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    CONFLUÊNCIAS SOBRE O ENVELHECIMENTO HUMANO: UMA ANÁLISE INTERDISCIPLINAR DE DEFINIÇÕES, CONVERGÊNCIAS E DIVERGÊNCIAS

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    O envelhecimento humano é um fenômeno multifacetado moldado por fatores biológicos, psicológicos e sociais, com impacto direto na qualidade de vida. Os estudos envolvidos no envelhecimento humano perpassam a necessidade de compreender a integralidade desse processo. Este estudo teve como objetivo discutir as definições de envelhecimento assumidas nas diferentes áreas do conhecimento, buscando identificar as definições operacionais e os fenômenos associados. Para tanto, foi realizada uma revisão narrativa da literatura, compilando 18 materiais recuperados dos bancos de dados Scielo, PubMed e Google Acadêmico. Inicialmente, os resultados foram agrupados em três categorias sobre os componentes biológicos, psicológicos e sociais. No âmbito biológico denota-se às alterações estruturais e funcionais dos sistemas do corpo, o que impacta na capacidade adaptativa do sujeito; sobre o psicológico, destacam-se as transformações na autopercepção, no funcionamento cognitivo e na disposição para lidar com estressores; e, no âmbito social, há mudanças nas redes de suporte, influenciadas por questões culturais e pela categorização da pessoa idosa, que enfrenta representações ambivalentes. As divergências conceituais sobre o envelhecimento destacam-se nas perspectivas biológicas, psicológicas e sociais, enquanto as convergências ressaltam a necessidade de abordagens interdisciplinares para promover uma compreensão abrangente e eficaz do processo de envelhecimento humano

    JOEL RUFINO DOS SANTOS: : UM INTELECTUAL ESSENCIAL PARA NOSSOS TEMPOS

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    Este trabalho tem como objetivo, discutir a vida e a obra de Joel Rufino dos Santos enquanto intelectual do pobre. Nele busca-se analisar as principais teorias de Joel Rufino, bem como seus escritos a partir dos livros, Épuras do Social (2004) e Assim foi (se me parece) (2008), relacionando-os as suas obras de literatura infantil, O presente de Ossanha (2000) e a Botija de ouro (1984). Tem-se como propósito, perceber os encontros teóricos dos textos e as articulações que Joel Rufino propôs para tornar os conceitos teóricos acessíveis ao entendimento da criança. Além das narrativas do autor aqui discutido, pretende-se lançar mão de estudos que buscam propor um diálogo com a cultura das margens, dando voz a questões que muitas vezes são subalternizadas e colocadas em um “não-lugar” dentro da sociedade. Assim, essa pesquisa se dará no campo metodológico bibliográfico, analisando os diferentes ângulos de escrita de Joel Rufino

    INTERPRETAÇÃO DO ARTIGO 183 DO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO A PARTIR DE UMA PERSPECTIVA DE GÊNERO

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    Este artigo tem como tema a interpretação do artigo 183 do Código Penal brasileiro a partir de uma perspectiva de gênero. A pesquisa se propõe a demonstrar que os crimes patrimoniais praticados em contexto de violência doméstica contra a mulher pressupõem o emprego de violência à pessoa. Ademais, busca demonstrar a necessidade de dar uma nova interpretação ao artigo 183 do Código Penal à luz do protocolo para julgamento com perspectiva de gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A violência doméstica e familiar contra a mulher é uma realidade perturbadora no Brasil, e os crimes patrimoniais praticados neste contexto são parte integrante deste cenário. O presente estudo objetiva evidenciar que tais delitos não ocorrem sem o emprego da violência ou grave ameaça à integridade física ou psicológica da vítima, o que afastaria, portanto, a previsão das escusas absolutórias dos artigos 181 e 182 do Código Penal. O Protocolo para Julgamento com perspectiva de gênero do CNJ é um importante instrumento que, entre outras coisas, visa garantir uma interpretação do direito atenta às questões de gênero. Este trabalho busca responder à pergunta: Como o Protocolo para Julgamento com perspectiva de gênero do CNJ pode contribuir para dar uma nova interpretação ao artigo 183 do CP e assim afastar a incidência das escusas absolutórias (art. 181 e 182 do CP) nos crimes patrimoniais em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher? A pesquisa se vale de uma revisão bibliográfica para responder a esta questão. A análise do Protocolo, bem como do Código Penal constitui a base para a argumentação desenvolvida no texto. O trabalho visa contribuir significativamente para o debate sobre a interpretação das leis penais em casos de violência doméstica contra a mulher, e para o reconhecimento da necessidade de um olhar sensível à questão de gênero na aplicação da justiça

