Revistas Eletrônicas do Cesuca
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A fisioterapia pélvica na reabilitação de mulheres com incontinência urinária: uma revisão de literatura
A incontinência urinária (IU) é definida como a manifestação de qualquer perda involuntária de urina, de acordo com a Sociedade Internacional de Continência (Continência International Continence Society - ICS). Trata-se de uma condição comum que atinge pessoas de todas as idades, principalmente as mulheres. A UI pode ser causada por diversos fatores, incluindo enfraquecimento dos músculos pélvicos, alterações hormonais, infecções urinárias, cirurgias e doenças neurológicas. Existem diferentes tipos de incontinência urinária, sendo as três principais a incontinência de esforço, que ocorre ao tossir, espirrar ou levantar peso, a incontinência urinária de urgência, caracterizada por uma súbita vontade de urinar, seguida de perda de urina, e a incontinência urinária mista, que combina os dois tipos anteriores. A IU impacta significativamente na qualidade de vida das pessoas, causando constrangimento, baixa auto-estima e limitações em suas atividades diárias e relacionamentos sociais. Seu tratamento pode ser cirúrgico ou conservador incluindo tratamento fisioterapêutico, sendo o treinamento dos músculos do assoalho pélvico (PFMT) recomendado como tratamento de primeira linha para a IU. Esta revisão tem como objetivo analisar o efeito do treinamento muscular do assoalho pélvico na qualidade de vida de mulheres com incontinência. Metodologicamente trata-se de uma revisão da literatura cuja as buscas estão sendo realizadas através das bases de dados PUBMED, SCIELO E BVS, foram incluídas publicações científicas sobre recursos fisioterapêuticos para mulheres com incontinência urinária, em português, inglês e espanhol, publicados nos últimos cinco anos, com intervenções fisioterapêuticas aplicadas em pacientes humanos com incontinência urinária, foram incluídos estudos randomizados e relatos de caso, com os descritores fisioterapia, incontinência urinária e treinamento dos músculos do assoalho pélvico, na primeira busca foram encontrados 306 artigos, após leitura dos títulos e resumos restaram para leitura 42 artigos, destes foram selecionados 30 artigos para uma avaliação mais detalhada e por fim 10 deles foram selecionados para a tabela levando-se em consideração os critérios de elegibilidade como fisioterapia e incontinência urinária. A revisão encontra-se em andamento, porém, nos estudos selecionados, os tratamentos com o treinamento dos músculos do assoalho pélvico (PFMT) foi igual ou superior a seis meses, tendo suas participantes na maioria dos estudos idade superior a 30 anos os estudos analisados apresentam resultados significativos quanto ao treinamento dos músculos do assoalho pélvico (PFMT) no tratamento da IU, com melhora significativa na gravidade dos sintomas e incômodos relacionados, melhora da força muscular e resistência além de um maior controle da musculatura do assoalho pélvico
Patologia Veterinária na Investigação Criminal: aplicações do Médico Veterinário em casos de crimes contra animais.
Com a crescente demanda por investigações de casos criminais envolvendo animais, a Medicina Veterinária Forense tornou-se uma ferramenta essencial na coleta de evidências e na determinação da causa da morte. A figura do Veterinário Patologista Forense (VPF) em uma investigação criminal que envolva animais é crucial para uma melhor compreensão do caso. Os conhecimentos específicos de um patologista forense são, indiscutivelmente, fundamentais para a identificação e análise de uma cena de crime relacionada a atos ilícitos contra animais. O presente artigo, através de uma pesquisa bibliográfica, desenvolve os principais aspectos da Medicina Veterinária Forense e apresenta o papel fundamental do Veterinário Patologista Forense, utilizando casos criminais documentados por patologistas veterinários que demonstram a importância da atuação veterinária no contexto de crimes contra animais domésticos e silvestres. Reforça-se, assim, como o exame forense de um corpo animal pode esclarecer a verdade, levando a conclusões que contribuem significativamente para o desenrolar de processos legais. O artigo também detalha as diversas funções e atividades de um patologista veterinário forense. Antes da necropsia, o profissional deve avaliar as condições do local onde o animal foi encontrado, garantindo que todas as evidências sejam coletadas de forma precisa. A presença no local do crime permite ao veterinário compreender melhor as circunstâncias encontradas, que pode direcionar adequadamente os exames subsequentes. A abordagem multidisciplinar é outro ponto crucial. Um VPF deve trabalhar em conjunto com outros especialistas, como entomologistas e toxicologistas, para analisar todos os aspectos do caso. Testes complementares são fundamentais para identificar substâncias tóxicas, lesões ocultas e até estimar o tempo de morte, colaborando para um laudo diagnóstico mais preciso. Por fim, a necropsia forense veterinária é o principal método utilizado para descobrir a causa da morte de um animal. O artigo destaca a importância da documentação fotográfica, do registro minucioso de cada achado e da elaboração de um laudo técnico claro, que traduza as conclusões científicas em termos compreensíveis para todos, principalmente os tribunais
Métodos de diagnóstico para o vírus da Leucemia Felina (FeLV)
