FMU Press (Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas)
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    Maturidade de Compliance e de Governança Corporativa: um estudo com pequenas e médias empresas da Serra Gaúcha

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    A Governança Corporativa é o mecanismo pelo qual se disciplina as relações divergentes de poderes dentro de uma organização, podendo o Compliance ser considerado um de seus pilares, pois resulta de uma validação de seus princí­pios, controlando o cumprimento das leis e padrões em que a empresa se sujeita. Considerando isso, esse estudo tem como objetivo avaliar os sistemas de Compliance alinhados com a Governança Corporativa utilizado em empresas de pequeno e médio porte da Serra Gaúcha, a fim de identificar o ní­vel de maturidade de cada uma. A metodologia utilizada para desenvolver esta pesquisa foi de caráter qualitativa, com uso de uma survey com profissionais de pequenas e médias empresas. Para alcançar os resultados, foi elaborado um questionário com 25 perguntas de ní­veis, sendo cinco (5) perguntas referentes a cada ní­vel de maturidade em Compliance e Governança Corporativa elaborado pela KPMG e IBGC respectivamente. Para obtenção das respostas, foram entrevistadas cinquenta (50) empresas de pequeno e médio porte localizadas na Serra Gaúcha, e nessa pesquisa foi identificado que apenas uma (1) empresa atingiu o ní­vel cinco (5) de maturidade, considerado o ní­vel máximo da pesquisa. Ou seja, 98% das empresas, ainda possuem dificuldades em transparecer confiabilidade, credibilidade, garantir um ambiente mais seguro para a realização de negócios, assim como profissionais mais capacitados, garantindo a reputação, conformidade e sobrevivência de pequenas e médias empresas ao longo prazo.Â

    CÓDIGOS DE ÉTICA DAS EMPRESAS DE TECNOLOGIA

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    No Brasil, o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa propõe que além do respeito í s leis do paí­s, que toda organização possua um Código de Conduta que comprometa os administradores e empregados com suas responsabilidades. Neste contexto, o objetivo é analisar se as empresas de tecnologia possuem uma base comum de conteúdo nos códigos de ética e conduta que consolide uma diretriz para o segmento. Apoia-se na análise de documentos de quatro empresas do setor de tecnologia atuantes no Brasil. Evidenciou-se que as empresas de tecnologia buscam elementos concomitantes com a ética e a governança corporativa, ao abordar a transparência, a equidade, a correta prestação de contas, no ambiente corporativo. Os resultados indicam que as empresas de tecnologia apresentam um conjunto de diretrizes comuns em seus códigos de ética e conduta, no entanto com particularidades intrí­nsecas de cada empresa, estabelecendo um conjunto mí­nimo de diretrizes para o segmento.Â

    Governança por mix de coordenação

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    This paper investigates whether the coordination mix plays a relevant role in the governance of non-hierarchical organizations. It examines how different forms of coordination, such as marketplace and collaborative networks, are combined to effectively enable the governance of these organizations. The study refers to an exploratory research, combined with the methodology of systematic review of the literature and explores how the choice and integration of these coordination mechanisms influence the efficiency, innovation and adaptation of these organizations in a dynamic and competitive environment. The conclusion obtained points to the fact that this flexible approach can promote the success and sustainability of non-hierarchical organizations in the face of contemporary challenges, facilitating the governance of organizations that adopt this model.O artigo investiga se o mix de coordenação desempenha um papel relevante na governança de organizações não hierárquicas. Ele examina como diferentes formas de coordenação, como mercado e redes colaborativas, são combinadas para efetivamente possibilitar a governança dessas organizações. O estudo refere-se a uma pesquisa exploratória, combinada com a metodologia de revisão sistemática da literatura e explora como a escolha e integração desses mecanismos coordenativos influenciam a eficiência, inovação e adaptação dessas organizações em um ambiente dinâmico e competitivo. A conclusão obtida aponta para o fato de que essa abordagem flexível pode promover o sucesso e a sustentabilidade das organizações não hierárquicas frente aos desafios contemporâneos, facilitando a governança das organizações que adotam esse modelo

