Repositório Institucional da Produção Científica da Marinha do Brasil (RI-MB)
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    Por que pessoas inteligentes tomam decisões ruins ? Os impactos da intuição nas fases e etapas de processos de tomada de decisão

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    Os modelos racionais e as abordagens de tomada de decisão baseadas em lógica e matemática já não são adequados para sustentar os gestores em suas escolhas. Isso ocorre principalmente devido à pressão crescente sobre eles para tomarem decisões em um ritmo acelerado, o que muitas vezes limita o tempo disponível para análise. Dessa forma, faz-se cada vez mais necessários líderes intuitivos e experientes que se sintam confortáveis e confiantes para atuarem em um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo. Para lidar com decisões intuitivas, eles muitas vezes recorrerão a heurísticas de julgamento. Essas heurísticas podem simplificar o processo de tomada de decisão, economizando tempo e esforço, no entanto, elas também podem ser suscetíveis a vieses cognitivos, levando a escolhas enviesadas, uma vez que não levam em consideração princípios estatísticos ou probabilísticos. Portanto, embora a intuição e as heurísticas de julgamento sejam recursos valiosos, é importante usá-los com cautela e estar ciente de suas limitações para a tomada de decisões. Uma vez que não é possível separarmos o nosso lado mais racional do nosso lado intuitivo, e nem tão pouco isso é desejável, essa pesquisa se propôs a identificar como podemos explorar a nossa intuição de modo a aumentarmos a efetividade dos processos de tomada de decisão. A pesquisa abordou o decisor e nuances dos processos de tomada de decisões estratégicas no período pós Segunda Guerra Mundial, uma vez que os estudos sobre esse tema eram limitados antes da guerra. Por meio de uma pesquisa eminentemente aplicada, foi possível a proposição de algumas orientações, em complemento às bases que norteiam o moderno processo decisório na Marinha do Brasil (MB), que poderão contribuir de maneira significativa para a formação de líderes mais intuitivos e devidamente adaptados aos desafios da atualidadeTrabalho apresentado à Escola de Guerra Naval, como requisito parcial para a conclusão do Curso de Política e Estratégia Marítimas (C-PEM 2023

    Lições aprendidas em operações conjuntas : como a gestão eficaz pode promover o conhecimento organizacional no Ministério da Defesa

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    As Forças Armadas de qualquer país estão constantemente em busca de melhorar suas capacidades para dissuadir possíveis ameaças. Isso é amplamente influenciado pela maneira como gerenciam e utilizam seus conhecimentos. Neste estudo, utilizando a Espiral do Conhecimento Organizacional como arcabouço teórico, investigou-se como a Gestão, realizada pelo Ministério da Defesa, de Lições Aprendidas coletadas em Operações Conjuntas das Forças Armadas brasileiras, contribui para criação de Conhecimento Organizacional. Inicialmente foi apresentada a referência teórica, associando-a a exemplos de transformações de conhecimentos cotidianas no ambiente militar. Buscando um contraponto à base teórica com aplicações práticas, foram analisados os manuais das Gestões de Lessons Learned adotados, respectivamente, pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América e pela Organização do Tratado do Atlântico Norte. Por fim, alcançando o objetivo da fase diagnóstica da pesquisa, foram levantados, na perspectiva do Ministério da Defesa e de Organizações Militares participantes de Exercícios Conjuntos, aspectos dos processos relacionados à Gestão das Lições Aprendidas adotada pela pasta, o que resultou na confirmação da hipótese utilizada no trabalho: “o modelo de Gestão de Lessons Learned adotado pelo Ministério da Defesa não gera Conhecimento Organizacional, à luz da teoria da Espiral do Conhecimento Organizacional”. Depreendeu-se, a partir das análises e dos resultados da pesquisa, uma proposta de modelo de Gestão de Lições Aprendidas a ser verificada pelo Ministério da Defesa, que proporcionará a elaboração de uma metodologia de criação e expansão do conhecimento nas atividades relacionadas às Operações Conjuntas, podendo, posteriormente, alcançar outras áreas de interesse.Trabalho apresentado à Escola de Guerra Naval, como requisito parcial para a conclusão do Curso de Política e Estratégia Marítimas (C-PEM 2023

    A inteligência artificial e suas implicações em âmbito militar: uma análise das aplicações e do dilema ético por trás desta tecnologia

