Portal de Periódicos Mestrado e Doutorado da Estácio
Not a member yet
1826 research outputs found
Sort by
O microempreendedor individual como política pública brasileira de exclusão da desigualdade social
A Lei Complementar brasileira nº 128 de dezembro de 2008 criou uma figura jurídica, cuja denominação é Microempreendedor Individual (MEI), com objetivo de trazer para a formalidade todos os negócios que viviam à margem das instituições fiscalizatórias das três esferas de poder: municipal, estadual e federal. Ao retirar da informalidade milhões de trabalhadores autônomos, desempregados e empreendedores natos, surge a possibilitar de inserção do grupo no cenário socioeconômico brasileiro formal. Nesse sentido, o objetivo da pesquisa foi analisar se o MEI se beneficiou da política pública brasileira de exclusão da desigualdade social por intermédio desse instrumento legal. Para tanto, a metodologia utilizada foi a do método dedutivo; quantos aos meios a pesquisa foi a bibliográfica e documental e quanto aos fins foi qualitativa, com base nos dados da Receita Federal e do Sebrae. O resultado foi de que a política pública utilizada para o Microempreendedor Individual tem alcançado sucesso, embora, necessite de ajustes
Sharing Brands: Uma Perspectiva Semiótica da Marca no Contexto de Consumo Colaborativo
Nascida em 2009, propondo uma nova forma para a modalidade urbana, a marca Uber rapidamente se converteu em sinônimo de categoria. Considerada uma das protagonistas do consumo colaborativo, a marca alcançou, em seu recente IPO, valor superior ao da Toyota, a montadora automotiva mais valiosa do mundo, segundo a revista Forbes. É inegável a emergência do consumo colaborativo. As plataformas digitais não só possibilitaram o surgimento de novas marcas, como também dinamizaram modalidades de consumo antes restritas às pessoas mais próximas, como o empréstimo de objetos e as caronas. Estima-se que, nos próximos cinco anos, a economia compartilhada gerará mais de US$ 300 bilhões em novos negócios. Na perspectiva da CCT, este estudo busca explorar o significado do consumo colaborativo para o consumidor brasileiro, investigando, em especial, de que forma são interpretadas as manifestações da marca Uber, utilizando a lente teórico-metodológica da semiótica discursiva de linha francesa e o modelo Projeto/Manifestação de identidade de marca (Semprini, 2010). Foram realizadas entrevistas com consumidores e motoristas-parceiros da Uber, bem como pesquisa documental. Os resultados sugerem que o conceito de consumo colaborativo é relativamente difuso para os consumidores entrevistados e apontam aproximações e afastamentos entre o projeto da marca Uber e os significados a ela atribuídos pelo público, indicando ainda, implicações gerenciais
Redes de Cooperação Interorganizacional: Evidências sobre os Estudos em Sistemas Agroindustriais
O presente estudo teve como objetivo colher evidências a respeito do campo de estudos sobre redes de cooperação interorganizacional em sistemas agroindustriais (SAG). A pesquisa foi realizada por meio de revisão sistemática e de análise de 88 artigos publicados entre os anos de 1989 e 2016 selecionados em três bases de dados: Scopus, Web of Science e Scielo. Os resultados demonstram a concentração dos aportes teóricos de análise de redes sociais, supply chain manager, estratégia, economia industrial, economia dos custos de transação, visão baseada em recursos, Teoria Institucional e Teoria Marxista da Alienação. As pesquisas foram conduzidas em sua maioria por meio de estudos empíricos, qualitativos e realizados por meio de dados secundários obtidos por meio da análise de documentos. Destaca-se o Brasil como país com maior interesse nesta temática e a Universidade de São Paulo (USP) como a principal instituição de pesquisa
Mothers, Daughters, and Luxury Brands: A Love Triangle
Para entender a dimensão coletiva do relacionamento marca-consumidor, formada entre marcas de luxo e díades femininas, em uma família, analisamos a relação entre identidade familiar e relacionamento marca-consumidor. Uma abordagem qualitativa foi escolhida para investigar 5 famílias, com entrevistas em profundidade com as duplas de mãe e filha. Os resultados consistem na extensão do construto relacionamento consumidor-marca, fornecendo uma perspectiva triangular e propondo uma tipologia composta por três formas emergentes de relacionamento coletivo consumidor-marca: iniciação da irmandade, amizade com a rainha do baile e relações aparentadas. Este estudo inaugura uma abordagem coletiva aos estudos de relacionamento marca-consumidor, enquanto a pesquisa tradicionalmente se concentra nas relações individuais (marca-consumidor). Ao entender como as marcas navegam no território da família - construindo relacionamentos coletivos com as marcas - os gerentes de marketing podem ajustar a estratégia e o posicionamento da marca, de acordo com o papel que desejam que suas marcas exerçam dentro da família ou em outros contextos coletivos, resultando em níveis mais altos de fidelidade
Indicadores para análise de programas de prevenção de violência escolar: o que professores e alunos têm a dizer.
