Revistas Eletrônicas do Cesuca
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Laboratório de Prática de Saúde Mental: um relato de experiência
Os anos de 2020 e 2021 colocaram em destaque a importância do tema de saúde mental frente aos efeitos da pandemia da covid-19, destacando a importância da Atenção Básica na Rede de Atenção em Saúde Mental. Os achados do estudo evidenciam que mais de quatro em cada 10 brasileiros tiveram problemas de ansiedade, depressão e efeitos conseguintes ao enfrentamento do luto durante a pandemia. Diante de uma intensa demanda de casos de saúde mental decorrentes aos efeitos da pandemia, associados ao esgotamento/fechamento dos serviços de saúde mental do município, houve necessidade da coordenação da Unidade de Saúde Parque dos Eucaliptos em acionar à coordenação do curso de Enfermagem e docente das práticas de Saúde Mental para traçar estratégias de suporte aos usuários iniciando, assim, uma importante parceria entre a instituição e a comunidade. Objetivo: O objetivo do trabalho é apresentar o projeto do laboratório de saúde mentale relatar a experiência das consultas de enfermagem. Método: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência. Resultados e discussão: O projeto abriu espaços de troca de experiências, discussão, reflexão e pensamento crítico aos estudantes, através de relações com usuários e Rede de Atenção em Saúde. Ao promover suporte à questão da saúde mental na Unidade de Saúde Parque dos Eucaliptos e comunidade em geral, impactou diretamente na atenção e acolhimento de casos complexos de ansiedade, depressão, risco para suicídio e outras doenças mentais que devem ser manejados diretamente na Atenção Básica. Conclusão: Destaca-se que o trabalho realizado pelos estudantes no ano de 2021 e 2022 propiciou melhora da qualidade de vida dos usuários atendidos. Ainda, esta proposta de extensão proporcionou aos estudantes de enfermagem uma via de interação com a sociedade, permitindo relacionar teoria e prática, enfatizando a importância da saúde mental em tempos de pandemia e pós-pandemia.Palavras-chave: Saúde Mental. Enfermagem. Saúde Coletiva
A importância da monitoria no meio acadêmico: um relato de experiência
durante a graduação adquirimos muitos conhecimentos sobre a nossa área através da grade curricular do curso, mas é do conhecimento de todos a importância pela busca de aprendizados extracurriculares. De acordo com diversos estudos, a monitoria acadêmica é uma forma de ensino que mediante a troca de experiências entre alunos-monitor e professor contribui para a aprendizagem e para a formação integral do aluno monitor. Durante a graduação é desejável que os alunos envolvam-se nas atividades de ensino, pesquisa e extensão dos cursos de graduação na busca por novas práticas e experiências que o auxiliem no fortalecimento dos aprendizados teóricos e práticos, assim como, na integração curricular em seus diferentes aspectos. Objetivo:Relatar as experiências vivenciadas durante a monitoria, da Prática de Enfermagem na Saúde da Mulher e do Recém-nascido, realizada no Centro Universitário Cesuca. Método: Trata-se de um relato de experiência acerca das atividades realizadas como monitora da disciplina Prática de Enfermagem na Saúde da Mulher e do Recém-nascido propostas pela professora responsável durante o segundo semestre de 2022. Também foi realizada uma revisão bibliográfica sobre a temática no Google acadêmico e Scielo, usando as seguintes palavras-chaves: Importância da monitoria; Monitoria acadêmica; Educação em enfermagem. Resultados e Discussão: em primeiro momento o monitor acompanhou uma revisão realizada, pela docente, com a turma dos conteúdos ministrados na cadeira teórica da disciplina, dentre eles, as evoluções de mulher, citopatológico, gestante, puérpera e recém-nascido. Durante as aulas foram realizadas oficinas de pintura de ventre materno, com gestantes que se encontravam entre o segundo e o terceiro trimestre de gestação,atividade esta, pela qual a monitora ficava responsável de divulgar, organizar a agenda conforme o cronograma da disciplina. Nos dias em que a pintura era realizada a monitora era responsável por organizar o material que seria utilizado, inicialmente, na consulta de enfermagem realizada pelos alunos da turma durante a prática em laboratório e a seguir na atividade da pintura. A monitora também teve a oportunidade de participar das apresentações dos estudos de caso apresentados por cada aluno da turma, tendo dessa forma, a oportunidade de ampliar seus conhecimentos acerca de diversas temáticas sobre a saúde das mulheres, especialmente durante o período gestacional.Considerações finais: a monitoria acadêmica permitiu a cooperação mútua entre discente e docente, através da troca de saberes entre os alunos-monitor e professor. Destaca-se o papel do monitor como facilitador da comunicação entre os colegas e o professor. Conclui-se que a atividade contribui, de forma efetiva, para o fortalecimento do aprendizado do aluno monitor.Palavras-chave: Educação em enfermagem; Saúde da mulher; Monitoria acadêmica