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    A Inteligência Artificial tem despontado como uma das principais tecnologias do século XXI. No entanto, a utilização da IA se reveste de um dilema ético complexo, particularmente relevante, no que se refere ao seu emprego no campo militar. Por outro lado, são inúmeros os benefícios dessa tecnologia no campo de batalha, resultando em vantagens táticas e estratégicas incalculáveis, obtidas, principalmente, através do aumento da precisão e da eficiência das ações de combate. Desta forma, o objetivo deste artigo é apresentar conceitos e definições básicas relacionadas à IA, destacar suas aplicações militares e discutir o dilema ético que envolve o seu emprego nas ações militares. Para tal, foi realizada uma revisão bibliográfica abrangendo relatórios e pesquisas referentes à inteligência artificial e sua utilização em âmbito militar, de forma que, ao final do trabalho, sejam apresentados como resultado da pesquisa pontos que despertem no leitor o interesse pelo assunto e ampliem a relevância e a importância do debate que cerca a introdução de tal tecnologia no contexto das Forças Armadas brasileiras

    Operação São Cristóvão: o amparo jurídico segundo a teoria de Amaral Júnior.

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    O emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem é um tema relevante, o qual deve haver o devido amparo jurídico para a legitimidade do uso da força. Um acontecimento marcante que utilizou-se para o estudo foi a greve dos caminhoneiros ocorrida em maio de 2018. Foi um movimento de grande repercussão devido a ter gerado grandes prejuízos econômicos ao Brasil pelas interrupções na circulação de veículos nas rodovias federais. O movimento causou desabastecimento de suprimentos e falta de combustíveis nos postos. O Porto de Santos, maior porto do país e que tem grande participação na economia nacional pelo grande volume de mercadorias, que chegam ou saem do porto, também teve grandes impactos negativos causados pelos grevistas. Para o restabelecimento da ordem pública no país, foi autorizado o emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem com a Operação São Cristóvão, sendo que na região do Porto de Santos foi empregado o Conjugado Anfíbio composto por meios navais, de fuzileiros navais e aeronavais. Para verificar o amparo jurídico nesta operação foi selecionada a teoria de Amaral Júnior, que foi analisada para viabilizar o presente estudo. Para isso, o objetivo foi realizar o confronto da teoria com a realidade, da teoria de Amaral Júnior com o emprego do Conjugado Anfíbio na Operação São Cristóvão na região de Santos, utilizando pesquisa bibliográfica, documental e entrevistas. Concluiu-se que o emprego dos militares da Marinha do Brasil na operação foi aderente a teoria de Amaral Júnior, por ser a ação ordinária e por ter sido observado o princípio da subsidiariedade. Destaque-se que o tema não se esgota com o presente estudo e que se sugere ampliação de novas pesquisas diante da atualidade e importância do assunto

    Sistemas integrados de gerenciamento: tendências, aplicações e possiblidades na Marinha do Brasil

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    Os sistemas integrados de gerenciamento de plataforma — também chamados de IPMS — são softwares que possuem a capacidade de reunir num único local, informações de vários subsistemas de um navio. O objetivo central do trabalho é elucidar sobre os tipos de sistemas já existentes, apresentar o novo sistema IPMS que será utilizado nas fragatas da classe “Tamandaré”, as possibilidades que a utilização deste sistema ocasionarão na utilização no futuro navio e por fim, sugerir possíveis melhorias futuras para o aprimoramento desse equipamento

    O controle do mar exercido na operação “Atalanta”: exemplo viável a ser aplicado pelos países sul-americanos da ZOPACAS?

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    O controle do mar consiste na capacidade de gerir determinado espaço marítimo em benefício próprio e negá-lo ao inimigo. Por isso, é considerado uma chave, pois usufruí-lo de forma favorável abre enormes possibilidades políticas, militares, econômicas e sociais oferecidas pelo oceano. O conceito nasceu sob uma concepção bélica, mas ainda é válido e foi adaptado por estrategistas marítimos contemporâneos contemplando as novas ameaças existentes e a evolução tecnológica. Dentro dessas novas ameaças, a pirataria e a pesca IUU são desencadeadas. Utilizando como estudo de caso a luta contra a pirataria no Golfo de Áden, através da criação da Operação Atlanta da EU NAVFOR pela comunidade internacional, o objetivo desta pesquisa foi testar a teoria do controle do mar na execução da Operação Atalanta. Por sua vez, analisar a viabilidade de executar uma operação de características semelhantes com os três países sul-americanos membros da ZOPACAS (Argentina, Brasil e Uruguai) para combater atos ilícitos no Atlântico Sudeste, com foco na principal ameaça atual, a pesca IUU. Para alcançar o objetivo, o desenho de pesquisa utilizado foi teoria versus realidade, e a delimitação do objeto em relação com o espaço e o tempo vai ter foco nas ações realizadas pela operação Atalanta na luta contra a pirataria ocorrida na costa da Somália no período de 2008 a 2013. O trabalho apoiou-se nos fundamentos do pensamento estratégico de Almirante Raoul Castex (1878-1968) e o Dr. Geoffrey Till (1945) e sua visão sobre a teoria do controle do mar. A relevância do tema fundamenta-se na oportunidade da verificação da correspondência da teoria do controle marítimo aplicada ao conceito da operação Atalanta na busca de similaridades e singularidades com a situação atual que enfrenta no contexto de ameaças e desafios na região. Este poderá subsidiar a formulação de futuras estratégias navais dos três países em matéria de operações regionais combinadas

