UNIFRAN - Publicações Acadêmicas (Univ. de Franca)
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    Frenotomia de Anquiloglossia Congênita em Bezerro Nelore

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    Anquiloglossia é uma anomalia congênita da cavidade oral caracterizada pela presença de um frênulo lingual curto, o que resulta na redução da mobilidade da língua, órgão fundamental para alimentação dos bovinos. O objetivo do presente trabalho é relatar o tratamento de anquiloglossia congênita em um bovino, fêmea, raça Nelore, 5 meses, 210kg, criada em sistema extensivo. No aleitamento o animal mostrava desenvolvimento menor que os demais, mas durante o desmame foi observado baixo ganho de peso significativo, além de dificuldade de preensão do alimento e vocalização anormal. A paciente foi diagnosticada durante o exame físico, onde observou-se a ligação da língua ao assoalho bucal ao longo de todo seu comprimento, impedindo a movimentação da língua e correta deglutição. Para o tratamento foi realizada uma frenotomia com a bezerra posicionada em decúbito lateral, como anestesia local, foram instilados 10ml de Lidocaína 0,5% na região ventral da língua e, então, realizada uma incisão no frênulo, iniciando no ápice da língua e seguindo caudalmente, com cerca de 6cm de extensão. A movimentação da língua foi observada logo após a cirurgia. No pós operatório foram administrados Penicilina (20.000ui/Kg) e Flunexin meglumine (1,1mg/kg), ambos dose única por via intramuscular.  No quinto dia após a cirurgia, a bezerra já conseguia apreender o capim sozinha e os reflexos de deglutição aparentavam estar normais. Nenhuma complicação foi observada durante um período de 4 meses. Conclui-se que a anquiloglossia pode ser facilmente diagnosticada e que, mesmo com tratamento tardio, é possível obter uma melhora na movimentação da língua

    TRATAMENTO DE QUILOTÓRAX IDIOPÁTICO EM UM CÃO POR PERICARDIECTOMIA PARCIAL E LIGADURA DE DUCTO TORÁCICO VIDEOASSISTIDO– RELATO DE CASO

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    Quilotórax é o acúmulo de linfa no espaço pleural e é considerado idiopático quando uma causa não puder ser identificada.  Objetiva-se relatar o tratamento videocirúrgico de quilotórax idiopático em um cão. Foi atendido um canino, Golden Retriever, macho, três anos de idade, com queixa de emagrecimento progressivo há dois meses e ofegância. Não havia histórico de trauma, cardiopatia ou tumoração. Na avaliação clínica apresentou ausculta cardíaca abafada, pulso femoral fraco, taquipneia e demais parâmetros estáveis. O hemograma revelou linfopenia, na radiografia torácica constatou-se efusão pleural e a ultrassonografia abdominal não apresentou alterações. Foi drenado, por toracocentese drenado 3,4L de fluido branco leitoso. A análise do liquido revelou efusão quilosa. Tentou-se realizar tratamento clínico com Rutina (50mg.kg-1 TID) e levedo de cerveja (1g SID), porém a terapia não teve sucesso. Após 32 dias do primeiro atendimento, o animal foi submetido à pericardiectomia e ligadura do ducto torácico pelo acesso toracocópico videoassistido. O ducto foi localizado e obliterado por meio de duas ligaduras utilizando  fio monofilamentar não absorvível para oclusão. A pericardiectomia é indicada pois alivia a pressão exercida sobre as câmaras cardíacas pelo pericárdio espessado (resultado da irritação crônica ocasionada pela presença de quilo no espaço pleural). O paciente ficou hospitalizado com dreno torácico por nove dias, tendo sido drenado ar do tórax até o oitavo dia de pós-operatório. Passados 30 dias do procedimento cirúrgico, o animal não apresenta sinais de disfunção respiratória e está ganhando peso, indicando que o procedimento cirúrgico foi adequado para a resolução do quadro clínico

    COLOCEFALECTOMIA EM TAMANDUÁ-BANDEIRA (MYRMECOPHAGA TRIDACTYLA)

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    O tamanduá–bandeira é um mamífero encontrado em praticamente todo território brasileiro, porém a caça ilegal e a perda de seu habitat natural o tem colocado na lista das espécies ameaçadas de extinção. Acidentes automotores, totalizam 15,5% das causas de lesões encontradas nesta espécie, resultando em disfunção locomotora. O objetivo deste resumo foi relatar a viabilidade da realização de colocefalectomia em um exemplar desta espécie. Um tamanduá-bandeira, macho, adulto, de 30 kg, foi encontrado após atropelamento na rodovia transbrasiliana (BR-153) no estado de Goiás. O mesmo apresentava déficits motores no membro pélvico esquerdo, aumento de volume na região da articulação coxofemoral, correspondente à luxação da cabeça do fêmur esquerda, confirmada ao exame radiográfico. Dentre as técnicas cirúrgicas descritas para essa alteração, optou-se pela colocefalectomia. A cirurgia foi realizada pelo acesso craniolateral, com rebatimento da musculatura local, não sendo necessária a incisão da cápsula articular e do ligamento redondo os quais já estavam rompidos. Com auxílio de um osteótomo e martelo, a cabeça e colo femorais foram excecionados de modo a não deixar irregularidades ósseas na extremidade femoral. Após a remoção, a musculatura adjacente foi firmemente suturada entre si. Vinte e quatro horas após o procedimento, o paciente já apoiava o membro acometido. O processo de recuperação foi lento e progressivo, assim como é relatado em cães. Dessa maneira, a colocefalectomia se mostrou viável em tamanduá-bandeira, mesmo tendo esse animal uma camada muscular muito desenvolvida, proporcionando ao paciente, melhora clínica e retorno da função locomotora