Terapia combinada em pacientes com Fibromialgia: aplicabilidade do ultrassom e laser na região tenar e hipotenar das mãos
A fibromialgia (FM) pode ser definida como uma síndrome dolorosa crônica, não inflamatória, de etiologia desconhecida, que se manifesta no sistema músculo esquelético podendo apresentar sintomas em outros aparelhos e sistemas, os pacientes também apresentam pontos dolorosos, aproximadamente acima de 11 pontos, denominados tender points, em diversas regiões do corpo. A síndrome da FM é considerada como uma das doenças reumatológicas com maior frequência no mundo e seu diagnóstico baseia-se, exclusivamente, em critérios clínicos. Existem propostas de tratamento farmacológicos e não farmacológicos, e é neste contexto em que a fisioterapia se destaca, com as diversas modalidades e abordagens terapêuticas, vale ressaltar que o Laser e US ganharam notabilidade no tratamento da fibromialgia pela criação da terapia combinada, denominada RECUPERO. O estudo consiste em uma revisão de dados e referências bibliográficas, utilizados como fins para pesquisas os bancos de dados da Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Google Scholar (Google Acadêmico), e ao todo, foram escolhidos 10 artigos. A terapia combinada consiste na junção dos efeitos positivos de duas modalidades terapêuticas ao mesmo tempo, desta forma, intensificar a ação que é presenciada em ambos os recursos quando utilizados separadamente. Devido ao grande número de terminações nervosas encontradas na área de aponeurose hipotenar e tenar da mão, acredita-se que a região palmar funciona como receptores para a utilização da terapia combinada. De acordo com os artigos utilizados na pesquisa, foram comprovados os efeitos positivos do tratamento, sendo que a falta de artigos e trabalhos relacionados a aplicação da técnica nas regiões tenar e hipotenar das mãos dificulta a compreensão dos efeitos fisiológicos.
Palavras-chave: Fibromialgia; terapia combinada; dermátomos; ultrassom e laser
Fisioterapia em paciente politraumatizado
Segundo algumas pesquisas, a incidência mais frequente de pacientes politraumatizados em uti ou emergência, está relacionada a acidentes de trânsito, atrelado a pessoas relativamente jovens do sexo masculino. Os traumas mais comuns são cranioencefálicos e torácicos, normalmente acometendo também a locomoção do paciente. O politrauma é o resultado de múltiplas lesões com reações sistêmicas que podem levar à falência ou disfunção de órgãos ou sistemas vitais. As vítimas de trauma são consideradas graves, pois sua condição pode se deteriorar rapidamente, atingindo várias partes do corpo e colocando em risco de morte. Dessa forma, a gravitação da lesão é determinada pelas lesões que podem ser menores ou maiores, respectivamente, quando acometem um único sistema, ou maiores quando as lesões acometem vários sistemas. São lesões que podem acometer diferentes regiões anatômicas. Doenças decorrentes de lesões traumáticas resultam em uma alta necessidade de serviços de emergência e cuidados intensivos. Encontrar soluções alternativas para apoiar, ajudar e reintegrar esse indivíduo na sociedade torna-se um desafio constante. A fisioterapia, ciência dedicada a promover a restauração e preservação da função por meio do movimento humano e suas variáveis, enquadra-se bem nesta nova perspectiva de cuidado e gestão em equipe multidisciplinar que atua na unidade de terapia intensiva (UTI). Para o manejo e cuidado desses pacientes, é imprescindível a interação da equipe, para melhor análise de tratamento do mesmo. Pessoas com múltiplas lesões muitas vezes necessitam de uma longa permanência hospitalar, levando à deterioração total, como perda de força muscular e limitação articular causada pela lesão. Pacientes acamados também são propensos a outras complicações após o trauma do ponto de vista circulatório e respiratório, como tromboembolismo, distúrbios pulmonares (trombose pulmonar, pneumonia), etc. Nesse contexto, a fisioterapia