Universidade Unigranrio Open Journal Systems
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VAL PIRES E A XILOPRETURA: MEMÓRIAS E OBRAS DE ARTE AFROCENTRADAS
O artigo reflete sobre a decolonialidade e o campo das artes plásticas no Brasil e levanta algumas exposições recentes de teor decolonial, no Rio de Janeiro. Em seguida, apresentamos uma artista da Baixada Fluminense e um pouco de sua obra e analisamos a questão decolonial na xilopretura de Val Pires, de forma a dar mais visibilidade e voz para esta artista. A metodologia empregada é a etnografia virtual, a partir da qual temos acesso em primeira mão à voz da artista e a forma como ela apresenta 5 de suas obras
COMISSÃO EDITORIAL
COMISSÃO EDITORIAL
Unigranrio | Afya
Profa. Dra. Anna Paula Soares Lemos
Profa. Dra. Ana Carolina Motta
Prof. Dr. Davi José de Souza da Silva
Profa. Dra. Márcia de Melo Dórea
Prof. Dr. Márcio Luiz Corrêa Vilaça
Profa. Dra. Tamara Souza Campos
Profa. Dra. Haydéa Maria Marino de Sant'Anna Reis
Profa. Dra. Etyelle Pinheiro de Araujo
Profa. Dra. Lilia Aparecida Costa Gonçalves
Prof. Dr. Renan Gomes de Moura
Nacional
Profa. Dra. Elina Gonçalves da Fonte Pessanha (UFRJ)
Profa. Dra. Maria Cristina Paulo Rodrigues (UFF)
Prof. Dr. Thiago de Souza dos Reis (UERJ/UVA)
Prof. Dr. Thiago Cavaliere Mourelle (Arquivo Nacional)
Profa. Dra. Bárbara Proença do Nascimento (UFF)
Profa. Dra. Antônia de Castro Ribeiro (Fiocruz)
Profa. MSc. Larissa Thans Carneiro (Universidade Castelo Branco)
Profa. Dra. Bruna Nunes Teixeira (COPPE/UFRJ)
Profa. Dra. Sabrina Dinola Gama Silva (UNIRIO)
Profa. Dra. Bianca Rihan Pinheiro Amorim (UNIRIO)
Profa. Dra. Valéria Cid Maia (Museu Nacional/UFRJ
CONTEXTO HISTÓRICO DAS POLÍTICAS SOCIAIS NO BRASIL
Diante da pobreza e da desigualdade que aflige uma parcela da população brasileira, estratégias no combate desse problema envolvem aspectos políticos, econômicos e sociais. No contexto histórico e social, esse fenômeno impede que parte significativa da população viva em condição de cidadania.
Intervenções Estatais por meio de políticas sociais visam dotar a população mais pobre de alternativas para que consigam sobreviver enquanto não dispõe de outro mecanismo de subsistência. A compreensão histórica das políticas públicas e sociais no Brasil conduz a uma perspectiva de análise também voltada para a reflexão da assistência social e suas interdependências. O objetivo deste artigo é analisar a trajetória das políticas de combate à pobreza e à desigualdade no Brasil, buscou-se evidenciar como algumas decisões governamentais têm afetado a sua efetividade. A partir dessa análise e utilizando uma percepção crítico-histórica procura-se identificar eventos para possíveis aperfeiçoamentos dos programas sociais. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental, com abordagem quantitativa, de natureza exploratória e descritiva. Como resultados deste estudo, conclui-se que o histórico das políticas sociais de combate à pobreza e a desigualdade no Brasil apresenta diversas tentativas de diferentes governantes em diferentes épocas, contudo é evidente que alguns obstáculos são recorrentes ao longo do tempo, incluindo desafios financeiros relacionados ao planejamento orçamentário, falhas administrativas e a fragilização das instituições, acarretando sempre em escolhas trágicas entre a promoção do bem-estar social e o econômico
ECOS DA RETÓRICA MUSICAL BARROCA NA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA: DO DISCURSO VERBAL À ESCUTA ANALÍTICA
Este artigo investiga a possibilidade de aplicação de categorias e dispositivos da retórica musical barroca na análise da música popular brasileira. Para isso, parte-se do contexto histórico da retórica enquanto sistema de construção discursiva, articulando-o à chamada “música poética” e aos tratados musicais dos séculos XVII e XVIII. As pesquisas de Bartel, Buelow, Cano e Harnoncourt fundamentam o resgate dos procedimentos expressivos e composicionais da época, posteriormente vinculados à teoria das tópicas de Ratner. A partir desses referenciais, traçam-se aproximações com estruturas formais, harmônicas e fraseológicas do choro, do samba e da MPB. São também exploradas as contribuições de estudiosos contemporâneos, como Philip Tagg e Luiz Tatit, que associam a produção musical à linguagem e à semiótica, evidenciando os vínculos entre discurso verbal e musical. O artigo propõe, assim, uma escuta crítica orientada por analogias retóricas, recuperando camadas de sentido presentes tanto na tradição erudita quanto na música popular
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER: IMPACTOS PSICOLÓGICOS, BARREIRAS À DENÚNCIA E ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO
