UNIFRAN - Publicações Acadêmicas (Univ. de Franca)
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    GRANDE CILINDRO CÉREO-GRANULOSO EM CÃO

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    Os cilindros são estruturas microscópicas que se formam no lúmen dos túbulos distas e ductos coletores dos rins, através da precipitação de mucoproteínas secretadas pelas células epiteliais tubulares renais. Debris celulares podem se aderir aos cilindros, antes ditos hialinos, e estes tornam-se cilindros granulares. Em fases mais crônicas, os cilindros granulares se deterioram e formam os cilindros céreos, que se caracterizam por extremidades quebradiças e irregulares. O aumento da formação destas estruturas é favorecido quando o fluxo renal está diminuído, quando há uma elevada concentração urinária (concentração de sais) e pH baixo. Na literatura é descrito que durante a centrifugação da urina, utilizada na análise de sedimentos urinários, pode haver uma fragmentação destas estruturas. No presente estudo, foi observado um grande cilindro céreo-granuloso, juntamente com algumas gotículas de gordura oriundos da urina de um cão, SRD, adulto, com injúria renal aguda

    Microscopy and classification of barbels of silver catfish Rhamdia quelen, Siluriformes, Pimelodidae

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    The barbels of teleost fishes belonging to the orders Siluriformes and Cypriniformes can be classified according to the presence of taste buds, axial rod and striated muscles. Thus, the goal was to describe and classify the microarchitecture of barbels of the silver catfish Rhamdia quelen. The mandibular and maxillary barbels of five juveniles were analyzed using HE, Masson’s trichrome and orcein staining. There was difference in the number of cell layers at the rostral and caudal stratified squamous epithelium; with the presence of taste buds, mucous and club cells. Dermis was composed of connective tissue, nerve bundles, melanophores and vessels. All the structure was supported by an axial rod of elastic cartilage. Thus, silver catfish barbels can be classified in group 2B, along with fishes of the families Clariidae and Ictaluridae

    QUAL O SEU DIAGNÓSTICO?

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    Prévia: Canino, raça rottweiler, fêmea, dois anos de idade, dieta a base de ração seca, apresentando atrofia facial e dificuldade na abertura da cavidade oral, sem histórico prévio de trauma

    OMENTO MAIOR COMO ADJUVANTE NO TRATAMENTO DE FRATURA EXPOSTA INFECTADA GRAU II EM TÍBIA DE CÃO – RELATO DE CASO

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    Este relato tem como objetivo descrever o tratamento de uma fratura completa, múltipla, aberta de grau II, infectada em um cão. Paciente foi encaminhado após passar por tratamento para ferida aberta e tala rígida. Tratava-se de um canino, macho, 6 meses, raça Fila Brasileiro, pesando 26,0 kg. Na admissão apresentava impotência funcional do membro pélvico esquerdo. Ao exame clínico e ortopédico constatou-se fratura exposta grau II com ferida infectada. Ao exame radiográfico visibilizou-se fratura completa múltipla no terço médio de tíbia e fíbula esquerdas. Após lavagem, foi coletado material da área contaminada e enviado para cultura e antibiograma. Optou-se pela osteossíntese com pino intramedular e placa bloqueada por MIPO com enxerto de osso esponjoso coletado do tubérculo umeral. O exame de antibiograma revelou  presença de Streptococcus sp e E. coli, resistentes aos antibióticos testados, de forma que, optou-se pela administração de amicacina (15mg/kg) via intramuscular, fármaco não testado. Paciente apresentou deiscência dos pontos e lise óssea, ao 12ª dias de pós-operatório, na ocasião em que foi realizada revisão cirúrgica com omentalização com retalho pediculado em L invertido. No 17ª dia PO do retalho (30o dia da osteossíntese) realizou-se a terceira intervenção cirúrgica, tendo sido excisado pedículo do omento e adicionados dois parafusos distais a placa. Aos 70 dias PO constatou-se consolidação da fratura e cicatrização da ferida de pele. Aos 89 dias foi retirada a placa. Conclui-se que o retalho pediculado de omento maior como adjuvante no tratamento de fratura aberta infectada acelerou processo de consolidação óssea de forma efetiva

