Portal dos Periódicos Científicos do CFP – UFCG (Universidade Federal de Campina Grande)
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Apresentação do Volume 16, Número 2.
Apresentação do volume 16, n. 2, 2016, da Revista Leia Escola
PARTIR, QUERENDO FICAR: MIGRAÇÕES E IDENTIDADES NA LITERATURA DE CORDEL
Este artigo apresenta uma leitura sobre o tema da migração na literatura de cordel. Para tanto, foram analisados alguns textos literários em diálogo com estudos sobre as migrações internas no Brasil, considerando o contingente de nordestinos que se deslocaram do Nordeste em direção às grandes capitais do Brasil. Foram problematizadas, ainda, as estratégias de construção identitária e as subjetividades evidenciadas a partir da análise de algumas representações elaboradas nos textos populares, tendo em vista as especificidades históricas e sociais da diáspora nordestina
PONTOS DE VISTA DE FORMADORES SOBRE O ENSINO DE TEXTOS ORAIS: POR QUÊ? O QUÊ? COMO?
Considerando a relevância da formação inicial do professor de português para o processo de construção de saberes docentes sobre o ensino da oralidade, este estudo objetivou investigar o que pensam professores universitários sobre o porquê de contemplar textos orais na escola, quais gêneros textuais devem ser selecionados e como viabilizar estratégias didáticas nas práticas de ensino. Para isso foram entrevistados cinco formadores que atuam em um curso de Licenciatura em Letra-Português. Os dados apontaram que, mesmo com algumas inquietações, a fala dos docentes está em conformidade com o que preconizam documentos oficiais e com o que tem sido evidenciado por estudos recentes
LITERATURA SURDA: CONTRIBUIÇÕES LINGUÍSTICAS PARA ALUNOS SURDOS, OS SUJEITOS DA EXPERIÊNCIA VISUAL NA ÁREA DA EDUCAÇÃO
O trabalho trata das contribuições da literatura surda para a educação de surdos em uma perspectiva bilíngue. O surdo constrói os seus significados por meio da experiência visual que perpassa a cultura surda. A circulação de literatura surda – uma das marcas culturais surdas – na educação de surdos colabora com a constituição de identidades surdas. Para a realização deste artigo foi necessário fazer pesquisas bibliográficas dos autores da área de educação de surdos com atravessamentos do campo de literatura surda e da literatura clássica, da qual foram feitas adaptações. A pesquisa foi desenvolvida com base no material existente, constituído principalmente de livros e artigos científicos. Foi feito um breve levantamento das obras publicadas no país, principalmente na literatura infantil.
DO MANUSCRITO AO FOLHETO DE CORDEL: UMA LITERATURA ESCRITA PARA SER ORALIZADA
Considerações sobre a Literatura de Folhetos / Literatura de Cordel como uma literatura em processo, viva, que tem passado por várias mudanças, desde seu período de formação e produção de folhetos em vários estados do Nordeste. São destacados diferentes exemplos, dentre eles, os épicos manuscritos, colhidos por Euclides da Cunha durante a Guerra de Canudos, escritos para serem oralizados. O estudo centra-se na característica específica de ser uma literatura feita, mais para “os ouvidos” que para os olhos, desde o início, o que seria difícil de provar sem os estudos de vários pesquisadores e da leitura de folhetos existentes na coleção “Cordéis de Mário de Andrade”. Esta coleção integra publicações de outros estados e de alguns países, em que se faz uso da mesma “fórmula editorial”, identificada pelo tipo de edição em brochura, com capa de papel na cor branca ou colorido e miolo em papel jornal, mas contendo uma produção bem diferente do que se conhece como literatura de cordel. A coleção de Mário de Andrade também foi uma fonte fundamental para estudar a variação de denominações utilizadas pelos poetas populares nordestinos e, ainda, por fornecer o material que foi ponto de partida para dois ensaios de Mário de Andrade. Outra questão aqui desenvolvida diz respeito ao público tradicional constituído por leitores/ouvintes ou ouvintes/leitores, encontrados em pesquisas de campo, que trazem em sua memória uma ou mais histórias, publicadas em folhetos, decoradas, quando ainda eram crianças, mas que afloram sempre que surge uma oportunidade para “dizer” os versos ou cantá-los
ASPECTOS ESTRUTURAIS DOS LIVROS DIDÁTICOS DE PORTUGUÊS: UM OLHAR AO LONGO DO TEMPO
Muitos aspectos dos Livros Didáticos de Português (LDP) podem nos levar a importantes reflexões, principalmente no âmbito de análises longitudinais. Logo, o objetivo deste artigo, de base bibliográfica-documental, é mostrar as mudanças estruturais dos LDP em seus aspectos visuais-tipográficos ao longo do tempo, como forma de se pensar como os fatos históricos motivam e condicionam a sua organização. Para isso, selecionamos estudiosos que se debruçam sobre os LDP, na busca pela construção de um perfil ao longo dos séculos. As diversas mudanças estruturais revelam que os LDP se adaptam a cada momento histórico e revelam em seus aspectos visuais-tipográficos, as transformações sofridas na sociedade e que repercutem diretamente sobre formatos, estruturas e conteúdos que circulam nesses livros
AS TIRINHAS NAS AULAS DE LEITURA EM LÍNGUA INGLESA: UMA PROPOSTA DIDÁTICO-PEDAGÓGICA PARA INICIANTES
Este artigo discute a pedagogia de leitura multimodal nas aulas de língua inglesa (LI) para alunos iniciantes. Fruto de um minicurso para a III Jornada PIBID/UEPB Letras-Inglês/2015, este artigo sugere como os professores podem trabalhar com o gênero textual ‘Tirinha’. Para tanto, como teoria usei Bazerman (2006) sobre a noção de gênero; sobre as características da linguagem não verbal, utilizei Ekman e Friesen (1969) e Nóbrega (2011); sobre o gênero textual tirinha, mencionei Barbosa (2014), Vergueiro e Ramos (2015); e sobre leitura interativa e multimodal, usei Kleiman (2012) e Rojo (2012). Como proposta didático-pedagógica, recomendo atividades que associam a leitura multimodal (imagética) com o texto escrito, dando ênfase às habilidades orais/ escrita dos alunos
TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA DAS TEORIAS DE COESÃO E COERÊNCIA: COMO AJUDAR OS ALUNOS A PERCEBEREM E RESOLVEREM PROBLEMAS NO NÍVEL TEXTUAL
Resumo: O objetivo deste artigo é discutir metodologias utilizadas por professores para corrigir problemas de coesão e coerência nos textos dos alunos e apontar possibilidades didáticas. Teoricamente, os estudos sobre textualidade emergiram a partir do sociointeracionismo, entretanto há problemas para se transpor didaticamente seus conteúdos. A discussão é recorte de uma pesquisa qualitativa e indiciária com sete professores. Fundamentado na concepção de escrita como trabalho e autoafirmação, e baseado na avaliação formativa, discute-se: (i) o conteúdo das respostas das entrevistas semiestruturadas; (ii) trechos de redações corrigidas que apresentam problemas de coesão e/ou coerência. Defende-se a hipótese: ao avaliar um texto, não basta sinalizar problemas de coesão/coerência; essa postura metodológica é incoerente com a percepção do texto como o lugar da interação