Portal de Periódicos Mestrado e Doutorado da Estácio
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Docência na educação profissional e tecnológica: singularidades e implicações do trabalho do professor no Senai
Esta pesquisa apresenta um dos resultados da dissertação de mestrado que visou analisar a docência na Educação Profissional e Tecnológica. Dialoga com autores do campo Trabalho e Educação, como Moura (2014), Araujo (2010) e Ramos (2011), que defendem o trabalho educativo emancipatório, cuja centralidade da formação profissional está na dimensão do ser humano, contribuindo para o desenvolvimento de cidadãos-trabalhadores críticos e autônomos. Nesse sentido, foram investigadas as singularidades da docência no contexto do curso técnico em mecânica do Serviço Nacional de Aprendizagem dos Industriários no estado do Espírito Santo (SENAI-ES). A partir da abordagem qualitativa, os instrumentos metodológicos de investigação foram: a análise documental, as visitas in loco e as entrevistas semiestruturadas. Os dados desta pesquisa permitem identificar a singularidade do SENAI-ES e suas possíveis implicações para a docência. O SENAI-ES possui um modus operandi bastante arraigado, por conseguinte, nesse espaço, a docência encontra-se sob forte influência dos ditames institucionais e culturais; isto é, os valores, as finalidades e os objetivos institucionais, bem como o currículo escolar (a organização dos conteúdos e a metodologia de ensino e aprendizagem), entre outras normas e prescrições, são alguns dos elementos que influenciam a prática pedagógica dos professores numa determinada direção que nem sempre visam a emancipação dos alunos, podendo reduzir a atividade de ensino a uma instrumentalização técnica para atender às demandas do capital.
Palavras-chave: Docência. Educação Profissional e Tecnológica. Senai
Os filhos e as filhas da exclusão: uma revisitação de dados e de imagens etnográficas sobre a creche na prisão
Este artigo visa a analisar as percepções das mulheres presas a respeito do atendimento socioeducacional oferecido aos seus filhos e filhas nos primeiros meses de vida no espaço prisional. Para isso, a metodologia utilizada foi a revisitação de dados e imagens de pesquisas etnográficas desenvolvidas pelo Núcleo de Etnografia em Educação entre 2008 e 2013. Os dados analisados revelam especialmente que os direitos das crianças são violados por: 1) vulnerabilizar a criança e seu futuro socioeducacional, quando não é proporcionado a ela uma creche adequada conforme prevista em lei; 2) não haver o acompanhamento dos filhos e filhas das detentas fora do presídio. O risco socioeducacional e a vulnerabilidade dos filhos e filhas das mulheres presas e das próprias mulheres são indicadores de desigualdades e fragilidades dos sistemas carcerários para a garantia dos direitos básicos estabelecidos pelas leis brasileiras e dos direitos humanos.
Palavras-chave: Creche. Educação. Exclusão. Imagem Etnográfica. Prisão
A relação com o saber de jovens acautelados
Este artigo apresenta resultados de uma pesquisa que buscou compreender a relação com o saber de jovens acautelados, utilizando como referência teórica e metodológica os aportes sobre a relação com o saber de Bernard Charlot. Participaram do estudo 20 jovens acautelados em um Centro no interior de Minas Gerais. Os dados foram gerados por meio do balanço de saber, instrumento proposto por Charlot (2009). Os resultados indicam a importância da escola como lugar de aprendizagens afetivas, que se sobrepõem às aprendizagens escolares. Esses jovens adotam saberes específicos para interpretação do mundo em que vivem e para nele sobreviverem. Conclui-se que a escola se reveste de importância para esses sujeitos enquanto lugar de encontro e possibilidade de mudanças de vida.
Palavras-chave: Jovens. Acautelamento. Relação com o Saber
Aulas y estudiantes universitarios organizados en la cárcel: un territorio en tensión
La universidad ingresa a la cárcel y como modo de funcionamiento habilita espacios que denomina aulas universitarias que se constituyen en sede de su labor en ese territorio. Se propone aquí el análisis de los modos en que los estudiantes detenidos se organizan y le dan sostén a la vida universitaria en la detención a través de los Centros Universitarios. En este nuevo orden -los estudiantes organizados en centros universitarios- podríamos decir que no es la cárcel pero tampoco es la universidad. Estos centros pueden analizarse como unidades educativas, con relaciones de dependencia, de intersección, de autonomía, de construcción y consolidación material y simbólica de un espacio educativo localizado un territorio en el que se depende de dos instituciones dominantes con intereses comunes y otros en colisión. Es una investigación de corte cualitativa.
Palabras clave: Universidad - estudiantes detenidos. - relaciones de poder - vínculo
¿Qué pasa en las cárceles y en sus aulas? Notas sobre la resistencia pedagógica y la investigación educativa en prisiones.
El presente texto trata de abordar las problemáticas y las tendencias dominantes de la investigación en educación de jóvenes y adultos en contextos de privación de libertad. Este estudio trata de establecer algunas tendencias y problemáticas basadas en los estudios identificadas en revistas del ramo. Por otra parte se hace patente las carencias de estudios en el ramo y la gran necesidad de éstos para establecer políticas y acciones en la educación en prisiones en el mundo. Seí±alamos la preeminencia permisiva de las perspectivas positivistas convencionales de la investigación en los medios académicos. Proponemos que los proyectos de investigación pueden estar vinculados a las visiones pedagógicas más abiertas de la educación de jóvenes y adultos. Subrayamos el potencial de la resistencia inherente a la educación en prisiones para construir proyectos más creativos que den cuenta de la problemática de los centros penitenciarios y contribuyan para enfrentarla.
