Portal dos Periódicos Científicos do CFP – UFCG (Universidade Federal de Campina Grande)
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A PEDAGOGIA DOS MULTILETRAMENTOS: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES
O objetivo deste artigo é apresentar um estudo bibliográfico a respeito da Pedagogia do Multiletramentos (New London Group, 1996), exemplificando seus conceitos de maneira aplicada, a fim de oportunizar sugestões para o aprimoramento das atividades docentes, considerando os sentidos dos textos multimodais e semióticos. Pretende-se também promover a reflexão sobre a importância do processo de formação continuada (Freire, 2011; Ghedin, 2005) como uma maneira eficaz de se entrar em contato com novas formas de pensar o processo de ensinar e aprender em sala de aula. Com isso,o professor buscará complementar seu agir docente, analisando-o crítica e reflexivamente, bem como testando novos métodos e abordagens de ensino, contemplando os textos multimodais de nossa contemporaneidade. Neste contexto, a Pedagogia dos Multiletramentos poderá ser estudada e analisada pelos professores, servindo como suporte teórico para a elaboração de atividades significativas de leitura e escrita em sala de aula
O ENSINO/APRENDIZAGEM DA LÍNGUA FRANCESA COMO FATOR DE INSERÇÃO CULTURAL PARA NÃO NATIVOS
Nas últimas décadas, a França recebeu milhares de pedidos de asilo por ano, principalmente de estrangeiros do Leste europeu e da antiga União Soviética. A imigração neste caso é o resultado final de uma série de circunstâncias sócio-históricas, como única alternativa diante de uma situação de vida dolorosa. Uma vez no novo país, o “demandeur d’asile” – utilizaremos o termo francês referente a “pedinte de asilo” em português por considerarmos mais adequado - , entra num processo de recriação da identidade linguística e cultural. Este trabalho apresenta três estudos de caso de nacionalidades diversas (tchechena, iraniana e armeniana), em que uma professora de FLE (francês língua estrangeira), brasileira, se depara com a situação de reconstrução de significações e de elaboração de novas interpretações que dessem conta das “vidas de origem” e das vidas em transformação na nova sociedade
A INTERAÇÃO LEITOR/TEXTO NA FORMAÇÃO DA INTERTEXTUALIDADE
Este trabalho traz uma proposta de se estudar a intertextualidade em livros didáticos direcionados ao Ensino Médio. Acreditamos que boa parte dos manuais adotados em escolas de Ensino Médio trata da questão da intertextualidade, porém, não considera um fator de suma importância: a interação entre leitor e texto, deixando de lado os repertórios mentais dos alunos do Ensino Médio. Partimos da ideia de que a intertextualidade não é algo inerente ao texto, ou seja, o texto não é o suficiente para que haja a intertextualidade. Trazemos propostas para se estudar a intertextualidade de um ponto de vista interacionista
O SUJEITO EM FOCO: DO PARADIGMA FORMAL AO FUNCIONAL
Ao longo da história da Linguística, deparamo-nos com diversos olhares sobre a língua(gem), seu objeto de estudo. Um dos elementos que acompanha essa trajetória é a noção de sujeito, que ‘desconsiderado’ inicialmente na concepção de ciência, logo é tomado como elemento chave para o seu desenvolvimento. Portanto, a partir de uma revisão bibliográfica, tencionamos expor a concepção de sujeito, situando-o dentro dos paradigmas formalista e funcionalista a partir das correntes teóricas: Estruturalismo, Gerativismo, Sociolinguística, Linguística Textual, Análise de Discurso e Letramento Crítico, de modo a revelá-lo como o consideramos atualmente, situado no paradigma da heterogeneidade. Depreendemos dessa trajetória que as correntes teóricas e seus conceitos, como frutos de escolhas, estão em constante mudança em resposta ao contexto ora vivenciado
UMA RELEITURA DA PRÁTICA PEDAGÓGICA POR MEIO DE RELATOS DE DOCENTES ATUANTES NOS ANOS INICIAIS
