Portal de Periódicos Mestrado e Doutorado da Estácio
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Perguntas titubeantes em torno de redes de formação docente, experiências e narrativas?
Este texto reflete sobre formação docente e a potência do fazer-se e refazer-se professor e pesquisador na relação com outros. Sublinha a força que encarnam os movimentos e processos (trans)formativos em redes e coletivos de sujeitos, uma vez que conformam espaçostempos polifônicos, polissêmicos e singulares, abrindo caminho para o estranhamento e a indagação. A discussão é tecida a partir de ideias nutridas por experiências e narrativas vividas/produzidas no contexto de uma disciplina de doutorado. Tal disciplina reuniu estudantes de diferentes regiões do Brasil e de fora dele. Com o foco nos sentidos expressos pelo coletivo que os participantes da disciplina formaram, com o interesse comum em pensar e conversar sobre pesquisa narrativa e formação docente, o artigo coloca em indagação modos de pensar e praticar a pesquisa e a formação. Assume a investigação narrativa como metodologia, buscando enfatizar sentidos produzidos a partir da experiência. Palavras-chave: Narrativa. Pesquisa. Formação. Experiência. Conversa
A sala de aula como território coletivo: ecos de encontros de formação docente
Esta pesquisa analisa as possibilidades engendradas para formação docente como produção de subjetividade a partir da construção de um espaço de educação permanente de professores em um Instituto Federal, que por meio do método da cartografia e da pesquisa-intervenção acompanhou os processos experienciados nos encontros, analisando-os à luz da articulação dos conceitos de formação inventiva. A experiência permitiu ao trabalhador-professor, no coletivo, compartilhar suas experiências e nesse processo ser afetado e se deslocar para outros modos de experienciar e produzir processos de ensino e aprendizagem que potencializem vidas. Tal experiência produziu deslocamentos e intervenções nas subjetividades, construindo outros modos de pensar, criar, ensinar e aprender, rompendo com as políticas de cognição recognitivas e com as lógicas capitalistas de formação docente que reduzem tal processo à aquisição de habilidades e competências para ensinar
Conversa com/entre Redes de Investigação-Formação Docente na América Latina
Assumimos a conversa, no lugar de uma entrevista. Conversa como caminho para narrar, documentar, relembrar e reviver experiências com coletivos docentes e redes de investigação-formação docente na América Latina.
 
Em Busca de Possibilidades para o Estudo Culturalista do Consumo de Alimentos: Uma Análise da Produção Científica dos Últimos Quinze Anos
O aumento do interesse público pela alimentação é refletido em uma grande variedade de meios e a comida ocupa uma posição proeminente na vida das pessoas. A alimentação também atraiu a atenção de acadêmicos como um meio de se lançar luz sobre uma ampla extensão de práticas culturais e o crescimento do número de trabalhos que tratam do consumo de alimentos reflete o aumento de interesse pelo tema dentro dos estudos de consumo. Com o objetivo de compreender possibilidades de caminhos para teorização sobre consumo de alimentos no campo de estudos de consumo culturalistas, os autores realizaram um levantamento da produção científica sobre consumo de alimentos publicada nos periódicos Journal of Consumer Research (JCR), Consumption Markets & Culture (CMC) e Journal of Consumer Culture (JCC) no período entre os anos 2007 e 2021. A abordagem metodológica descritivo-qualitativa foi baseada na análise dos artigos e permitiu a compreensão das tendências epistemológicas, teóricas e metodológicas dos estudos de consumo de alimentos e a comparação entre os três periódicos. Como resultado, os autores propõem possíveis caminhos para a pesquisa culturalista sobre consumo de alimentos
Relatos de estudantes universitários acerca das tecnologias da educação durante a pandemia da Covid-19 nas redes sociais
O presente estudo teve o objetivo de descrever as vivências dos estudantes universitários acerca do uso compulsório das tecnologias da educação remota decorrente das estratégias de distanciamento social contra a pandemia da Covid-19. Para atingir este objetivo, foi realizado um estudo Netnográfico, em que foram analisadas 180 postagens ou comentários feitos nas redes sociais Twitter, Facebook, Youtube e Instagram. Para a escolha dos textos foram utilizados os seguintes descritores: "ensino", "aprendizagem", "aulas", "remota", "remoto", "estudantes", "universitários", "graduação", "covid" e "pandemia", sendo escolhidos os comentários em que era possível identificar a origem de alunos do ensino superior. Por meio das análises foi possível identificar cinco categorias temáticas, sendo elas: Descontentamento, Estresse, Tristeza, Sem aprendizado e Adaptação/Presencialidade. As três primeiras classes estão alinhadas com características psicológicas, a quarta com termos ligados ao baixo retorno da apreensão dos conteúdos e a quinta revelou as possibilidades e diferenciais do ensino remoto em comparação com o presencial. Assim, defende-se que as estratégias de ensino durante e pós-covid devem abordar, além de questões pedagógicas, tecnológicas e estruturais, soluções que considerem a saúde mental dos envolvidos nos processos de ensino e aprendizagem.
