Portal de Periódicos Mestrado e Doutorado da Estácio
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    Multiculturalismo crí­tico na perspectiva do currí­culo antirracista: uma revisão dos artigos da RBCE de 2005 a 2015

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    Analisamos artigos do periódico Revista Brasileira de Ciências do Esporte (ISSN 2179-3255), relacionada a Área 21 do CNPQ - Educação Fí­sica. A questão central foi saber o lugar do ensino antirracista na Educação Fí­sica Escolar? Perí­odo de análise foi entre 2005 a 2015, devido a implantação de Leis Federais n° 10.639/03 e n° 11.645/08 e das Diretrizes Curriculares para implantação do ensino antirracista. Selecionamos para análise os artigos que se aproximavam do campo da Educação para Relações Étnico-Raciais, através dos temas: ensino antirracista e/ou multiculturalismo crí­tico. Nove (9) artigos apresentaram dados relacionados ao multiculturalismo crí­tico, à Educação Antirracista e à Identidade Racial. Agrupamos os resultados entre aqueles que atenderam: P = Parcialmente, NA = Não Atende e T = Totalmente. A perspectiva étnico-racial no perí­odo investigado esteve silenciada, a hipótese plausí­vel é de que a Educação Fí­sica Escolar tem pouco corroborado na implementação do ensino antirracista no currí­culo da Educação Básica. Palavras-chave: Educação antirracista. Educação para relações étnico-raciais. Educação Fí­sica Escolar. Multiculturalismo Crí­tico

    Sentidos de escola em perfomance: um estudo na licenciatura em Educação do Campo

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    A presente pesquisa tem como objetivo investigar os sentidos atribuí­dos à escola por professores em formação a partir de um processo de experimentações performáticas vivenciadas em uma universidade pública no curso de Licenciatura em Educação do Campo - Ciências da Natureza. O percurso metodológico foi composto por uma série de jogos e brincadeiras, denominados experimentações performáticas, que desembocaram em uma vivência metodológica: Rituais Cotidianos Escolares. Os sujeitos foram convidados a realizar produções performáticas audiovisuais tendo como propósito representar os sentidos de escola em uma perspectiva performativo-discursiva. O embasamento teórico se ancorou nos Estudos da Performance na Educação (Educação performativa) e na Análise de Discurso de linha francesa. O estudo procurou apresentar a interface entre Performance e Educação como possibilidade de se pensar uma dimensão pedagógica em que a ação corporal se configure como posição dos sujeitos frente a uma realidade. Os resultados apontaram para sentidos relacionados à memória discursiva de uma escola hierarquizada e permeada por relações de poder. São esses elementos que possibilitam observar a potencialidade da performance para a educação e, em especial, para a formação docente, na medida em que coloca o corpo como linguagem e como lugar central, reconhecendo que as relações de poder têm um forte impacto sobre os corpos dos sujeitos. Palavras-chave: Corpo. Discurso. Formação docente. Performance

    Ruralidades contemporâneas: modos de ser, viver e de agir de crianças da roça

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    Este artigo busca compreender os sentidos de infâncias em contextos rurais a partir das concepções de ruralidades contemporâneas. Neste trabalho, adotamos como aporte teórico as discussões de Sarmento (2005), Passeggi (2011, 2014, 2016), Carneiro (1998, 2012) e Rios (2011). Trata-se de uma pesquisa qualitativa em que as narrativas de crianças da roça foram o mote da investigação. Utilizamos como dispositivo de pesquisa a roda de conversa - ciranda narrativa com dez estudantes entre 8 e 11 anos de 3º, 4º ou 5º anos da classe multisseriada de uma comunidade rural situada no interior da Bahia. Os resultados trouxeram uma maior compreensão a respeito de infâncias na roça, evidenciando os fazeres e afazeres na vida de crianças que vivem e convivem em espaços rurais. A conclusão é de que a infância na roça é produzida a partir das ações que estão embutidas nos modos de ser, fazer e viver das crianças de localidades rurais. Palavras-chave: Infâncias. Ruralidades. Pesquisa (auto)biográfica. Classe multisseriada

    Formação continuada de professores: intelectuais na docência criando cultura auto formativa em rede, com a rede, na rede