    MATRIMÔNIO E RELAÇÕES DE GÊNEROS NA LITERATURA DE CAROLINA MARIA DE JESUS

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    Este artigo busca analisar como são registradas as relações de matrimônio com as intercorrências de gêneros na obra “Meu Sonho é escrever...”, da escritora Carolina Maria de Jesus. A metodologia utilizada é de abordagem qualitativa e de caráter bibliográfico. A obra é uma seleção feita pela pesquisadora Raffaella Fernandez, e publicada no ano de 2018. O livro é dividido em três seções: 1) textos de gêneros mistos – prólogo, crônicas, minicontos; 2) humorismos; 3) datiloescritos. Optamos por analisar apenas os textos em que figuram as relações de matrimônio na seção dos humorismos. Como resultado, encontramos dez dos trinta e cinco escritos que compõem a referida parte do livro, tensionando as relações entre os gêneros masculino e feminino, com olhar atento às situações de desprezos sucessivamente repetidas que as personagens femininas estão acometidas por considerável marcação de gênero

    O PAPEL DA GESTÃO ESCOLAR NA PROMOÇÃO DA ESCOLA COMO ESPAÇO DE IDENTIDADE(S)

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    O presente artigo tem como objetivo discutir sobre o papel da gestão na promoção da identidade cultural no espaço escolar. Destacando como o gestor da escola pode exercer sua função de liderança e comprometimento, influenciando positivamente a equipe pedagógica, professores e alunos na formação da(s) identidade(s) da unidade escolar, tendo em vista que a escola lida com várias identidades diariamente. Ao pesquisarmos sobre identidade cultural na perspectiva da escola como espaço de formação, compreenderemos como esse processo se dá dentro dessa instituição. A partir da concepção de Hall (2003), estudioso que procura trazer para o centro dos debates científicos e acadêmicos sobre a formação da identidade, conceito que nos diz sobre as velhas identidades, que por tanto tempo, estabilizaram o mundo social, encontram-se em declínio, surgindo novas identidades e fragmentando os sujeitos do mundo moderno, visto como um sujeito unificado. Surgindo a chamada “crise de identidade”, abalando as estruturas da sociedade moderna. Diante desse pressuposto, trazemos à tona os estudos de Gohn (2008), com a discussão sobre os movimentos sociais que exercem um papel crucial na formação das identidades. Estabelecendo a luta dos movimentos sociais na América Latina por intermédio das ações coletivas: movimentos identitários que lutam pelos direitos dos excluídos por intermédio de pertencimentos identitários coletivos. Ressaltamos que esse trabalho tem um caráter apenas bibliográfico e teórico, debruça em leituras e discussões. Conclui-se que os gestores escolares podem contribuir de modo significativo para a promoção das identidades no ambiente escolar

    SALA DE ENSAIO: HUMANIDADES, CULTURAS E ARTES

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    As comunicações aprovadas para o Seminário Sala de Ensaio: Humanidades, Culturas e Artes deram origem aos textos reunidos nesta edição. Cada artigo, a seu modo, ensaia perguntas, métodos e olhares, compondo um mosaico de investigações que transitam entre educação, literatura, memória, identidade, tecnologia, inclusão, território e práticas culturais. Assim como no teatro, não se trata aqui de apresentar respostas definitivas, mas de abrir cenas de pensamento, nas quais diferentes vozes e experiências se colocam em relação. Os textos publicados evidenciam que a sala de ensaio pode ser compreendida como metáfora potente para pensar a pesquisa contemporânea: um lugar de negociação entre teoria e prática, entre subjetividade e coletividade, entre tradição e ruptura. Ao acolher investigações que lidam com multiletramentos, narrativas silenciadas, deslocamentos forçados, educação inclusiva, relações de gênero, gestão escolar, pertencimento territorial e formação docente frente às tecnologias digitais, esta edição reafirma a vocação das Humanidades para operar no entre, no atravessamento e na escuta sensível dos contextos sociais

    APRENDIZAGENS DOCENTES NO DESENVOLVIMENTO DO CICLO INVESTIGATIVO PARA O ENSINO DE ESTATÍSTICA

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    Este trabalho analisou aprendizagens de uma professora do 5º ano do Ensino Fundamental, a partir de sua primeira experiência com o ciclo investigativo para ensinar estatística. Nesse sentido, foi discutida a atividade em que oportuniza aos alunos a vivência com estatística, com desafios de aprendizagem para além dos propostos nos livros didáticos. Reconhece-se a necessidade de o professor ter conhecimento conceitual e pedagógico para viabilizar o trabalho. Portanto, para compor o referencial teórico do texto buscou-se apoio em Cazorla et al (2017), Lopes (2008) Wild e Pfannkuch (1999), para discutir o ensino de estatística nos anos iniciais a partir do Ciclo Investigativo; consideraram-se os documentos oficiais: PCN (BRASIL, 1997) e BNCC (BRASIL, 2017), com suas orientações quanto ao ensino de estatística nos anos iniciais, dentre outras articulações teórico-empíricas. A partir da análise dos registros da professora acerca da atividade realizada, concluiu-se que o Ciclo Investigativo é uma estratégia pedagógica viável, pois propiciou à professora construção de conceitos estatísticos, com novo olhar para a as possibilidades de trabalhá-los em sala de aula; despertou na professora a percepção de diferentes momentos, onde deve assumir o protagonismo e onde deve propiciar que seus alunos o façam, possibilitando o desenvolvimento do seu pensamento estatístico