O Vírus da Leucemia Felina é um retrovírus, do gênero Lentivírus, com vários subgrupos descritos, com os mais relevantes FeLV-A, FeLV-B e FeLV-C. Sua transmissão ocorre através de vias horizontal e vertical, por saliva, sangue, transplacentária e lactogênica. A infecção por secreções é a mais relevante, possuindo forte carga viral, afetando diretamente hábitos de higienização dos gatos, infecta majoritariamente gatos de vida livre sem padrão de gênero. As principais alterações causadas pelo FeLV são a anemia, aumento do potencial de oncogenicidade, e a imunossupressão, há catalogadas três principais modos de infecção sendo a infecção progressiva, com avanço rápido na replicação viral; infecção regressiva, onde o vírus encontra resistência para replicação devido a uma resposta moderada do sistema imunológico, mas ainda ineficaz para imunidade estéril; e infecção abortiva, sendo mais raro e desafiador de estabelecer diagnóstico, detectado somente através de anticorpos. Portanto, o objetivo deste trabalho é identificar e revisar os principais métodos para determinar diagnóstico, utilizando metodologia de revisão bibliográfica de pesquisa de livros, artigos e trabalhos de conclusão de curso atualizados, assim obtendo resultados relevantes. O diagnóstico para o Vírus da Leucemia Felina pode ser realizado analisando sinais clínicos, porém são sistêmicos e inespecíficos, deve-se avaliar o contexto ambiental do paciente e obrigatoriamente realizar testes laboratoriais. Recomenda-se como eleição os kits de detecção de anticorpos ELISA (PoC), que detecta proteínas p27 do vírus, utilizando sangue. Os antígenos em gatos soropositivos para FeLV, na maior parte dos casos, são detectados 30 dias após exposição, o uso de exames moleculares de reação em cadeia da polimerase (PCR) é indicado em casos de dúvidas, para auxiliar e estabelecer o diagnóstico. Indica-se que todos os gatos de vida livre sejam testados na primeira consulta, para prevenção e controle do vírus. Temos disponível para uso no Brasil duas marcas para teste ELISA, o de fluxo bidirecional SNAP® Combo IDEXX e de fluxo unidirecional ALERE/BIONOTE Anigen Rapid, com sensibilidade e especificidade de 100% e 100% respectivamente para o SNAP® Combo IDEX, e 91,8% e 95,5% para o ALERE/BIONOTE Anigen Rapid. Existem vacinas disponíveis, dos laboratórios Zoetis e MSD, porém mesmo em gatos vacinados, caso haja presença de sinais compatíveis, a testagem deve ser feita novamente. Sugere-se que gatos soropositivos visitem semestralmente o Médico Veterinário, realizando exames de rotina, para prevenção de doenças oportunistas. Conclui-se que o FeLV é uma retrovirose, mundialmente prevalente, possui diversas formas de transmissão, sinais clínicos inespecíficos causando alterações hematológicas e imunossupressão, dificultando um diagnóstico pela observação, é prioritário a testagem no primeiro contato com Médico Veterinário, há disponível testes rápidos ELISA, de fácil aplicação e com rápidos resultados, testes moleculares podem ser realizados na presença de falsos negativos ou positivos, ou quando há suspeita clínica, a testagem é crucial para prevenção e controle. O paciente diagnosticado deve ser monitorado, realizando visitas regulares ao Médico Veterinário, e sendo uma patologia que afeta gatos de vida livre, recomenda-se criação sem acesso a ambientes externos
Associação entre estágios de mudança e marcadores de consumo alimentar de indivíduos atendidos no Laboratório de Habilidades Clínicas do Centro Universitário Cesuca
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Desenvolvendo habilidades interpessoais e vínculos familiares com crianças e responsáveis
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Oficina voltada para a busca de empregos e orientação de carreiras: um relato de experiência
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A relação entre venda de conteúdos adultos em redes sociais e plataformas adultas e a autoestima feminina
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Fronteiras e Resiliência: uma abordagem Sistêmica das Famílias, em Encanto, Extraodinário e Pequena Miss Sunshine
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O papel do enfermeiro em visitas domiciliares com ênfase em saúde mental: um relato de experiência
Como acadêmico de enfermagem, realizo visitas domiciliares focadas na saúde mental e bem-estar geral na região 3 da USF Érico Veríssimo em Gravataí - RS. Este resumo relata minha experiência no estágio curricular em 2024/2. Dentre todas as visitas realizadas destaca-se o caso de uma idosa de 87 anos, M.E.S., com depressão. Essas visitas, aprovadas pela coordenadora, têm sido desafiadoras, oferecendo uma visão sobre a importância do cuidado domiciliar e as complexidades do suporte à saúde mental dos idosos. Durante as visitas, enfrento desafios significativos, como a resistência da idosa em aceitar ajuda emocional, geralmente devido à percepção de independência e ao estigma associado à saúde mental. Construir uma relação de confiança é essencial, exigindo tempo e paciência. Devido à idade da paciente, é importante abordar suas necessidades de forma sensível visto que a condição de saúde da idosa apresenta complexidades que requerem uma abordagem multidimensional, pois os problemas de mobilidade e dificuldades cognitivas complicam a implementação de estratégias de suporte mental. A colaboração com familiares e outros profissionais é fundamental para garantir um cuidado eficaz e o acompanhamento familiar é vital para identificar sinais de estresse e desenvolver intervenções que melhorem a qualidade de vida da idosa. Durante as visitas, avalio o estado mental da paciente, identificando sinais de depressão ou ansiedade e promovendo atividades que estimulem seu bem-estar. Isso inclui conversas sobre suas memórias e interesses, além do incentivo a práticas que proporcionem prazer. Minha abordagem é centrada na empatia e no respeito pela autonomia da idosa, e essas visitas me proporcionaram uma perspectiva sobre o impacto do ambiente doméstico na saúde mental dos idosos e a importância de uma abordagem humanizada. A experiência tem sido fundamental para meu desenvolvimento, aprimorando minhas habilidades de comunicação e intervenção em saúde mental. Cada visita reforça a importância do cuidado integral e da dedicação no trabalho com a população idosa, oferecendo aprendizados valiosos para minha futura carreira como enfermeiro da saúde da família.