UNIFRAN - Publicações Acadêmicas (Univ. de Franca)
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PLACA BLOQUEADA EM FRATURA TIBIOTÁRSICA DE CORUJA SUINDARA (Tyto furcata): RELATO DE CASO
Este relato tem como objetivo descrever o tratamento de fratura tibiotársica utilizando placa bloqueada em uma Coruja-Suindara. Foi atendida no Hospital Veterinário da Universidade de Cuiabá uma coruja suindara (Tyto furcata), resgatada pela Polícia Militar Ambiental, sem histórico, adulta, 400 gramas de peso corporal. A ave apresentava impotência funcional do membro pélvico direito, desvio, crepitação e dor na região proximal tibiotársica direita, sem lesão cutânea. Estudo radiográfico revelou fratura diafisária oblíqua curta em tibiotarso direito. A estabilização da fratura foi realizada com placa bloqueada 1,5 mm, seis orifícios, função apoio, com três parafusos monocorticais distais, dois parafusos monocorticais proximais e um parafuso bicortical proximal. Ao trigésimo dia de pós operatório, achados radiográficos de consolidação óssea e a retorno da função do membro permitiram a alta médica. Concluiu-se que o uso de placa bloqueada em função apoio para estabilização de fraturas tibiotársicas simples de coruja suindara oferece resultados satisfatórios
OSTEOSSÍNTESE FEMORAL ASSOCIADA AO BIOVIDRO 60S EM TAMANDUÁ BANDEIRA: RELATO DE CASO
Atropelamentos de animais silvestres são frequentes e muitas vezes causam fraturas ósseas que se não tratadas adequadamente levam à morte do animal por complicações ou por inabilidade de sobrevivência no seu habitat natural. O objetivo do presente trabalho foi relatar o uso de placa associada ao pino intramedular e ao Biovidro 60S (BV60S) para o tratamento de fratura de fêmur em Tamanduá bandeira. O animal foi resgatado pela polícia ambiental com suspeita de atropelamento. Foi sedado para avaliação clínica e radiográfica, que revelou fratura em fêmur direito. Utilizou-se dexmedetomidina como medicação pré-anestésica, midazolam e cetamina para indução, e isofluorano para manutenção. Também foi realizado bloqueio peridural com bupivacaína e e morfina. A osteossíntese foi feita com placa bloqueada 2,7 e pino intramedular 2,5. Colocou-se 4g de BV60S no foco de fratura para favorecer a osteogênese. O paciente teve recuperação funcional imediata do membro acometido. A reparação óssea ocorreu por segunda intenção, observando-se ossificação completa do calo com consolidação clínica, aos 30 dias, e remodelação quase completa, aos 180 dias. Conclui-se que o uso de placa e pino associado ao BV60S é eficiente no tratamento de fratura de fêmur em tamanduá permitindo a rápida recuperação e reintrodução do animal na natureza
USO DO ENXERTO OMENTAL AUTÓGENO LIVRE EM DEFEITOS ÓSSEOS NO TERÇO MÉDIO DIAFISÁRIO DO RÁDIO DE COELHOS (ORYCTOLAGUS CUNICULUS)
Com o objetivo de se estudar a influência do enxerto omental livre autógeno na reparação de lesão óssea crítica, utilizou-se 32 coelhos adultos, machos, não castrados da raça Nova Zelândia, com idade média de sete meses, divididos em dois grupos (GI controle e GII tratados com enxerto omental) com 16 animais cada. Falhas ósseas segmentares de 1cm foram induzidas cirurgicamente no terço médio do osso radio direito. No mesmo ato cirúrgico todos os animais foram submetidos celiotomia para obtenção do omento, no entanto apenas os animais do grupo II tiveram as falhas ósseas cobertas com o enxerto omental livre autógeno. Os animais foram submetidos a analises radiográficas por planometria digital, dosagem de fofatase alcalina sérica e histológica, nos dias 0, 45 e 90 de pós operatório. Não houve diferença nos níveis séricos da FAO entre GI e GII aos 45 e nem aos 90 dias (p=0,42), nem na avaliação radiográfica por planometria digital comparando os grupos (p=0,99). Histologicamente também não foi notada diferença no processo de regeneração das falhas ósseas entre GI e GII, exceto pela presença de resíduos do enxerto omental em absorção. Com base nos resultados obtidos, conclui-se que, o enxerto omental livre autógeno não influenciou a reparação de falhas ósseas segmentares de 1cm induzidas no osso radio de coelhos da raça Nova Zelândia.