Este artigo é resultado de uma pesquisa cujo objetivo principal foi analisar quais elementos professores e alunos de escolas estaduais de Minas Gerais e São Paulo propõem como indicadores significativos para avaliar a efetividade propostas governamentais de prevenção à violência escolar. As relações cotidianas e as concepções sobre o que é violência escolar, à luz dos contextos locais e globais, foram aspectos centrais discutidos na pesquisa, utilizando-se autores que trazem reflexões sobre o contexto global e nacional, sobre indicadores qualitativos, efetividade de políticas públicas e a complexidade das relações na escola. Foi utilizada como metodologia de pesquisa os grupos focais e uma análise qualitativa dos dados baseada na análise crítica do discurso (FAIRCLOUGH; MELO, 2012; VAN DJIK, 2010), tendo-se como principal fonte de dados a perspectiva de professores e alunos das escolas pesquisadas. Os indicadores resultantes do trabalho de reflexão dos participantes da escola podem apontar para possibilidades de as mesmas se olharem e se autoanalisarem em termos do que pode e tem sido feito e o que não tem sido feito no âmbito de programas ou políticas de prevenção da violência escolar, assim como apontar em que tais políticas e programas falham e podem ser corrigidos, caso haja interesse. Não se pretende que tais indicadores sejam modelo para outras realidades ou instituições, mas sim que a metodologia desenvolvida, uma metodologia que se considera participativa, possa inspirar outras experiências e formas de avaliar a efetividade de programas de prevenção de violência escolar.
Palavras-chave: Análise de políticas educacionais. Efetividade de políticas públicas. Indicadores de violência escolar. Indicadores qualitativos
O uso das TDIC no processo de construção do conhecimento dos estudantes do PROEJA, do Instituto Federal Fluminense - Campus Campos Guarus
O objetivo deste artigo é analisar o uso de Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) nas aulas do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade da Educação de Jovens e Adultos (PROEJA) e como estudantes e docentes avaliam seu uso. O referencial teórico em relação às TDIC teve como base as produções de Uliano (2016); Souza (2003) entre outras, e sobre o PROEJA, buscou-se autores, como, Ireland (2009), dentre outras. A pesquisa foi realizada no IFFluminense que oferta o PROEJA em seis campi. Trata-se de pesquisa de natureza qualitativa, que adotou o estudo de caso. Aplicaram-se questionários e entrevistas. A análise de dados revelou que a maioria dos professores pesquisados utilizam TDIC nas aulas, no entanto consideram a necessidade de adequação de seus usos na aula. Espera-se que as reflexões suscitadas pelo tema contribuam para os debates no PROEJA.