intervém em diversas condições terapêuticas, tais como: pacientes críticos em respiração espontânea; apoio no período pré e pós-operatório; prevenção de complicações respiratórias, circulatórias e motoras; e apoiar pacientes criticamente doentes que necessitam de suporte ventilatório invasivo ou não invasivo. A implementação precoce da fisioterapia também inclui atividades terapêuticas nas diversas condições funcionais do paciente, como exercícios de mobilidade no leito, ortopedia, transferência de cadeira e deambulação. No entanto, o fato de o politraumatismo envolver lesões complexas em diferentes regiões anatômicas significa que uma ampla gama de desafios pode ser encontrada quando se considera a mobilização precoce e a fisioterapia para essas condições. Presença de lesões específicas e/ou recursos utilizados para tratar lesões secundárias ao trauma, como paralisia, síndrome compartimental, presença de sítios de enxerto, instabilidade de fraturas não tratadas com cirurgia, dor de difícil manejo, talas, fixação externa, tração e imobilização os dispositivos podem limitar temporariamente ou prejudicar a mobilidade precoce do paciente. A fisioterapia tem como objetivo primordial a redução do tempo de cama, por meio de técnicas que possibilitem o controle da dor e do edema presentes, e a prevenção de complicações circulatórias, respiratórias, esqueléticas e osteomioarticulares, uma vez que a lesão pós-traumática é uma das principais complicações. A fisioterapia é um componente do processo de reabilitação e reabilitação de um paciente após politraumatismos e internações hospitalares.
Palavras-chave: Politrauma; Fisioterapia; Paciente
O uso da telerreabilitação no atendimento de fisioterapia
COVID-19 é uma síndrome respiratória que ficou muito conhecida pela sua rápida transmissão, iniciando-se nas células epiteliais do trato respiratório. Trata-se de um vírus com alta taxa de infecção e tem sua difusão muito rápida entre os seres humanos, principalmente por gotículas de saliva. A gravidade da doença varia de organismo para organismo, podendo passar despercebido (assintomático) ou até evoluir para óbito. Naqueles que passaram por longas internações, observou-se diferentes tipos de sequelas, tanto respiratórias, quanto motoras. Após a alta hospitalar, essas pessoas necessitaram de atendimento de reabilitação fisioterapêutica, o que acarretou em superlotação de clínicas e fisioterapeutas com agendas cheias. Com a ideia de facilitar o acesso dos pacientes aos serviços de saúde, e para o fisioterapeuta conseguir atender à sua demanda, a telerreabilitação mostrou-se como um forte aliado aos profissionais da saúde, assim conseguindo proporcionar um acesso maior à população necessitada de um tratamento de qualidade. A telemedicina é o uso de sistema de telecomunicação para prestar atendimento e cuidados de saúde à distância, e tem como objetivo melhorar a saúde, bem-estar e reduzir os custos para pacientes e profissionais. Seu uso se intensificou nos últimos 10 anos, à medida que calamidades iam acontecendo, sua demanda foi aumentando diretamente. A modalidade mais usada é a telemedicina, e com a pandemia, a telerreabilitação foi essencial, conseguindo assim, auxiliar em disfunções motoras e respiratórias à distância. A telerreabilitação permite que o paciente não precise se deslocar até o fisioterapeuta, ou vice-versa, assim mantendo o distanciamento social necessário, reduzindo os custos de transporte, e proporcionando um melhor bem-estar para aqueles que ficaram com graves sequelas e muitas vezes, ainda estão acamados ou com dificuldades para deambular. Assim como todo outro procedimento, a telerreabilitação também tem os seus desafios, embora seja inegável a quantidade de vantagens que ela oferece, sendo que a distância faz com que o fisioterapeuta explore a sua criatividade com novas técnicas que tornem a sessão mais útil e eficaz, pois ele precisa avaliar e fornecer intervenções que são tipicamente práticas e de fácil aplicação em uma consulta presencia. O estudo tem como objetivo avaliar a importância, eficácia e os benefícios da telerreabilitação em pacientes, durante e após a pandemia da COVID-19. Foram encontrados 34 artigos na base de dados PubMed, sendo 28 artigos excluídos, pois não se enquadravam nos critérios de inclusão iniciais, sendo incluídos 6 estudos que abordam o assunto de telerreabilitação do paciente durante e a após a pandemia do COVID-19. São necessários mais estudos para comprovações dos resultados e dos benefícios da telerreabilitação.
