Portal de Periódicos Mestrado e Doutorado da Estácio
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Por uma filosofia afro-brasileira: entrevista com Eduardo Oliveira
Especialmente após a Lei 10.639/2013, muito se tem escrito e discutido acerca de uma "filosofia afro-brasileira", da qual a ancestralidade é uma categoria fundamental. Sendo o prof. Dr. Eduardo Davi Oliveira (UFBA), um dos pesquisadores que mais tem oferecido significativas contribuições para a área, convidamos os leitores para um (re)encontro com a cosmovisão africana, encruzilhado à religiosidade, ancestralidade, racismo, educação, corporeidade e mitologia. Esta entrevista nos foi concedida pelo prof. Eduardo Oliveira, durante evento intitulado "Corpo, Poética e Ancestralidade" (UFSB), o qual ocorreu de 11 a 17 de Março de 2019, na cidade de Porto Seguro, Bahia. A simplicidade de suas palavras contrasta com a complexidade de sua ação/reflexão. A práxis de Eduardo Oliveira transita entre a educação formal e a informal, entre os saberes das mestras e dos mestres dos terreiros, da capoeira e da Academia. Durante a entrevista ficamos encantados com seu abraço apertado e sorriso franco; seu saber a nos envolver no pano branco de Obatalá, acalma e apazigua, ao mesmo tempo em que dinamiza e evoca a Vida. Boa leitura!
Palavras-chave: Eduardo Oliveira. Filosofia afrobrasileira. Epistemologia
Ensino do uso de um dispositivo de entrada para computador a um adulto com paralisia cerebral
O objetivo do estudo foi verificar o efeito do ensino do uso de um dispositivo de entrada para acesso ao computador no desempenho de um adulto com Paralisia Cerebral quanto ao uso desse dispositivo. O procedimento consistiu na avaliação de três dispositivos de entrada. No ensino de como utilizá-los, foi feito uso de Delineamento de Múltiplas Sondagens, consistindo em atividades de interesse do participante, programadas no software PowerPoint, considerando as diferentes funções do dispositivo de entrada (rastreamento, seleção e acionamento). O dispositivo selecionado para o ensino foi o teclado/mouse RCT-Barban. O critério de aprendizagem foi de 80% de respostas independentes em cada fase de ensino. Os resultados mostraram que o ensino foi eficaz para a aprendizagem do uso do dispositivo, mostrando-se relevante para o desenvolvimento de estratégias de ensino para o uso de dispositivos de entrada para computador às pessoas com Paralisia Cerebral, assim como para outros recursos de Tecnologia Assistiva.
Palavras-chave: Acesso ao computador. Dispositivos de entrada. Educação Especial. Paralisia Cerebral. Tecnologia Assistiva
Oralité et mémoire orale: un pour l'apprentissage
Résumé
Les mémoires externes se multiplient aujourd"hui dans notre civilisation technologique de plus en plus complexe. Néanmoins, tout comme avant, il faut apprendre et se souvenir afin de savoir. Dans les sociétés traditionnelles, la mémoire orale a su se montrer efficace et opérante, suffisamment pour que les savoirs traditionnels parviennent jusqu"í nous. Marcel Jousse, anthropologue du début du XXe sií¨cle, a démontré les caractéristiques de cette mémoire orale profondément ancrée dans l"humain, ainsi que son rôle dans l"apprentissage. En nous appuyant sur ses travaux, nous nous interrogerons sur le délaissement actuel de la mémoire orale dans l"éducation actuelle. Nous nous demanderons dans cet article, si la multiplicité des mémoires externes de notre civilisation de plus en plus technologique, ne minimise pas les facultés naturelles de l"humain à mémoriser en interne, au risque de ne plus assez entraí®ner ses propres facultés à mémoriser. Aujourd"hui encore, pour apprendre il est nécessaire d"engranger et de traiter le savoir en soi. Or, seule la parole est capable à la fois de transmettre et de donner les clés pour retenir ce savoir, c"est pourquoi on ne pourra se passer à l"école, aujourd"hui comme hier, de parole et de mémoire interne.
Mots-clés: Memoire interne. Mémoire orale. Style oral. Oralité. Mémoire externe. Marcel Jousse
Políticas universitarias, perspectivas de discapacidad y accesibilidad en Argentina
Este escrito presenta experiencias que aportan desde la perspectiva de discapacidad a la democratización del sistema universitario, las mismas se estructuran en acciones de incidencia en políticas universitarias desde el trabajo en red y una mirada transversal de las mismas. Se basa en la perspectiva de derechos humanos, entendiendo a la educación como un derecho inegable a todas las personas, en particular a las que históricamente se las ha situado en una situación de subalternidad. Se recuperan producciones de construcción colectiva entre las Universidades Públicas pertenecientes a la Red Interuniversitaria en Discapacidad del Consejo Interuniversitario Nacional de la Argentina, en las que se sistematizan políticas y experiencias en torno a la accesibilidad física, comunicacional y académica. Luego se exponen políticas de la Universidad Nacional de Río Negro, especialmente las que introducen una perspectiva transversal e interseccional e innovaciones en torno a la trayectoria educativa universitaria de estudiantes con discapacidad.
