Repositório Institucional da Produção Científica da Marinha do Brasil (RI-MB)
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A organização do serviço e o tempo de espera para Início do tratamento na Divisão de Fisioterapia do Departamento de Saúde da Base de Fuzileiros Navais na Ilha do Governador
O serviço de fisioterapia da BFNIG apresentava, em maio de 2023, tempo de espera para início do tratamento de 17 meses e em consequência disso não permitiu o acesso a 56% dos usuários que solicitaram atendimento, e acabaram realizando o tratamento em outros locais ou perdendo o direito a utilização do serviço por movimentação ou transferência para a reserva. Após avaliação da situação-problema foram implementadas ações de reorganização do serviço com
agendamento de dois pacientes por horário, avaliação e intervenção inicial com orientações de exercícios domiciliares e atendimentos em grupo para os casos em que essa metodologia pudesse ser aplicada. Foram ainda implementadas ações de busca ativa dos pacientes agendados e limitação do número de faltas para redução do absenteísmo, considerado uma das causas críticas para o problema. Os resultados preliminares, observados após três meses do início da intervenção, demonstraram 51% de redução no absenteísmo, 18% de redução na média de
tempo de espera para início do tratamento na fisioterapia, 59% de redução no tempo de espera quando considerados apenas os pacientes novos e 16% de redução no percentual de usuários que não teve acesso ao serviço. As limitações desse projeto de intervenção referem-se à falta de governabilidade sobre o afastamento da única oficial fisioterapeuta do setor, de suas atividades assistenciais, portanto, uma solução mais significativa para o problema, requer articulação com os escalões superiores no sentido de se evitar o afastamento da profissional de sua funçãoTrabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Especialização Gestão em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, na Fundação Oswaldo Cruz, como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Gestão em Saúd
Base industrial de defesa: análise do desenvolvimento industrial francês durante a guerra fria.
A Base Industrial de Defesa é um elemento crucial para o desenvolvimento de uma nação,
garantindo sua segurança, independência e soberania. Este trabalho analisa a importância da
Base Industrial de Defesa nas sete potências mundiais de maiores Produto Interno Bruto:
Estados Unidos da América, China, Japão, Alemanha, Índia, Reino Unido e França,
demonstrando como ela desempenha um papel estratégico em aspectos militares,
econômicos e tecnológicos, impulsionando o progresso econômico, tecnológico e social. O
estudo apresenta a preocupação do Estado brasileiro com sua indústria de defesa, mas enfoca
no desenvolvimento da Base Industrial de Defesa na França, especialmente durante o período
da Guerra Fria e como governos como os de Charles de Gaulle e Georges Pompidou
implementaram políticas estratégicas que fortaleceram a indústria de defesa francesa. A
colaboração entre governo e indústria, aliada ao investimento em pesquisa e
desenvolvimento, consolidou uma base sólida para a indústria de defesa do país. As políticas
adotadas pela França buscavam a autonomia militar e o aumento da influência global. A
ameaça soviética durante a Guerra Fria influenciou sua política industrial de defesa, levando à
criação de uma indústria forte e competitiva, capaz de produzir equipamentos militares
avançados, como aviões de combate, submarinos nucleares e sistemas de defesa aérea. Dois
órgãos cruciais foram criados na França: a Commissariat à l'énergie atomique et aux énergies,
responsável pela pesquisa e desenvolvimento de tecnologias nucleares para fins militares, e a
Délégation générale pour l'armement, encarregada de coordenar e supervisionar a indústria
de defesa do país. O exemplo francês pode servir como um modelo para o Brasil no
desenvolvimento de sua indústria de defesa. O Brasil, com sua base industrial promissora e
vastos recursos naturais, pode investir em pesquisa e inovação, parcerias público-privadas e
políticas governamentais para impulsionar o crescimento e a autonomia de sua indústria de
defesa. Adaptar a abordagem francesa às necessidades e desafios específicos do Brasil é
essencial para fortalecer sua posição no cenário global de defesa e aumentar sua capacidade
militar. Com o investimento adequado, o Brasil pode garantir sua independência e segurança
em um mundo cada vez mais competitivo
O cluster tecnológico naval do rio de janeiro: uma perspectiva sob a teoria da governança colaborativa
No final do século XIX, Alfred Marshall já indicava a importância da territorialização e da
localização das empresas, ressaltando que a concentração geográfica das atividades
produtivas poderia ser determinante na eficiência e na eficácia econômica de uma