    CATEGORIAS DE RISCOS: EVIDÊNCIAS NOS FORMULÁRIOS DE REFERÊNCIA DAS EMPRESAS BRASILEIRAS QUE EMITEM ADRS

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    The study aimed to analyze the categories of risks highlighted in the 2016 Reference Forms of Brazilian companies that issue ADRs. The research was conducted using a documentary approach. The sample consisted of 17 Brazilian companies, and the research was carried out through the analysis of these companies' Reference Forms. The main results showed that market risks were the most highlighted, followed by operational risks and legal risks. The research is justified by the scarcity of literature addressing this topic, as reported by Zonatto and Beuren (2010). Few studies have been found that aimed to analyze the risk factors published by Brazilian companies in reports during the literature review for this study. This study contributes to a better understanding of companies by stakeholders, as it presents the risks considered most relevant by Brazilian companies that issue ADRs.O estudo teve como objetivo analisar as categorias de riscos evidenciadas nos Formulários de Referência de 2016 das empresas brasileiras que emitem ADRs. A pesquisa foi realizada de forma documental. A amostra contou com 17 empresas brasileiras e a pesquisa foi realizada por meio da análise dos Formulários de Referência destas empresas. Os principais resultados demonstraram que os riscos de mercado são os mais evidenciados, seguidos dos riscos operacionais e dos riscos legais. A pesquisa justifica-se pela escassez de literatura abordando o tema, conforme relatado por Zonatto e Beuren (2010). Para a realização da revisão da literatura deste estudo foram encontrados poucos trabalhos que tiveram como objetivo analisar os fatores de risco publicados por empresas brasileiras em relatórios. O estudo contribui para o melhor conhecimento das empresas por parte dos stakeholders, na medida em que apresenta os riscos considerados mais relevantes pelas empresas brasileiras que emitem ADRs. &nbsp

    A LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS (LGPD) PODE SER UMA OPORTUNIDADE PARA MELHORIA NAS ÁREAS DE RISCOS E CONTROLES DE UMA EMPRESA?

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    A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) que iniciou em setembro de 2020 tem o intuito de assegurar ao proprietário, conhecimentos sobre todo o tramite de divulgação e utilização de seus dados, inclusive por ser uma atual preocupação da sociedade e governos conforme os grandes vazamentos e exposições por intermédio dos veículos de comunicações digitais e físicos. Sendo assim, gerou a necessidade de as empresas reestruturarem os seus processos e controles internos, adequando-os a um novo método para gerenciar os riscos, o que desencadeou. O objetivo geral da presente pesquisa, que é de correlacionar esse assunto ao cenário das empresas, no sentido de analisar respostas atreladas ao conhecimento, adesão e investimentos para implementar as diretrizes nas áreas de controles e riscos, principalmente avaliando a LGPD como uma oportunidade de melhoria.A metodologia se baseou na aplicação da lei sobre empresas que possuem uma gestão de riscos em andamento com a participação de profissionais atuantes nas referidas áreas ou correlatas, através da aplicação de uma pesquisa exploratória com abordagem qualitativa contendo 22 questões de múltiplas escolhas.O objetivo geral foi atingido, uma vez que o resultado das respostas enviadas pelos participantes tenha se convergido ao conteúdo didático explorado, cujas análises se enriqueceram com as situações e fatos vivenciados pelos profissionais das áreas. Para o objetivo específico, as preconizações descritas na LGPD estão sendo adotadas para melhorias nos processos efetuados pelas áreas de riscos e controles, pois as empresas estão demandando valores na proteção dos dados pessoais de seus clientes com o intuito de continuarem utilizando-os, porém com maior criticidade e respeito sobre os usuários.É possível corroborar informações de uma revisão bibliográfica com dados de pesquisa, no qual as empresas estão se preocupando em inserir esse conteúdo internamente com seus colaboradores, transformando e readequando os processos e investindo em segurança, inclusive com a elaboração e divulgação de políticas de privacidade, com efeitos positivos, visto a ausência de exposição e vazamentos de dados, o que se tornou conclusivo a percepção referente ao objetivo geral e específico desse trabalho. Houve a percepção de que as empresas estão mais seguras a partir da vigência da LGPD, no que diz respeito a processos internos e segurança da informação. Para trabalhos futuros recomenda-se que a vinculação do tema LGPD, riscos e controles seja aplicado a empresas de pequeno e médio porte, conforme a crescente necessidade do mercado tecnológico em que elas também se encaixam e desenvolvem os seus produtos, já que este se limitou a empresas de grande porte.&nbsp