A violência doméstica contra a mulher configura-se como uma grave violação dos direitos humanos e um problema de saúde pública de grande complexidade. No Brasil, mesmo após avanços legislativos como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, os índices de feminicídio e subnotificação permanecem alarmantes, especialmente entre mulheres negras, periféricas e de grupos vulnerabilizados. Este estudo tem como objetivo analisar os impactos psicológicos da violência doméstica, as barreiras que dificultam a denúncia e as estratégias de enfrentamento disponíveis. Para isso, utiliza-se uma abordagem de revisão bibliográfica e análise de dados secundários extraídos de bases científicas e relatórios oficiais. Os resultados apontam que a violência doméstica provoca sérios danos à saúde mental das vítimas, como depressão, transtorno de estresse pós-traumático e ansiedade, além de alterar o funcionamento neuropsicológico. Identificam-se, ainda, múltiplos obstáculos à denúncia, como a dependência emocional e financeira, o medo de retaliação, a culpabilização da vítima e a ineficácia das redes de apoio. A pesquisa também destaca a reprodução transgeracional da violência e a necessidade de políticas públicas interseccionais, com foco na prevenção, acolhimento e responsabilização dos agressores. Conclui-se que o enfrentamento da violência doméstica exige ações articuladas entre os setores da saúde, justiça, educação e assistência social, bem como a ampliação de estratégias de suporte que empoderem as mulheres e rompam o ciclo da violência
MODELAGEM NO ENSINO DE CIÊNCIAS: UM OLHAR PARA AS PESQUISAS BRASILEIRAS
A modelagem, na educação chamada modelação, segundo Biembengut (2016), vem sendo apresentada como uma possibilidade de ensino participativo. Este artigo apresenta e discute o estado da arte da modelagem no ensino de Ciências e na formação inicial e continuada de professores da área de Ciências da Natureza (CN), a partir de teses e dissertações publicadas na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. O nosso objetivo foi conhecer práticas de modelação desenvolvidas no ensino e na formação de professores na área de CN. A busca ocorreu por meio dos termos modelagem, ensino e Ciências, no título, resumo e palavras-chave, sem delimitação de tempo. Das 738 ocorrências foram selecionadas 13 pesquisas por tratarem do tema modelagem no ensino de Ciências. As pesquisas foram analisadas por meio da Análise Textual Discursiva, conforme Moraes e Galiazzi (2016). As 231 unidades de significado foram organizadas em categorias emergentes: Modelagem: investigação, argumentação, conhecimentos e ausências; Modelos nas Ciências; e Professores e Modelagem: formação e aprendizados. A análise das pesquisas evidenciou o potencial das atividades de modelagem para o desenvolvimento de alunos protagonistas da construção de seus conhecimentos, do professor como mediador dos processos de ensino e de aprendizagem e do ensino de Ciências com sentido, e indicou que atividades de modelagem são pouco desenvolvidas no ensino, seja pela formação do professor, pelas resistências de alunos e professores, ou, ainda, pelo tempo exigido no desenvolvimento. Essa situação impulsiona-nos para disseminar conhecimentos acerca dos modelos e da modelagem em contexto escolar como qualificadores do ensino de Ciências
VIOLÊNCIA NÃO FÍSICA CONTRA A PESSOA IDOSA: ABANDONO, ABUSO PSICOLÓGICO E A PROTEÇÃO LEGAL
O perfil sociodemográfico brasileiro tem mudado significativamente nas últimas décadas, principalmente devido ao envelhecimento populacional. Em 2022, o número de idosos no país correspondia a quase 15% da população (IBGE, 2022). Esse crescimento, ocasionado pelo aumento da expectativa de vida e redução da taxa de natalidade, traz questões relacionadas à vulnerabilidade dos idosos, que se tornam mais suscetíveis a diversas formas de violência. O objetivo deste estudo é analisar as formas de violência não física cometidas contra a pessoa idosa, incluindo o abandono e o abuso psicológico, que, muitas vezes imperceptíveis, impactam diretamente na qualidade de vida. Além disso, busca-se refletir sobre o papel da família no cuidado e atenção à pessoa idosa, enfatizando a importância da proteção legal e dos Direitos do idoso, destacando os mecanismos jurídicos existentes para assegurar sua dignidade. Para isto, foi aplicada uma revisão narrativa de literatura utilizando bases de dados científicas como a LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), SciELO (Scientific Eletronic Library) e Google Scholar, verificando a existência de DOI (Identificador de Objeto Digital) e publicados entre 2005 e 2025, além de reportagens atuais e um documentário sobre a temática. A dificuldade em encontrar referencial teórico atualizado evidenciou a necessidade de maior produção científica. As buscas encontradas sugerem que o abandono e o abuso psicológico, aliado à ineficiência do Estado e ao despreparo da sociedade, impulsionam a vulnerabilidade vivenciada por muitos idosos