PLATAFORMA VIBRATÓRIA TRIPLANAR “THERAPLATE” NO TRATAMENTO DE TENDINITE EM GALO DOMÉSTICO (Gallus gallus domesticus Linnaeus, 1758)” – RELATO DE CASO
A Plataforma Vibratória Triplanar “TherapPlate” (PVTT) é um equipamento que gera movimentos oscilatórios sinusoidais sincronizados que se propaga por todo corpo ou por parte dele - Vibrações de Corpo Inteiro. A PVTT é usada em pacientes humanos demonstrando resultados relacionados com a estimulação neuromuscular. Na Medicina Veterinária, a PVTT foi usada em cavalos, no tratamento de afecções tendíneas. Entretanto, a empregabilidade das mesmas na Medicina Veterinária é ainda incipiente. O objetivo do trabalho foi relatar o uso da PVTT no tratamento de tendinite em região de tarsometatarso em galo doméstico, atendido no Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens – CEMPAS – FMVZ, Unesp –Botucatu. Os sinais clínicos incluíram claudicação do membro pélvico esquerdo; dor a palpação e aumento de volume da região do tarsometatarso esquerda. O exame radiográfico da região demonstrou aumento de radiopacidade. De acordo com os sinais clínicos e exame radiográfico foi determinado o diagnóstico de tendinite. O paciente foi submetido a sessões da PVTT, cada 48 horas, durante 12 semanas, totalizando 36 sessões. O protocolo instituído foi de 5 minutos com frequência vibratória de 30 Hz e aumento para 50 Hz por mais 5 minutos, e terminando com 30 Hz durante 5 minutos, sem descanso. Após a primeira sessão foi observado fistulação na região acometida e drenagem de líquido serosanguinolento. Após a oitava sessão foi observada ausência de claudicação e algesia. Concluiu-se que o protocolo de uso da PVTT do presente relato foi eficaz no tratamento de tendinite em galo doméstico
METODOLOGIA CORA (CENTRO DE ROTAÇÃO DA ANGULAÇÃO) PARA CORREÇÃO DE DEFORMIDADE DE CRESCIMENTO DO ANTEBRAÇO - RELATO DE CASO EM CÃO
O método CORA para cálculo de deformidades angulares, através de revisão sistemática dos exames radiográficos ou tomográficos, permite ao cirurgião determinar com acurácia o nível ou níveis onde a deformidade se origina no osso. As deformidades mais frequentes são aquelas encontradas no antebraço, pois existe a necessidade de desenvolvimento sincrônico entre o rádio e ulna. O fechamento precoce na fise distal ulnar é a maior causa desta alteração levando ao arqueamento distal do braço com perda da congruência articular no cotovelo. Foi atendido um cão da raça Jack Russel Terrier, com 8 meses de idade e deformidade angular bilateral valga nos antebraços com evolução de 3 meses. Pelas imagens radiográficas ortogonais, ele apresentava fechamento precoce na porção lateral das linhas epifisárias dos rádios e incongruência nos cotovelos. Devido ao acometimento bilateral, utilizou-se valores de tabela para correção da pior deformidade (membro esquerdo). Após planejamento pelo CORA encontrou-se 28 graus de valgus distal no rádio, e foram realizadas ostectomia em cunha de fechamento medial no rádio distal, com osteossíntese com placa bloqueada em T, e osteotomias na ulna proximal e distal. O exame radiográfico pós-operatório revelou correção da deformidade valga, alinhamento do antebraço e congruência articular do cotovelo. No quarto dia de pós-operatório o cão iniciou apoio intermitente e o caso encontra-se em evolução para o planejamento cirúrgico no membro contralateral. O exame radiográfico é essencial para o correto planejamento operatório e em animais jovens preconiza-se o tratamento precoce para evitar lesões severas devido ao potencial de crescimento dos cães
NonCovalent Interactions in Inorganic Supramolecular Chemistry Based in Heavy Metals. Quantum Chemistry Point of View Study
Complexity is a concept that is being considered in chemistry as it has shown potential to reveal interesting phenomena. Thus, it is possible to study chemical phenomena in a new approach called systems chemistry. The systems chemistry has an organization and function, which are regulated by the interactions among its components. At the simplest level, noncovalent interactions between molecules can lead to the emergence of large structures. Consequently, it is possible to go from the molecular to the supramolecular systems chemistry, which aims to develop chemical systems highly complex through intra- and intermolecular forces. Proper use of the interactions previously mentioned allow a glimpse of supramolecular system chemistry in many tasks such as structural properties reflecting certain behaviors