Palavras-chave: Telemedicina; Fisioterapia; Telerreabilitaçã
Tratamento fisioterapêutico no câncer de pulmão
Câncer de pulmão é a doença com maior taxa de mortalidade no mundo, também conhecido como carcinoma brônquico. O tumor tem maior incidência nos homens, e nas mulheres só perde para o câncer de mama. O câncer de pulmão pode ser dividido em Adenocarcinoma, o mais comum entre eles, onde o tumor começa a se manifestar revestindo os alvéolos e produzindo muco, Carcinoma espinocelular, que reveste o interior das vias aéreas, começando nas células epidermoides e o Carcinoma de grandes células, tumor de crescimento rápido, afetando qualquer parte do pulmão, podendo ocorrer metáteses ou não. A exposição ao tabaco é um dos principais fatores de risco, no caso de fumantes e fumantes passivos, o gás radônio, amianto, poluição ambiental também fazem parte desse grupo. Outro fator são os pacientes com DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), a incidência de câncer de pulmão em portadores de DPOC está cada vez mais evidente. O carcinoma brônquico tem a dispneia, dor no peito por esforço na tosse, podendo ocorrer expectoração com sangue, fadiga, perda de apetite, entre outros sintomas conforme o nível que o tumor se encontra. O tratamento fisioterapêutico abrange todas as fases do câncer de pulmão, trazendo benefícios pré-operatório até a fisioterapia domiciliar pós-operatório. Tendo como objetivo a melhora da função cardiopulmonar, capacidade funcional, controle da dor e outras morbidades que podem ocorrer, sempre trazendo a independência funcional do paciente e minimizando o avanço da patologia. As técnicas mais utilizadas são as terapias manuais, manobras de higiene brônquica (MHB) e manobras de reexpansão pulmonar (MEPs), técnicas para expectoração como percussão, vibração e o huffing, drenagem postural, exercícios de expansão pulmonar, mobilizações e cinesioterapia. Sempre atendendo as principais necessidades dos pacientes e respeitando suas capacidades para uma melhor qualidade de vida.
Palavras-chave: Câncer de Pulmão; Fisioterapia; Fisioterapia pulmona
Diagnóstico post mortem de enterolitíase em equino: relato de caso
A enterolitíase está elencada como uma das principais afecções do sistema digestório dos equinos sendo uma das causas de síndrome cólica cada vez mais relatada no Brasil. O enterólito é definido por um agregado mineralizado entorno de um corpo estranho, com potencial para ocasionar obstruções intestinais (parciais ou totais), cursando com respostas inflamatórias, dor, quadros de isquemia, e até mesmo ruptura de alça intestinal, podendo levando o animal a óbito. Há uma gama de fatores que predispõe a formação de enterólitos, sendo eles, fatores genéticos, restrição de alimentação e água. Este trabalho objetiva relatar o caso de necropsia de equino, que veio a óbito após quadro de cólica abdominal aguda. A necropsia foi realizada em aula prática do curso de medicina veterinária do Centro Universitário CESUCA na disciplina de Patologia Animal, com cadáver doado pela Unidade de Saúde Animal de Gravataí. Os principais achados macroscópicos úteis na realização desse diagnóstico foram a presença de um corpo estranho (enterólito) de aproximadamente 2Kg, obstruindo de forma completa o lúmen do cólon maior, levando a acúmulo de alimentos e congestão da parede intestinal cranial a obstrução e alças intestinais caudais a obstrução com pequena quantidade de conteúdo, além de áreas de isquemia e necrose. Além disso, observou-se também a presença de halo endotoxicêmico o que leva a suspeita de morte por choque séptico. Deste modo, foi possível concluir que a enterolitíase é uma patologia frequente em quinos, e que requer atenção na realização da necropsia para se fechar um diagnóstico post mortem correto.