Palavras-chave: Ensino-aprendizagem. Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação. Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade da Educação de Jovens e Adultos
O Samba e a Educação Étnico-racial nas Aulas de História
Neste artigo, a problemática é analisar o samba como uma estratégia didática para abordar a educação étnico-racial nas aulas de História, do Ensino Médio Técnico Integrado. Os dados empíricos que embasam esta reflexão foram coletados no transcorrer da disciplina de História III, no ano de 2016, e fizeram parte de um projeto de trabalho mais amplo que tinha como foco a historiografia da Primeira República no Brasil. Com base no material coletado junto à turma, foi diagnosticada uma empatia dos estudantes com a temática étnico-racial, a partir de reflexões que ressaltaram a necessidade de se repensar as experiências dos africanos que foram escravizados e de seus descendentes. Nas manifestações dos discentes estiveram presentes as temáticas referentes ao racismo, ao preconceito cultural e à necessidade de uma sociedade igualitária. Por fim, pretende-se, com o presente trabalho, contribuir com atividades pedagógicas que dialoguem com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e com a Lei 10.639/03.
Palavras-chave: Educação étnico-racial. Ensino de História. Ensino Médio. História do samba
Mediadores e formas de ler literatura digital e digitalizada por leitores jovens
A leitura literária digital é compreendida como a leitura de literatura digital e de literatura digitalizada. Apresentamos os modos de ler literatura digital e digitalizada e o papel dos mediadores e instâncias de leitores jovens. A investigação adotou uma perspectiva quantitativa e qualitativa com aplicação de questionário a 342 jovens de estratos socioeconômicos diferenciados e acompanhamos as práticas de leitura de 6 leitores jovens. O aporte teórico baseia-se nos estudos sobre a história do livro e da leitura, da leitura literária digital e da sociologia. Verificamos que os modos de realizar as leituras literárias digitais variam segundo o tipo de obra, o tempo disponível para a leitura, o dispositivo digital utilizado, entre outros elementos que irão imprimir comportamentos e gestos diferenciados no ato da leitura. Destaca-se a importância dos colegas, da sociabilidade literária na Internet e da indústria cultural que se configuram como mediadores na formação dos leitores jovens.
Palavras-chave: Literatura digital. Leitura literária digital. Leitores Jovens. Mediadores
A Festa do Divino Espírito Santo em terreiro de culto de matriz africana e afro-brasileira
O objetivo deste texto é apresentar a Festa do Divino Espírito Santo, aqui no Brasil, com sua singularidade e seu aspecto educativo quando realizada em terreiros de religião cuja matriz é africana ou sincreticamente afro-brasileira. Traz como exemplo a festa na Casa das Minas, em São Luís do Maranhão, terreiro fundado em meados do século XIX por africanas de nação Jeje, que chegaram ao Maranhão como contrabando. A composição do texto resulta de pesquisa bibliográfica e documental, tendo como fontes artigos, documentos governamentais, jornais maranhenses e sites diversos. O referencial teórico priorizou os estudos de Thompson (1992), Geertz (2008), Verger (1990), Alberti (2005), Portelli (1997), Ferretti (1996, 2012) e Prandi (2001) sobre a temática. A análise das fontes possibilitou inferir que festas do Divino realizadas em terreiros, celebram, simultaneamente, o Espírito Santo e santos católicos, além disso, se distinguem das demais festas quanto aos rituais religiosos e elementos simbólicos.
Palavras-chave: Casa das Minas. Educação. Festa do Divino. Religiões afro-brasileiras. Tambor de mina
Educação na pajelança: saberes ancestrais e pedagogia decolonial na Amazônia
O texto reflete sobre as práticas educativas da pajelança em uma ilha da Amazônia, Colares/PA, ao tomar como base as narrativas do sujeito mediador dessas práticas, o pajé, sua trajetória de vida e os saberes circulados no interior do terreiro. Resulta de uma pesquisa etnográfica pautada na metodologia da história oral, por meio da observação em campo e de entrevistas semiestruturadas. Do ponto de vista teórico, inspira-se nos pressupostos da história cultural em diálogo com a decolonialidade, ao pensar essa história de sujeitos e seus saberes até então subalternizados pela ciência moderna ocidental. Apontamos para uma pedagogia cultural no terreiro fincada na ancestralidade e nas relações cotidianas, que compreendem espaços diversos de aprendizagem, para além da escola, como as matas e fundos de rios, bem como para sujeitos não humanos de educação, a exemplo dos seres encantados.
Palavras-chave: Pajelança. Resistência. Práticas Educativas. Saberes Ancestrais. Pedagogia Decolonial