in the chemistry of materials e.g. electrical and optic, processes of molecular recognition and so forth. In the last time, within this area, inorganic supramolecular systems chemistry has been developed. Those systems have a structural orientation which is defined by certain forces that predominate in the associations among molecules. It is possible to recognize these forces as hydrogen bonding, p-p stacking, halogen bonding, electrostatic, hydrophobic, charge transfer, metal coordination, and metallophilic interactions. The presence of these forces in supramolecular system yields generates certain properties such as absorption and luminescence. The quantum theoretical modeling plays an important role in the designing of the supramolecular system. The goal is to apply supramolecular principles in order to understand the associated forces in many inorganic molecules that include heavy metals as gold, platinum, and mercury. Relevant systems will be studied in detail, considering functional aspects such as enhanced coordination of functionalized molecular self-assembly, electronic and optoelectronic properties
OCORRÊNCIA DE INFECÇÃO MULTIPLA POR HEPATOZOON CANIS E EHRLICHIA CANIS EM CÃO NO MUNICÍPIO DE PATOS – PB
As hemoparasitoses estão entre as doenças que mais comumente acometem os animais. A hepatozoonose é descrita em vários países, como a doença causada pelo protozoário Hepatozoon canis, acometendo principalmente os carnívoros domésticos. Sua transmissão ocorre após a ingestão de carrapatos contendo oocistos maduros de H. canis. Já a erliquiose canina é causada por bactérias do gênero Ehrlichia, principalmente pela espécie E. canis. A transmissão desta ocorre durante o parasitismo por carrapatos Rhipicephalus sanguineus. O diagnóstico laboratorial de ambas hemoparasitoses é rotineiramente realizado pela identificação direta de estruturas morfologicamente compatíveis com mórulas de E. canis e gametócitos de H. canis. Podendo ocorrer de forma concomitante como mostra a foto em questão. Obtida por meio de análise de esfregaço sanguíneo de sangue periférico, corado por Panótico
BLOCOS DE CÉLULAS TRANSICIONAIS EM CISTITE BACTERIANA
Processo inflamatório séptico da vesícula urinária com presença de bactérias em sedimento urinário em cão (cistite bacteriana). Em animais sadios, o sedimento urinário não possui microrganismos e há pouca celularidade, quando coletado por cistocentese. As cistites podem ser causadas por bactérias (principalmente por Escherichia coli), fungos, pólipos, excesso de cristais e cálculos, tumores e etc. Pode afetar qualquer espécie e faixa etária, sendo mais incidente em fêmeas por possuírem uma uretra curta e larga o que predispõe a contaminação perineal e vulvar com fezes. Na imagem verificam-se blocos de células epiteliais de transição (cabeça de seta), hemácias (setas), leucócitos (leucocitúria) (círculo) e bactérias (bacteriúria). As células de transição podem ser encontradas isoladas (diâmetro de 20 – 30µm) de formato redondo a oval e quando se observa em blocos indica-se que há lesão profunda do epitélio vesical decorrente do processo patológico
Diagnóstico de demodicose generalizada em cão
Raspado cutâneo profundo com presença de ácaros adultos, larvas, ninfas e ovos, proveniente de cão da raça Pug, cinco meses de idade. O paciente em questão apresentava alopecia multifocal, pápulas com crostas e descamações nas regiões de cabeça, pescoço e membros. O ácaro demodex faz parte da microbiota normal da pele canina, contudo alguns fatores, como dieta inadequada, estresse, alterações endócrinas, imunossupressão medicamentosa e algumas doenças, podem predispor a maior proliferação deste microrganismo e, consequentemente, ao aparecimento de lesões de pele, que por sua vez podem piorar devido infecções bacterianas secundárias
FLAME-CELL EM PLASMOCITOMA EXTRAMEDULAR CANINO
Os plasmocitomas extramedulares são neoplasias predominantemente cutâneas e originárias de plasmócitos. Os plasmócitos possuem núcleo excêntrico e arredondado, citoplasma levemente amplo que em algumas células podem ter uma coloração tonalidade avermelhada e limites ora endentados na periferia celular. A coloração particular é por conta do acúmulo de imunoglobulinas e essas células são denominadas“flame cells” (seta branca) ou células em chamas. Na imagem também se observa matriz extracelular eosinofílica, formada por imunoglobulinas de cadeia leve. Celularidade oriunda de nódulo cutâneo na região cervical em cão sem raça definida