    Auxílios à navegação sob responsabilidade da Marinha do Brasil : uma análise do serviço de manutenção e da capacitação técnica sob a ótica dos recursos financeiros disponíveis

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    A Capacitação profissional é importante para manter a motivação e o engajamento no trabalho, o que pode contribuir para melhor assessoramento e qualidade do serviço. Dentro da estrutura da MB, o Centro de Instrução e Adestramento Almirante Radler de Aquino (CIAARA) é a Organização Militar responsável pela formação do pessoal qualificado para trabalhar com os auxílios à navegação. Estudos foram realizados de forma a capacitar, com excelência, os Oficiais, Suboficiais, Sargentos e Cabos. Os currículos dos cursos encontram-se atualizados com os assuntos necessários para que o pessoal exerça as suas atividades a bordo das diversas Organizações Militares de Sinalização Náutica (OMSN). Os militares, após o término dos seus cursos, são distribuídos nas diversas OMSN, e por necessidade do serviço poderão ser empregados diretamente na atividade de sinalização náutica ou não. Ao embarcarem em Organizações Militares com atribuições ligadas à Diretoria de Hidrografia e Navegação a probabilidade de atuarem diretamente na manutenção dos AN é maior do que em outras organizações. Apesar da boa formação acadêmica, os militares que são empregados em outras tarefas não relacionadas à SN e, somando-se a isso, não recebem os meios necessários para os auxílios à navegação, não colocam os conhecimentos adquiridos em prática e principalmente não prestam assessoria técnica de qualidade aos Comandantes das OMSN. As Capitanias, Delegacias e Agencias por vezes acabam dando baixa prioridade às atividades de sinalização náutica em função das diversas tarefas de grande vulto que devem realizar, tais como atividades relativas à Marinha Mercante, prevenção da poluição hídrica e defesa nacional. A falta de recursos financeiros, meios e por vezes mão de obra qualificada resultam em desmotivação do pessoal e descrédito na importância dos auxílios à navegação para segurança dos navegantes. O CIAARA, além de formar pessoal militar e civil na área de AN, atua nas áreas de hidrografia, oceanografia, cartografia, meteorologia e navegação. Todas essas matérias requerem constante estudo científico, atualizações e aprimoramento, as quais necessitam de dedicação exclusiva de todo o corpo acadêmico. Para desempenhar a tarefa de formação do pessoal na área de auxílios à navegação o CIAARA necessita da experiência e do conhecimento técnico dos Oficiais do Departamento de Auxílios à navegação do CAAMR, para atuarem como instrutores. Essa forma de utilizar profissionais de outra organização militar atende inicialmente, mas não é a ideal, pois não permite que o instrutor tenha tempo para se dedicar e aperfeiçoar seu conhecimento, e consequentemente a ensinar com excelência. O CAMR tem a missão de planejar, executar e controlar as atividades relacionadas aos auxílios à navegação nas Áreas Jurisdicionais Brasileiras; possui corpo técnico de alto nível; e se empenha no aprimoramento do conhecimento. Os Oficiais responsáveis pela área do conhecimento em sinalização náutica foram capacitados com mestrado em oceanografia física e cursos da IALA. A Organização Militar está atualizando procedimentos e normas; orientando as demais OMSN; e atuando na formação de faroleiros em conjunto com o CIAARA. A capacitação e a qualificação daqueles Oficiais demandaram tempo e recurso financeiro. Os cursos da IALA são realizados no exterior, sendo que alguns podem ser realizados à distância. Além disso, existe estudo em andamento para selecionar e capacitar praças Faroleiros e Hidrógrafos, com conhecimento no idioma inglês, para atuarem na análise de projetos de balizamento.Ensaio apresentado à Escola de Guerra Naval como requisito parcial para a conclusão do Curso de Política e Estratégia Marítimas (C-PEM 2023)