Palabras clave: Democratización educativa. Discapacidad. Interseccionalidad. Políticas universitarias. Transversalidad
Encontros com pessoas que não veem (apenas) com os olhos: um modo outro de dar a ver-ouvir-falar a pesquisa nas diferenças
Este trabalho narra a experiência de encontro com pessoas cegas que fazem reabilitação no Instituto Benjamin Constant. Esses encontros fizeram parte da pesquisa intitulada "Encontrar(se), (não)ver(se), diferir(se): platôs para pensar a educação de pessoas que não veem (apenas) com os olhos" no Programa de Pós-graduação em Educação da FFP/UERJ, no qual os três autores deste artigo cursaram o mestrado em Educação. Na pesquisa buscou-se conhecer as experiências de pessoas que não veem (apenas) com os olhos: seus processos de deslocamentos possíveis neste mundo saturado por imagens visuais, que ao vivê-lo resistem e fazem (re)existir mundos outros. Sendo assim, o trabalho segue teoricamente pelos estudos dos cotidianos e da filosofia da diferença e se insere mitologicamente no campo das narrativas. Escolhemos trazer narrativas para pensar nossos fazeres na Educação Especial. Propomos uma mesa de trabalho na qual colocássemos em atenção e desnaturalização os modos consagrados enquanto norma, enquanto padrão. Neste caso específico, o que tem se colocado como norma do ver e do cegar.
Palavras-chave: Cegueira. Educação Especial. Inclusão. Visão
Las virtudes cívicas em la formación de mediadores. - DOI 10.5935/2448-0517.20190057
El tema de estudio que se aborda en este artículo son las principales virtudes que el mediador debe desarrollar en el proceso de mediación transformativa para favorecer la restauración de las partes. Entendiendo que el desarrollo de virtudes debe ser aprendido por los mediadores de manera formal para el desarrollo de la mediación con enfoque colaborativo y de desarrollo personal
A Judicialização como forma de assegurar o Direito ao trabalho do reeducando: Direito à remição da pena, ressocialização e diminuição da reincidência criminal em Palmas, Tocantins, Brasil. - DOI 10.5935/2448-0517.20190063
O objetivo deste trabalho é construir um referencial teórico que explicite o fenômeno da judicialização de políticas públicas como elemento essencial para assegurar o direito ao trabalho do reeducando, garantindo a possibilidade de remição da pena, a ressocialização, bem como a consequente diminuição da reincidência criminal. O presente trabalho é justificado por sua relevância no âmbito bibliográfico, sendo a judicialização de políticas públicas mecanismo eficaz para a mudança da configuração do sistema prisional a partir da oferta de subsídios teóricos que justifiquem a concessão do direito ao trabalho do preso no Brasil. Assim, por meio de estudo bibliográfico, questiona-se quais intervenções a judicialização de políticas públicas poderia trazer ao sistema prisional no que tange à oferta de trabalho ao preso
A inconsistência da Defesa Técnico-Jurídica por "não habilitado" no Processo Administrativo Disciplinar Brasileiro - DOI 10.5935/2448-0517.20200018
A CF/1988 prevê o devido processo legal, implementado também pelo direito à defesa ampla (de argumentos, de interpretações e de ideias). A amplitude indica a possibilidade de exercitar todas as modalidades de defesa permitidas, inclusive a técnico-jurídica, sendo esta atribuição de profissional habilitado. Tendo por base predominantemente a legislação em vigor e decisões do Supremo Tribunal Federal, sem exclusão da doutrina mais abalizada, expõem-se: A defesa técnico-jurídica é constitucionalmente confiada ao Ministério Público, Advocacia Pública, Defensoria Pública e Advocacia (considerados essenciais à justiça). Sendo a Advocacia essencial, o Advogado é tido como indispensável à promoção da justiça. Assim, no primeiro capítulo, afirma-se que o cumprimento da justiça, necessariamente participativo e democrático, somente é real ao se efetivar os objetivos da República Federativa do Brasil ao mesmo tempo em que se obedecem e fomentam os direitos fundamentais materiais e processuais. Na sequência, mais precisamente no segundo capítulo, argumenta-se que a dispensa de advogado em processo é excepcional, opção que cabe somente aos titulares do direito à ampla defesa e ao legislador ordinário. Porém, a este é consentida apenas se resultar maiores benefícios í queles. Na terceira e última parte deste trabalho, constata-se fundamentadamente que a dispensa de defesa por profissional habilitado em processo administrativo disciplinar prevista no § 2º do art. 164 da Lei nº 8.112/1990 e na Súmula Vinculante nº 5 do STF, por não garantir ao servidor-administrado os benefícios que a amplitude da defesa lhe reserva, infringe o valor Justiça insculpido na Constituição de 1988
ADMINISTRATIVE DEFERENCE AND ITS LINK WITH THE NON-DELEGATION DOCTRINE IN THE LAW OF THE UNITED STATES - DOI 10.5935/2448-0517.20200036
This essay is an exploration of the theoretical origins of administrative deference in the Unites States. It argues that the doctrine of administrative deference finds its theoretical justification in the increasing delegation of the power to execute statutes from Congress to the Executive. It discusses the cases of Chevron and Mead as key cases for the evolution of the delegation doctrine and concludes with the recent treatment of the doctrine in the case of Gundy