    EVOLUÇÃO DAS COMPRAS PÚBLICAS SUSTENTÁVEIS REALIZADAS PELO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 8a REGIÃO

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    Por meio de Compras Públicas Sustentáveis (CPS), organizações públicas atendem í s três dimensões da sustentabilidade (ambiental, social e econômica) harmonicamente, adquirindo bens e serviços que adotem critérios sustentáveis. Diante da participação que têm as compras governamentais no Produto Interno Bruto (PIB) do paí­s, o Estado deve ser a força motriz rumo ao desenvolvimento de novas formas de produção e consumo, direcionando o mercado para o desenvolvimento sustentável a partir da sua demanda. Nesse contexto, este artigo tem como objetivo analisar as compras realizadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8a Região (TRT 8a Região) no perí­odo de 2016 a 2019, a partir do percentual gasto com compras que seguiram os critérios de sustentabilidade. A metodologia utilizada é de caráter misto, com a interpretação qualitativa de dados quantitativos, embasada em técnicas de pesquisa descritiva, bibliográfica e documental, bem como na realização de um estudo de caso único. Os resultados indicam que o tribunal tem utilizado seu poder de compra para adquirir cada vez mais bens sustentáveis e que, inclusive nos anos em que esses itens tiveram menor expressividade, houve também um menor gasto com compras no total, de modo a alcançar a meta da gestão orçamentária e financeira sustentável do órgão: a redução no uso de recursos públicos

    DESEMPENHO SUSTENTÁVEL DE EMPRESAS BRASILEIRAS LISTADAS NA BOLSA DE VALORES DE SÃO PAULO (B3)

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    O objetivo deste estudo foi verificar o ranking de desempenho sustentável de empresas brasileiras listadas na bolsa de valores de São Paulo (B3). Para esta pesquisa foram utilizados os indicadores econômico-financeiros, sociais e ambientais disponibilizados pela Thomson Reuters e, desta forma, as empresas analisadas foram somente aquelas que apresentaram informações destes indicadores, sendo que a amostra ficou reduzida a 62 organizações. A metodologia aplicada foi o método multicritério TOPSIS, que possibilitou o ranqueamento das organizações de acordo com o seu desempenho sustentável, visualizando a sustentabilidade como um aspecto agregador de indicadores econômico-financeiros, ambientais e sociais, assim como também possibilitou analisar estes indicadores individualmente. Os resultados evidenciaram que as empresas ocuparam posições alternadas nos rankings analisados, de acordo com o seu desempenho em cada um dos aspectos verificados. Conclui-se desta forma que, na amostra analisada, as três melhores empresas classificadas de acordo com o ranking de desempenho sustentável foram a Natura Cosm. SA, Lojas Renner SA e CCR SA, e que ao analisar individualmente o desempenho econômico-financeiro, ambiental e social destas mesmas empresas, a sua classificação não se manteve, apresentando diferenças em cada ranking analisado

    EVIDENCIAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL NOS RELATÓRIOS DE SUSTENTABILIDADE DO SETOR ALIMENTÍCIO

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    Esta tem como objetivo evidenciar o Capital Intelectual nos Relatórios de Sustentabilidade das empresas do setor alimentí­cio listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Por meio de pesquisa documental, foram utilizadas técnicas de análise de conteúdo nos relatórios de Sustentabilidade com base em uma amostra de 11 empresas dos subsetores da agropecuária, alimentos processados e bebidas. Com relação ao volume de evidenciações, os itens mais evidenciados foram "Educação/Treinamento" no capital humano, "Clientes" no capital relacional, "Cultura Coorporativa" no capital estrutural. Referente aos menos evidenciados foram "Colaboração e Estabilidade / Baixa Rotatividade" no capital humano, "Acordos/Alianças" no capital relacional, "Filosofia Gerencial" no capital estrutural. Como contribuição teórica, o trabalho complementa os artigos acerca do tema Capital Intelectual, demonstrando que os relatórios de sustentabilidade aparentam ser uma ferramenta poderosa de evidenciação dos elementos do CI, além de evidenciar transparência, compromisso, geração de valor e valorização de marca para as empresas que o elaboram