    A sobreposição dos concursos como fator limitante de capacidade de trabalho das juntas ingresso da Marinha do Brasil

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    Na vivência das juntas de ingresso entende-se que a sobreposição entre os concursos é um fator limitante na adequação do fluxo das inspeções de ingresso, pois não se tem na mesma proporção a oferta de tempo, a disponibilidade de pessoal, de material e até de espaço físico que comporte o incremento do volume das inspeções iniciadas no mesmo período. É assim razoável perceber que o aumento da procura pelo ingresso na força, associado a uma comunicação entre as OCEG aquém do necessário, possibilitam a elaboração de um calendário de concursos sobrepostos ao longo do ano. A utilização do Plano Anual das Inspeções de saúde (PAIS) e suas reuniões periódicas são ferramentas de gestão de grande valia para ajustar as divergências dentro do calendário anual dos concursos. De qualquer forma, ainda faltam dados para subsidiar a ideia proposta, a qual é o objeto de um projeto piloto, sobre a realização das inspeções de saúde naqueles candidatos que efetivamente têm a possibilidade de preencher as vagas oferecidas no certame, e não em todos, como é feito atualmente. Portanto conclui-se que, apesar das adversidades e peculiaridades do processoseletivo como um todo, existe a necessidade de ampliar a parceria entre os setores envolvidos com uma comunicação mais efetiva, o que favorece a elaboração de um calendário anual mais justo. Como consequência disso, espera-se uma adequação dos processos das juntas sem exceder a sua capacidade de trabalho, a preservação da qualidade técnica pericial e da redução dos questionamentos judiciais para a Marinha do Brasil.Ensaio apresentado à Escola de Guerra Naval como requisito parcial para conclusão do Curso de Política e Estratégia Marítima (C-PEM 2023

    Desenvolvimento de estratégias para descomissionamento de reatores nucleares de pequeno porte no Brasil