    ESTUDO RETROSPECTIVO DE COMPLICAÇÕES REPRODUTIVAS EM CADELAS QUE FIZERAM USO DE ANTICONCEPCIONAIS ATENDIDAS NA CLINICA BABY PET NO MUNICÍPIO DE BELÉM/PA

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    Realizou-se um estudo retrospectivo dos casos de complicações reprodutivas em cadelas que fizeram uso de anticoncepcionais em algum momento. Foram analisados 1003 prontuários de cadelas na Clínica Veterinária Baby Pet, entre janeiro de 2014 a dezembro de 2017, levando em consideração o uso de anticoncepcional e complicações reprodutivas. Constatou-se que dos 1003 prontuários de cadelas analisadas 3% fizeram uso de anticoncepcional, apresentando alguma complicação. Dentre as anormalidades reprodutivas observou-se piometra (81,82%), neoplasias (15,15%) e mortes fetais (3,03%). As raças mais acometidas foram Poodle (12,12%), Fila Brasileiro e Pit Bull (6,06%) e sem raça definida – SRD (51,51%). Foi possível observar uma variação na ocorrência de complicações reprodutivas em relação à idade, de seis meses a três ano (15,15%), de 4 anos a 9 anos (60,61%) e com mais de 9 anos (24,24%). O uso de anticoncepcional foi o fator relevante para o delineamento desses quadros

    RESSECÇÃO DE CANAL AUDITIVO LATERAL EM OVINO – RELATO DE CASO

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    A otite em grandes animais compromete a saúde e bem-estar, levando a perdas econômicas, risco de infecção do rebanho e déficit no desempenho em animais de produção. Em ovinos, as otites geralmente são de origem bacteriana ou por ácaros. O tratamento cirúrgico é utilizado rotineiramente na medicina de pequenos animais, e também descrito na espécie equina, sendo a cirurgia corretiva adjuvante na terapia conservadora. Objetiva-se relatar o caso de um ovino que apresentou otite e otohematoma onde sucedeu-se tratamento cirúrgico, realizando-se a técnica de ressecção do canal auditivo lateral (procedimento de Zepp) adaptado da técnica de pequenos animais. Foi encaminhada para o Hvet-UnB uma ovelha, mestiça,4 anos,43 kg. Ao exame físico constatou-se que a orelha direita estava edemaciada, com secreção purulenta, odor fétido, dor à manipulação, otohematoma no pavilhão auricular, rotação moderada da cabeça para o lado afetado, sem sinais de acometimento do aparelho vestibulococlear. Os parâmetros fisiológicos estavam normais para a espécie. Realizou-se tratamento conservador com curativos diários, com solução de PVPI a 1% e pomada antibiótica. Após 9 dias realizou-se a cirurgia, com bom resultado, sem complicações no trans e pós-operatório, proporcionando melhora no quadro da otite e alta do animal 18 dias após a cirurgia. O procedimento cirúrgico é indicado em casos em que não há sucesso no tratamento clínico, permitindo a drenagem do canal auditivo e promovendo ventilação, sendo contraindicada em casos de hiperplasia irreversível na região. O tratamento cirúrgico não substitui o tratamento clínico, sendo ambos complementares

    CURATIVO OCLUSIVO PRODUZIDO COM COURO DE PINTADO (Pseudoplatystoma corruscans) PARA RECOBRIMENTO TEMPORÁRIO DE FERIDAS CUTÂNEAS: ESTUDO EM RATOS.

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    Curativos oclusivos temporários, produzidos com peles autógenas, alógenas ou heterólogas, estão emergindo como opção tratar feridas em pacientes veterinários. Esses curativos podem atuar como adjuvantes do processo cicatricial e no alívio da dor, enquanto aguarda-se por enxerto definitivo. Há evidências de que os preparados com a pele de peixes podem beneficiar a saúde animal e o meio ambiente. Com o presente estudo, avaliou-se a viabilidade da utilização do couro de pintado (Pseudoplatystoma corruscans) como curativo oclusivo temporário de feridas produzidas em ratos. O processo de produção dos curativos está descrito na patente INPI BR102018003229. Oito ratos Wistar, adultos, machos, foram usados. Uma incisão de 2 cm foi realizada na região dorsal média de cada rato. Em seguida, realizou-se divulsão da pele para criar uma ferida que foi (n = 4), ou não (n = 4), recoberta com o curativo. Os ratos foram avaliados diariamente até o momento da cicatrização. As feridas cirúrgicas foram analisadas quanto à presença de edema, de infecção, de secreção e à formação de tecido de granulação. O uso do curativo não ensejou reações imunogênicas (rejeição) ou inflamatórias. Tecido de granulação foi observado entre o 2° e o 3° dias de pós-operatório para feridas recobertas e entre o 5° e o 7° dias para as não recobertas.  A evolução clínica das lesões se deu sem intercorrências, evoluindo para cicatrização completa entre o 9° e 10° dias de pós-operatório para ratos que receberam o curativo e o 13° e 15° dias para os que não receberam