comunidade. Essa teoria se tornou relevante para a organização das atividades marítimas,
impulsionando a criação dos Clusters Marítimos, configurando-se como um mecanismo
adequado para lidar com a complexidade e a constante evolução dessas atividades. Clusters
são concentrações geográficas de empresas, fornecedores e instituições de um determinado
setor econômico, onde ocorre a interação colaborativa, compartilhamento de
conhecimentos, recursos e tecnologias para aumentar a competitividade e a capacidade de
inovação. A teoria da Governança Colaborativa (GC) desenvolvida por Ansell e Gash (2008)
emerge como uma alternativa para lidar com as falhas na implementação das decisões
gerenciais, os altos custos e a politização da regulamentação. O Plano Estratégico da
Marinha do Brasil destaca a importância de impulsionar a indústria naval e a base industrial
de defesa do país, buscando medidas alinhadas com a realidade econômica, tecnológica e
orçamentária do Brasil, incluindo a criação de Clusters Marítimos, os quais podem
proporcionar uma interação efetiva entre os setores governamentais, acadêmicos e
empresariais. Nesse contexto, foi criado, em 2019, o Cluster Tecnológico Naval do Rio de
Janeiro (CTN-RJ). Por meio da análise dos principais documentos disponibilizados pelo
referido Cluster e os insights obtidos a partir dos apontamentos realizados por seus
representantes, o objetivo deste trabalho é verificar se há indícios da presença dos
elementos da teoria da GC desenvolvida por Ansell e Gash (2008) no ambiente de
governança do Cluster. A análise sobre a implementação dos fundamentos da GC no
contexto do CTN-RJ pode contribuir para o aprimoramento de sua governança e gestão, por
meio da efetiva colaboração entre seus stakeholders, com base nos princípios de gestão
compartilhada e transparente. A adoção dessa abordagem pode facilitar a busca pelo
desenvolvimento econômico, trazendo benefícios tanto para o setor marítimo quanto para a
sociedade. Dessa forma, promover a GC no âmbito do CTN-RJ pode contribuir
significativamente para o crescimento econômico do Estado do Rio de Janeiro (ERJ) e para o
fortalecimento da Economia Azul
Um estudo da Diplomacia Naval como instrumento de soft power brasileiro: o caso do Navio-Veleiro “Cisne Branco” (2016 – 2022)
A capacidade de intermediar, moderar e influenciar são variáveis importantes, sobremaneira,
em um cenário multipolar complexo e anárquico onde atores estatais com expressiva força
militar podem desequilibrar o sistema global por meio de ações coercitivas. Contudo, a
capacidade de gerar atração positiva, por meio do poder suave ou soft power, revela-se um ativo
estratégico na defesa da política externa de um país. Assim, como objeto de análise, este estudo
buscou demonstrar as potencialidades de tall ships, no caso, do Navio-Veleiro “Cisne Branco”,
em atuar como instrumento da Diplomacia Naval do Brasil, a partir de três atributos conexos a
esta manifestação de poder: benignidade, competência e carisma. Para tanto, foi realizado um
estudo de caso exploratório, quanti-qualitativo tendo, como ferramentas de coleta de dados,
pesquisas bibliográficas, entrevistas semiestruturadas e, também, a comparação "pela mais
semelhança", neste caso, analisando navios estrangeiros que se revestem do mesmo propósito.
Os resultados confirmaram a premissa de que tall ships atuam como instrumentos do poder
brando no contexto de missões de caráter naval. Especificamente no caso do Brasil, evidenciou-
se a necessidade de construção de uma agenda conjunta, entre os Ministérios da Defesa e das
Relações Exteriores, a fim de converter as oportunidades oferecidas pelo Cisne Branco em
ativos efetivos. Nesse sentido, as inferências obtidas permitiram concluir que este tall ship
ostenta potencialidades, não plenamente exploradas, para que, por meio da benignidade,
competência e carisma, atue, sistematicamente, para além da fortuidade, na divulgação da Base
Industrial de Defesa e dos Produtos de Defesa
Análise das normas de navegação brasileira e a possibilidade da navegação em águas interiores apenas com IENCS
Este estudo investiga as normas brasileiras relacionadas à navegação interior usando
Electronic Navigational Charts (Inland ENC), com ênfase na possibilidade de dispensar o uso
obrigatório de cartas náuticas em papel. São abordadas as características da navegação interior
no Brasil, considerando regulamentações internacionais e práticas em vigor em outras nações,
como os Estados Unidos e a União Europeia. Destacam-se as diferenças entre as normas
brasileiras e as de outras regiões, incluindo a supervisão da Marinha do Brasil e as abordagens
dos sistemas de visualização de cartas eletrônicas. Enquanto muitos países já permitem o uso
exclusivo de Inland ENC, o Brasil mantém requisitos relacionados a cartas náuticas em papel.
