central nos pacientes com cefaleia e lesões medulares cervicais altas

    Hemicrania persistente como manifestação inicial da síndrome de Ramsay Hunt

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    Introdução A síndrome de Ramsay-Hunt também chamada de zoster otico é uma complicação rara do herpes-zóster em que ocorre reativação de uma infecção latente pelo vírus varicela-zóster no gânglio geniculado. A síndrome é caracterizada por paralisia do nervo facial periférico acompanhada por uma erupção vesicular eritematosa na orelha ou na boca. É a segunda causa mais comum de paralisia facial periférica não traumática. Objetivos Apresentar um caso atípico da síndrome de Ramsay Hunt com presença de cefaleia. Material e Métodos Relato de uma mulher de 69 anos que apresentou início subagudo de hemicrania à esquerda de intensidade moderada a forte sem sinais autonômicos. Oito dias após o início da cefaleia, ela apresentou paralisia facial periférica e após 4 dias, notou o aparecimento de vesículas no lado esquerdo do ouvido e dor ao engolir. Ela desenvolveu náusea com vários episódios de vômito e desequilíbrio importante que tornava a marcha impossível. Resultados No exame físico ela apresentou vesículas na orelha esquerda e orofaringe, paralisia facial periférica esquerda (House Brackmann grau IV), hipoacusia esquerda, nistagmo e marcha vestibular. A tomografia do cérebro e a análise do líquido cefalorraquidiano não mostraram anormalidades. Conclusões A infecção envolve principalmente os nervos facial e vestibulococlear, causando paralisia facial periférica, otalgia e perda auditiva. Os sintomas vestibulares são raros e o início da síndrome com cefaleia persistente, como relatado, é extremamente atípico

    Hemicrânia paroxística associada à dissecção carotídea: relato de caso

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    There are numerous case reports relating trigeminal autonomic cephalalgias to structural injuries. However there is no description of the association between paroxysmal hemicrania and carotid artery dissection.  We describe a previously healthy 63-year-old male presented with the onset of severe, throbbing pain in the right frontal region, lasting between 10 and 30 minutes, with a frequency of approximately two to three attacks per day, which began two days before seeking medical care. Pain was associated with ipsilateral tearing, semiptosis and nasal congestion. A cervical arterial magnetic resonance angiography demonstrated left carotid artery dissection in the C1/C2 segment of the left internal carotid artery. The patient became asymptomatic after indomethacin use. We conclude that the possibility of investigating carotid dissection should be considered in patients with paroxysmal hemicrania.  Existem inúmeros relatos de casos relatando cefaleias trigeminais autonômicas associadas a lesões estruturais. Entretanto, não há descrição da associação entre hemicrânia paroxística e dissecção carotídea. Nos descrevemos um paciente previmente hígido de 63 anos que apresentou  uma dor intensa, pulsátil, em região frontal direita e que durava de 10 a 30 minutos. A frequência dos ataques era de aproximadamente 02 a 03 ao dia e tinham se iniciado 02 dias antes do atendimento médico. A dor era associada com lacrimejamento, semiptose palpebral e obstrução nasal ipsilaterais. A angiorressonância cervical demonstrou dissecção carotídea no segmento C1/C2 da artéria carótida interna esquerda. O paciente se tornou assintomático após o uso de indometacina. Nós concluímos pela possibilidade de investigação de dissecção carotídea nos pacientes com hemicrânia paroxística

    Analgesic abuse headache: risk factors and causes of poor adherence in the detox process

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    BackgroundMedication overuse headache (MOH) is characterized by a pre-existing primary or secondary headache associated with medication overuse.AimsTo identify the clinical, epidemiological, and therapeutic profiles associated with MOH and poor adherence to treatment.MethodsA cross-sectional, comparative, descriptive, analytical study was carried out to assess the characteristics of patients with MOH treated at the Hospital Geral de Fortaleza (HGF).Results103 patients participated, 95 (92.2%) women and 8 (7.8%) men. Of these, 55 (53.4%) patients answered that had already been instructed about the MOH, however they continue to abuse medication for many reasons i.e.: difficulty in bearing pain, and fear of worsening the pain. When asked about what could be done to improve adherence to treatment, in a general way, 28 (27.2%) were unable to inform, 37 (35.9%) answered that most frequent consultations could help. Furthermore, 19 (18.4%) believe that psychological counseling wound bring benefits.ConclusionThe lack of guidance or interest in the guidelines provided are real and important obstacles to treat MOH. Changes in the care model that include effective communication, more frequent return, family and psychotherapy support and close monitoring by the physician or nurses are factors that should be considered in headache clinics.