Palavras-chave: Tecnologia. Educação. Ensino. Remoto. Pandemia. Covid-19
Os estilos de aprendizagem de estudantes universitários do curso de Tecnologia em Secretariado da Universidade Federal do Amapá
Este trabalho objetiva conhecer os estilos de aprendizagem de discentes do curso de Tecnologia em Secretariado, da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), dentre os quatro possíveis: acomodador, assimilador, convergente e divergente. Em se tratando da metodologia, é um estudo de abordagem qualitativa do problema e, ainda, de natureza descritiva, com corte transversal na análise dos dados. Como principais resultados, descobriu-se que os estilos predominantes foram assimilador e divergente, ou seja, aqueles que gostam de ter vivências de aprendizagem baseadas na experiência concreta e na observação reflexiva. Apesar disso, é preciso lembrar que, mesmo percebendo certa predominância de estilos entre os acadêmicos do curso, o professor, em conjunto com a Coordenação do Curso, pode desenvolver e implementar novos mecanismos de aprendizagem, especialmente para os conteúdos abordados em sala de aula, equilibrando de forma mais ou menos igual os quatro estilos, não privilegiando qualquer um deles.
Palavras-chave: Estilos de aprendizagem. Learnig Style Inventory (LSI). Tecnologia em Secretariado
Educación, cultura y valores sociales a lo largo de la dimensión temporal
El objetivo de este artículo es abordar la relación entre Cultura y Educación como conceptos entrelazados y atravesados por la dimensión temporal. Se plantea la conceptualización teórica de los conceptos desde diferentes perspectivas teóricas, incorporando la noción de crisis al considerar los eventos temporales de cambios repentinos que cambian la realidad. Es definida por Sánchez Vidal "una crisis es una respuesta normal a una situación anormal". Se ilustrará con algunos resultados obtenidos en investigaciones realizadas en UBA sobre "Representaciones Sociales de jóvenes en situación de crisis sociales y psicosociales en Argentina en 2001". En las conclusiones se incorporará la importancia de los valores y de la dimensión temporal en la relación entre cultura y educación, la dimensión temporal y la influencia de los valores sociales.
Palabras clave: Cultura. Educación. Crisis. Valores
A LINGUAGEM JURÍDICA COMO OBSTÁCULO PARA A EFETIVAÇÃO DO ACESSO À JUSTIÇA
O objetivo da pesquisa é discutir como a linguagem jurídica pode ser um obstáculo para a efetivação do acesso à justiça, com enfoque no âmbito dos Juizados Especiais. A partir de Pierre Bourdieu analisamos a linguagem técnica do Direito como elemento de sua diferenciação que distingue profissionais e profanos. Em seguida, abordamos o acesso à justiça no contexto dos Juizados Especiais. Por fim, analisamos sentenças julgadas com resolução de mérito nos meses de janeiro e fevereiro de 2018 no 1º Juizado Especial Cível da Comarca da Capital (Florianópolis), em ações em que houve e em que não houve a presença de advogado. Investigamos se houve mudança na linguagem dirigida às partes quando não acompanhadas de advogados, no sentido de identificar se houve simplificação de tal linguagem. Verificamos que a linguagem utilizada é a mesma em ambas as situações: uma linguagem rebuscada e de difícil compreensão, o que prejudica a concretização do acesso à justiça
O (DES) CAMINHO AMBIENTAL: O AGRONEGÓCIO E A MUDANÇA NECESSÁRIA PARA A EFICÁCIA DO DIREITO AMBIENTAL
O presente artigo busca demonstrar alguns retrocessos que foram recepcionados pelas leis ambientais brasileiras e utiliza como exemplo o Novo Código Florestal (Lei 12.651/15) e também o Projeto de Lei Nº 3.200/15 que objetiva a flexibilização da utilização de agrotóxicos em solo brasileiro. Diante dessa problemática, trará também sobre como os descaminhos em relação a essa matéria podem afetar de forma drástica o meio ambiental, além de, infelizmente, destacar que a mentalidade produtivista do agronegócio ajuda em grande parte nas mudanças das premissas colocadas nas referidas leis e como a agroecologia pode ajudar a reverter o processo. Por fim, será proposta uma reflexão em relação a forma como o ser humano enxerga a Natureza se relaciona com a degradação ambiental que ocorre no Brasil e no mundo. A metodologia que se utilizará é dedutiva e qualitativa, com o objetivo explicativo descritivo
PLANO E1, DISCURSO DESENVOLVIMENTISTA E VIOLÊNCIA DE ESTADO NOS TERRITÓRIOS PALESTINOS OCUPADOS: ANOTAÇÕES DE UMA PESQUISADORA BRASILEIRA NA CISJORDÂNIA (2015-2016)
O trabalho pretende relacionar a política do Estado israelense de desenvolvimento na Área E1, ao leste de Jerusalém, os conflitos envolvendo essa política desenvolvimentista de Estado e os interesses e modos de vida das comunidades beduínas tradicionais da região. O plano de expansão E1 tem implicado na transferência forçada de refugiados, na demolição e confisco de estruturas concedidas através de ajuda humanitária e na negação ao modo de vida de povos tradicionais sob a alegação de levar desenvolvimento e direitos humanos aos israelenses e, inclusive, aos beduínos da região. O artigo parte de estudo de caso e anotações de campo referentes ao período entre dezembro de 2015 e março de 2016, quando foi realizado pesquisa de campo na região. O caso apresentado será, portanto, a base da discussão de como o Estado israelense tem utilizado o discurso do desenvolvimento e da democracia para silenciar conflitos, dizimar o povo palestino e exercer uma política colonial imperialista na região