    TÓPICOS PRIORIZADOS EM CÓDIGOS DE CONDUTA DE EMPRESAS LISTADAS NA B3

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    This article investigates the compliance of companies listed on B3, highlighting the content of the codes of conduct required by classifications such as "Novo Mercado" and "Nível 2." The analysis reveals a significant concern with topics such as confidentiality of information (98%), moral and sexual harassment (97%), and conflicts of interest (97%), aligning with recommendations from the literature. However, themes such as supplier reputation (40%) and involvement in volunteering (58%) were less addressed, indicating areas that require more attention. The research also demonstrates a homogeneity in practices, suggesting established standards, and points to the need for continuous improvement of codes, particularly in social and ethical issues, to promote a responsible organizational culture. Despite the limitations of the sample, the findings contribute to the debate on ethics and compliance in the Brazilian corporate environment, providing recommendations for managers and enriching the academic literature.Este artigo investiga a conformidade das empresas listadas na B3, destacando o conteúdo dos códigos de conduta exigidos por classificações como "Novo Mercado" e "Nível 2". A análise revela uma preocupação significativa com tópicos como confidencialidade das informações (98%), assédio moral e sexual (97%) e conflitos de interesse (97%), alinhando-se às recomendações da literatura. No entanto, temas como a reputação de fornecedores (40%) e o envolvimento em voluntariado (58%) foram menos abordados, indicando áreas que carecem de atenção. A pesquisa também demonstra uma homogeneidade nas práticas, sugerindo padrões consolidados, e aponta para a necessidade de aprimoramento contínuo dos códigos, especialmente em questões sociais e éticas, visando promover uma cultura organizacional responsável. Apesar das limitações da amostra, os achados contribuem para o debate sobre ética e conformidade no ambiente corporativo brasileiro, oferecendo recomendações para gestores e enriquecendo a literatura acadêmica

    Influência da governança corporativa na evidenciação dos custos ambientais em empresas altamente poluidoras listadas na B3

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    O objetivo do estudo foi verificar a influência da governança corporativa na evidenciação dos custos ambientais em empresas altamente poluidoras listadas na B3. Realizou-se pesquisa descritiva, documental e quantitativa em uma amostra composta por 39 empresas que possuí­am dados do perí­odo de 2015 a 2017. Para identificação do ní­vel de divulgação de informações sobre custos ambientais foi elaborado um í­ndice de conformidade composto por nove itens de divulgação, divididos em quatro categorias de custos ambientais, sendo elas: Custos ambientais para controlar ocorrência de impactos ambientais (Ní­vel 1); Custos de conservação em atividades de pesquisa e desenvolvimento (Ní­vel 2); Custos ambientais em atividades sociais (Ní­vel 3); Custos correspondentes a danos ambientais (Ní­vel 4). Como proxies para governança adotou-se: a) percentual de membros independentes no conselho; b) maioria de membros independentes no conselho; c) dualidade nos cargos de diretor presidente e presidente do conselho; d) existência de comitê de auditoria; e) auditoria por big four. Os resultados indicam que a governança não influencia para que empresas altamente poluidoras divulguem um número maior de informações relacionadas aos custos ambientais. Acredita-se que a alta concentração acionária existente nas companhias abertas nacionais pode ser um fator limitador da influência da governança no ní­vel de evidenciação dos custos ambientais. O estudo contribui para o arcabouço teórico, ao considerar que a evidenciação é fator importante, e ao compreender quais são os determinantes que promovem a prospecção desse processo o que é de relevância para as empresas, gestores e usuários externos

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