A VISÃO DE BERGER SOBRE RELIGIÃO, SECULARIZAÇÃO E PLURALISMO
O artigo explora as contribuições de Peter L. Berger para a compreensão da relação entre religião, secularização e modernidade, dando destaque a sua teoria do pluralismo cognitivo e suas implicações no mundo contemporâneo. O objetivo é analisar como Berger reinterpretou o conceito de secularização, reconhecendo que a modernidade não necessariamente leva ao declínio da religião, mas à sua transformação em formas mais individualizadas e pluralistas. A metodologia consiste em uma revisão teórica das ideias de Berger, contextualizando-as com estudos recentes e exemplos globais. Ele define secularização como a subtração de setores da sociedade e cultura ao domínio das instituições religiosas, mas argumenta que isso não elimina a religião, apenas a desinstitucionaliza. Os resultados mostram que a secularização não é uniforme: enquanto na Europa Ocidental há maior secularização institucional, nos Estados Unidos e no Sul Global a religião permanece resiliente, especialmente em movimentos neopentecostais e fundamentalistas. As conclusões enfatizam que a espiritualidade individualizada ("espiritual, mas não religioso") reflete a busca por autonomia na construção de significados transcendentais. No campo educacional, isso exige abordagens inclusivas que promovam valores universais e habilidades como empatia e pensamento crítico, preparando os indivíduos para navegar em um mundo pluralista
CONHECE-TE A TI MESMO: IDENTIFICANDO RECURSOS ESTRATÉGICOS PARA INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR
As Instituições de Ensino Superior (IES) atuam em um ambiente dinâmico e complexo, marcado por novos desafios como a superação dos efeitos negativos advindos da pandemia Covid-19. Dentre as possíveis estratégias para enfrentar as adversidades existentes, a exploração dos fatores internos (recursos) alocados pelas IES, proposta na perspectiva teórica da Visão Baseada em Recursos (RBV), ainda carece de maior atenção na literatura científica e na prática gerencial. Um passo inicial necessário, neste sentido, é dado nesta investigação, que objetivou identificar quais são os recursos que podem ser considerados estratégicos e, portanto, podem ser explorados em ações gerenciais no âmbito das IES. A partir de levantamento bibliográfico, 19 estudos que contemplam o escopo da investigação foram localizados e analisados, o que permitiu a tabulação de uma série de recursos financeiros, físicos, humanos e organizacionais, capazes de potencializar a geração de vantagem competitiva no cenário mercadológico em que as IES estão inseridas
ABORDAGENS SOBRE QUALIDADE DE VIDA (QV) E TRABALHO HUMANO: REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA
O conceito de qualidade de vida é multidimensional, está aliado à sensação de bem-estar, saúde e trabalho. Diante disso, este estudo teve como objetivo analisar as perspectivas das abordagens sobre Qualidade de Vida (QV) e trabalho humano dos estudos indexados na base Scopus no período de 2015 a julho de 2021. Para busca e seleção do corpus documental foi utilizado o método Methodi Ordinatio. A amostra dessa revisão constituiu-se de 212 artigos. Teve como resultado as seguintes abordagens: domínio de publicações em QV e trabalho humano com 97 artigos (45,7%), QV profissional com 69 artigos (32,5%) e QV na saúde do trabalhador com 46 artigos (21,8%). QV e trabalho 3 artigos (1%), esse resultado permitiu carência de pesquisas e pesquisa nessa temática, temas que relacionam QV e trabalho humano a políticas emprego, renda, saúde, mobilidade urbana, educação, custo de vida, gênero e perspectivas de políticas públicas em países emergentes e que não apareceram ou foram perdidos nas pesquisas. Com frequência, os campos de pesquisa encontrados na literatura foram hospitais, famílias, empresas, casas de abrigo, municípios e escolas. Alguns estudos envolvendo trabalhadores da saúde principalmente em razão da pandemia de COVID-19, temas como produtividade no trabalho e saúde do trabalhador em geral também foram encontrados. o jornal Internacional Diário de Pesquisa Ambiental e Saúde Pública apareceu com maior frequência nas publicações. O maior número de publicações aconteceu em 2019 com 40 artigos, em relação a localização geográfica, a América é a região que concentra o maior número de periódicos com artigos publicados sobre QV e trabalho. Nesse sentido, conclui-se que houve uma produção cientifica relevante no período estudado, com diversificação de abordagens e metodologias e abordagem nos benefícios da QV e bem-estar dos trabalhadores