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    O presente artigo parte da análise de aspectos observados no âmbito do desenvolvimento do Projeto Saberes em Diálogo, no municí­pio de Canoas/RS. Tem por objetivo principal refletir sobre o lugar ocupado pelos Grupos de Estudo, organizados como uma das estratégias formativas desenvolvidas no âmbito do Projeto. Toma como referência aspectos evidenciados pela literatura nacional e internacional no campo da formação de professores, com ênfase à formação continuada, procurando situar as análises desde essas contribuições. Autores latino-americanos como a chilena Arévalo, a uruguaia Vaillant, por exemplo, servem de aporte para a interpretação dos dados. Descreve-se o contexto de criação e execução do Projeto, em seguida aborda especificamente os aspectos relativos à estratégia de criação dos grupos de estudo e seu funcionamento. Para as análises, utilizou-se de registros escritos produzidos pelos integrantes da Comissão Coordenadora do Projeto e de anotações do Diário de Bordo dos autores, integrantes deste mesmo grupo. A partir das análises dos registros e da experiência vivenciada, foi possí­vel destacar dois elementos: por um lado, o sentimento de pertencimento a um projeto e a um grupo, traduzido no fazer ativo e colaborativo e, por outro lado, a materialização de um espaço de troca e escuta dos saberes próprios da docência, na perspectiva de um trabalho horizontal que se efetiva entre os professores, gestores e acadêmicos. Palavras-chave: Cultura autoformativa. Formação continuada de professores. Professor intelectual

    A perspectiva sociocultural e o ser relacional: contribuições para a educação

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    Neste artigo apresento a proposta de ser relacional de Kenneth Gergen e suas contribuições para a educação. O ser relacional é uma concepção diretamente relacionada ao construcionismo social, uma metateoria gerada no contexto dos estudos chamados pós-modernos. Estes estudos consideram que a ciência moderna é, como todas as outras explicações dos fenômenos do mundo, parcial e limitada. Para o construcionismo social, tudo é uma construção coletiva. A concepção de ser relacional apresentada pelo autor diverge da ideia de que somos indiví­duos separados dos demais, tendo uma mente, ou um eu especí­ficos, como costumamos acreditar. Gergen defende uma concepção de ser humano intrinsecamente interligado à coletividade, uma intercessão, um ser com e não um eu diferenciado e desconectado. Nosso objetivo aqui é apresentar esta forma de compreender o ser humano porque considero que conhecê-los pode ampliar as formas de pensar e agir de um educador. Palavras-chave: Construcionismo Social. Educação. Ser relacional

    Pedagogias Digitais: entre smartphones e cultura digital

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    Inscrita nos Estudos Culturais, esta pesquisa desenvolve uma análise sobre a invenção e produtividade das Pedagogias Digitais enquanto constitutiva de um tipo de pedagogia operada por smartphones e seus respectivos aplicativos. As Pedagogias Digitais são examinadas a partir de artefatos que vão ensinando e instituindo certas práticas: do campo da saúde ao entretenimento, da comunicação à educação. Trata-se de um estudo sobre smartphones, aliado à pesquisa de revisão bibliográfica e com três movimentos de investigação: 1) discutir os deslocamentos no entendimento de pedagogia, possibilitando uma articulação às práticas culturais e à emergência das Pedagogias Culturais (WATKINS et.al, 2015); 2) analisar a invasão de smartphones como elementos da Cultura Digital (GERE, 2008; STALDER, 2018); 3) explorar o conceito e os modos de operação das Pedagogias Digitais. Os resultados apontam Pedagogias Digitais associadas à mobilidade, exposição e individualização que ensinam formas de ser sujeito na sociedade contemporânea. Palavras-chave: Cultura Digital. Pedagogias Digitais. Smartphones

    Lâmpada e lamparina: o diálogo entre saberes e a contribuição para a pesquisa em educação na Amazônia brasileira

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    Este trabalho analisa as contribuições para a pesquisa em educação na região amazônica. Nele, parte-se do problema: quais as contribuições para a pesquisa em educação na região amazônica a partir das bases estabelecidas pelo conhecimento cientí­fico ocidental? Utiliza-se o método dialético para a pesquisa bibliográfica. A fundamentação teórica se dá em diálogo com Santos (2007), Santos e Meneses (2010), Quijano (2010), Ela (2012) e Adorno e Horkheimer (1985). Apresenta-se o pensamento moderno ocidental como pensamento abissal, capaz de criar um monopólio da distinção entre o falso e o verdadeiro na ciência em relação aos demais conhecimentos. Além disso, constata-se a possibilidade de construção de um paradigma cientí­fico capaz de dialogar com os saberes tradicionais e com um projeto de sociedade democrática, com práticas de pesquisa comprometidas com a emancipação dos sujeitos, demonstrando ser possí­vel tomar as bases desse conhecimento cientí­fico e partir para uma prática investigativa de acordo com as especificidades dos povos amazônicos. Palavras-chave: Pensamento Abissal. Pesquisa em Educação. Amazônia brasileira