    AVALIAÇÃO DE UM PROTOCOLO PARA TRATAMENTO DE PODODERMATITE SÉPTICA EM BOVINOS DE CORTE E DETERMINAÇÕES DE CUSTOS

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    O objetivo do trabalho foi avaliar a eficácia de um protocolo para o tratamento de pododermatite séptica em bovinos de corte e estabelecer os custos relacionados a este tratamento. Foram utilizados 16 animais, criados em sistema extensivo, que apresentavam claudicação e pododermatite séptica, conforme a classificação de Grenough e Weaver (1997). Formou-se dois grupos, ambos com 8 animais e mesmo manejo, o grupo 1, com tratamento das lesões e o grupo 2 sem tratamento, isto para verificar se ocorria a recuperação espontânea. Ao grupo 1, o protocolo anestésico se dava pela aplicação de xilazina 2%, dose de 0,2 mg/Kg intramuscular. O início do procedimento se dava pela assepsia do casco e garroteamento da região metatarsiana ou metacarpiana, seguido da anestesia na dose de 15-20 ml de lidocaína a 2% na veia digital superficial dorsal ou plantar/palmar do digito comprometido. A retirada do tecido necrosado foi realizado com auxílio de rineta e bisturi Nº 4, no pós operatório foi utilizado nitrofurasona, tetraciclina em pó e bandagens. Para a avaliação dos custos foi estabelecido o tempo de 35 minutos para cada cirurgia e 15 para revisões semanais após o tratamento, sendo este tempo calculado em custos convertidos em real (R$). O trabalho possibilitou a quantificação dos gastos por animal, para o tratamento cirúrgico dessa afecção, tanto com material cirúrgico e anestésico, como também possibilitou calcular os custos com curativos, veterinário e tratador. Conclui-se que o protocolo mostrou-se eficaz no tratamento e economicamente viável, possibilitando a recuperação de todos os animais

    DIAGNÓSTICO POR IMAGENS NO ESTUDO ANATÔMICO DE ANIMAIS SELVAGENS COM ÊNFASE NA PREGUIÇA (Bradypus variegatus)

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    Estudos envolvendo morfofisiologia de animais têm aumentado nas últimas décadas e se tornando objeto de estudo, porém em comparação com animais domésticos ainda existem poucas informações devido suas complexidades e diferenças morfológicas, sendo a Preguiça um desses animais. Métodos como a ultrassonografia e radiografia são modalidades de diagnóstico por imagem que fazem parte da rotina nos hospitais veterinários. Outras técnicas como a tomografia computadorizada permitem exploração do corpo de forma não invasiva, além de trazer informações de extrema importância para o conhecimento clínico e anatômico, porém é utilizada em menor frequência na medicina veterinária em comparação aos métodos tradicionais devido ser um recurso de maior custo. Sendo assim, diante da importância da anatomia nos estudos em animais selvagens, objetivou-se fazer uma revisão de literatura sobre o tema, fazendo um levantamento em relação aos estudos anatômicos nos seus métodos tradicionais, mas com um enfoque sobre a possibilidade do uso dos recursos de diagnóstico por imagem para estudos anatômicos, e dando ênfase no Bicho-preguiça

    XXI Jornada de Biomedicina

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    Anais da XXI Jornada de Biomedicin

    ÔMEGA 3: APLICABILIDADE TERAPÊUTICA EM PEQUENOS ANIMAIS

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    Com o aumento da expectativa de vida dos animais de companhia, a busca por terapias neoadjuvantes para as doenças crônicas vem ganhando destaque aos olhos dos pesquisadores. O objetivo desta revisão é elucidar o uso clínico emergente do ácido graxo poli insaturado de cadeia longa (PUFA) ômega 3, sobre suas propriedades anti-inflamatórias e anti-oxidantes, pontuando sua efetividade, limitações de uso e possíveis reações adversas. Nas últimas décadas, houve um aumento significativo das publicações sobre suas doses e benefícios na medicina, porém a ascensão nas linhas de pesquisa veterinárias tem como objetivo avaliar sua eficácia nas mais variadas especialidades; dentre elas, a nutrição e a dermatologia estão com protocolos muito bem elaborados. Em um contexto geral, existe a necessidade de um número maior de estudos para validar as doses e indicações de um suplemento em crescimento na rotina clínic

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