    DESENVOLVIMENTO DE GUIA DE PERFURAÇÃO FEMOROTIBIAL (FT)

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    O objetivo deste trabalho foi desenvolver um guia ajustável para perfuração tíbio-femoral em cães. Foram utilizadas as articulações femorotibiopatelares (FTP) direita e esquerda de 43 cadáveres de cães independentes de sexo ou raça com articulações macroscopicamente saudáveis, divididos em três grupos de massa corporal: G1: 10 a 20,9 kg; G2: 21 e 30,9 Kg; G3: 31 e 40 kg. Com auxílio de um paquímetro analógico foram mensuradas as larguras dos côndilos femorais nos terços proximal médio e distal, a altura do côndil e a extensão da superfície troclear. As medidas obtidas dos cadáveres de cães permitiram o desenvolvimento, mediante manufatura aditiva, de um protótipo de guia único ajustável composto por três hastes, sendo duas externas e uma interna e um cabo para manipulação. Foram perfuradas 30 articulações FTP com auxílio do protótipo atingindo a área de inserção do ligamento cruzado cranial (LCCr) no fêmur e na tíbia. Foi constatado que a presença de um guia favorece a perfuração nas áreas de fixação do LCCr minimizando os erros. Após ajustes e validação do protótipo, tornou-se necessário a fabricação em um material resistente e esterilizável. O material selecionado foi o aço inoxidável austenístico 316L. A partir dos resultados deste estudo pode-se concluir que é possível desenvolver protótipos de instrumentos a partir de mensurações ex-vivo com ajuda de manufatura aditiva

    MANEJO DE FRATURA TIBIAL DISTAL COMINUTIVA EM FELINO POR MEIO DE FIXAÇÃO INTERNA COM DUAS PLACAS ORTOGONAIS EM ABORDAGEM MINIMAMENTE INVASIVA (DOUBLE MIPO)

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    Fraturas tibiais são comuns em gatos, e na maioria das vezes localizam-se no terço médio ou distal da diáfise tibial. Fixação interna com duas placas oferece excelente estabilidade axial e rotacional. Realizar os dois procedimentos com abordagem minimamente invasiva (“double MIPO”) é recomendado por preservar os tecidos moles e o ambiente biológico da fratura, o que é, especialmente, importante em fraturas tibiais distais de felinos, que tem limitado suprimento sanguíneo. Objetivou-se descrever a abordagem double MIPO utilizando placas bloqueadas ortogonais em fratura tibial distal de felino. A paciente apresentou-se com histórico de atropelamento há quatro dias. Após exame radiográfico constatou-se fratura cominutiva em diáfise distal da tíbia esquerda. O animal foi posicionado em decúbito dorsal, permitindo acesso à superfície medial e cranial da tíbia esquerda. Incisões cutâneas proximal e distal, de aproximadamente 2 cm, foram realizadas no aspecto medial e cranial da tíbia. A redução da fratura foi facilitada pela colocação de pinça de redução e aplicando-se força de tração pelos fragmentos proximal e distal da fratura. Utilizou-se na face medial placa bloqueada de 2 mm de  espessura com 12 furos. A placa foi inserida no sentido disto-proximal, através de túnel ósseo epiperiosteal, mantendo adequado alinhamento entre as articulações do joelho e tarso. Na superfície cranial da tíbia utilizou-se placa em “T”, com 1,5 mm de espessura. Radiografias pós-operatórias revelaram satisfatória redução da fratura e adequado alinhamento do membro, podendo-se concluir que a técnica de double MIPO pode ser opção viável em fraturas tibiais distais cominutivas de felinos