Este estudo tem o propósito de discutir a respeito das práticas de leitura e escrita de duas professoras do 2º ano do Ensino Fundamental I de escolas públicas de Campos dos Goytacazes/RJ. Para tanto, a metodologia utilizada nesta pesquisa é de abordagem qualitativa, descritiva e exploratória, uma vez que pretende descrever, analisar e interpretar questões emergentes dessa relação entre leitura e escrita (GIL, 2010). Percebemos que as docentes participantes desta pesquisa precisam abordar teorias estabelecendo uma ponte com a prática pedagógica. É importante que elas tenham consciência da necessidade de dominar determinados conhecimentos teóricos para tomar decisões fundamentadas no que diz respeito ao processo de inclusão e participação do aluno no mundo da leitura e da escrita
CURRÍCULO EM ESCOLAS PÚBLICAS DE PERNAMBUCO: REFLEXÕES SOBRE AS MUDANÇAS NOS SÉCULOS XIX E XX
As concepções de linguagem, língua e de ensino e aprendizagem na prática escolar estão intrinsecamente vinculadas ao seu contexto histórico e ideológico. Nesse sentido, observar as propostas curriculares, em seu processo de produção, pode nos oferecer indícios de como o ensino de Língua Portuguesa estava sendo concebido nos séculos XIX e XX nos currículos. Este estudo procurou investigar o lugar da língua portuguesa nas propostas curriculares de Pernambuco nos séculos XIX e XX. A metodologia empregada neste trabalho consistiu na análise de conteúdo e documental (BARDIN, 2007), uma vez que a preocupação central foi o de interpretar os significados expressos nos documentos oficiais, ultrapassando uma simples compreensão do real para uma sistematização mais complexa dos dados apresentados. Os resultados evidenciaram que, apesar das propostas curriculares de Pernambuco passarem por mudanças em seus princípios teóricos e metodológicos ao longo do tempo, a maioria delas concebia a linguagem como expressão de pensamento e, consequentemente, o trabalho com a língua materna estava voltado para a decifração de palavras, frases ou textos e a priorização da arte do bem escrever. Foi no final do Século XX que mudanças mais substanciais ocorreram, com a adoção de uma perspectiva funcionalista
(RE)CONCEITUANDO MULTILETRAMENTOS, CRÍTICA E ENSINO DE LÍNGUAS EM UM CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA
Nas últimas duas décadas, o ensino de línguas tem sido analisado considerando as discussões sobre (multi)letramentos crítico (CERVETTI; PARDALES; DAMICO, 2001; COPE; KALANTZIS, 1999; LANKSHEAR; KNOBEL, 2003; LUKE; FREEBODY, 1997). Considerando que essas pesquisas são relativamente recentes, entendo que seja necessário apresentar esses conceitos em cursos de formação continuada de professores para que eles tenham a oportunidade de (re)pensar, (res)significar suas práticas pedagógicas. Neste artigo, analiso as falas dos professores participantes de um curso quanto aos significados de multiletramentos; de crítica e do papel dessas questões no ensino de línguas
A REESCRITA DO BILHETE ORIENTADOR PELO LICENCIANDO EM LETRAS: UMA PRÁTICA REFLEXIVO-CRÍTICA NO PROCESSO DE AVALIAR TEXTOS
O bilhete orientador é considerado um gênero que possibilita o desenvolvimento de ações e atitudes produtivas ao processo de formação do professor e do aluno (SIGNO- RINI, 2006). Este trabalho objetiva refletir criticamente sobre a reescrita de bilhetes orien- tadores produzidos por licenciandos em Letras em um contexto específico de revisão de textos escritos por alunos do ensino fundamental II. Foram analisados 10 bilhetes produ- zidos e reescritos pelos licenciandos, mediados pelos bilhetes produzidos pelo formador. Os resultados revelam que a primeira versão do bilhete orientador do licenciando enfocou os aspectos microestruturais do texto, apontando-os de forma resolutiva e/ou indicativa. Já a segunda versão focalizou os aspectos macro e microestrurais, apresentando uma revisão mais interativa das dificuldades apresentadas pelos alunos