Palabras clave: Educación en las cárceles. Investigación educativa. Resistencia pedagógica
"As crianças de terreiros somos nós, as importantes": mais algumas questões sobre os Estudos com Crianças de Terreiros
Este artigo reflete sobre os processos de construção do relativamente novo campo de pesquisa denominado Estudos com Crianças de Terreiros. As considerações baseiam-se nas análises a respeito dos conhecimentos e modos de significar a vida das crianças de terreiros brasileiros, desconsideradas historicamente em etnografias, inclusive as afrodiaspóricas. Especificamente para este texto, foram consideradas reflexões trazidas por crianças de sete terreiros no Rio de Janeiro e um terreiro em Belém. Com falas e convivências com crianças desses terreiros, foi possível trazer novos elementos para futuras reflexões sobre cultura de pares, culturas infantis e redes educativas (BÂ; CORSARO; SARMENTO; ALVES; PAIS), tão importantes para os Estudos da Infância e os Estudos com os Cotidianos. As considerações aqui compartilhadas apontam para a necessidade de ampliar pesquisas a fim de aumentar contribuições não só para esses estudos, como também para os estudos afro-brasileiros.
Palavras-chave: Infância. Crianças. Crianças de Terreiros. Candomblé. Educação
A negação da infância: experiências e sentidos
O artigo considera o conceito de infância como sendo histórica e socialmente construído e o tema como ponto de partida para a elaboração de um pensamento crítico de contornos contemporâneos. Conhecer como a sociedade atual delineia a infância ajuda a melhor compreender a própria criança e as expectativas dos adultos em relação a ela, que, às vezes, impõem modelos e situações contraditórias. Para compreender os elementos que contribuem para a negação da infância na sociedade contemporânea, utilizamos a metodologia das histórias de vida narradas por pais, avós e professores. Os depoimentos apontam para vários fatores que dificultam, quando não negam mesmo, a subjetividade, desde a infância, por meio de padrões sociais que enfatizam o consumo e o sucesso econômico como critérios de inclusão social.
Palavras-chave: Negação da infância. Pós-modernidade. Histórias de vida
A mídia e a configuração de determinados modos de ser professor de ciências na contemporaneidade
Resumo
O presente trabalho pretende discutir as recentes iniciativas educacionais/pedagógicas do Grupo Abril e da Fundação Victor Civita, um grande conglomerado empresarial brasileiro que possui como parceiros a Gerdau e o Unibanco, dentre outros. Tais empresas partem do pressuposto de que "o problema" da Educação no país é o professor e, cada vez mais intensamente, se encarregam da tarefa da formação continuada de professores, ao lançar programas, sites, cartazes, fascículos, livros e revistas voltados para a Educação Básica. Para tanto, analisa-se a revista Sala de Aula - publicação que apresenta planos de aula endereçados aos docentes do Ensino Médio e baseados em textos extraídos da revista VEJA - e os modos como a mesma determina temas, posturas e procedimentos do professor em sala de aula (por exemplo, "conversar e/ou dialogar" com os alunos; procurar "saber mais" sobre o assunto em livros e sites indicados etc.). Argumenta-se, dentre outras coisas, que a revista se apresenta como "melhor" do que os livros didáticos, justamente pela associação com os conteúdos semanalmente publicados em VEJA - e, portanto, mais conectada com a "realidade" brasileira. Sala de Aula também prescreve fórmulas e necessidades relativamente ao trabalho do professor (por exemplo, exorta-se que é necessário que os professores adaptem os planos de aula da revista às necessidades dos seus alunos, bem como à "realidade" da escola), instituindo-se como instrumento de alfabetização científica e, supostamente, suprindo déficits e defasagens escolares, docentes e discentes, através de depoimentos de experts e do aval de grandes instituições de pesquisa.
Palavras-chave: Mídia. Revista Sala de Aula. Representações de professor
Imparcialidade e cooperação em Jonh Ralws. - DOI 10.5935/2448-0517.20190050
Este artigo analisou as premissas da imparcialidade e da cooperação social em John Rawls, se voltando para os efeitos que destas premissas para a construção da justiça social a partir da situação original sob o véu da ignorância dos participantes da construção de princípios da justiça
The United States Legal System: The Jurisprudence of Partisanship With Supreme Court Rulings. - DOI 10.5935/2448-0517.20190048
The current state of jurisprudence on legal precedent in the global setting, specifically within United States legal system, the case study for this article, is morphing to a cynical view of the partisanship within the court that judges the "supreme law of the land" - the Supreme Court. Rhetorical analysis of Supreme Court practices is altering from the view of holistic decisions by justices to an assumption of partisan bias, or "politically constructed bounds," that justices are subject to, willingly or unwillingly, due to the nature of the position. Though portrayed as a ruling unaltered by partiality from membership in a partisan body, and instead solely outlined by the Constitution of the United States with a duty of upholding the integrity of the document, a judge"s role is not as unquestionable. Due to this, it is evident that political parties heavily influence the rulings and thus, precedents of future, past, and present. We analyze the effects of affiliations with a political party on a bipartisan scale-with the common agglomerations of Supreme Court rulings. We also analyzed ruling trends based on a judge's subjective beliefs and deviations from each judge's judgment when ruling on these cases. We have also devised a metric which calculates the probability of a judge deviating from his political party's belief and the effects of their belief on their rulings. Future studies will be able to expand on this topic by using the metric as a method of predicting rulings based on a probability matrix, and an analyzer of the average bias of the justices based on a given time period