Palavras-chave: Hipomotilidade; Endotoxêmia; Enterólito
Gatos brancos e surdez congênita: uma revisão de literatura
A surdez congênita em gatos brancos é determinada pelo gene W, a presença do alelo dominante W produzirá um felino totalmente branco e com grande probabilidade de nascer surdo. O objetivo desse trabalho é esclarecer como a surdez hereditária está diretamente relacionada a cor dos olhos e do pelo de gatos totalmente brancos, além de demostrar que felinos com deficiência auditiva podem viver bem. Este estudo é classificado como exploratório através da pesquisa bibliográfica a livros, artigos, google acadêmico e sites veterinários. O gene W afeta as células do sistema nervoso central, responsáveis pela proliferação das células portadoras da melanina, os melanócitos, que definem a cor do pelo e a audição. Se os olhos forem azuis, significa que o gene W se manifestou de maneira mais intensa e maiores serão as chances de o felino nascer com deficiência auditiva. Gatos que tem somente um olho azul, têm uma probabilidade maior de terem surdez congênita apenas de um ouvido, o do mesmo lado que o olho azul. A surdez pode ser unilateral ou bilateral e é causada por uma degeneração da cóclea no ouvido interno. A probabilidade de gatos brancos terem surdez será: de 65% a 85% com dois olhos azuis; de 30% a 40% com um olho azul; e de 17% a 22% sem olhos azuis. Além disso, gatos de pelo longo têm ainda maior incidência de olhos azuis e surdez que gatos de pelo curto. O diagnóstico da surdez felina é realizado inicialmente por meio de exame clínico, inspeção das orelhas e condutos auditivos, bem como da análise da história clínica e comportamento do animal. Posteriormente, deve ser realizado um teste, chamado auditivo evocado de tronco encefálico (BAER), que consiste na colocação de eletrodos na pele, para medir a atividade elétrica no cérebro e ouvido. A surdez congênita não pode ser revertida e, por ser hereditária, não é recomendável permitir a reprodução. Entretanto, os felinos são animais extremamente adaptáveis e usarão seus outros sentidos para compensar a falta da audição, permitindo que eles possam desfrutar de uma excelente qualidade de vida. Tutores de gatos surdos devem buscar promover a segurança para seu pet. Não devem permitir que estes felinos tenham acesso à rua, pois não são capazes de ouvir o tráfego e outros perigos. Para gatos com surdez total, sinos na coleira permitem que eles sejam facilmente localizados. Na coleira recomenda-se constar o número de telefone do tutor e o aviso “Sou um felino surdo”. Além disso, eles podem ter implante de microchip para identificação. Conclui-se que o gene W é o responsável pela surdez dos gatos brancos e dificulta a segurança do animal, especialmente sua defesa na rua, desta forma não é recomendável deixá-lo sair sem a presença de um tutor. Felinos são animais com grande capacidade de adaptação e são perfeitamente capazes de viver bem sem o sentido da audição, desde que sejam mantidos em um ambiente seguro e adequado as suas necessidades. Deve-se evitar a reprodução de felinos totalmente brancos devido à transmissão genética da surdez.