    Hipoplasia de artéria vertebral e migrânea crônica: alguma associação ou apenas um achado incindental?

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    We describe a 29-year-old woman with chronic migraine and psychiatric comorbidities that presented with new transient left-sided hemiparesis and hemi-hypoesthesia and were found to have right vertebral artery hypoplasia (VAH). We briefly review the association of VAH and migraine and the influence of psychiatric disorders and VAH as possible risk factors for chronification of episodic migraine. Despite uncertain mechanisms, VAH may be one of thecontributing factors for the chronicity of migraine.Descrevemos o caso de uma paciente de 29 anos com migrânea crônica e comorbidades psiquiátricas apresentando um quadro de hemiparesia e hemi-hipoestesia à esquerda, com exame de imagem demonstrando hipoplasia de artéria vertebral (HV). Realizamos uma breve revisão da associação de HV e migrânea, e da influência de comorbidades psiquiátricas na cronificação e manejo da migrânea. Apesar do mecanismo incerto, a HV pode ser um dos fatores contribuintes para a cronificação da migrânea

    Efeito de um protocolo de exercícios craniocervicais na redução da frequência e intensidade das crises de migrânea em comparação ao grupo placebo – ensaio clínico randomizado

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    Introdução Pacientes com migrânea apresentam alterações musculoesqueléticas e dor cervical. Por meio da fisiopatologia da doença, é possível entender a relação entre a migrânea e a coluna cervical. Entretanto, a eficácia de exercícios craniocervicais em pacientes com migrânea ainda não foi verificada. Objetivo Verificar a eficácia de um protocolo de exercícios crâniocervicais na redução da frequência e intensidade das crises de migrânea. Métodos Foi realizado um ensaio clínico randomizado com follow-up de 3 meses. O grupo intervenção (n=21) realizou por 8 semanas um protocolo de exercícios craniocervicais, enquanto o grupo placebo (n=21) recebeu, durante oito semanas, aplicação de ultrassom terapêutico desligado na porção média do trapézio superior. Os desfechos primários foram frequência e intensidade das crises de migrânea, verificados pelo diário de dor. Os desfechos secundários foram o desempenho muscular no craniocervical flexion test (CCFT), força e resistência cervical, associados à eletromiografia de superfície. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética local (CAAE 56102016.4.0000.5440) e registrado no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (RBR-8gfv5j). Resultados Uma regressão linear mista foi realizada, com p<0,05 adotado. Não houve diferenças significativas para os desfechos primários após 8 semanas de tratamento e aos 3 meses de follow-up (p>0,05). Para os desfechos secundários, observou-se uma redução da amplitude da atividade eletromiográfica dos músculos escaleno anterior e trapézio superior nos últimos estágios do CCFT (p≤0,01) e dos músculos escaleno anterior e esplênio da cabeça durante o teste de resistência (p≤0,04) no grupo intervenção após 8 semanas. Conclusão A realização de exercícios craniocervicais não é superior ao placebo para reduzir frequência e intensidade das crises de migrânea. Entretanto, os exercícios promoveram uma melhor ativação dos músculos cervicais durante o CCFT e o teste de resistência.Introdução Pacientes com migrânea apresentam alterações musculoesqueléticas e dor cervical. Por meio da fisiopatologia da doença, é possível entender a relação entre a migrânea e a coluna cervical. Entretanto, a eficácia de exercícios craniocervicais em pacientes com migrânea ainda não foi verificada. Objetivo Verificar a eficácia de um protocolo de exercícios crâniocervicais na redução da frequência e intensidade das crises de migrânea. Métodos Foi realizado um ensaio clínico randomizado com follow-up de 3 meses. O grupo intervenção (n=21) realizou por 8 semanas um protocolo de exercícios craniocervicais, enquanto o grupo placebo (n=21) recebeu, durante oito semanas, aplicação de ultrassom terapêutico desligado na porção média do trapézio superior. Os desfechos primários foram frequência e intensidade das crises de migrânea, verificados pelo diário de dor. Os desfechos secundários foram o desempenho muscular no craniocervical flexion test (CCFT), força e resistência cervical, associados à eletromiografia de superfície. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética local (CAAE 56102016.4.0000.5440) e registrado no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (RBR-8gfv5j). Resultados Uma regressão linear mista foi realizada, com p<0,05 adotado. Não houve diferenças significativas para os desfechos primários após 8 semanas de tratamento e aos 3 meses de follow-up (p>0,05). Para os desfechos secundários, observou-se uma redução da amplitude da atividade eletromiográfica dos músculos escaleno anterior e trapézio superior nos últimos estágios do CCFT (p≤0,01) e dos músculos escaleno anterior e esplênio da cabeça durante o teste de resistência (p≤0,04) no grupo intervenção após 8 semanas. Conclusão A realização de exercícios craniocervicais não é superior ao placebo para reduzir frequência e intensidade das crises de migrânea. Entretanto, os exercícios promoveram uma melhor ativação dos músculos cervicais durante o CCFT e o teste de resistência