Considerando a variabilidade das condições de navegação nas hidrovias brasileiras, a
introdução da Inland ENC pode simplificar o planejamento e a execução da navegação
interior, alinhando o país com as normas internacionais. Portanto, este trabalho analisa a
possibilidade de revisão das normas brasileiras para permitir o uso de IENC sem a
obrigatoriedade das cartas náuticas em papel. Os potenciais impactos são explorados nos
capítulos, considerando as vias navegáveis brasileiras e experiências internacionais,
contribuindo para uma compreensão mais profunda da transição para sistemas eletrônicos nas
águas interiores do Brasil.This study investigates Brazilian regulations regarding inland navigation using Electronic
Navigational Charts (Inland ENC), with a focus on the possibility of dispensing with the
mandatory use of paper nautical charts. It addresses the unique characteristics of inland
navigation in Brazil, considering international regulations and practices adopted in other
nations, such as the United States and the European Union. The differences between Brazilian
regulations and those of other regions are highlighted, including the oversight of the Brazilian
Navy and the approaches of electronic chart display systems. While many countries already
allow the exclusive use of Inland ENC, Brazil maintains requirements related to paper
nautical charts. Considering the variability of navigation conditions in Brazilian waterways,
the introduction of Inland ENC could simplify the planning and execution of inland
navigation, aligning the country with international standards. Therefore, this work analyzes
the possibility of revising Brazilian regulations to allow the use of Inland ENC without the
obligation of paper nautical charts. The potential impacts are explored in the chapters,
considering Brazilian waterways and international experiences, contributing to a deeper
understanding of the transition to electronic systems in Brazil's inland waters
Análise e aprimoramento do sistema de controle e monitoração de avarias do navio patrulha oceânico Amazonas
Este trabalho aborda a importância do aprimoramento dos sistemas de controle e
monitoração de avarias a bordo de navios de guerra, com foco no Navio Patrulha Oceânico
Amazonas da Marinha do Brasil. O objetivo central é desenvolver e implementar um alarme
específico para alagamento, utilizando princípios da ergonomia, acústica, análise de sinais e as
normas para o Controle de Avarias (CAv) da própria Marinha do Brasil, com o propósito de
aprimorar a capacidade de reação da tripulação em situações de combate a avarias. Após a
análise do sistema de controle e desenvolvimento do novo alarme, o estudo é dividido em duas
fases de exercícios práticos realizados a bordo do navio. Na primeira fase, o alarme original de
CAv foi utilizado como referência para avaliação. Na segunda fase, o novo alarme de
alagamento foi implementado, demonstrando uma melhoria na eficácia do combate. O trabalho
não apenas ressalta a importância da segurança e eficiência das operações navais, mas também
evidencia o compromisso da Marinha do Brasil com a inovação e otimização de seus sistemas.
Além disso, serve como um exemplo de boas práticas para aprimoramentos ergonômicos e
técnicos em sistemas de controle.This work addresses the importance of upgrading control and monitoring systems for
onboard damage control on warships, focusing on the Amazonas Ocean Patrol Ship of the
Brazilian Navy. The central objective is to introduce a specific flooding alarm using principles
of ergonomics, acoustics, signal analysis, and the Navy's own Damage Control standards, with
the purpose of enhancing the crew's response capability in damage control situations during
combat. The study is divided into two phases of practical exercises conducted on board the ship.
In the first phase, the original Damage Control (DC) alarm was used as a reference for
evaluation. In the second phase, the new flooding alarm was implemented, demonstrating an
improvement in combat effectiveness. The work not only underscores the importance of safety
and efficiency in naval operations but also highlights the Brazilian Navy's commitment to
innovation and optimization of its systems. Furthermore, it serves as an example of best
practices for ergonomic and operational enhancements in control systems
Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas rio 2016: como um país sem experiência em combate ao terrorismo obteve sucesso na prevenção de um possível ato terrorista?