    Ser professor: a docência em uma "cela" de aula

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    O principal objetivo desta pesquisa foi compreender como acontece a oferta de educação na Unidade Prisional Feminina (UPF) de Pedro Afonso/TO - sob a perspectiva das professoras que lá atuam. E no desí­gnio de responder a tal inquietação, amparou-se na História Oral Temática como método de pesquisa. Sendo que os instrumentos de coleta de dados utilizados foram: gravador digital, roteiro de entrevista semiestruturada e diário de campo. O corpus da investigação foi composto pelas narrativas de quatro professoras atuantes, exclusivamente, na UPF de Pedro Afonso que aceitaram voluntariamente, participar do processo investigativo. Por intermédio da sistematização, análise e entrelaçamento dos dados, descortinam-se os resultados desta investigação que demonstraram as dificuldades encontradas na oferta de educação em espaços de privação de liberdade, devido à ausência de estrutura apropriada para a execução das atividades educacionais, de capacitação às profissionais que lá trabalham e de materiais didáticos e pedagógicos. Palavras - chaves: Educação. Docência. Prisão Feminina

    Exu, a infância e o tempo: Zonas de Emergência de Infância (ZEI)

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    O objetivo deste artigo é apresentar os subsí­dios filosóficos de sustentação das Zonas de Emergência de Infância (ZEI). A partir de interpretações afroperspectivistas sobre cosmopaladar iorubá através dos orixás Exu e Iroco tomados como heterônimos da infância e do tempo, sustentamos que a infância é um modo de viver através das receitas da culinária da brincadeira e da narrativa. Recorremos a Exu e a Iroco, não como metáforas para imaginar outros tempos e outras criações, mas como alegorias ou chaves de leituras que nos permitam, ao abordar ao universo simbólico iorubá, produzir limiares para o pensamento e para a imaginação que se encontram muitas vezes travados ou limitados pelo modo adulto (adulterado) de viver. Narrar e brincar aparecem como linhas de força que fazem emergir a ZEI, como comunidade lúdica e temporária de retomada do estado de infância e devir-criança. Palavras-Chave: Exu. Infância. Tempo. Zonas de Emergência de Infância (ZEI)

    Ser Professora: feminização e desvalorização do magistério

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    Este estudo discute os resultados de duas pesquisas realizadas num intervalo de dez anos. A primeira, conduzida por Silva (1995), buscava conhecer a identidade de professores do 1º Grau; a segunda, empreendida por Alves-Mazzotti et al. (2005), procurava indí­cios das representações de ser professor produzidas por professores do ensino fundamental. Embora os dois trabalhos tenham sido publicados com uma década de diferença, os resultados encontrados são muito semelhantes e indicam que: a formação não contempla a realidade escolar cotidiana; a insatisfação com a carreira se relaciona diretamente com a sensação de abandono, o acúmulo de tarefas e a precarização do trabalho docente; e os alunos são a principal razão da escolha e permanência dos professores no magistério. Em ambas as pesquisas é possí­vel verificar que o processo ensino-aprendizagem está calcado no binômio amor-dedicação. As duas palavras se tornam marcas identitárias relacionadas ao feminino e, por extensão, ao magistério, onde a vocação e o dom para exercer a profissão vêm da formação moral e intelectual recebida em casa. A professora atua na escola como atua em sua casa, não havendo necessidade de formação especí­fica, sendo suficiente gostar de criança. O trânsito lar-escola dificulta o reconhecimento da atividade como profissão e desvaloriza o trabalho feminino: trabalho doméstico e trabalho na escola se misturam e provocam a cristalização do cuidado como competência feminina e para a qual não é necessária qualificação profissional. A atitude maternal e o sentimento de amor evidenciam uma construção histórica do universo feminino e uma desvalorização do magistério. Palavras-chave: Feminização. Magistério. Desvalorização

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