    FRATURA EPIFISÁRIA DE ÚMERO PROXIMAL EM CÃO: RELATO DE CASO

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    As fraturas epifisárias do úmero proximal são raras, sendo as fraturas de Salter Harris tipo I e II as mais prováveis. Objetivou-se relatar um caso de fratura Salter-Harris tipo II em cão e descrever a técnica cirúrgica utilizada com sucesso. Um cão macho, sem raça definida, com 6 meses de idade, 6,2 Kg, foi atendido com histórico de trauma automobilístico. À inspeção o paciente apresentou impotência funcional doe membro torácico direito. Ao exame ortopédico evidenciou-se crepitação e sensibilidade à palpação em região proximal de úmero direito. O paciente foi submetido ao exame radiográfico do tórax e ultrassonografia abdominal para exclusão de co-morbidades de risco vital, bem como radiografia do úmero direito nas projeções crânio-caudal e médio-lateral, que evidenciou fratura de Salter-Harris tipo II. Optou-se pela redução aberta com fixação interna para estabilização da fratura. O fragmento proximal foi identificado e reduzido com afastadores de Hohmann. Após a redução, estabilizou-se  a fratura com a associação de técnicas utilizando quatro fios de Kirschner de 1,5 mm direcionados do colo umeral à cabeça do úmero, e banda de tensão utilizando dois fios de Kirschner de 1,0 mm direcionados do tubérculo maior ao colo umeral e fio de cerclagem de 0,8 mm. Com 7 dias de pós-operatório evidenciou-se retorno da função do membro, com claudicação discreta. Com 22 dias de pós-operatório evidenciou-se consolidação óssea favorável ao exame radiográfico e ausência de claudicação. Conclui-se que a fixação com fios de Kirschner associados à banda de tensão, foi eficaz para tratamento da fratura Salter-Harris tipo II

    TÉCNICAS DE RECONSTRUÇÃO PARA DEFEITOS CUTÂNEOS EM REGIÃO DE COTOVELO

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    Lesões cutâneas e subcutâneas em pequenos animais são frequentes na rotina clínica cirúrgica. Devido às particularidades anatômicas da região do cotovelo, afecções como o higroma, neoplasias cutâneas e subcutâneas ou lesões traumáticas ocorrem com frequência. Muitas vezes não é possível o fechamento primário da ferida cirúrgica nesta região, tendo indicação de técnicas de reconstrução. As técnicas de reconstrução que podem ser utilizadas incluem o retalho de padrão axial da artéria toracodorsal, retalho de padrão axial da artéria torácica lateral, retalho de padrão axial da artéria braquial superficial e retalho em padrão subdérmico da prega axilar. As principais complicações relatadas na literatura são necrose distal do retalho, hematoma e formação de seroma. Entretanto, apesar do número de trabalhos serem poucos, estes demonstram resultados satisfatórios na utilização destes retalhos. O presente trabalho tem como objetivo compilar a descrição de diferentes opções de reconstrução para auxílio do cirurgião no momento do planejamento cirúrgico

    BERTIELLOSIS EM BUGIO-PRETO (Alouatta caraya)

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    A bertielose é uma parasitose produzida pelo cestoda Bertiella spp. (Fam: Anoplocephalidae) que tem nos primatas não humanos hospedeiros definitivos. A imagem acima está relacionada a um achado em exame coproparasitológico em adultos de Aluotta caraya pertencente a um centro de conservação e reabilitação de fauna silvestre na cidade de Santa Fe (Argentina). Na visualização microscópica das fezes podem-se observar inúmeros ovos de forma ligeiramente oval com medidas de 45.25 x 33,7 μm, com casca grossa e cujo interior observa-se um aparato piriforme característico de cestoda anoplocefálido Bertiella spp (seta: a 100x; b 400x, c 1000x). O parasita é de interesse zoonótico, que reforça a importância de monitoração das populações de macacos que tem contato direto e estreito com os seres humanos

    CONTROLE DE PULGAS E CARRAPATOS EM CÃES E GATOS, COM FOCO EM SEGURANÇA, EFICÁCIA E PRATICIDADE: REVISÃO DE LITERATURA

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    Os principais ectoparasitas presentes nos cães e gatos são as pulgas e carrapatos e estes são responsáveis por transmitir doenças aos animais e ao homem. Os ectoparasiticidas têm como função controle e eliminação desses artrópodes. Atualmente, há um grande número de princípios ativos e formas de apresentação desses fármacos e, desta forma, o presente trabalho tem como objetivo revisar os principais princípios ativos dos ectoparasiticidas disponíveis no mercado para cães e gatos (Fluralaner, afloxolaner, sarolaner, spinosad, fipronil, imidacloprida, selamectina, deltametrina, amitraz, nitempiram e lufenuron) com enfoque na eficácia, segurança e praticidade de suas apresentações.

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