O presente trabalho trata-se de analisar a ameaça do terrorismo internacional em dois
Grandes Eventos recentes no Brasil, torna-se evidente que essa questão permanece
relevante atualmente, embora tenha perdido um pouco de destaque na agenda dos países
desenvolvidos do ocidente. Grupos extremistas e organizações terroristas ainda representam
uma séria ameaça, valendo-se da evolução tecnológica e da globalização para disseminar sua
ideologia e espalhar medo e violência em diferentes regiões do mundo. Para combater
efetivamente o terrorismo na copa do mundo e nas olimpíadas foram implementadas ações,
tendo como base três grandes eixos: Inteligência, Segurança Pública e Defesa. Tais ações
induziram a necessidade de construção de sólidas parcerias materializadas por meio de
operações interagências, fortalecimento da cooperação internacional, acesso a sistemas de
informações compartilhadas e a implementação de estruturas institucionais. Outro fator
relevante foi a preparação e experiência adquirida em grandes eventos anteriores, como a
Rio-92 e a Copa das confederações, por exemplos, essas lições aprendidas foram aplicadas
na organização da Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016, solidificando a
imagem do Brasil como um anfitrião seguro e competente
Operações de informação: uma análise comparativa entre a doutrina da OTAN e as ações da Rússia na Ucrânia que resultou na anexação da Península da Crimeia em 2014
Este trabalho tem como propósito realizar uma verificação das semelhanças e diferenças en-
tre as Operações de Informação russas na Ucrânia que resultou na tomada da Península da
Crimeia em 2014 e a doutrina de Operações de Informação adotada pela Organização do Tra-
tado do Atlântico Norte. A partir da análise da teoria e realidade, por meio de consultas às
fontes bibliográficas de pesquisa, foram identificadas semelhanças entre as duas perspectivas,
das quais se destacam o uso das narrativas, comunicações estratégicas, emprego das opera-
ções psicológicas em conjunto com as relações-públicas e a compreensão e análise do ambi-
ente informacional. As diferenças encontradas foram, principalmente, balizadas nas aborda-
gens, já que a Rússia atuou com ações agressivas e centralizadas, enquanto a Aliança valoriza
a colaboração e coordenação entre as forças militares e civis. Dentro do contexto histórico, o
colapso da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas representou uma oportunidade
para a Ucrânia iniciar seu processo de independência. A Rússia, no entanto, não aceitou paci-
ficamente essa separação, visto que a posição geográfica desse país tem uma grande impor-
tância estratégica na proteção das fronteiras russas. Além disso, com a aproximação cada vez
maior da Ucrânia com o Ocidente, e em posição de desvantagem militar em relação à Organi-
zação do Tratado do Atlântico Norte, a Rússia lançou mão da sua experiência no emprego das
Operações de Informação, evitando, assim, um conflito armado direto. Por outro lado, a Or-
ganização do Tratado do Atlântico Norte é uma coalizão de nações democráticas que adota
em sua doutrina de Operações de Informação a alta importância à transparência e responsabilidade na comunicação pública. Por fim, conclui-se que as duas perspectivas possuem semelhanças e diferenças, e que o resultado desta comparação pode contribuir para as operações militares contemporâneas
Controle interno na Marinha do Brasil: avaliação do nível de maturidade da Primeira Linha de Defesa
O principal objetivo desta pesquisa é compreender e analisar a percepção da Segunda Linha de Defesa quanto ao nível de maturidade, em Gerenciamento de Riscos, da Primeira Linha de Defesa da Marinha do Brasil. Adicionalmente, buscou-se: apresentar a atual estrutura de controle interno da Marinha do Brasil, à luz dos últimos normativos referentes ao tema; descrever o funcionamento do gerenciamento de riscos da Marinha do Brasil; e descrever a forma de atuação da Primeira Linha de Defesa na gestão de riscos da Marinha do Brasil. Para tanto, foi procedido um estudo de caso, em duas etapas. Na primeira etapa foi efetuado uma pesquisa documental e bibliográfica que permitiu a constatação de que a Marinha do Brasil possui um ambiente de Controle Interno e Gerenciamento de Riscos bem estruturado e normatizado. Na segunda etapa, foram enviados questionários, no período de janeiro a fevereiro de 2023, para 14 Assessores de Controle Interno da Marinha do Brasil, representando a Segunda Linha de defesa, para captar sua percepção mediante a avaliação de 6 atributos (Ambiente; Cultura; Processos; Integração; Indicadores de Desempenho; e Resiliência e Sustentabilidade) em uma escala de maturidade de 5 níveis. Ao final da pesquisa, o nível de maturidade percebido pela Segunda Linha de Defesa, foi o Intermediário, denotando