Palavras-chave: Déficit auditivo; Felinos; Pelagem; Qualidade de vid
A psicologia organizacional e do trabalho na gestão de pessoas
Este artigo busca demonstrar a importância da Psicologia na área de Recursos Humanos e entender o papel do Psicólogo Organizacional e do Trabalho na Gestão de Pessoas. Estudar sobre Qualidade de Vida do Trabalho, analisando tanto a percepção de um profissional psicólogo organizacional, quanto a percepção de colaboradores, e entender os benefícios da psicologia para as organizações e para a saúde dos colaboradores. O método utilizado para este estudo é qualitativo e quantitativo, a coleta de dados ocorreu através de um questionário virtual aplicado a trabalhadores e de uma entrevista a um profissional psicólogo da área de Gestão de Pessoas. Uma descoberta importante desta pesquisa é a ampla manifestação de distúrbios psicológicos que ameaçam o bem estar dos colaboradores, e a escassez de incentivo à Qualidade de Vida no Trabalho dentro das empresas. Através deste trabalho foi possível identificar as dificuldades que os colaboradores enfrentam diariamente no local de trabalho e explicar a contribuição da psicologia organizacional e do trabalho para manter um ambiente de trabalho saudável, ampliar a produtividade e o potencial das empresas. Os conhecimentos da psicologia são empregados na tentativa de compreender o comportamento individual e coletivo para aplicar estratégias que possibilitem Qualidade de Vida, melhor desempenho das atividades laborais, e garanta bons resultados a empresa.
Palavras-chave: Psicologia; Gestão de Pessoas; Saúde e bem-estar; Psicologia Organizacional e do Trabalho; Qualidade de Vida no Trabalho
Evolução histórica do Mercado de Capitais: uma análise dos títulos negociados
Para o presente estudo, que está em andamento, pretende apresentar como tema principal a evolução do mercado de capitais com foco nos títulos negociados entre 1808 e 1976. Portanto, começará com um breve relato histórico sobre a economia brasileira, tendo como ponto de partida o descobrimento do Brasil em 1500, onde a economia era baseada no escambo, pois a circulação de moeda metálica ainda era escassa. Com base no exposto foi definido o seguinte objetivo geral: analisar os títulos negociados no mercado de capitais entre 1808 e 1976. Para a realização do estudo será adotado uma metodologia descritiva quanto ao objetivo, qualitativa quanto a abordagem, com a realização de um procedimento de levantamento realizado por meio de pesquisas bibliográficas. Após a introdução será criada uma linha do tempo, retratando os acontecimentos entre dois grandes períodos, 1808 a 1890 e 1890 a 1976. No primeiro, tivemos o nascimento do Sistema Financeiro Nacional, através da criação do Banco do Brasil em 1808. Somente após a sua criação a subscrição de títulos deu-se início no país, pois até essa época eram negociadas somente mercadorias, moedas, fretes e seguros. Em 1820 foi inaugurada a Praça de Comércio no Rio de Janeiro, onde os comerciantes se juntariam para realizar negociações, paralelamente em Salvador ocorreram movimentações para também criar uma Praça de Comércio, essa inaugurada em 1817, ganhado o status de primeira bolsa do país. Durante o século XIX grande parte das empresas começaram a lançar seus títulos no mercado, ocasionando a Lei de Entraves em 1860 e também a criação de novas bolsas, como a Bolsa Livre de São Paulo em 1890, e posteriormente a Bolsa de Fundos Públicos em 1895. No segundo período, com a retração da oferta de ações, os títulos de dívida pública passaram a ser uma nova opção de negócio. Os primeiros papéis foram emitidos em 1828, mas seu auge aconteceu entre 1920 e 1930, onde 90% do mercado era ocupado por títulos de dívida pública. Em 1940 tivemos a reforma da Lei das S.A., período que o Brasil dava início ao processo de industrialização. Também em 1940 tivemos a emissão de títulos de Obrigações de Guerra, destinados para despesas com a segurança nacional no período da segunda guerra. Acabada a guerra, o Brasil deu início a modernização industrial, consequentemente o mercado de ações foi aquecido com o surgimento de novas empresas. Em 1965 tivemos a criação da Lei do Mercado de Capitais, que veio organizar e estabelecer regras para as transações no território nacional. Contudo já em 1971 a bolha especulativa que havia sido criada nos anos anteriores estourou, causando prejuízo a muitos acionistas e desencadeando uma queda geral no mercado de ações. Para recuperar o mercado, em 1976 foi modernizada a Lei das S.A e a Lei do Mercado de Capitais, dando início ao mercado como conhecemos hoje.
Palavras-chave: Mercado de capitais; Títulos, Ações