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    Nos últimos anos, o Brasil tem se empenhado em fortalecer sua estrutura regulatória e o setor nuclear brasileiro como parte de sua visão estratégica para enfrentar os desafios futuros no setor energético. Um desses desafios é a busca por soluções sustentáveis e de baixa emissão de carbono, a fim de atingir as metas de descarbonização e mitigar os impactos das mudanças climáticas. Nesse contexto, o País vislumbra a possibilidade de investir em reatores nucleares como uma fonte eficiente de produção de energia. Todavia, esses reatores, ao término da fase de operação, seja pelo fim de sua vida útil, ou no caso de retirada precoce de operação por acidente, ou por decisão da organização operadora, são descomissionados, em um processo que envolve a descontaminação e o desmantelamento da estrutura e a gestão adequada dos rejeitos radioativos gerados. O processo de descomissionamento é composto por atividades técnicas e administrativas que visam desligar uma instalação nuclear, incluindo a remoção total ou parcial do controle regulatório. Em virtude da complexibilidade envolvida nesse processo, a AIEA recomenda que o descomissionamento de instalações nucleares deva ser executado como um projeto de engenharia, com a diferença que este envolve equipamentos e materiais radioativos que precisam ser manuseados e controlados conforme os pré-requisitos técnicos e regulatórios, colocando-os em condição que não represente um risco inaceitável. O projeto de descomissionamento de uma instalação nuclear começa com a elaboração de um plano preliminar de descomissionamento ainda na fase de projeto de construção da instalação, que acompanha toda a fase de construção e operação. Ao final da vida útil da instalação, é elaborado um plano final de descomissionamento, que deve ser aprovado pelo órgão regulador competente antes do início das atividades de descomissionamento. Assim, o descomissionamento pode levar décadas para ser planejado e executado, além de exigir um investimento significativo para alcançar seu objetivo. Nesse contexto, o projeto de descomissionamento deve ser conduzido por meio de uma estratégia específica, demonstrando sua viabilidade de implementação, alinhada com a estrutura regulatória e considerações técnicas, administrativas, sociais, ambientais e econômicas do país em questão. Com o aumento das atividades nucleares previstas nas políticas e estratégias nacionais e considerando as recentes mudanças regulatórias, foi desenvolvido nesse trabalho um conjunto de estratégias para o planejamento das atividades de descomissionamento de reatores nucleares de pequeno porte já na fase de projeto de construção. Essas estratégias, bem planejadas e sistemáticas, abrangem todo o ciclo de vida do reator deste a sua fase inicial de projeto até o seu descomissionamento e foram embasadas por meio de uma pesquisa bibliográfica sobre o tema e utilizando as técnicas do processo de avaliação de risco descritas na norma ABNT ISO/IEC 31010. Além disso, elas foram fundamentadas em boas práticas internacionais e em recomendações da AIEA, visando direcionar o descomissionamento de reatores nucleares de pequeno porte no Brasil.In recent years, Brazil has been committed to strengthening its regulatory framework and the Brazilian nuclear sector as part of its strategic vision to address future challenges in the energy sector. One of these challenges is the pursuit of sustainable and low- carbon solutions to achieve decarbonization goals and mitigate the impacts of climate change. In this context, the country envisions the possibility of investing in nuclear reactors as an efficient source of energy production. However, these reactors, upon reaching the end of their operational phase, whether due to the end of their life, early shutdown due to accidents, or the operator's decision, are decommissioned in a process that involves decontamination, dismantling of the structure, and proper management of generated radioactive waste. The decommissioning process consists of technical and administrative activities aimed at shutting down a nuclear facility, including the complete or partial removal of regulatory control. Due to the complexity involved in this process, the IAEA recommends that decommissioning of nuclear facilities be executed as an engineering project, with the difference being that it involves equipment and radioactive materials that need to be handled and controlled according to technical and regulatory prerequisites, ensuring they are in a condition that does not pose an unacceptable risk. The decommissioning project of a nuclear facility begins with the development of a preliminary decommissioning plan during the construction phase of the facility, which continues throughout the construction and operation phases. At the end of the facility's life, a final decommissioning plan is prepared and must be approved by the relevant regulatory authority before the commencement of decommissioning activities. Thus, decommissioning can take decades to plan and execute, in addition to requiring significant investment to achieve its objective. In this context, the decommissioning project must be carried out through a specific strategy, demonstrating its feasibility of implementation, aligned with the regulatory framework, and considering the technical, administrative, social, environmental, and economic considerations of the country in question. With the increase in nuclear activities envisaged in national policies and strategies, and considering recent regulatory changes, this work has developed a set of strategies for planning the decommissioning activities of small nuclear reactors during the construction phase. These well-planned and systematic strategies encompass the entire life cycle of the reactor, from its initial design phase to its decommissioning, and were based on a literature review on the subject and the use of risk assessment techniques described in the ABNT ISO/IEC 31010 standard. Additionally, they were based on international best practices and recommendations from the IAEA, aiming to guide the decommissioning of small nuclear reactors in Brazil

    Avaliação do desempenho de uma medida de ataque eletrônico sobre um radar phased array

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    Devido ao constante crescimento da tecnologia ao redor do mundo, a Guerra Eletrônica (GE) tem apresentado cada vez mais um horizonte bastante promissor, com diversas possibilidades. No âmbito de suas subdivisões, surgem as Medidas de Ataque Eletrônico (MAE), que desempenham um papel fundamental ao negar o emprego do espectro eletromagnético pelo inimigo. A capacidade de detectar, rastrear e identificar alvos é vital para a superioridade operacional em ambientes estratégicos e táticos. Nesse contexto, os radares desempenham um papel central, sendo essenciais para as operações militares, vigilância do espaço aéreo e marítimo. O objetivo dessa pesquisa, está na otimização da eficácia das MAE para lidar com os sistemas radares phased array em constante evolução, com o intuito de verificar estratégias mais adequadas em determinado cenário tático. O estudo envolveu a utilização de literatura acadêmica, incluindo livros e publicações, seguido da execução de simulações utilizando software MatLab, explorando uma correlação entre os conceitos de GE, medidas de ataque eletrônico e métodos clássicos de processamento de sinais para estimação da direção de chegada (DoA) de sinais de interesse. As simulações permitiram uma avaliação do desempenho de um radar com arquitetura 3D quando combinados com interferências das MAE e ruídos em cenários diversos. O resultado envolveu técnicas estatísticas e análises numéricas no Matlab, proporcionando uma base sólida para as conclusões apresentadas, mostrando que, as MAE podem ser fundamentais para detectar e mitigar ameaças, sendo capazes de comprometer a precisão e a segurança desses sistemas. A garantia da confiabilidade e da segurança dos sistemas radares é vital para o funcionamento eficiente de equipamento. Desta forma, o desenvolvimento e a implementação contínuos de MAE são indispensáveis para proteger e fortalecer esses sistemas em um mundo cada vez mais conectado e dependente do espectro eletromagnético

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