que existe uma estrutura de gestão de riscos formalizada e bem estabelecida, mas considerada apenas para os principais processos da Marinha do Brasil. Neste contexto, foi constatado que para amadurecimento da Força, há necessidade de constante atualização das normas internas, investimento na capacitação da força de trabalho da Marinha do Brasil, e autoavaliação periódica para monitoramento do nível de maturidade das Organizações Militares.The main objective of this research is to understand and analyze the perception of the Second Line of Defense regarding the level of maturity, in Risk Management, of the First Line of Defense of the Brazilian Navy. In addition, we sought: to present the current internal control structure of the Brazilian Navy, in the light of the latest regulations on the subject; describe the functioning of the Brazilian Navy's risk management; and to describe the way the First Line of Defense operates in the risk management of the Brazilian Navy. To this end, a two-stage case study was conducted. In the first stage, a documentary and bibliographic research was carried out that allowed the verification that the Brazilian Navy has a well-structured and standardized Internal Control and Risk Management environment. In the second stage, questionnaires were sent, from January to February 2023, to 14 Internal Control Advisors of the Brazilian Navy, representing the Second Line of Defense, to capture their perception through the evaluation of 6 attributes (Environment; Culture; Processes; Integration; Performance Indicators; and Resilience and Sustainability) on a 5-level maturity scale. At the end of the research, the level of maturity perceived by the Second Line of Defense was the Intermediary, denoting that there is a formalized and well-established risk management structure, but considered only for the main processes of the Brazilian Navy. In this context, it was found that for the maturation of the Force, there is a need for constant updating of internal standards, investment in the training of the workforce of the Brazilian Navy, and periodic self-assessment to monitor the level of maturity of Military Organizations
Aplicação de aprendizagem de máquina no alinhamento de eixo propulsor de navios
O alinhamento dos eixos dos navios é crucial para a obtenção do melhor desempenho do sistema propulsivo, sendo realizado em dique seco através de ajustes dos recalques dos mancais, no entanto, definir um conjunto ótimo destes recalques demanda, atualmente, tempo de execução e custos operacionais elevados.
Nesse sentido, esta dissertação propõe o uso de modelos de aprendizado de máquina para prever o conjunto adequado dos valores dos recalques, seguindo as regras mandatórias em vigor, que retornem uma configuração de linha de eixo corretamente alinhada. Desta forma, desenvolveu-se uma metodologia segundo a qual, implementou-se um modelo de elementos finitos da linha de eixo propulsor de um navio Anchor Handling Tug Supply (AHTS), utilizado como estudo de caso, onde tornou-se possível a obtenção das informações necessárias para a criação do banco de dados e posterior implementação dos modelos de aprendizado de máquina.
Os resultados apontaram que os algoritmos Gradient Boosting, Random Forest e Redes Neurais Profundas obtiveram os melhores resultados, alcançando valores de até 98,14% de precisão, com valores de precisão médias superiores a 96,00%. Desta forma, os modelos criados foram julgados confiáveis e capazes de serem utilizados nos procedimentos de alinhamento de eixos principais.Ship’ shaft alignment is crucial for obtaining a better performance of its propulsion system. This alignment is ensured, yet in the drydock, by adjusting the bearings’ offsets. However, to define an optimum set of vertical displacements it can cost a valuable time for the shipyards.
Therefore, this work proposes the use of machine learning (ML) algorithms to predict the suitable set of offsets, following the mandatory rules in force. Thus, a methodology was developed according to which a finite elements model of shaft line of an Anchor Handling Tug Supply (AHTS) ship was assembled to obtain the reactions in the bearings, shaft line deflections, shear forces, bending moments and, at last, the influence coefficients matrix (ICM), and so allowing the dataset creation and the ML models implementation.
Results showed that Gradient Boosting, Random Forest and Deep Neural Networks algorithms presented the best results, achieving up to 98.14% of precision in one of the several scenarios tested, and an average precision of around 96.00%, contributing to make quicker the nowadays very time-consuming process of shaft alignment. In this way, the models created were judged to be reliable and capable of being used in the main shaft alignment’ procedures