    Influência da infecção por Covid-19 na funcionalidade da cervical em indivíduos com cefaleia

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    IntroduçãoEm março de 2020, a Covid-19 foi caracterizada como uma pandemia. O SARS-COV-2 é altamente infeccioso, podendo gerar complicações e sequelas graves. Um de seus sintomas principais é a cefaleia, tendo como característica dor e limitações na mobilidade da cervical. ObjetivoAnalisar a influência da infecção por Covid-19 na funcionalidade da cervical em indivíduos com cefaleia. Material e Métodos Estudo transversal, quantitativo, realizado no setor de fisioterapia do Núcleo de Atenção Médica Integrada, da Universidade de Fortaleza, no período de maio a agosto de 2021, em indivíduos acima de 18 anos, ambos os gêneros, com diagnostico de cefaleia há pelo menos 6 meses e exclusos os fibromiálgicos, com distúrbios neurológicos e em uso de analgésico. O instrumento de coleta abordou: dados sociodemográficos, características da cefaleia, infecção por Covid-19 e o Neck Disability Index (NDI), específico para avaliar a capacidade funcional cervical. Aprovado com parecer nº 4.618.892. ResultadosParticiparam 37 indivíduos com idade média de 28,95 ± 12,18, com predomínio do sexo feminino (83,8%) e cefaleia de intensidade moderada, segundo a Escala Visual Analógica. Confirmaram a positividade da Covid-19, 13 indivíduos e destes 11 sentiram dor de cabeça durante a infecção. Segundo o NDI, 25 participantes apresentaram “incapacidade mínima”, destes 10 tiveram Covid-19, seguido por 6 indivíduos com “incapacidade moderada”. Ao relacionar a infecção por Covid-19 com a capacidade funcional da cervical, verificou-se que não houve associação significante. Porém, ao correlacionar a intensidade da cefaleia e a funcionalidade da cervical observou associação significante (p < 0,01). Os dados foram analisados pelo software estatístico SPSS.ConclusãoNão obteve relação concreta de que a infecção por Covid-19 prejudicou a funcionalidade da cervical, porém vemos a prevalência da cefaleia durante a infecção. Existe correlação da intensidade da cefaleia com a capacidade funcional da cervical

    Variante -174 G>C do gene IL6 associada à suscetibilidade à migrânea

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    Introdução A migrânea é uma cefaleia primária, cuja fisiopatologia está relacionada a secreção do peptídeo CGRP e a inflamação neurogênica. Objetivos Analisar a influência das variantes do gene IL6 -174 G>C e -597 G>A na suscetibilidade e parâmetros clínicos da migrânea. Material E Métodos Trata-se de um estudo prospectivo observacional do tipo caso-controle, composto por 92 participantes, sendo 44 pacientes com migrânea e 48 controles saudáveis, pareados para sexo, idade, etnia e IMC. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, nº 98316718.7.0000.0020. Foram realizadas entrevistas estruturadas e obtidos dados demográficos, clínicos, antropométricos e relacionados à migrânea e suas características. Os participantes responderam aos questionários validados referentes a incapacidade da migrânea (MIDAS) e alodinia (ASC-12). O DNA foi obtido por extração de leucócitos do sangue periférico e material da mucosa oral. As genotipagens foram feitas por PCR-SSP. Para determinar a suscetibilidade à migrânea, foi realizada regressão logística binária e, para análise das características clínicas, o teste de Qui-quadrado e Mann Whitney. Foi considerada diferença estatística quando p ≤ 0,05. Resultados Indivíduos com o genótipo CC da variante -174 G>C, menor produtor da citocina pró-inflamatória, apresentaram menor suscetibilidade à migrânea, quando comparados a indivíduos com o genótipo GG ou GC no modelo recessivo (OR = 0,14; p = 0,026). Não houve influência da variante -597 G>A na suscetibilidade à migrânea. Ambas as variantes não demonstraram associação com a forma episódica ou crônica, presença de aura, pósdromo, pródromo, fonofobia, fotofobia, osmofobia, incapacidade e alodinia. Contudo, este resultado pode ter sido limitado pelo pequeno número amostral. Conclusões O genótipo CC da variante -174 G>C do gene IL6 demonstrou exercer efeito protetor ao desenvolvimento da migrânea, com chance 86% menor de migrânea quando comparado aos genótipos GG ou GC

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