    PSICOLOGIAS INDÍGENAS E BEM VIVER: RELAÇÕES DE CUIDADO NO ENFRENTAMENTO À COVID-19

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    A Pandemia da COVID-19 vitimou milhares de vidas no Brasil e rompeucom a cotidianidade das relações, uma vez que as formas de comunhão e vivênciase transformaram. Protocolos sanitários foram implantados e os vínculos sociaistiveram que se adaptar. Isso também aconteceu dentro dos relacionamentosexistentes nas aldeias e contextos não urbanos. A crise sanitária afetou os vínculoshumanos e a pesquisa em Psicologia sobre esse fenômeno pode auxiliar noentendimento dos efeitos da pandemia no comportamento humano, nos costumes,crenças, tradições sociais. Este estudo, portanto, tem por objetivo analisar quatroartigos com maior relevância e que tratam sobre a saúde mental dos povosindígenas e a pandemia da COVID-19. Esta pesquisa é de abordagem qualitativacom revisão bibliográfica. Os quatro artigos mostram formas de resistência dospovos indígenas à COVID-19. Historicamente, as populações indígenas sãonegligenciadas pelas teorias psicológicas que ainda não dão conta da complexidadedas questões dos povos originários. Pesquisar uma temática com pouca literatura épisar em um terreno desconhecido com suas adversidades e surpresas. São muitasas populações indígenas e cada uma tem sua própria etnia, cultura e língua. Assim,não se deve generalizar os impactos da pandemia e tampouco as contribuições daPsicologia para os muitos povos indígenas. O fazer psicológico deve estarcomprometido com a população e considerar cada aspecto do Bem Viver indígenade cada população, para que não corra o risco de ser uma ciência generalista e comtão pouca efetividade para o bem-estar indígena

    HANSENÍASE EM POPULAÇÕES INDÍGENAS BRASILEIRAS: ANÁLISE DE UM AGRAVO NEGLIGENCIADO DE SAÚDE PÚBLICA

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    Este artigo analisa a hanseníase entre os povos indígenas brasileiros, destacando sua persistência como um grave problema de saúde pública negligenciado. A partir de uma pesquisa documental e de revisão sistemática da produção científica, com abordagem qualitativa e quantitativa, foram examinados dados epidemiológicos, documentos oficiais e estudos científicos que revelam altos índices de incidência da doença, especialmente em regiões como Maranhão, Tocantins, Amazonas e Acre. Os resultados apontam para uma predominância da forma clínica multibacilar, diagnóstico tardio e presença de incapacidades físicas já no momento da detecção, evidenciando falhas no acesso ao tratamento precoce. Fatores como barreiras culturais e linguísticas, ausência de políticas públicas culturalmente sensíveis, mobilidade territorial e carência de dados desagregados por etnia agravam o cenário. O estudo reforça a urgência de estratégias específicas, como a valorização de agentes indígenas de saúde, ações educativas bilíngues e fortalecimento do SASI-SUS, a fim de promover um cuidado integral e equitativo para essas populações

    OCORRÊNCIAS DE CASOS DE CARDIOPATIA CONGÊNITA NO ESTADO DA PARAÍBA NO PERÍODO DE 2011 A 2021: UMA ANÁLISE DESCRITIVA

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    As malformações congênitas representam a segunda principal causa de mortalidade em menores de um ano de idade, predominando-se as Cardiopatias Congênitas (CC) e com maior letalidade. A cardiopatia congênita é uma anormalidade na estrutura ou função cardiocirculatória. No Brasil, os casos registrados das CC no Sistema Único de Saúde (SUS) podem ser verificados através dos sistemas nacionais de informações em saúde. Assim, objetivou-se analisar a ocorrência de casos de CC registrados nos sistemas de informações em saúde do Estado da Paraíba de 2011 a 2021. Esta obra é um estudo epidemiológico descritivo. Foram incluídos dados referentes a crianças que apresentaram notificação de cardiopatia congênita, no período de 2011 a 2021. A coleta de dados no DATASUS foi realizada em 90 dias, entre janeiro e março de 2023. No período analisado, 197 crianças foram diagnosticadas com alguma malformação do aparelho cardiocirculatório ao nascer, sendo verificado um aumento gradativo no número de casos entre 2011 e 2019. Quanto aos óbitos registrados no Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) relacionada a CC, observou-se maior número de casos (701) de crianças menores de um ano se comparado às outras faixas etárias e o ano de 2012 destacado para maior número de óbitos relacionado a CC. Observou-se um aumento gradual no diagnóstico de CC no período avaliado e concentração de óbitos relacionados às cardiopatias no primeiro ano de vida. Diagnósticos precoces, desenvolvimentos de tecnologias e tratamentos mais efetivos para esse público são fundamentais na redução da mortalidade infantil por cardiopatias congênitas nacionais, sobretudo no estado

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